29 agosto 2009

A MASCOTE

(Por Ant. Paulo)
 
      Perdoem-me, mas esta amnésia é tolerável. Já lá vão 41 anos e isto pesa muito na minha tola.
      Como se chamava a mascote?!... Macaco ou macaca?!.... Parece-me que  era um macaco e que se chamava “CHICO”. Será?.... Vou trata-lo por tal.
      Este chico era o animal que  mais se  destacava no nosso “jardim zoológico” pessoal e particular, que sempre  acompanhava a CCAV. nas suas deslocações e que tinha um estatuto próprio de independência no aquartelamento de Lione, e não só. Era pertença do soldado Oliveira, mais conhecido por “cobra d’água”.
      Devem estar ainda lembrados, os nossos camaradas “ex-”, alferes e furriéis, o local  onde se tomava o pequeno almoço em Lione.
      Claro, numa mesa colocada no alpendre, à saída do dormitório dos furriéis, onde diariamente nos punham o pão acabado de fazer (quando se cozia), acompanhado de uma grande lata de margarina, e...mais qualquer “coisa”.
      Pois este “chico” era o primeiro a chegar à mesa. Quando nós chegávamos já o patife tinha  enfiado as mãos (patas dianteiras) na lata da margarina, chupado os dedos e trincado o pão que nos era destinado. Afinal o pequeno almoço até sabia bem, ou não?!... E as latas de fruta em calda. Ainda se lembram delas?... Parece que custavam 9$00 cada  e vinham da África do Sul. Pois este macaco também gostava muito desta fruta, tendo-se aproveitado várias vezes quando as  apanhava abertas em cima da mesa. Tinham uma calda espantosa.
      Para  ver e recordar o macaco em acção, destaco estas duas fotos onde:
      -Numa o animal, vertical, bebe como qualquer mortal (Chala), e

e na outra temos como pano de fundo o abrigo onde eram guardados os combustíveis  para as viaturas (Luatize) e que servia de dormitório ao chico.


Um abraço do Paulo 

27 agosto 2009

Era uma vez...

Pelo F. Santa


MAIS UM POUCO DE HISTÓRIA
        
  Para quem não sabe, comecei a minha guerra nos anexos da E. Prática de Cavalaria em Santarém. Foi aqui que eu levei a “ injecção de cavalo” em duas doses, o que me deu uma spidagem danada. A recruta até nem me correu nada mal, pois eu antes de assentar praça tinha andado na Milícia no Regimento 12 em Coimbra enquanto estudava. Aqui aprendi ordem unida o que me facilitou e muito a recruta. Tive um pequeno susto quando rebentou dentro do paiol uma granada defensiva o que felizmente não causou nada de grave.
Passado a recruta, deram-me a especialidade de “Atirador”e dei entrada mais ao lado na Verdadeira E. P. de Cavalaria. Aqui até os “ilhoses” das botas tinham que andar a brilhar, já para não falar na aplicação militar que era dada pelo então Tenente Pereira Coutinho. Desde a pista de obstáculos até ao famoso “osso de vaca”escondido no estrume que tinha-mos de morder, tudo era possível para nos maltratar. Foi aqui que conheci o Salgueiro Maia e o J. Manuel Casqueiro (Aspirantes) tendo feito uma prova de patrulhas com eles desde a Serra dos Candeeiros até Santarém tendo ganho a mesma, tendo ainda ganho o único louvor (por escrito) por ser o melhor a fazer a cama. Depois no final, veio a “Patrulha da Morte” onde tinha-mos de assinar um documento em que nos perguntavam entre outras perguntas, em caso de morte quem haveriam de avisar! Sem roupa interior, só com o camuflado vestido, o cinto era um cordel e nos pés sapatilhas sem meias, lá fomos de noite para uma vala onde tudo nos aconteceu.
Terminada a especialidade como atirador de Cav.,fui enviado para os Rangers  em Lamego onde estive algum tempo. De lá saí para dar recruta em Castelo Branco e onde também fiz provas de tiro tendo ficado em 2º lugar. Foi aqui que nas vésperas de Natal saiu a minha mobilização. Tendo acabado a recruta aqui, segui para Estremoz para dar nova recruta mas desta vez vejam só, dar recruta “de Panhares” eu atirador de Cav.!!  Enquanto todos iam para os “passarinhos fritos na manteiga”eu ficava na caserna a estudar a mecânica e as comunicações para dar as aulas e depois ainda ir para o meio dos chaparros fazer a guerra, tendo sido o meu comandante o famoso Tenente Tamágnine.
Terminada esta epopeia, daqui parti para Cav.7 onde vos encontrei a todos para partilhar a aventura que nos estava reservada em terras de Moçambique.

    Aproveito para perguntar: Onde está o resto da malta? Será que ninguém mais é capaz de participar? Mal ou bem participem, não se importem de escrever mal, eu também não escrevo muito bem, o que importa é escrever as coisas com palavras soltas e simples de maneira que a gente perceba. Vamos lá. 
  Paulo. Fico á  tua espera.

17 agosto 2009

DESCUBRA AS SETE DIFERENÇAS

(Enviado por Ant. Paulo)



CONCORRA AO PASSATEMPO E GANHE PRÉMIOS!!!
Os “desenhos” acima parecem iguais, mas têm sete pequenos pormenores que os que os diferenciam.
Concorra e habilite-se a ganhar uma cerveja BAZUCA geladinha, ou seja,
-UMA LAURENTINA, com um pires de moelas em caril, de Vila Cabral
ou
-UMA 2M, com um pires de camarão, de António Enes.

Envie um aerograma com uma quinhenta (valor já acrescido do Iva à taxa legal) para a sede do signatário, com os resultados encontrados e aguarde o sorteio.
Quantos mais aerogramas enviar mais possibilidades tem de ganhar.
SORTEIO AUTORIZADO POR SUA EXCELÊNCIA O GOVERNADOR CIVIL LOCAL.
Um abraço e boa sorte
Paulo
topaulo1945@gmail.com

Vá lá uma ajudinha. ......Chala e Vila Cabral..... E mais não digo.


Nota do "editor" : Em caso de ruptura de stock das bazucas, poderão ter de ser atribuídas estas latinhas (também conhecidas por "granadas de mão"):






14 agosto 2009

As aventuras (e desventuras) do meu regresso...


(Pelo F. Santa)

Olá camaradas. Aqui estou eu de volta.

Já regressei de férias. Este ano fui até aos Picos da Europa. Foi espectacular. Realmente são paisagens lindíssimas. Recomendo.

Já contei a todos o que me aconteceu e me levou ao hospital mas, agora vou contar um pouco da odisseia que passei em toda a cena, pois tudo é pertença da guerra.

Embarquei em Vila Cabral num “NORÀTLAS,” nem sei se é assim que se escreve. No seu interior iam no chão as macas com feridos graves, nos bancos de lado iam os feridos com menos gravidade. Logo aos quarenta e cinco minutos de voo a “lata” já deitava fumo e eu já pensava que não morria no mato mas ia morrer de desastre de avião. Contudo, embora um pouco de lado e com um dos motores a meio gás lá aterrámos em Nampula.

Passado alguns meses parti para Lourenço Marques sem qualquer problema. Chegado ao hospital fui muito bem recebido com uma espécie de caldo verde. Foi o meu jantar. Passado um mês serviram numa refeição uma espécie de arroz de marisco só que o Santa ia indo desta para melhor pois calhou-me um “bichinho” estragado. Só me lembro de dar saltos na cama e não sei de onde saiu tanta água do meu crpo Foram cinco dias a caldinhos mas lá me safei e, disse o médico, com um pouquinho de sorte, pois a intoxicação foi forte . Faltava um mês para embarcar para a Metrópole com destino ao H. Militar, estava eu sentado no jardim com um sargento, apareceu um cauteleiro que nos abordou para comprarmos a única cautela que ele trazia. Depois de tantas vezes teimar o sargento contra a minha vontade não quis comprar e eu só, não tinha dinheiro para a compra da mesma. Resultado. A cautela teve o primeiro prémio. E na altura se era dinheiro! Entretanto fui evacuado para Lisboa no paquete Angola. Paramos em Durban (África do Sul). Sai com uma enfermeira de Cabo Verde que nos acompanhava. A ideia era dar uma volta mas foi mentira, apareceu logo a polícia para nos prender, ia acompanhado por uma pessoa de cor o que não podia mas com alguma dificuldade, pois o homenzinho estava mesmo disposto a prender-nos, lá resolvi a situação.

No H. Militar de Lisboa (galinheiros), depois de alguns meses de lá estar, fui visto por um senhor médico que era conhecido por: Corta pernas. Queria-me operar. Depois de ver toda a papelada quando reparo, imaginem o meu espanto que a marcação era para ser operado ao braço esquerdo e não ao pé. Já agora, ele era conhecido por “corta pernas”porque cortou muitas pernas a camaradas nossos evacuados mas já devidamente tratados e com todas as possibilidades de ficarem com elas, mas ele simplesmente mandava cortar.

Como vêem, camaradas, do mato ao hospital tudo podia acontecer. Há muitas coisas que foram escondidas da opinião pública no que refere à última parte que contei. Já agora posso dizer, quem nos valia nos hospitais do ultramar eram as senhoras da Cruz Vermelha.

Pronto. Hoje foi assim para mudar um pouco de cenário. Fugir um pouco à rotina do mato.



Um abraço para todos

SANTA






12 agosto 2009

"A Guerra de 1908"

Homenageando o Raul Solnado, para quem a guerra acabou, definitivamente


07 agosto 2009

O BICICLISTA

(Por Ex-Furr. Paulo)





Fotografia sujeita aos comentários mais diversos.


Isto não é o que parece. Os putos não são os afilhados do Paulo e do Castro. Também não foram os escolhidos para uma acção psico.

Esta multidão aguardava o vencedor da volta em bicicleta (circuito
interno/externo) a Lione e aproveitou para ficar na fotografia. O
Paulo também aproveitou a boleia e não desperdiçou a presença da
comunicação social. Parabéns ao ciclista vencedor.

PS. - Tomei conhecimento mais tarde que o ciclista foi
desclassificado por não possuir carta de condução, não ter licença
válida e circular a velocidade excessiva dentro da localidade,
infringindo o “Código da Picada”.

Só não ficou preso e nem pagou multa, pois eu e o Quintino tínhamos boas relações com o chefe “Capunga “ e conseguimos a absolvição do infractor. A fotografia não engana..






Um abraço do Paulo.



26 julho 2009

Exilados em MATIPA

(Enviado pelo F. Santa)
Olá Malta !

Cá está o Santa novamente! Espero que todos estejam a ver o nosso site e que o mostrem aos filhos e aos netos para memória futura, é bom para ficarem a conhecer a nossa história e é por falar em história que eu lembro hoje aqui, e em género de homenagem a todos aqueles que pertenciam à minha secção e que ao terceiro dia de ultramar foram uns bravos.
Se bem se lembram, fomos os primeiros a entrar no cenário de guerra. Meia dúzia de gatos pingados, partimos de Chala a mando da companhia que íamos render, rumo ao desconhecido: “Matipa”. Sem conhecermos a picada e o seu respectivo trajecto que nos levava ao destino, lá partimos prontos para sermos apanhados à mão! Era para nós uma partida sem certeza de chegada. Naquela altura, com três dias de ultramar, sem conhecer nada, foi uma autêntica aventura só com uma secção, fazer um trajecto desconhecido em pleno mato com as consequências que poderiam acontecer. Aqui deixo uma palavra de admiração ao meu amigo “ PIRES “ que era o condutor do “UNIMOG”. Portou-se como um verdadeiro condutor de picada. Vejam só, levámos quase todo o tempo a cantar, parece anedota mas foi verdade. Ao fim de algumas horas lá chegámos a Matipa são e salvos parecia o fim do mundo. Tínhamos acabado de conhecer o que era uma picada e muito especialmente andar nela de noite, pois partimos de Chala com a noite já praticamente em cima de nós.
Chegámos e não víamos nada. Onde estavam as instalações? Ficámos perplexos. Além de algumas palhotas existia uma tenda de campanha ampla por dentro onde cabia mal a nossa secção. Onde dormir? Em pleno chão enfiados dentro de sacos cama de onde saía um cheiro que eu nem vos digo. A cozinha eram duas grandes panelas debaixo de um pequeno alpendre coberto com folhas com a dimensão talvez de três por dois metros. Comida ? Óptima! Arroz e Salsichas quase mês e meio, nem a água do rio prestava e na altura era pouca, nem para tomar banho dava. E assim passámos cerca de mês e meio naquela bonita aldeia que só me deixou saudades pelo cantar dos pássaros e de todos os outros animais da selva quando do nascer do sol. Foram dias de uma bela dieta. Todos ficámos mais elegantes.
Camaradas. Isto também serve para dizer que a guerra também foi passada com alguns momentos de sorte, eu diria de irresponsabilidade! Pois mandar meia dúzia de homens noite fora por uma picada foi de loucos, e foi um senhor alferes da companhia que fomos render o herói desta ordem. Mas tudo acabou bem. E se não tivesse acabado bem? Gostaria de saber a resposta.

Do Santa um abraço para todos. Agora vou de Férias!








22 julho 2009

Foi há 41 anos...

... que iniciámos o nosso cruzeiro:

23-07-68

Vera Cruz


"Já a vista pouco e pouco se desterra
Daqueles pátrios montes que ficavam;
Ficava o caro Tejo, e a fresca serra
De Sintra, e nela os olhos se alongavam.
Ficava-nos também na amada terra
O coração, que as mágoas lá deixavam;
E já depois que toda se escondeu,
Não vimos mais enfim que mar e céu."

Lusíadas, V - 3




Portaria n.º 23468
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Marinha, declarar que o navio Vera Cruz, da Companhia Colonial de Navegação, é afretado pelo Ministério do Exército, a partir de 18 de Julho de 1968, para transporte de tropas e material de guerra.
Enquanto o navio tiver capitão-de-bandeira só poderá ser utilizado em serviço do Estado, e não comercial. Nestas condições, tem direito ao uso de bandeira e flâmula e goza das imunidades inerentes aos navios públicos.
Ministério da Marinha, 8 de Julho de 1968. - O Ministro da Marinha, Fernando Quintanilha Mendonça Dias.



17 julho 2009

A VACINA

Por Ex-Furr. Paulo


“Quem não tem a vacina não pode embarcar”, diz o nosso doutor, em
exclusividade, camarada furriel Vale.

Esta é a história da vacina, não sei se da varíola ou outra análoga,
que nós todos tínhamos que sofrer na pele e que deveria constar do
nosso boletim de sanidade para podermos regressar à Metrópole.
O frasco ou frasquinhos da mesma, devidamente “acautelados” pelo
nosso camarada Vale, já rebolavam há bastante tempo pelo frigorífico,
que primava pelo seu mau funcionamento, existente no nosso
aquartelamento em António Enes.
Dentro do prazo ou fora dele, eis que chega o dia da célebre vacina.
Para nos injectar, foi convidado pelo camarada Vale, o nosso vizinho
Doutor-Médico, que morava ali ao lado do nosso aquartelamento. Aquele
que tinha uma mulher mais gorda que magra, mais antipática que
sociável e que deu um tiro de pistola de 9mm à nossa macaca-cão,
ex-libris da nossa Companhia, por ter saltado para o quintal da dita
cuja.
A infeliz, toda ligada, gemia como os humanos. Os macacos também choram.
Voltando à vacina.
Como não havia os tais aparos especiais ou objectos apropriados para
dar a mesma, o Sr. Doutor-Médico pediu um recipiente para despejar a
vacina e um bisturi para introduzir na pele a mistela medicinal.
Nestas coisas, o nosso camarada Vale nunca se atrapalhava. Era uma
espécie de McGiver.
Passou por água um pequeno pires que ali estava na sua secretária e
que servia de cinzeiro e foi buscar um bisturi ao seu armário de
primeiros socorros.
Depois foi um ver se te avias. Começou a molhar o bisturi no pratinho
e a cortar os nossos braços com três ou quatro incisivos golpes, em
cadeia e sem parar, e introduzir “suavemente” a famigerada vacina,
formando-se então uma mistura de sangues no pratinho da vacina onde o
Sr. Doutor-Médico “molhava” o seu improvisado utensílio. E assim
continuou até terminar o seu trabalhinho. Graças a Deus todos
embarcamos dentro das NEP’s.

A moral da história?!... Somos todos irmãos de sangue. Será que foi
aqui que a maior parte de nós foi infectada com a bactéria dos
“apanhados”?

Presto aqui a minha homenagem ao nosso camarada Vale – Uma fotografia
do meu album.



Ex-furriel Paulo







16 julho 2009

Na Ilha de Moçambique...

... já no ano do regresso (1970) !


Quatro cavaleiros da Briosa !



Paraiso Tropical

(do H. Afonso (modif.))




Quem sabe onde a foto foi tirada ?



13 julho 2009

Contrastes...

"Serviço é serviço...




... e conhaque é conhaque !!! "


(do album do H. Afonso)

10 julho 2009

"O Monte da Bazucada"


(Enviado pelo Fernando Santa)

Alô Camaradas!


É com alegria que vejo a entrada do Ex. Furriel Paulo no nosso Site. Um abraço para ti. Continua, pois precisamos de recordar coisas passadas (as boas e as más) para se puder viver bem com o nosso espírito, sabendo separar a tristeza da saudade, e misturar um pouco de alegria para não entrar em stress. Cá te espero para o ano em Coimbra para o nosso almoço e já agora aqui vai mais um episódio de guerra para descontrair um pouco: “ O Monte da Bazucada “.
Quem se lembra do “Monte da Bazucada”? Ficava sensivelmente a meio do trajecto entre Lione e Vila Cabral.

Vou relembrar uma situação que se passou com parte do meu pelotão numa certa noite em que regressava-mos de V.Cabral, depois de termos comido um belo frango de churrasco no “ Coelho “.
Já com alguns quilómetros de picada percorridos, eis que nos aproximámos do Monte da Bazucada. Lá longe, no alto do monte duas luzes cintilavam, eram “Turras” à nossa espera, foi a nossa primeira suspeita. O Alferes Alcino deu ordens para apagar as luzes das viaturas e avançar lentamente. Descemos das viaturas, formámos duas colunas, uma pela direita e outra pela esquerda ladeando as viaturas e em andamento lento. A certa altura o Alf. Alcino manda disparar para as luzes, como elas não se apagaram aí vai uma “ bazucada” mas tudo ficou na mesma. Que raio se passa? Continuámos a avançar e o mistério foi desvendado: Eram troncos de árvore arder, resto de uma queimada feita pelos “Milicias”. Não brincávamos em serviço! Julgo que alguém se há-de lembrar deste episódio.

Já disse várias vezes que recordar é viver, tanto o pior como o melhor. Não podemos ficar agarrados aos traumas de guerra, só nos faz mal. Eu próprio lido com falta de memória desde que saí do hospital derivado ao que me aconteceu e que eu aqui já contei. Todos os dias tenho que tomar as drogas necessárias para quando me levanto o meu “ Computador “ funcione como deve ser, e isto é a vida e ela tem que continuar pois só assim camaradas, podemos estar aqui a falar uns com os outros e todos os anos estarmos juntos para beber uns copos. As nossas mágoas, as tristezas as angústias e o que passámos de mau por lá, devem ser guardadas num baú e colocá-lo no sótão do nosso pensamento e então de vez em quando vamos lá com o sentido de relembrar, só isto. A vida tem de continuar.

Deixo aqui um apelo: Escrevam. Bem ou mal, não interessa. Há muitas histórias para contar. Deixo aqui um exemplo: Quem sabe da História dos dentes de Elefante? Do gato em Chala e de tantas outras?

Um abraço para todos do
Ex Fur. Santa


09 julho 2009

Alô... Alô ... (2)



Directamente do Centro de Transmissões do Lione

(do album do H. Afonso)


"Informe se a Charlie Kilo Juliete que juncou desta já lembrou essa "
(... se a coluna que daqui partiu já aí chegou)



07 julho 2009

Lendo (e ouvindo ... ) António Gedeão


Pedra Filosofal

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.
eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.
Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.
In Movimento Perpétuo, 1956




Alguns visitantes do Blog se perguntarão que terá a ver esta música com a "nossa guerra"... Para mim, é talvez a composição que mais me aprazia ouvir em Moçambique, tão bem interpretada pelo Manuel Freire ! Acreditem que me continua ainda a emocionar...

06 julho 2009

Benvindo, A. M. Paulo !!!

OLÁ CAMARADAS

Sou o ex-furriel Paulo. Aquele de armas pesadas a quem foi distribuída uma G-3.

Tenho entrado com alguma frequência no blog da CCAV 2415, elogiando o trabalho desenvolvido pelos camaradas colaboradores.
Se por um lado os momentos descritos e fotografados nos recordam o auge da nossa saudosa juventude, ou seja a parte boa da questão, por outro lado é muito difícil para mim reviver tempos e situações que a todos nós nos afectaram.

É um querer e não querer. Mas enfim, é a vida.

Aproveito para enviar algumas fotografias da nossa “estância de
férias” em Luatize, onde é nítida a presença de várias viaturas
minadas.
As ervilhas com chouriço acompanhadas de vinho verde gatão e
ingeridas em cima das caixas do bacalhau, que serviam de mesa de
jantar naquela fatídica noite de S. João, ainda hoje se encontram
atravessadas na minha garganta.

Espero colaborar com outros textos e fotografias.

Do camarada Paulo






05 julho 2009

Os "toques" da tropa...

No Blog da ONZIMA (CCaç 3411) encontrei esta curiosidade, que é nada menos que uma colecção dos toques de clarim que regiam a vida nos quarteis. Ficam aqui como passatempo (não sei se funciona em todos os computadores...) A propósito, julgo que o instrumento musical em que eram executados era, na Infantaria, a corneta, mas a Cavalaria tinha de ser diferente, usava o clarim ...

03 julho 2009

"Numa Boa " ... em Lione !



(do album do F. Santa)


Heli no Lione...

(do album do F. Santa)



Refere o Fernando Santa que se trata da primeira evacuação aérea do Lione, motivada por um acidente com G3 durante a limpeza da mesma.
Ora aqui está uma boa história para alguém contar ...




02 julho 2009

Madrinhas de guerra

(Enviado pelo Fernando Santa)


Camaradas:



A nossa vida militar, além de nos trazer alguns dissabores também nos deu algo de bom
.
Hoje vou falar das madrinhas de guerra e contar-vos uma história mas daquelas histórias verdadeiras que foi mais o menos assim: Estava eu em Castelo Branco, quando através da revista Plateia arranjei a minha madrinha de guerra. A partir daqui começou a troca de correspondência até sair a minha mobilização para o Ultramar, depois parto para Estremoz e daqui para Cav.7 onde vos encontrei a todos. Foi aqui que pus o meu plano em prática, ir a Faro (pois ela era de lá) conhecê-la pessoalmente. Foi num fim de semana em que não estive de serviço. A minha intenção era somente ela ser a minha madrinha de guerra pois na altura já estava noivo da minha mulher que é hoje. Entretanto partimos para o ultramar e continuou a nossa troca de correspondência até ao ponto de ela me tratar por irmão.

Quando regressei, disse-lhe que ia casar, convidei-a para ser madrinha do casamento o que ela viu com agrado mas na altura não lhe era possível estar presente nessa altura. Não desligámos um do outro antes pelo contrário, passámos a ser tratados por ela, como os manos de Coimbra. Entretanto conheceu a minha mulher o tempo foi passando até que conhecemos o resto da família, tanto de um lado como do outro. Depois nasceu a minha filha convidei-a para ser madrinha o que ela aceitou vindo a Coimbra pela primeira vez. Entretanto a minha filha cresceu casou e ela foi madrinha de casamento, daqui tornámo-nos numa família até hoje. Agora neste momento recordo-a com saudade pois ela ( Maria das Dores ) faleceu em Fevereiro deste ano, foi como se tivesse perdido uma irmã de sangue, aqui lhe deixo uma homenagem por aquilo que ela foi para mim quando estive no Ultramar e principalmente aquando da minha estadia no hospital.

Vejam como por vezes também no seio da guerra nos acontecem coisas boas, arranjei mais uma família para juntar a outra família que sois todos vós camaradas.

Não podemos só relembrar o que foi mau, relembremos também o que foi bom, para a angústia não ser maior.

Um abraço para todos do Santa.


30 junho 2009

Recordando...

(Enviado pelo Fernando Santa)



"Camaradas. Quem se lembra do Conjunto Oliveira
Muge de L. Marques? Não sei se estão recordados, foi a primeira coisa que ouvimos já de madrugada depois daquela excursão que fizemos do Catur para Lione após o desembarque do comboio. Foi as boas vindas da companhia que fomos render.
Mais tarde este disco foi proíbido pelo regime fascista de ser vendido e ser tocado nas rádios:



Mamãe, tu estás tão longe de mim!
Mamãe, sinto que estás a chorar.
Não chores a minha ausência
que um dia hei-de voltar!

Não chores, e pensa agora
Que o tempo passa depressa.
Pede a Deus que te tire esse tormento,
Que abrande teu sofrimento
Desse teu formoso rosto.

Mamãe, não chores que eu volto!


Agora que já lá vão alguns anos vale a pena recordar.
Um abraço do Santa "







.

26 junho 2009

"Apanhados do clima"...


Não resisto a publicar esta saborosa (e maluca !!!) carta de parabéns que recebi pelos meus 24 anos, enviada pelos "camaradas de armas" de Vila Cabral (onde a Companhia aguardava partida para António Enes) para o Sagal (Cabo Delgado) para onde eu fora "desterrado" ! Espero a compreensão dos signatários, a quem não pedi autorização para divulgar este "segredo de Estado" !


25 junho 2009


O FILME DO MEU ACIDENTE


Em todos os convívios se fazem relatos de coisas que aconteceram entre nós no ultramar mas, todos me perguntam o que é que me aconteceu. Ora se bem me lembro foi assim: Estava-mos em Chala e já fazia muito tempo que não recebia-mos correio. Como se sabe a malta nestas circunstâncias entrava em paranóia! O correio estava retido em Vila Cabral ou Lione, já não me lembro bem e era preciso ir buscá-lo. Arranjei voluntários e lá fui a caminho todos montados num (Unimog)! A certa altura, lembro-me que passámos por cima de um grande buraco que estava camuflado com folhas tendo saltado a grande altura para fora da picada rolando pelo chão. Momentaneamente perdi os sentidos que recuperei pouco depois mas, só me lembro de acordar na cama já no Lione. Fui depois evacuado para o Hospital de V. Cabral, onde fui observado e dias depois regressei a Lione onde estive alguns meses com aparelho de gesso na perna. Tendo regressado novamente ao hospital aparecera problemas na coluna e cabeça resultantes do dito trambolhão. Daqui resultou mais tarde a minha evacuação para o H. de Nampula onde estive internado cerca de três meses e meio, tendo sido detectada uma fractura na cabeça por solidificar e problemas na coluna a nível de vértebras. Depois daqui fui evacuado para o H. de Lourenço Marques onde estive quase sete meses em recuperação para ganhar músculo na perna e movimento no pé. Depois disto fui novamente evacuado para Lisboa indo direitinho a Campolide para os anexos do H. Militar (mais conhecidos pelos "galinheiros") onde estive cerca de um ano fim do qual fui dado incapaz para o serviço militar. Fui para casa. Entretanto casei, durante nove meses não me deixaram trabalhar dando-me uma pensão de novecentos escudos. A partir do dia em que vos deixei sei que a vossa tarefa foi mais perigosa e complicada mas também não foi fácil para mim apanhar um ano e dez meses de hospital.
Foi mais um filme de guerra, este passou-se comigo, mas outros filmes houve de camaradas nossos vitimados pelas minas, pelas emboscadas, ataques a aquartelamentos e outros maltratados em hospitais escondidos da sociedade, abandonados como farrapos por quem deles se serviu. A nós combatentes e deficientes do ultramar jamais nos calarão. Temos todos no corpo as marcas da guerra e queremos que a nossa Pátria não se esqueça de nós dando-nos para o resto das nossas vidas aquilo a que temos direito.

Um abraço do camarada Santa


24 junho 2009

Invasão pacífica...

... Na parada do Lione !

(do H. Afonso)

Dir-se-ia hoje: "Abertura à Sociedade Civil " ou "Caminhos da Integração" ...
Nesses tempos: Fazer Psico ...


Piquenique em Moçambique (Luatize?)


(foto de H. Afonso)


Foi num cenário idêntico (mesa posta sobre caixas de material acabado de descarregar) que começou o ataque ao Luatize... só que esta foto é tirada com sol alto (as curtíssimas sombras dos objectos o indicam) . A boa disposição e descontracção do pessoal sugere que a imagem se refira ao almoço do mesmo dia (23/06/69), tendo o ataque sido ao jantar. Apela-se à memória dos intervenientes para confirmar estes dados ...




Bons momentos ... (2)


(foto de H. Afonso)
"Amor em tempo de guerra "


23 junho 2009

Noite trágica de S. João

foi a nossa de há 40 anos, em que o
Joaquim Marcelino
não resistiu aos ferimentos ocorridos no ataque ao acampamento do Luatize, a que acabávamos de chegar vindos de Vila Cabral. Aqui fica o preito da nossa homenagem.




20 junho 2009

21/06/1969 -Saudade e Homenagem

É já amanhã o 40º. aniversário do mais grave episódio da guerra em África, o naufrágio do batelão que atravessava o Zambeze em Mopeia.

Aos nossos


DANIEL VIEIRA VICTORINO
e
JOSÉ FERREIRA OLIVEIRA

respeitosa homenagem.


Confesso que nunca consegui informação detalhada sobre este triste acontecimento. Na internet encontrei estas referências:

" ( ... ) É que, a 21 de Junho desse mesmo ano de 1969, o batelão que fazia a travessia no rio Zambeze de Chupanga para Mopeia com ceca de 150 militares a bordo (quase todos praças ) e vinte e duas viaturas, além de muito outro material, virou-se e morreram 103. Foi o maior desdastre em custo de vidas humanas de toda a história da guerra colonial, mas nem por isso se sabe muito acerca das circunstâncias em que ocorreu, nomeadamente porque é que só ía um oficial subalterno a bordo, de baixa patente, e era miliciano assim como os graduados seus subordinados. As informações são muito escassas, sabe-se lá porquê! (...) "

Leiam AQUI o artigo interessante de J. Conteiro em "O PORTOMOSENSE"


E esta descrição dramática:


" ... logo me lembrei do barco da SSE que vi, com um guindaste montado, no meio do Zambeze, a recolher os carros militares daquele grande acidente com o batelão do Amâncio Pedreira.
Na altura, escrevi que quando um carro vinha à tona de água, um ou dois corpos (de militares) se soltavam e iam rio abaixo, até que as almadias dos irmãos Campira (e outros) os recolhiam e traziam para a margem (do lado de Mopeia). (...) "



(Transcrito deste BLOG )


Excerto de uma carta de
Manuel Luís Pata de F. da Foz, ao Diário de Coimbra, transcrita em FIGUEIRAOLHAR:


" ... Vivi 20 anos em Moçambique. Cinco na marinha mercante e quinze na província da Zambézia, catorze dos quais a governar um dos navios da Sena Sugar Estates, o “ Mezingo”. Além do meu serviço normal, prestei no rio Zambeze preciosos e gratuitos serviços ao Estado. Entre outros, recordo com muita tristeza, quando estive 20 dias com o meu navio nas operações de recolha de “ corpos de militares e recuperação de 22 viaturas” de uma coluna militar que no dia 21 de Junho de 1969 seguia num batalhão e se afundou no rio Zambeze, quando fazia a travessia da Chupanga para Mopeia, perecendo neste naufrágio 103 militares e 2 civis. Esteve a comandar estas operações o então Capitão do Porto do Chinde, sr. Comandante Fernando Manuel Loureiro de Sousa. (...)"

Ainda outro testemunho :
Luis Pires, então no AM 73 em Mutarara


Link para o "Diário do Governo" que publicou condecorações aos Marinheiros (civis nativos) pelos socorros prestados







"As armas e os varões..."

(do F. Santa)


Talvez no Chala ... e sorridentes !!!


Alô ... Alô...

(foto do F. Santa)

Lembram-se deste gerador de manivela, para alimentar o rádio?


17 junho 2009

Bons momentos ...

... também os houve !

Estas memórias "civis" são do album do Humberto Afonso






Sabiam que alguém dos nossos publicou, na "Plateia", um pedido de correspondência com o pseudónimo "Os Hippies da Selva" ? e que assim se arranjaram algumas "correspondentes" ? Ignoro se alguma dessas relações teve futuro...


16 junho 2009

Lendo ... jornais

No dia 7 do corrente publicou o "Correio da Manhã" uma história surrealista passada em Moçambique no ano seguinte ao da nossa saída... Depois digam se não valeu a pena clicar aqui ...



No Lione...

Devagarinho ... vão aparecendo novas colaborações ! Desta vez o Humberto Afonso, o Chefe das Transmissões, traz-nos algumas "gravuras da época" que nos vão matar saudades!
E, outra vez, o desafio : Quem avança com "histórias" da nossa passagem por Moçambique (ou pela vida militar em geral) ? Uma maneira prática seria nos comentários às mensagens... Sigamos o exemplo do Castro e do Santa, que nos tem deliciado com excelentes prosas... Valeu ?



Esta foto, além da fotogenia do retratado, tem a vantagem de nos mostrar o pormenor do "monumento", evidenciando o "engenho e arte" dos seus executores, nomeadamente o Castro e o Moreira (das Transmissões), na minúcia da escultura do emblema em cimento...
E repare-se como a nossa cozinha era arejada !!! (ASAE precisa-se...)





15 junho 2009

12 junho 2009

O nosso hino...



Hino da Briosa

Música: Aureliano da Fonseca (Amores de Estudante).
Letra: Vítor Meira

Quero pertencer à Briosa
E ir com ela lá por essas picadas
Mas quero mais
Regressar à Metrópole
E acabar para sempre
Com todas essas cóboiadas

Foi assim a nossa vida
De ciganos ambulantes
A subir e descer serras
Mas agora nesta vila
Nós estamos mais satisfeitos
Não queremos saber de guerras

Quando a tropa terminar
Iremos recomeçar
Uma vida de alegria
Mas havemos de lembrar
O tempo que aqui passámos
Com certa melancolia

Quero pertencer à Briosa
E ir com ela lá por essas picadas
Mas quero mais
Regressar à Metrópole
E acabar para sempre
Com todas essas cóboiadas

Vinte meses de Niassa
Chega e sobra pra fartar
Até o mais guerrilheiro
Mas agora em António Enes
O nosso maior problema
É a falta de dinheiro

Já sofremos muitos dias
Já passámos chuva e frio
Tivemos muita emboscada
Agora queremos dormir
Porque a hora de partir
Já não está muito afastada.

Quero pertencer à Briosa
E ir com ela lá por essas picadas
Mas quero mais
Regressar à Metrópole
E acabar para sempre
Com todas essas cóboiadas

09 junho 2009

Recordando...

Faz agora 41 anos que a jovem 2415 se estreou na parada e desfile do 10 de Junho! O clip que se segue não é o de 1968, mas do ano anterior, mas a figura que fizemos não terá sido muito diferente... Na tribuna estava ainda o Dr. Salazar, que viria a ficar incapacitado poucos meses depois, já connosco em Moçambique!

07 junho 2009

ISTO É LIONE...... 36 ANOS MAIS TARDE!


Em seguimento ao tema que publiquei anteriormente, hoje aqui deixo mais "curiosidades" dignas de registo. Simplesmente 3 fotos que fazem parte do livro intitulado "Moçambique reencontrado por um combatente", e editado em 2005, pelo já referido "historiador", Manuel Pedro Dias, o tal amigo do nosso Capitão.

O autor chama a atenção para uns vestigios existentes nas paredes. Quem lá os colocou? A nossa ou as companhias seguintes? Alguém decifra?
Não posso deixar de apontar o gozo que me deu verificar a enorme árvore que nasceu dentro daquela casa em ruínas. Seria a caserna?
E também o enorme desenvolvimento que teve a aldeia. Vejam só como o Langa se tornou num grande empresário de retalho!!!! Até parece um shopping !!!
E, para os que desconhecem, posso garantir que a picada do nosso tempo entre Catur e Vila Cabral, deu lugar a uma bela estrada de alcatrão. E esta ehn???

06 junho 2009

« apanhados do clima»



(do F. Santa)


Boa pontaria ...



(do F. Santa)

"Cantando espalharei..."

Conjunto Privativo da Briosa
no auge da sua carreira !!!


Parte do Instrumental creio que foi oferta do MNF
(do F. Santa)




Ainda em Castelo Branco...

... já devidamente instalados ! (2007)





(Arquivo do A. Baptista)