domingo, 2 de janeiro de 2011

Recordando...1968!

Por: F. Santa


Quem não se lembra do porto de Nacala? Foi aqui que terminou a nossa odisseia marítima a bordo do Vera cruz. Esperava-nos o comboio que nos devia levar até Catur. Ainda me lembro da confusão que foi, a tomada de posse dos nossos lugares no referido comboio. Foi uma viagem que dava para um bom filme!


A segunda foto, mostra a estação de Nova Freixo em hora de ponta!


Quem se lembra da nossa paragem nesta estação? Só me lembra da refeição da noite dentro de uma grande tenda á luz dos célebres “Petromaxs”, não sei se é assim que se escreve! Lembro-me da sopa e do pão de meio quilo que deram a cada um!! Quem souber que conte mais alguma coisa.



Mais uma vez, não queria deixar de repetir,   que o Ano 2011 traga para todos nós, companheiros da 2415, e nossas famílias, bem como para todos em geral, muita saúde paz e amor.


Um abraço para todos do Santa


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1 comentário:

  1. Do muito que já se apagou da memória ainda consigo lembrar alguns pormenores da célebre viagem, mas há um ou outro que ficou mais gravado. Lembro-me quando a bexiga apertava a malta saltava do comboio em andamento para verter águas e ainda conseguia ir mais à frente apanhá-lo, pois o "cavalo de ferro fumegante" era demasiado lento nas subidas.
    Tudo isto ao som duma "chinfrineira" ensurdecedora que a macacada fazia saltando de árvore em árvore ao lado da via.
    Sobre a estação de Nova Freixo em hora de ponta: Passados 40 anos tudo mudou de figura. Apesar de me repetir volto a frizar que a estação dá passagem mas só a comboios de mercadorias. A população deixou de ter acesso àquele meio de transporte. Em alternativa anda de "chapas" (pequenos maxibombos) pelas picadas fora. Nova Freixo, hoje chamada CUAMBA é importante pela sua localização e pelo desenvolvimento agrícola. Por isso foi até instalada uma "universidade" para dar continuidade a tal desenvolvimento.
    Na minha memória estão bem presentes duas noites lá passada em Agosto último (uma à ida para Lione e outra no regresso). Foi aqui que comi o bife mais rijo que alguém possa imaginar! Nem nos tempos de guerra, acreditem. Era a unica coisa que havia para comer no unico restaurante aberto, depois de ter assistido a uma perseguição "policia pega ladrão" com vários tiros à mistura. Passados 40 anos voltei a ouvir, e bem, aquele som que nos é familiar! Até me perguntei: Será que a guerra acabou??
    Lembras-te Gonçalves?
    Para todos um BOM ANO.

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