terça-feira, 24 de agosto de 2010

EM MISSÃO DE SAUDADE...........


                VILA CABRAL (LICHINGA)

Os apontamentos aqui deixados no passado dia 19, intitulados "A caminho das zonas criticas de guerra" davam conta da minha chegada a Lione.
Depois das emoções vividas   no     local,  entendi que teria de fazer uma descrição mais atempada e preocupada de tudo o que vi e senti.    Para isso teria, antes,  que  aqui deixar  as minhas  impressões  sobre a nossa conhecida Vila Cabral (Lichinga), terra com tantas horas de boa presença da 2415.
A isto, também, poderemos, chamar:  aguçar o apetite do pessoal para o que aí vem! 
A cidade pareceu-me menos degradada do que esperava, aqui e ali nota-se alguma  manutenção  nos edificios principais. Senti, isso sim, uma atmosfera algo bélica, vi militares armados  nas ruas.  Segundo informação, dizem que durante a guerra entre Frelimo e Renamo foi naquela provincia  (de cor contrária ao governo)  onde a batalha foi mais dura e, daí, terem  ficado até hoje resquícios "bélicos"!
Qualquer acto democrático, por exemplo: tirar fotografias  na via publica, pode criar sérios imprevistos para um pacato cidadão!
Algo parecido, mas muito menos intenso, senti-o em Nampula. Em meu entender porque esta cidade mantém-se, tradicionalmente,  ligada ao poder militar.
Coincidência ou não esta situação  estratégica/logistica lembra-me o tempo da  guerra colonial, pois eram neste locais que se centralizavam as zonas mais importantes de guerra.
Gostei de percorrer os  mesmos  locais que, passados imensos anos,  ainda nos são familiares e nos fazem vir à memória algumas boas recordações, outras nem tanto.  Encontrei-os todos com excepção do Restaurante Coelho (óptimos bifes lá comemos),   pois esse já desapareceu e ninguém ficou para me contar como foi.

Entrada em Vila Cabral(Lichinga) vindo de Lione (cruzamento para V.Cabral e T. Valadim(Mavago)

Uma foto de V.Cabral de Jan.1970. Este cruzamento não ia para T.Valadim(Mavago) mas sim para Nova Freixo(Cuamba), local onde agora  pernoitei uma noite antes de seguir o destino de Lione. 

Á entrada da cidade repare-se no desenvolvimento imobiliário acelerado em todo o redor

Edificio que alberga o governador do distrito.
Quando estava a tirar fotos precisamente neste local um militar de metralhadora apontada abordou-me aos gritos com ameaças para eu lhe dar a câmara e sair dali. Na altura pensei recusar e quando esperava ouvir a habitual rajada de intimidação, em substituição ouvi as sirenes dos carros que entravam na rotunda e se deslocavam para o edificio do Governo. Era o Sr.Governador e comitiva diária que vinham para o local de trabalho, enquanto o tal "ninja" da metralhadora desapareceu como por encanto! 
Foi a minha sorte, digo eu, senão podia armar-se ali um cabo dos trabalhos!  Nas calmas e devagarinho disfarçadamente entrei no jeep onde o amigo J.Gonçalves me esperava bastante apreensivo que  arrancou "à papo seco"!
Isto, segundo me disseram, é usual acontecer. Há uma intimidação latente e é por isso mesmo que a rua onde mora o sr. governador (estrada para o aeroporto) é bloqueada nos dois sentidos sempre que se encontra em casa! Daí, o hábito adquirido na guerra (deles)  que a partir das 22h raramente alguém circula nas ruas!  Com razão ou sem razão isto é um facto!


O mesmo edifico deixado de herança, hoje ainda bem conservado.

        
As igrejas, como sempre, num estado excelente de conservação

Cinema, hoje chamado ABC, localizado na mesma rotunda da Igreja e do Governo do Niassa.
Lembro-me de ouvir falar que era um local frequentado pelos nossos "adversários", alguns deles apanhados pela PIDE com bilhetes deste cinema.


Antigo edificio dos Correios onde nos deslocávamos, hoje chamado Loja Postal
Antigo mercado municipal

Hospital com aspecto cuidado. Na época aqui me desloquei para tratamento dum dente ainda hoje no seu devido lugar! Era forte e feio mas duradouro!

Este bom aspecto do hospital, segundo me disseram, deve-se à  permanência a tempo inteiro dos Médicos Sem Fronteira. Na zona onde pernoitei, em frente ao hospital,  verifiquei a existência dum "condominio fechado", residência dos referidos médicos. 

O depósito da água, local que todos conhecemos

E cá está o célebre Café-Rest. Planalto (hoje com outro nome de origem nativa que já não me lembro). Local obrigatório para limpar a garganta do pó da picada.
Com bom aspecto e bem conservado.

Que até lá almoçámos. Eu preferi um prato típico: frango de churrasco "à macua" regado com 1 Laurentina! Aqui estou eu a entrar, passados 42 anos, para o Planalto!

Já no seu interior. Tenho vagas lembranças. Alguém ainda se lembra?

Em Jan.1970 em V.Cabral na companhia do saudoso Fuzeta e do Olhanense (boa praça) a beber uns copos. Seria no Planalto de outros tempos?  Haverá alguém que tenha a memória mais fresca e que possa esclarecer? 

As lojas ao lado do Planalto ainda existem, só não sei se serão as mesmas. Hoje, uma delas chama-se "Casa Nursay", precisamente aquela onde nos deslocava-mos para comprar os célebres presentes que traziamos para oferecer às noivas e esposas no regresso à "peluda"! Quem sabe se não seria esta a loja onde éramos atendidos pela tal Fariba e a irmã!  Ainda tentei saber na dita loja, mas tinha acabado de encerrar.
Na foto, dois grandes amigos, eng. agronomos portugueses, a trabalharem naquela região que tão bem conhecem,  o J.Gonçalves, residente em Nampula que fez o favor de me acompanhar em toda esta aventura (sem ele esta viagem não seria possivel) e o José Dias Lopes, actualmente a residir em Vila Cabral (Lichinga) e que nos ofereceu cama, mesa e roupa lavada, enquanto por lá cumpriamos a nossa missão!  Para eles, como se costuma dizer: O nosso bem haja.

Esta foto de Jan.1970, em V.Cabral, mostra pendurados na parede duma das casernas que habitávamos, provisóriamente,  alguns dos ditos "presentes" comprados na loja da Fariba, que traziamos para oferecer às namoradas, noivas e esposas!  Sem comentários!

 

De seguida fomos  para a zona do aeroporto no intuito de olhar de perto os locais onde era costume ficarmos instalados. A única coisa que me pareceu mais familiar foram os antigos postos de vigia.


E alguns edificios ou casernas da época, uma vez que é quase impensável encontrar alguma construção realizada depois de nós.
Muito próximo deste local encontra-se o edificio principal do aeroporto. Devido aos seguranças não me foi possivel tirar qualquer foto.

 
Remexendo no meu baú das recordações, afim de poder fazer algumas comparações com os dias de hoje sobre V. Cabral, a unica foto que encontrei diz: "V.Cabral-22Dez.69 - Com um amigo "mascote" da Cª de Comandos" que foi tirado aos pais que eram "turras".  
Lembro-me que esta Companhia de Comandos estava sediada, assim como nós, na zona do aeroporto.

Para terminar e por ser curioso coloco esta foto datada de Jan.1970 que julgo a maioria não conheceu, apesar das imensas passagens por V.Cabral.
É uma imitação do Portugal dos Pequeninos em Coimbra e aqui se pode ver a casa que representava a "Metrópole".


A seguir o rumo será Chala seguido de Lione.  Até lá com um abraço para todos.














21 comentários:

  1. Revivi Vila Cabral, mas espero ansiosamente por Chala e Lione! Apesar de tudo algumas saudades dos bons momentos passados por aquelas terras!
    Castro, continua a mostrar-nos o que ainda por lá resta ............

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  2. Eu vi. Eu vivi. Eu estava lá, ou melhor, estive lá. Tenho impressão que os nossos amigos "briosos", face à apresentação das fotos actuais ficam bloqueados e não se sentem com forças para comentar ou acrescentar o que lhes vai na alma. Parabéns ao nosso amigo Castro pelo seu excelente trabalho. Um abraço.

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  3. Foi com emoção que vi as tuas fotos foi Condutor da Companhia de Transportes de 1969 a 71 Conhecia bem Cantina Dias estado de minas gerais e o Alferes de Cantina Dias que era a Mascote da vossa companhia. Um abraço amigo e muitas felicidades é o meu desejo. Zé Pais.

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  4. Feliz aqueles que podem reviver as terras onde passaram, algum tempo de sua juventude.
    África e em especial Moçambique, tem o que o nativo chamava de feitiço, pois quem por lá passou mesmo em tempo de guerra nunca mais esquece e sente a nostalgia daquelas terras, do seu povo e de sua comida.
    Estive por lá de 68/70. Em Cantina Dias de Set.68 até á hora de regresso á metrópole Maio de 70.
    Éramos a CCAV2390, onde a nossa Comp. era conhecida pelos nativos, pela Companhia MACIMBA e eu era o Furriel Lopes.
    Felecidades rapaz e que possas por lá voltar mais uma vez.
    Vitor Lopes

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    1. Fui Alferes Miliciano da Cart 2733 e que vos foi render a Cantina Dias, em Maio 1970.A rendição foi feita na Estação do comboio, onde os "checas" cederem o lugar aos "velhinhos.Porque pisanos os mesmos caminhos um abração.

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  5. Passei por lá algunas anos depois...
    Pertenci ao BC 5011 e integrava a 3ª CC sediada no UNANGO
    Revi-me nestas imagens de Vila Cabral do meu tempo. O ABC, o café Planalto, o Hospital e tudo o demais estão no meu imaginário.
    Obrigado por me ter proporcionado esta viagem à minha juventude.

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  6. Passei dois anos nessas paragens de Novembro de 1967 a Novembro de 1969. Sabe que o café Planalto era propriedade do Dias, sim esse Senhor que tinha a cantina! O lugar "Cantina Dias" foi assim chamado pelo facto de ser là a onde o Senhor Dias tinha a Cantina.
    Ao vêr a suas fotos e comentarios, revivi os tempos passados por essas terras.
    A minha Companhia estava sediada no Catur.

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  7. a farida e as irmas estao a viver em maputo juntamente com a mae, o pai faleceu ja a alguns anos...

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  8. Não é possível quem por lá passou esquecer Vila Cabral "Lichinga", estas lindas imagens que eu tive a sorte de ter conhecido, e ainda hoje as poder olhar, apesar de tudo com alguma saudade.
    Entre elas o edifício do Governo e o restaurante Planalto, inaugurado nos anos em que por lá passei. Entre 1963/1966.
    Tendo, ainda, percorrido toda a zona, desde Vila Cabral, passando por Maniamba, Nova Coimbra, acantonados no Lunho (pelotão de sapadores), de Janeiro de 1965 a Maio do mesmo ano. No Cobué, passando por Olivença, em Junho de 1965, destacados para Metangula onde permanecemos até Fevereiro de 1966, fim de comissão, com quatro meses de mata-bicho. Batalhão de Caçadores 598.

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  9. FRANCISCO NUNES DA CRUZ15/02/12, 14:56

    ola

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  10. VILA CABRAL

    Lembrar que Vila Cabral/Foi quartel general/Da 18 de Comandos?/Ficaram-nos na memória/Feitos dignos de glória/De bravura e "sem desmandos"///
    Atascanços na picada/Estrada em terra, enlameada/Naquelas matas sem fim/Cantina Dias, no Lunho/-Arma aperrada e em punho-/Por Tenente Valadim...///
    Ir à praia, em Metangula/Mirando cheios de gula/Beldades inexistentes/Em maillot ou biquini/Com grande charivari/Banhando-se em águas quentes///
    Se por acaso acontece/Viajar até Bandece/Umas férias do caramba!/Quem foi que não dançou o tango/Nas picadas do Unango/Luatize ou Maniamba?///
    E quando a coisa está parda/Vai o tropa à Nova Guarda/Que não falta onde se aloje/O cagaço ultrapassado/Já o temos deslocado/Na Jéci ou em Macaloge///
    Mas bom é no Planalto!/Tomando sem sobressalto/Cervejola geladinha/E vinha à borla um pratinho/Super apimentadinho/De patinhas de galinha!///
    28 de Março de 2012
    Rocha

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  11. francisco silva17/11/12, 19:58

    tambem estive no niassa.meponda,maniamba e lione.fui cripto e escrita.telef.912665235estive la em 71{73..

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  12. francisco silva17/11/12, 19:59

    dormi na caserna que presentemente e so capim.gostei imenso de reviver o passado.

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  13. Quem nunca teve a saudade/A morder no calcanhar/Fala dela, mas nem sabe/Que é uma dor de arrepiar!
    Rocha da 18 de Comandos

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  14. Também passei por Vila Cabral entre julho de1974 e Fevereiro de 1975.Era o furriel Gomes e prestei serviço na Enfermaria do sector A.Recordo com alguma saudade esses tempos, desde logo o café e cinema ABC, a pousada,o café planalto, o restaurante Mira Lago, onde muitas vezes jantei. Enfim boas memorias desses tempos já distantes.

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  15. francisco santos04/11/13, 22:24

    tb estive em vila cabral em 1965 e em maniamba, nova coimbra e passagem por metangula, pertencia a cart 637 sediada em maúa. Vila cabral tinha e deve ter um clima muito parecido com o nosso. Boas memórias que jamais esquecerei.

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  16. Estive em V. Cabral em 1966 durante 6 meses,a partir de Junho.Estive no hospital por têr sido ferido numa mina próximo de Muembe.Eu pertenci á ccs do bat.1889,sitiado em Te. Valadim.Durante estes 6 meses,palmilhei as ruas dessa cidade diariamente imensas vezes,sózinho e também acompanhado.Fiquei a conhecer bem essa mini cidade.O que nâo estou a reconhecer bem é o hospital que vejo nestas fotos.Será que este é um novo hospital ou é aquele onde eu estive internado,mas remodelado?O café Planalto e a casa ao lado onde compravamos as prendas e onde eu comprei um rádio que ainda hoje guardo a funcionar,tambem recordo bem.Esse Planalto era por mim frequentado diariamente e por diversas vezes ao dia.pois era o local práticamente obrigatório devido á sua localisaçâo e por nâo têr concorrencia onde se matava a sêde com a saudosa Laurentina.Quem é que nâo gostava dela?O Planalto era tambèm o local de paragem obrigatório para quem chegava a V.Cabral,vindo de todos os lugares do Niassa.Funcionava quasi como o ponto de encontro obrigatório da rapaziada.Foi aqui e assim que eu reencontrei amigos e conterranios,onde conheci novos e bons amigos e também sabia das histórias das suas companhias,passadas nas picadas e no mato.Aprendi muito com alguns deles já cocoanes e eu ainda checa,mas já marcado pelos efeitos da guerra.Recordar estas fotos é sempre bom,apesar de eu já as possuir desde o tempo que ali passei.Mas nâo há duvida que,guerra á parte,fica-nos sempre um bichinho de saudade e recordaçôes:As boas sâo lembradas com saudade,mas as más também nâo esquecem,como por exemplo a fome que passei nesse quartel.Havia dias que quando ia comer já nâo havia comida,outros havia batatas com osso puro,que nem os porcos possivelmente quereriam,Mas e eu vi muitas vezes com os meus olhos os ordenanças dos senhores dos galôes,que viviam confortavelmente naquele bloco de prédios logo ao lado do quartel com suas familias,a levar-lhes peças inteiras carne da melhor e fresquinha acabada de sair do matadouro.Para eles comerem a febrinha,eu e os outros,só viamos o osso.Valia-me muitas vezes nesses dias a solidariedade de muitos amigos que me iam matar a fome naquele restaurante á saida da cidade,na estrada do Aeroporto ,que todos vós conheceram.Obrigado a quem publicou estas fotos e felicidades para todos o antigos combatentes,independente do ano e local onde estiveram.Se quizerem fazer-me um comentário agradeço.MANUEL COSTA

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  17. Martins-Unango31/12/13, 19:25

    Vila Cabral hoje Lichinga era uma localidade com muito movimento militar.Ao seu redor havia muitas unidades militares e julgo que nunca foi atacada durante o conflito militar.Passei por lá em Março de 1971 com destino á Ccac.2668 em Unango,e só fiquei no Bcac 20 uns dez dias á espera da coluna de reabastecimento para o meu destino .
    Era uma terra com muita vida nessa altura,pois havia movimento militar constante e também no aspecto civil havia muita vida.
    Hoje não chegam lá os comboios devido ao péssimo estado da linha férrea e por isso o desenvolvimento ainda não chegou em força como seria natural.
    A partir de 1973 houve uma alteração militar com a Frelimo a atacar já em zonas muito próximas da cidade e penso que as minas já apareciam logo á saídas e nos comboios a partir da Nova Guarda.O 25 de Abril deve ter evitado a humilhação que seria a Frelimo atacar localidades como Vila Cabral,Nova Freixo,Marrupa.Mandimba,Porto Amélia e muitas outras.

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  18. HOJE,AO REVER ESTAS FOTOS MAIS UMA VEZ E COM ATENÇÃO,RECONHECI A ESTAÇÃO DOS CORREIOS,ONDE UM DIA AO PASSAR POR LÁ ENCONTREI UM AMIGO MEU CONTERRÂNEO E QUE JÁ NÃO VIA HÁ MUITO TEMPO,O QUAL ESTAVA ALGURES NO NIASSA EM LOCAL QUE JÁ NÃO ME RECORDO .CUMPRIMENTÁMO -NOS E CONVERSÁMOS UM POUCO. PERGUNTEI-LHE O QUE ELA ESTAVA A FAZER NOS CORREIOS E APESAR DE EU JÁ ANDAR POR V.CABRAL HÁ UNS MESES,VIM A DESCOBRIR AQUILO QUE A MAIORIA DE TODOS NÓS MILITARES NO NIASSA DESCONHECIA-MOS. ELE ESTAVA Á ESPERA DE UMA LIGAÇÃO TELEFÓNICA PARA FALAR COM A SUA MÃE NA METRÓPOLE. FIQUEI SURPREENDIDO COM O QUE ACABAVA DE OUVIR. ENTÃO ELE EXPLICOU-ME. ERA POSSIVEL PEDIR UMA LIGAÇÃO PARA A METROPOLE ATRAVÉS DA RADIO MARCONI. PARA TAL ERA APENAS INFORMAR O NUMERO DE TELEFONE E NOME DA PESSOA COM QUEM PRETENDIA-MOS FALAR. ESTA LIGAÇÃO TINHA QUE SER SOLICITADA COM 24 HORAS DE ANTECEDÊNCIA E ERA EFECTUADA DAS 14H00.ÁS 14-15. PAGÁVA-SE 500 ESCUDOS PARA UMA CONVERSA DE 15 MINUTOS. E EU EM V. CABRAL DURANTE TANTO TEMPO,QUE PODERIA TER FALADO ALGUMA VEZ COM A FAMILIA,NUNCA O FIZ POR IGNORANCIA COMO A MAIORIA.. DEPOIS FUI PARA VALADIM E JÁ NÃO TIVE OPORTUNIDADE DE O FAZER.FIQUEI COM PENA MAS PASCIÊNCIA. TIVE QUE FAZER COMO TODOS,UTILIZAR OS BATE ESTRADAS.CONTINUO A PASSAR OS OLHOS POR ESTES BLOGUES DIARIAMENTE,NA ESPERANÇA DE IR ENCONTRANDO MAIS NOVIDADES PARA AS REVIVER. UM ABRAÇO A TODOS OS ANTIGOS COMBATENTES. MANUEL COSTA

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  19. Nasci em Vila Cabral no dia 4 de Junho de 1970 no Hospital Militar. Gostava tanto de conhecer o sítio, mas infelizmente saímos de lá, logo depois de nascer. O meu pai acabara o serviço militar. Era das Comunicações. A minha mãe professora de Português. Tenho poucas fotos e um "vazio" imenso, por não conhecer o lugar onde nasci. Obrigada pelas fotos. São peças de um puzzle que sonho um dia acabar. Cumprimentos. Muita saúde.

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  20. Viva!
    Gostaria de saber se alguém tem fotografias do meu tio Abílio Costa Ribeiro de Mosteiro de Fráguas-Tondela.
    O meu tio foi morto numa embuscada da Frelimo na zona de Lionne-Vila Cabral no dia 04 de Junho de 1970.
    Pertencia ao CArt2387/BCac2895.
    O meu email é cesar.c.ribeiro@gmail.com.
    Grato pela vossa atenção.
    César Ribeiro

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