Como o prometido é devido, aqui vaio resto das fotos...
Companhia de Cavalaria 2415 - Moçambique 1968 / 1970
Como o prometido é devido, aqui vaio resto das fotos...
É verdade. Depois de um Sábado atribulado por causa dos nossos amigos Ingleses que tudo volte á normalidade. Estamos num país que não dá para compreender o que se está a passar. Que vergonha! O nosso país está a tornar-se como um barco á deriva. Esperamos que não vá encalhar.
Mudando de assunto. Estive alguns dias na Figueira da Foz de onde regressei na Sexta- feira e vou partilhar no nosso blog algumas fotos que tirei.
Sim. Este texto (dirão uns) pode estar fora daquilo que é o nosso blog, mas como disse já algumas vezes, o filme da 2415 chegou ao fim não havendo mais cenas para contar a menos que haja alguém que ainda tenha algo escondido.
Por esta razão, (julgo que os meus colegas estão de acordo) o nosso blog está aberto a outros assuntos. Isto é: desde que se tratem de assuntos sérios , com simplicidade e com respeito pela liberdade por tudo e por todos, podendo dizer por vezes aquilo que nos vai na alma para alertar certas mentes.
Sendo assim, A partir de agora, mais uma estrela vai brilhar no Céu. Essa estrela tem o nome de : Maria João Abreu. Ela neste momento está a fazer companhia a muitas outras estrelas de outras que já partiram e que já lá brilham á mais tempo. Podem dizer: mas o que temos haver com isto? Eu tenho. E cada um é como cada qual. Pois os sentimentos e a maneira de ser não é igual em todos nós.
Já estive no Brasil e lá conheci pessoalmente (pela mão de um grande amigo) alguns atores e atrizes de telenovela. Mas, cá em Portugal. só conheci pessoalmente a nossa Maria João Abreu quando fui ver uma revista na F. da Foz "Portugal ás Gargalhadas" Eu estava na primeira fila e numa certa e determinada altura numa cena, ela saiu do palco dirigiu-se a mim e sentou-se no meu colo. Fiquei surpreendido como era de esperar, e durante cerca de um minuto eu estive em cena com ela (assim se pode dizer) num diálogo de altura bem divertido. No fim do espetáculo, consegui falar com ela e vi quanta simpatia irradiava do seu rosto. Podia-me ter virado as costas. Afinal quem era eu? E hoje, ao ver todos os colegas dela e outros admiradores falarem sobre ela é que vi que não me enganei. Era uma senhora uma verdadeira mulher e uma verdadeira atriz.
É por isto que eu escrevi este texto como uma singela homenagem minha.
Que a sua alma descanse em paz.
Que tenham todos um ótimo fim de semana.
SANTA
.O tempo vai passando por nós o que é uma grande verdade, mas por mais que o tempo vá passando, há coisas boas que não esquecem mas, também há coisas más que perduram no tempo e que a nossa memória não apaga. Refiro-me neste caso há "Guerra Colonial".
Como disse atraz, o tempo vai passando e ao mesmo tempo, todos aqueles que dela fizeram parte e ainda estão vivos, vão desaparecendo o que faz com que seja um alívio para os nossos governantes. Porquê? Já não os incomodam! Ficam livres daqueles (principalmente os deficientes) que ao longo do tempo precisaram de ajuda do Estado e este mesmo Estado se veio esquecendo deles ao longo do tempo. Muitos morreram sem verem os seus direitos serem reconhecidos. Ao longo do tempo, houve sempre um olhar para o lado sobre a Guerra Colonial e seus efeitos nos que nela combateram.
Agora, depois de tantos anos passados, e que tantos de nós já desapareceram, eis que se consegue o "Estatuto do Combatente". Pode dizer-se tarde? Sim. Mas foi graças ao esforço da Liga dos Combatentes e á Associação dos Deficientes das Forças Armadas. Agora, todos esperamos que o governo faça o que lhe compete: cumprir o que nele consta. Mas será que vai cumprir? Quando? Esperamos para ver.
Já tenho dito muitas vezes: enquanto houver um combatente vivo já mais será esquecida a maldita Guerra Colonial. Que cada um de nós que a viveu não deixe que ela se apague no tempo pois, foi mau de mais para que tal aconteça. Já basta os outros... que a querem ignorar e outros que nos criticam que, ignorantes, se esquecem que hoje desfrutam de uma liberdade á custa daqueles que nela combateram morreram e ficaram deficientes. Por isso, se deu o 25 de Abril. Quem não reconhece isto é diz por vezes tantas barbaridades... Eu falo assim, porque infelizmente ao longo do tempo já ouvi coisas...
Eu sei que estamos num país livre. As pessoas têm o direito de terem opinião. Mas, há coisas que por vezes se dizem que se deveria ter um pouco mais de respeito pois o respeito não faz mal a ninguém. Vejam só. Será que alguém vai acreditar nisto? Em conversa com algumas pessoas, veio á baila a Guerra. A certa e determinada altura, sai da boca de uma das pessoas presentes para um colega meu, simplesmente isto: Tu estás bem na vida. A Guerra deu-te uma boa pensão. Não podes falar mal. Claro que se gerou alguma confusão pois o meu colega não tinha uma perna e na sua juventude praticava futebool. Enfim ...
Como já disse, nós que ainda cá estamos, temos que manter viva o que foi a Guerra Colonial. Quer queiramos ou não ela faz parte da nossa História e eu ao longo dos anos, este assunto nunca foi "tabú" na minha família nem entre amigos e muitos jovens. É o caso do meu neto que ao longo dos anos me tem acompanhado em todos os convívios da 2415 como também nos convívios da A.D.F.A da Delegação de Coimbra. Sempre atento ás nossas conversas sobre a guerra. São os nossos filhos e os nossos netos e restante família que têm de passar ás gerações futuras o que foi realmente a Guerra Colonial e o que a nossa geração passou.
Já agora, e em forma de lembrança, que os nossos governantes não se esqueçam da promessa do Estatuto do Combatente que é trazer para Portugal os restos mortais dos que por lá ficaram sepultados de maneira que as suas famílias façam o seu luto. Só por curiosidade e se a minha memória não me falha, julgo que nos primeiros anos da Guerra Colonial o Estado não pagava a transladação para a Metrópole dos nossos camaradas mortos. Um exemplo. De Moçambique a transladação custava á família cerca de 12.000 escudos. Mas vergonha das vergonhas existem mais de mil camaradas enterrados por lá e em muitos casos, desprezados.
O tempo não pode apagar cada pedra da nossa história embora muitos desejam que não se fale nela. Podem dizer que estão fartos do que escrevo mas nunca me falarem até que o meu cérebro me mantenha a memória viva.
Com um grande abraço para todos
SANTA
Susto. Dia 26 de Fevereiro de 1969. Um grupo da malta da 2415, andam atrás de uma bola num rudimentar campo de futebool eis quando nada o fazia prever, soam vindo do mato, o rebentamentos de granadas. A malta foi apanhada de surpresa e em debandada correu para o aquartelamento e em seguida para os abrigos. Felizmente que as granadas não nos atingiram. Já com o perigopassado, chegámos á conclusão que seriam granadas de canhão sem recuo. Talvez o nosso inimigo não soubesse ainda manejar a dita arma. Sorte nossa!
Pesadelo. Faz hoje cinquenta e três anos. Era Segunda - Feira quando a 2415 regressava de Catur para Lione, parava em Manssangulo para trocar uns dedos de conversa com os nossos camaradas da companhia 2418 ali sediada. Passado esse tempo, dá - se o regresso para Lione. Ao chegarem á zona de Kitamba ou zona dos Ananases e o Caracol, foram surpreendidos por uma emboscada. Apanharam logo de frente com uma bancada seguida de uma chuva de tiros que deixou a malta sem reacção. Resultado: dois mortos e diversos feridos graves. É de realçar, que momentos antes a 2418 tinha ali passado sem problemas. Na minha modesta opinião,
esta emboscada talvez tivesse relacionada com o fracasso do ataque ao nosso aquartelamento.
Sendo assim, desta vez o plano deles foi bem sucedido pois além de muitos feridos causados e muitos deles feridos graves, mataram dois graduados. Foram eles: o Sargento Carvalhito e o Furriel Santos. Para a 2415 tinha sido um fim de tarde mais que terrível, era um pesadelo. A 2415 tinha provado do veneno da Guerra Colonial.
O nosso blog, não podia deixar passar esta data e pela parte que me toca, ela diz-me muito pelos factos já contados no nosso blog. O meu desejo é , e também será de todos os camaradas da 2415 é que as suas almas estejam em paz.
Nada mais por hoje. Um grande abraço para todos.
SANTA
Este texto foi enviado pelo nosso camarada da 2415 Nuno Vivaldo que foi enfermeiro da malta!
Ora bem: Em 1967, depois de sair do Quartel das Caldas da Rainha, fui para Coimbra para o Regimento de Serviço de Saúde (que era perto da prisão local). Lá fiz a parte teórica e depois fui fazer a parte prática de enfermagem, para o dito Anexo de Campolide do Hospital Militar.
Tu (em resposta ao meu texto sobre o anexo militar) em 1970, como vieste evacuado, já sabias mais ou menos o que encontraste no Hospital. Agora eu, que talvez ainda fosse para o Ultramar, estás a ver o trauma que tive ao ver invisuais e camaradas decepados. Nunca me tinha passado pela cabeça que estávamos em guerra.
Ao tratar daquelas feridas, tentei sempre ajudá-los com pensamentos positivos. Nunca mais pude esquecer aqueles camaradas e ainda agora as lágrimas escorrem-me pela cara.
Do anexo, saí para Cavalaria 7 para formar companhia e uma coisa que me foi ordenada no hospital foi que, eu nunca dissesse o que tinha visto. Assim aconteceu naqueles dois anos que lá estivemos, esperando sempre que nada nos acontecesse.
Agora, estou a ser seguido por um Psicólogo na Liga dos Combatentes e provavelmente seguirei para Psiquiatria pois o medicamento que tomo há 50 anos já não faz efeito.
Por NUNO VIVALDO
Amigo Vivaldo. Sempre que queiras enviar algum texto para o blog, não tenhas problemas que eu o encaminho para o mesmo transcrevendo-o.
Com um grande abraço
SANTA
Ora bem. A primeira dose já cá está! Recebi a primeira dose da vacina. A que me calhou, foi a famosa "Astrazneca". Não tive qualquer reação de vulto. Tudo normal. Agora, só no dia 8 do 7 é que vai a segunda dose. Espero poder andar mais descansado mas utilizando aquela velha máxima: o seguro morreu de velho! Sempre de pé a trás!
Mudando agora de cenário, vou transcrever para o nosso blog um artigo do meu grande amigo José Maia (grande deficiente), que saiu no último (elo). Tem por titulo: Parole, parole, parole.
Escreveu assim o meu grande amigo José Maia: Com toda a franqueza, nunca me convenceram de todo as retóricas, intervenções e oratórias ciclicamente ouvidas, quando das visitas à ADFA, de dignatários do poder político. Vem isto a propósito do texto do nosso camarada Fortuna, publicado no último Elo. Quase se poderá dizer que está lá tudo. Claro, verdadeiro, realista, objectivamente esclarecedor na abordagem que faz relativamente ao tema em causa. Com a devida vénia, permito-me lembrar a parte final do artigo: "(...) não basta que os representantes do Estado afirmem nos seus discursos que os Deficientes das Forças Armadas são credores de uma dívida por saldar, mas é honroso que concretizem com medidas o pagamento dessa dívida. A Guerra Colonial só acabará quando morrer o último descendente do último combatente".
A verdade nua e crua de uma situação que se arrasta há décadas, provocada pelo sistema fascista e que uma democracia parece não querer solucionar definitivamente, sem que haja pontas soltas-digo eu.
Credores da nação-prioridades das prioridades-excepção das excepções?!
Lindo de ouvir... Mas, depois do aplauso, outra vez a nostalgia, a frustração, a revolta, a imoralidade, a indignação.
Do céu ao inferno, ainda com ruído de fundo dos últimos aplausos, depois da audição de eloquente e erudita demonstração oratória... Produto bem exposto, promessas, sublimes intenções...
Nos anos 60/70 do século passado cantava Dalila, artista francesa o tema de enorme êxito que se encaixa na perfeição "Parole, parole, parole".
Monumentos, estátuas, homenagens. Dispensam-se senhores!
Juventudes interrompidas, famílias desfeitas. Então?
Vergonha, senhores, e um pouco de bom senso. Façam, cumpram, só isso...
A verdade acima de tudo. Já somos demasiados velhos; os que vamos restando para sermos embalados...
Acreditando, confiando talvez, que o pesadelo se dilua e possamos ainda voltar a sorrir.
José Maia.
Termino por hoje , desejando a todos uma óptima semana.
SANTA
Será que já se vê a luz ao fundo do túnel? Será que é impressão minha? Deve ser esta última! Já se começou a desconfinar. E o que é que se vê? Tudo á balda minha gente. A balda é tanta, que quem tem as esplanadas já a funcionar pedem para que respeitem a lei usando máscara para que tudo não volte a fechar. O que se têm visto na televisão, dá que pensar. Claro, depois queixam-se se voltar tudo para trás e acabar a brincadeira! Nunca pensei, que houve-se tanta gente com falta de respeito. Por todo o lado o ser humano esta a perder as qualidades que devia ter: A QUALIDADE DE SER HUMANO. È por isso que andamos todos de pè... Não é só o caso da pandemia, é também na vivência entre outros países. O que se está a passar agora no norte de Moçambique, mostra bem quanta brutalidade e crueldade do ser humano para com iguais seres humanos. Gente indefesa, e então as crianças. Para quê? Qual o benefício de tais ações? Será que alguém tem resposta credível para tal situação? Para onde se caminha? Que quer o homem fazer deste planeta? Destruí-lo? Para quê? Ao destruí-lo está a destruísse a si próprio.
Amanhã (dia 9),vai-se comemorar pela primeira vez o Dia do Combatente da Guerra Colonial. É verdade que para muitos não ligam nada a isto, para outros não havia de existir nada disto e ainda para mais alguns tudo isto serve para caluniar quem lá andou. Mas tudo isto é o que menos importa. Os senhores de agora podem bem falar, pois foi á custa do sacrifício de todos nós e dos que lá morreram e ficaram deficientes, bem como aos Capitães de Abril que hoje usufruem da liberdade que lhes deu o 25 de Abril. Para aqueles que teimam em nos incriminar, nós dizemos: "Os cães ladram e a caravana passa".
São quinze horas. Hora a que estou a escrever este texto. O sol está a entrar-me pela janela dentro como qual holofote que me ilumina. Ao mesmo tempo penso como é possível amanhã estar já a chover? Pelo menos é o que dizem os homens do tempo... Mas, os prodígios da Natureza são insondáveis! Sendo assim, vou terminar, pois ainda hoje tenho que dedicar algum tempo á minha cultura de "morangos". Isto é: vou tirar-lhe algumas folhas velhas e apanhar alguns que já estão maduros. É um dos sítios onde passo o tempo de confinamento e tratar ainda da minha coleção de catos e do resto do jardim. Claro, ainda sou dos poucos que pode ter este bem. É ter uma pequena área de terreno que me chama para sair de casa e andar entretido...
E pronto. Por hoje é tudo. Desejo a todos muita saúde.
Com um grande abraço
SANTA
Há 3 dias atrás vi e ouvi na SIC Noticias o conceituado comentador Nuno Rogeiro, especializado em assuntos bélicos internacionais, a dissertar sobre o assunto do momento, os ataques do "Daesh" às cidades mais a norte de Cabo Delgado em Moçambique. Alongou-se no enorme conhecimento que acha ter daquele mediático assunto, tocando na questão da "ajuda" de Portugal nos acordos de cooperação militar com aquele país e que trata, simplesmente, do assíduo envio de militares especializados no ensino técnico-militar em todos os aspectos de defesa territorial.
Até aqui nada a enganar foi mais do mesmo, ou seja, é do nosso bolso que sai o "money" para custear as despesas destas "tretas", para parecer bem.
E, a terminar, o nosso abalizado comentador lembrou-se de disparar um míssil, digo eu. Disse que a situação é de tal ordem grave no terreno que, por uma questão moral, Portugal devia prestar ajuda mais significativa que seria o envio para o terreno dos nossos militares das Forças Especiais habilitados e preparados para este tipo de ação.
Acreditem que paralisei...... não queria acreditar que ainda fosse possivel ouvir tamanho disparate. Só podia ser brincadeira!
Agora, mais calmo, reconheço que passados 50 anos o trauma cá continua bem agarrado e jamais sairá. Daí esta minha reação.
Após a chegada à "Metrópole" e o 25 de Abril, todos passámos a ter uma certeza dentro de nós que nos enchia a alma, os nossos filhos e netos estavam livres daquele pesadelo.
Eis, quando surge de repente o Sr. Nuno Rogeiro, Prof. Dr. a "chatear" os que cá estão. Sabe que mais? Dou-lhe um conselho e de borla: deixe-nos em paz e sossego, já temos a nossa conta. Não acha que basta terem falecido naquela ex-provincia "ao serviço da pátria" 3136 jovens portugueses? Fora os milhares que por cá ainda vão carregando os ferimentos e as deficiências e os stress-pós-traumáticos.
Olhe, caro comentador, se tem assim tanta vontade de lutar, dou-lhe outro conselho: VÁ VOCÊ!
Mas a realidade actual do que por lá se passa na terra dos "macondes", aqueles que durante a "nossa" guerra considerávamos os mais duros e agressivos inimigos, que nos impunham respeito e até medo, agora que houve uma invasão e ocupação do seu território, das suas casas, das suas familias, é muito estranho que os ditos "macondes" não tenham capacidade para resistir e escorraçar os terroristas invasores do "Daesh", tal como o fizeram, e bem, contra os portugueses na época. (Agora também se chamam "terroristas". Engraçado... volta tudo ao mesmo)!
Deixo aqui a transcrição duma "Carta Aberta" dirigida ao Presidente da Republica de Moçambique, que me fizeram chegar às mâos.
Pois é. Parece que foi ontem mas já lá vão cinquenta e um anos. Se a memória não me falha (as datas para mim são um problema) foi em Março de 1970 que saí do Anexo de Campolide (Anexo do Hospital Militar Principal) também conhecido por Galinheiros e também por Depósito ou Armazém de Carne Humana. Não tenho boas recordações do tempo que lá passei. Havia uma parte do hospital (cavalariça) que era um horror. Viam-se soldados sem pernas que não tendo cadeiras de rodas rastejavam pelo chão. Era triste ver as famílias que os vinham visitar chorando de dor. Era daqui, que pela calada da noite saiam os corpos daqueles que não aguentaram os seus ferimentos, e eram transportados quase em segredo para as suas terras. Onde eu estive, tu eras obrigado a estares misturado com camaradas com ferimentos severos chorando ora gritando com dores insuportáveis e que a espera por vezes para lhe atenuar o sofrimento eram longas e é quando isso acontecia. Só quem por ali passou sabe verdadeiramente o que era aquele inferno. Hoje, muita gente desconhece por completo o que foi a Guerra Colonial e nem querem saber. Já foi á muito tempo. Hoje os seu filhos e netos, já lá não vão. É trise, que alguém que não devia, tenha ao longo do tempo tentado passar com uma esponja por cima de tudo. Muitos dos mutilados, cegos paraplégicos e trataplégicos e outros ferimentos que ainda estão vivos, nunca se vão esquecer deste Depósito de Carne Humana.
São situações e casos, que todos nós guardamos para a vida inteira. Não sabem o que eu senti quando fui dado incapaz e regressei a casa. A minha alegria (imensa) era toldada pela tristeza que sentia por aqueles que ainda lá ficaram naquele inferno. Pode custar para muitos ler estas palavras. Foi mentira? Não. Esconder? Também não. Já basta o que foi escondido naquela altura e não só...
Há muita gente que diz: O tempo tudo apaga. É mentira.
Já chega por hoje. Ás vezes, pôr coisas do passado cá para fora faz bem.
Um grande abraço para todos
SANTA
Claro. A confusão continua. Sempre que vem á baila nos órgãos da comunicação social a Guerra Colonial, fala-se no número de mortos. Tem havido diversas contabilidades sendo o número que mais vezes tem sido divulgado é: cerca de oito mil mortos. Sendo assim, vamos lá a ver a que ponto chegamos.
No Lapidário do Memorial em Belém, estão gravados ( segundo sei ) , 9.274 nomes que estão relacionados com Angola, Moçambique e Guiné. Segundo sei, neste Lapidário, não constam os nome de 140 mortos em Angola, 445 em Moçambique e 817 da Guiné. Juntando estes números dos que faltam aos que estão no Lapidário passam a ser 10.676 e não 8.000... Então em que ficamos?
............... ............
Já agora, quero lembrar que existem em Angola, Moçambique Guiné, cerca de 3.000 por lá sepultados e que as suas famílias ainda continuam á espera de fazer o seu luto por eles e dizer-lhe o último adeus.
Segundo o Estatuto do Combatente que foi elaborado pela Assembleia da República e que todos ainda estamos á espera dos seus benefícios, uma das suas promessas é o regresso desses sepultados ás suas famílias. Esperamos para ver. Quando este célebre Estatuto sair de vez, ainda haverá algum Combatente vivo?...
Continuação de uma óptima semana
SANTA
Será que é desta vez ? Espero bem que sim. Parece que, com respeito á pandemia começa a vislumbrar-se a luz ao fim do túnel. Ao que consta, o confinamento vai acabar progressivamente. Esperamos todos que tudo vá correr bem e que todos nós possamos contribuir para isso respeitando tudo o que nos for imposto pela DGS. Não vamos estragar e dar por desperdício o confinamento anterior para que não possamos voltar a trás. Tenho muito medo! Vejo pessoas que para elas tudo já passou e portanto vida para a frente. Mas de que maneira? Com que cautelas? Como disse atras, tenho muito medo que que o grupo destas pessoas vá estragar tudo e que não potenciem uma nova vaga. Espero que possamos passar o verão bem passado sem sobressaltos de maior. Um verão bem gozado e em liberdade com a nossa vida. Assim espero e que todos o queiram.
No nosso blog, muito tenho falado do nosso amigo e saudoso Carlos Silva. Muita coisa já aqui foi divulgada, mas com certeza o que não foi dito é que alguns dos poemas atrás divulgados foram feitos para ser cantados, isto é: adaptados a músicas de outros cantores. A letra que vou inserir hoje no nosso blog, tem por titulo: "DOR D´ALMA". Letra de Carlos Silva adaptada á música de Frei H. da Câmara (O lenço a dizer adeus).
Para ouvir o " E o lenço a dizer adeus " do Fr. Hermano da Câmara, cliquem neste link.
Saudade. É verdade. Foi notícia no nosso blog. Faz hoje um ano que faleceu o nosso Presidente da Delegação de Coimbra, José Soles Girão. Hoje, rumamos á sua campa (o Presidente, Dr. Paiva o Vice Presidente José temido eu e a sua esposa) par lhe prestar uma homenagem sentida. Dizem que não á insubstituíveis. Pois eu não acredito muito nesta palavra. Porquê? Porque a partir do seu falecimento nada voltou a ser a mesma coisa. Era um homem com conhecimentos extraordinários muito amigo de ajudar os outros, deficientes ou não, um homem sincero em quem se podia confiar. Deixou-nos quando a A.D.F.A mais precisava dele como lutador pelos direitos dos deficientes militares. Ele e o Comendador José Arruda eram dois pilares da Associação. Desapareceram no espaço de um ano entre eles. Girão, serás sempre lembrado por todos nós bem como o Arruda. Que as vossas almas estejam em paz.
SANTA
Estamos no bom caminho da nossa liberdade do dia a dia para podermos ser normais na nossa vida. Espero que todos saibam compreender estes novos dias que vamos ter pela frente e respeitar as normas de saúde que nos são impostas ou seja: o confinamento, para que possamos já para verão gozar as nossas férias como elas devem ser gozadas.
Acabei de ler o livro de poesia do nosso conhecido Carlos Silva e não fiquei indiferente a este poema: Évora - MURALHAS A DENTRO.
As tuas belas cantigas
Que as raparigas
A voz lhe dão
Cantando ceifam espigas
Cigarras formigas
Que lindas são
Searas ao vento onduladas
Pelo sol douradas
Se perdem de vista
De papoilas salpicadas
Ao molho atadas
Nobre conquista
Évora terra bela
Louros à janela
De glória e fama
Tem os ossos na capela
Orgulhoso com ela
O Templo Diana
Planície de verdes prados
Extensos montados
Sobro azinho
Solares abrazonados
Campos semeados
De pão e vinho
Os teus museus e mirantes
Recebem visitantes
Com amizade
Nomes ilustres e sonantes
Dão-te cidade
Toda a humanidade
As tuas pedras lavradas
À mão trabalhadas
Com arte esculpidas
Decoram velhas arcadas
Em estátuas Armadas
De branco vestidas
Desde as portas de Aviz
Largo do Chafariz
Giraldo ao centro
Deus para te ver feliz
Uma a Sé e a Matriz
Muralhas a dentro
Princesa do Alentejo
Doce desejo
Tudo és para mim
Sou quem te quer bem
Me perdoe minha mãe
Se não a amei assim.
CARLOS. SILVA
Por hoje, neste belo Domingo cheio de sol adivinhando já a chegada da Primavera, término enviando um grande abraço para todos com os votos de muita saúde e uma ótima semana com tudo de bom.
SANTA
Será que viver a nossa vida do dia a dia vai voltar em liberdade? Será que tudo vai voltar como dantes? Tenho sérias dúvidas. Que saudades já se têm dos convívios familiares, dos passeios em família, das viagens no nosso país e no estrangeiro, isto para já não falar da falta de aulas presenciais e o convívio nas escolas e tantas outras coisas que podia acrescentar...
Quando foi a calamidade das Torres Gémeas, foi dito que o mundo não voltava a ser o mesmo. Agora com esta pandemia tudo voltará a ser como dantes? Acho que não. O medo ficará instalado por muito tempo nas pessoas exceto na aquelas que levaram o tempo a brincar com a situação.
Mais um ano (em princípio) em que não se vai realizar o convívio da 2415. É mau, porque se começa a perder o contacto com os nossos companheiros. Alguns ainda contactam pelo telemóvel mas destes alguns, são muito poucos. Tudo se começa a perder no tempo. Hábitos que vão ser difíceis de retomar pois o medo vai estar sempre presente. Cada um de nós tem que zelar pela nossa vida, como por transmissão, zelar pela vida dos outros. É uma obrigação zelar pela nossa vida bem como pela vida do nosso planeta. O homem, com a sua ambição, continua com a ganância de conquistar outros planetas quando não consegue governar este! Tantos milhões se gastam nesta conquista, quando neste planeta tantas crianças morrem á fome e tanta gente não tem uma casa modesta que seja para viver.
Que tudo possa voltar á normalidade são os meus votos. Que a liberdade da nossa vida diária volte.
Desejo a todos uma ótima semana com muita saúde.
Um abraço para todos
SANTA
Ainda bem. O sol está de volta. Por agora chega de chuva. Hoje está um lindo dia com o sol brilhando. É lindo ver a passarada cantando como lhe dando as boas vindas. O tempo é mesmo assim, dá-nos o mau e o bom só esperamos é que este maldito vírus se vá embora para poder gozar a parte boa em liberdade e realmente poder gozar o sol magnífico que temos pela frente.
Tendo acabado já algum tempo de ler o livro do nosso saudoso Carlos Silva (AS CORES QUE A VIDA TEM, 465 páginas) Faltava-me ler outro livro dele que tem por título "Os meus poemas P´ra Outras Músicas". Sendo assim, não me escusei de publicar no nosso blog mais um poema (deste novo livro) de sua autoria a que ele deu o nome: "AO MOURAL E AO GADO, AÇORDA E PRADO". Um poema que contém algumas palavras que são genuínas do Alentejo.
Vamos lá então:
Faz hoje cinquenta e dois anos. Seis de Fevereiro de 1969. Mais uma tragédia acontecia na Guerra Colonial. Rio Corubal na Guiné. Na passagem deste rio, na estrada para Nova Lamego, virava-se uma jangada que levou consigo para a morte 47 militares portugueses e um nativo. Era mais um facto triste numa guerra que nunca devia ter existido. Para as famílias, mais um momento de dor que se iria prolongar até aos dias de hoje. Além de perderem os seus ante-queridos, nunca poderiam fazer o verdadeiro luto por ausência dos seus corpos. PAZ ÁS SUAS ALMAS.
SANTA
Quatro de Janeiro de 1961. Começava a Guerra Colonial em Angola. Foi uma data que iria marcar os anos seguintes. Angola 1961, Guiné 1963 e depois Moçambique em 1964. Aqui começava o martírio. Era a Guerra a entrar no seio da juventude de então. Ela iria fomentar a tragédia, a dor, o luto e tristeza nas famílias pois rapidamente começou a mobilização em massa pelo efeito de também Guiné e Moçambique terem entrado no mesmo cenário. Foram anos de horror que iriam terminar numa data marcante: 25 de Abril de 1974.
Enquanto for vivo um combatente da Guerra Colonial ela não se apagará das nossas memórias. Quando morrer o último combatente, que haja alguém que continue a honrar aqueles que nela combateram e os que nela morreram.
SANTA
O NOSSO BLOG NÃO PODIA FICAR INDIFERENTE. FAZ UM ANO QUE NOS DEIXOU UM HOMEM QUE LUTOU PELOS DIREITOS DOS DEFICIENTES DAS FORÇAS ARMADAS. O COMENDADOR JOSÉ ARRUDA. SAUDADE ETERNA.
SANTA
Divagando pelo tempo, foi no dia 26 de Janeiro de 1969 faz agora cinquenta e dois anos que eu dei entrada na Cirurgia do hospital de Vila Cabral, agora Lichinga. Começava aqui a ser traçada a minha aventura que iria me dar a passagem por diversos hospitais ( além de Vila Cabral, Nampula, Lourenço Marques e anexos do hospital Militar de lisboa os conhecidos "galinheiros) onde as peripécias foram muitas. Houve de tudo. Desde as viagens com história, médicos, consultas e a saudade dos meus companheiros da 2415. Sim. Eu a partir daqui, iria conhecer novos colegas e criar novas amizades mas a malta da 2415 estava sempre presente na minha mente. Houve outras coisas mas já foram aqui contadas no início do nosso blog. Muita gente não sabe o que eram os hospitais militares na altura. O que se passava naqueles quartos e corredores. É por isso, que hoje, ainda tenho uma certa aversão em entrar num hospital. Mas o tempo passa e o que agora vejo nos nossos hospitais por causa da pandemia faz-me lembrar muita coisa que vi pelos hospitais onde passei. Hoje, os nossos hospitais parecem estar a ser uma cópia deles. Claro, não pela guerra mas muito por causa desta pandemia que também parece uma guerra de outra dimensão e de outra natureza.
Nunca pensei que o nosso país tivesse que atravessar uma situação destas. E nós, que andamos na Guerra Colonial estamos a passar por outra doutra espécie mas que não deixa de ser uma guerra desta vez contra um inimigo que aos nossos olhos é invisível. Eu já não sei se é um inimigo invisível se são três! Mas a este respeito, há mais inimigos, são aqueles que não respeitando as regras de confinamento e nós não sabemos quem são. São outro tipo de pandemia mas sabem o que fazem, logo, sabendo o que fazem são criminosos.
É impressionante ver pessoas, que depois de verem divulgados através das redes sociais os números de mortos e de infetados, as imagens que nos dão a ver dos hospitais, ainda há pessoas que brincam com a situação. Eu sinto medo quando tenho que ir (geralmente ao Continente passe a publicidade) fazer compras para aminha alimentação e ver o que vejo. Vejo pessoas que andam de máscara porque são obrigadas. Muitas chegam cá fora e baixam-nas logo para o pescoço. Quanto á distância muita gente não quer saber e mesmo quando são chamadas para a irregularidade ainda nos tratam mal. Sendo assim, estas pessoas são as pessoas educadas deste país. Desculpem, enganei-me. São as pessoas estúpidas e mal educadas deste pais!
Nada mais por hoje. Só me apetece dizer: não sei onde isto vai parar! Pela parte que me toca tenho muito medo e tenho em casa duas pessoas oncológicas que não sabem quando vão ser vacinadas.
Um grande abraço desejando para todos muita saúde. Protejam-se!
SANTA
Disse alguém uma vez (julgo que foi Mário Soares) que todo o cidadão tem direito á indignação. Pois bem. Hoje sou um deles. Estou indignado e triste, por ver o nosso querido Portugal na situação em que está por causa da pandemia. Estou indignado por saber que existe tanta gente que brinca com a situação havendo em certas alturas uma atitudes de gozo e desprezo por quem tem mais educação e respeito que eles. Ainda á poucos dias tive que ir comprar géneros alimentícios (sim, temos que comer) e estava numa fila em que as pessoas não cumpriam com o distanciamento. Eu, com boa educação disse: por favor, mantenham o distanciamento. Já viram que estamos em cima uns dos outros. Qual foi a resposta? Um dos senhores disse: se tem medo compre um cão ou vá para casa. Não sabia que havia tanta estupidez e falta de respeito demonstrada por alguns seres deste país! Vão-me desculpar mas estas pessoas que não respeitam o confinamento e algumas delas infetadas, são criminosas á luz da lei. O que eu vi ontem em diversos canais de televisão, não passa de uma falta de vergonha e uma má educação descarada. Algumas respostas que eram dadas aos jornalistas eram de uma mediocridade tal que a impressão que deixavam era um ato de gozo para quem cumpre. Para eles, que guardem a sua estupidez e falta de educação e respeito bem guardada na sua cabeça, pois ela não tem lugar para mais nada de bom! Ver tanta gente a passear sem máscara todos em cima uns dos outros e um carro patrulha da polícia passando entre eles como nada de grave se estivesse a passar, bom... Muitas vezes pergunto a mim mesmo: será que essas pessoas ao verem as imagens na televisão sobre os hospitais o cérebro deles não para um pouco para pensar? Eu assusta-me ver aqueles doentes ligados aquelas máquinas com médicos e enfermeiro de volta deles. Logo penso: eu não quero passar por aquilo. A todo o custo, vou cumprir eu e os meus todas as normas de segurança que me é possível para meu bem e para bem dos outros mesmo aqueles que assim não pensam. Já agora. As pessoas que não respeitam as normas de segurança, já pensaram se eles ou alguém da família tiver um acidente ou ser acometida de uma doença súbita (não covid) têm que ir para o hospital e estarem horas para serem atendidas? Pois é. É bom lembrarem-se pois o mal espreita sempre atras da porta! Lembrem-se ainda daqueles profissionais de saúde que todos os dias (24 horas sobre 24 horas) dão o seu melhor para salvar vidas deixando a deles para traz. Par todos eles o nosso orgulho e um obrigado do tamanho do mundo.
Ainda ontem, um certo senhor deu um jantar num restaurante para cerca de 170 pessoas. Na situação em que se está por causa da pandemia e sendo o senhor candidato a Presidente da República não devia dar o exemplo? O dono do restaurante não devia ter pensado nos seus colegas que estão a cumpri as leis? Vamos ver o que vai dar.
Eu não quero ofender ninguém, tudo isto não passa de um desabafo, é um desabafo daquele que gostava que todos se respeitassem uns aos outros cumprindo os deveres que nos são impostos para que possamos rapidamente ter a liberdade que tinha-mos no nosso dia a dia antes da pandemia. Se pensarmos bem, a conquista dessa liberdade está nas mãos de cada um. Se formos responsáveis no nosso dia a dia e pensarmos na nossa saúde e na saúde dos outros tudo será melhor
Termino, fazendo votos para que todos parem para pensar. A situação não é boa. Todos juntos se dar-mos as mãos ao civismo á boa educação e ao respeito tudo vai melhorar.
Sem mais por hoje, desejo a todos uma ótima semana especialmente com muita saúde .
SANTA
Neste tempo de pandemia em que o dia a dia se tem tornado cada vez mais pesado pelo maldito "bicho" que não nos larga não só por sua culpa mas também por culpa de muitos dos seres humanos que teimam em tratar a situação com leviandade extrema e uma falta de respeito sem medidas. Ainda á poucos dias , foram detetadas numa fila do Continente em Coimbra, nove pessoas que estavam infetadas e que deveriam estar confinadas em casa. Quando o segurança disse que ia chamar a polícia cada uma fugiu para seu lado! Eu pergunto: qual o nome que se pode chamar a estas pessoas? Na minha rua o "bicho" já atacou e em alguns que levaram a coisa a brincar, agora que aguentem! Eu sei que o confinamento é mau para todos, mas acabar com ele está nas nossas mãos. Se cada um de nós cumprir com o que está determinado pela DGS é meio caminho andado para o seu fim.
Mas vamos deixar tudo isto para traz e vamos mudar de cenário, relembrando o meu amigo e saudoso Carlos Silva com algumas passagens do seu livro "AS CORES QUE A VIDA TEM". É uma maneira de tranquilizar o nosso espírito.
O que é o ano...
O ano é um livro e 365 folhas que cada dia é uma folha que á noite vai desfolhando dividido em doze capítulos ilustrados cada capítulo é de um dia a um mês, o ano, morre de doze em doze meses para voltar a nascer, como vês, passa a vida nisto, é como o sol a romper e a pôr-se que, é o mesmo que dizer: a nascer e a morrer, mas o homem não volta de novo a ser novo porque só nasce e morre uma vez.
Para que queres tu o corpo a mente e as mãos?
Falamos muito da nossa alma, do nosso corpo, do nosso coração, das nossas faculdades, dos nossos membros, dos nossos órgãos interiores porque todos tão úteis nos são, mas falamos pouco das nossas mãos. Como não fossem elas que nos lavam o rosto, nos levam á boca o pão, que cumprimentam e afagam, se erguem e se elevam em oração. O trabalho reflete-se nos calos da mãos. Os braços com as mãos é que abraçam. O beijo de respeito é o beijo na mão. As mãos falam, as mãos indicam, as mãos defendem-nos, as mãos que jeito nos dão, por muito pouco que elas façam são as mãos a expressão do coração.
CARLOS SILVA
E é assim. Vamos continuar no nosso dia a dia e que saibamos respeitar os outros e bem gostaríamos que eles (os outros) nos respeitassem a nós.
Para todos um grande abraço e um bom fim de semana. Cuidem-se!
SANTA
Ora aí está! Dia 8-1-2021. Que bonito, 118 mortos e 10176 infetados com o nosso amigo vírus! E porquê? Porque graças a uma parte das pessoas que só têm areia na cabeça e falta de vergonha e respeito para com os outros que ainda têm cérebro e pensam , alinharam em festas de Natal (perdão festas do pai Natal) desobedecendo a tudo quanto foi dito pelas autoridades sanitárias. Enquanto uns se deram ao respeito ás ditas medidas, outros com a sua esperteza estúpida criaram a situação que agora estamos a viver. Qual o resultado? Paga o justo pelo pecador e pagam todos aqueles que nos hospitais sem férias sem Natal sem Passagem de Ano e trabalhando sei lá quantas horas, dizia pagam, para que uma data de gente sem lei nem educação se comportam sem vergonha e nem olhem para os números da pandemia como tudo esteja a ser uma brincadeira. Hoje a coisa ainda está assim, queiramos nós que a situação não piore.
Para aqueles que que não têm respeito por ninguém, olhem para si próprios e tenham vergonha!
SANTA
VIVA O ANO NOVO! Olá 2021! Nasceste há poucas horas 👶! Agora vou te dizer: Ganha juízo e porta-te bem. Não queiras ser como o anterior. Que sejas mais bonzinho e que não nos pregues partidas! Assim, quando te despedires de nós lá para o fim de Dezembro que possamos todos fazer uma grande festa e que partas com alegria! O teu antecessor portou-se muito mal, não queiras ser como ele. Começa já a pôr a casa em ordem acabando com o vírus e pondo os nossos políticos na linha! Acaba com a corrupção ... bem, tu sabes o que a gente quer! Portanto, torna-te homem bom para teres depois uma despedida em beleza! ATÉ LÁ!
PARA TODOS UM BOM ANO!
SANTA
Mais um ano. Está a chegar ao fim o ano 2020! De uma maneira geral (julgo eu) não deixa saudades.
Está quase a nascer o 2021. Esperamos todos que seja um bom ano, um ano cheio de boas notícias e principalmente que nos traga muita saúde, pois mesmo que o resto seja bom, sem saúde a felicidade já não é a mesma. Que 2021, seja o ano em que a nossa liberdade aos poucos volte ás nossas vidas e que a pandemia nos deixe em paz. Já chega!
Esperamos também que o 2021 faça com que o homem traga mais paz ao mundo, que o homem se entenda através do diálogo mas um diálogo feito com amor respeitando tudo e todos. Misturando o respeito com a educação e o amor ao próximo, é meio caminho andado para o estabelecimento da paz entre toda a humanidade. Que bom seria se o homem assim pensasse. O que a humanidade iria beneficiar com esta mistura bem feita. A esperança é a última coisa a morrer. Vamos todos acreditar que o ano 2021 nos traga algo de bom não só que a pandemia termine mas que os nossos políticos comecem a lembrar mais daqueles que precisam e não encham os seus bolsos que já rebentam pelas costuras! Não se lembrem só de nós quando é para votar. De lérias está o mundo cheio, precisa-se é de boas acções. Vamos então esperar por 2021...
A todos os companheiros da 2415 que ainda estão entre nós e seus familiares, bem como aos familiares daqueles que já partiram, deixo aqui os meus votos de um bom Ano de 20121 com muita saúde e muita paz. Que ele vos traga para a vossa vida aquilo que mais desejam.
Votos de também de um bom ano com tudo de bom para aqueles que visitam o nosso Blog.
Com um grande abraço e até a 2021.
SANTA
Mudando agora o cenário. No Natal, é bonito ver as pessoas a desejar Boas Festas e muita saúde tudo de bom, pratica-se o bem etc, etc. Dizem alguns que é o espírito Natalício! Mas então porque é que não se prolonga para além do Natal? E complementam ainda, que o Natal é paz amor e reconciliação. Claro que devia se verdade. Não passa tudo de uma ilusão. Porquê? Porque ao ver-mos as notícias, aparece sempre coisas que nos chocam e que todos fecham os olhos e tudo se deixa passar. Deve-se olhar para os mais desprotegidos etc etc depois, veja-se as imagens do lar de Pisão e de tantos outros alguns clandestinos. Onde anda a fiscalização? Pessoas idosas espalhadas pelo interior do nosso país entregues a si próprios, gente que não tem que comer nem para eles nem para os filhos. Ampliando mais o quadro, é olhar também para o que se passa em todo o mundo em que cada dia se nota pais falta de amor e pás. O ser humano cada vez se entende menos. O espírito natalício de que se tanto fala nestes dias, devia ser o mesmo espirito para todos os dias senão, não faz sentido celebrar o Natal e tudo aquilo que nele está contido. O Natal é o fio condutor para que todos nós ao longo do ano possamos ser melhor em todas as coisas.
O Natal, não é só comes e bebes e prendinhas! Muitas vezes dá-me a impressão que é o Pai Natal que se comemora. Celebrar o nascimento de Jesus, que é isso? Dizem alguns. Então o dia 25 de Dezembro é feriado porquê? Eu digo: Porque se comemora o nascimento em Belém de Judá do Filho Deus. De outra maneira, nada justificaria celebrar-se este dia. Seria um dia igual a qualquer um. Concluindo: enquanto o homem não se convencer que é ele que pelo seu modo de vida está a pôr o mundo em risco por mais lindas palavras que se digam nesta altura não á Natal que nos valha! Que o homem neste Santo Natal se debruce sobre si mesmo pense e tente ser melhor e que aquilo a que chamamos conceito de família não se perca no tempo.
Vou terminar, desejando a todos os companheiros da C.Cav2415 e seus familiares bem como aos familiares daqueles que já partiram, um Santo Natal com muita saúde e muita paz, o mesmo para todos aqueles que acompanham o nosso blog.
Despeço-me com um grande abraço. Santo e feliz Natal
SANTA
É verdade. A história continua e parece que não vai ter um destino feliz. Posso ser aborrecido em voltar a falar deste assunto ou seja, do Centro de Saúde Militar de Coimbra. Mas, se não formos nós a dar voz a esta situação difícil mais depressa ela se torna impossível. Mas, no meio de tudo, parece que o destino do Centro M. De Saúde de Coimbra já está traçado sem que haja vontade de quem possa reverter esta situação: Chefe do Estado Maior das Forças Armadas e Ministro da Defesa Nacional. Nós, ADFA Delegação de Coimbra, conjuntamente com as forças políticas desta cidade (Coimbra) estamos a fazer todos os possíveis para que devolvam todos os serviços ao Centro de Saúde Militar e que tudo volte á normalidade daquilo que tão bem sabiam fazer em prol dos militares no activo, militares reformados, GNR, PSP e Deficientes das Forças Armadas muito especialmente aqueles que usam próteses.
Daqui, deixamos o nosso desapontamento no que diz respeito ao Presidente da Câmara Municipal de Coimbra Dr.Manuel Machado que até esta data nada tem feito para salvar esta prestigiada unidade de saúde e ela desapareça de Coimbra com todas as valências que tinha. Tanta coisa que já desapareceu desta cidade está será mais uma? Ao contrario, está o Presidente da Câmara Municipal do Porto na defesa do Hospital Militar da sua cidade. Já agora, só para desabafar, o Dr. Manuel Machado sempre que foi Presidente da C.M. Coimbra nunca respondeu a qualquer convite que lhe foi feito para as festas de aniversário da Delegação de Coimbrã ou mandou seu representante ao contrário de outros seus colegas que foram presidentes, isto ao contrário de todos os outros presidentes de Câmara de outra cidades onde existem outras delegações. Vamos lá saber porquê. Mas, foi só um desabafo!
Vamos esperar. Com ajuda das forças politicas desta cidade representadas na Câmara Municipal se consiga levar a bom porto este assunto. Que haja vontade política para que o bom censo venha ao de cima para que tudo se resolva a contento de todos.
Não sendo a opinião de alguns, ( e deles temos pena ) mais uma vez digo, para que Estado Português não esqueça ( como esqueceu os da grande guerra ) aqueles que deram tudo da sua juventude numa guerra injusta e que agora estão no fim das suas vidas e tanto precisam.
Num dia escuro e chuvoso, escuro como este assunto, espero que venham dias mais alegres.
Para todos um grande abraço
SANTA
Nunca é demais lembrar aqueles que já partiram e nos quiseram bem. Relembro uma vez mais no no nosso blog o vazio que foi deixado por Eduardo Lourenço no seio de todos nós. Relembro com uma foto (julgo que foi da última visita que fez á Associação) o momento do grande discurso a que fiz referência no artigo anterior.
Faleceu Eduardo Lourenço. Um homem extraordinário. Tive a sorte e ao mesmo tempo o prazer de estar com ele e trocar algumas palavras, num aniversário da Associação dos Deficientes das Forças Armadas em Lisboa onde fez um discurso fenomenal quase de uma hora em que a sala repleta se manteve em silêncio total. Esteve sempre ao lado de quem combateu na Guerra Colonial e lembrando os mortos e os deficientes e suas causas. As suas palavras eram sempre sábias.
O nosso blog, não podia ficar indiferente a esta triste notícia. Aqui deixa a sua homenagem e os sentimentos profundos a toda a família.
Que a sua alma descanse em paz.
Em nome da 2415
SANTA