domingo, 16 de janeiro de 2011

Futebol no Lione



1 comentário:

  1. Obg. ao Magalhães pela lembrança e ao Soares pela alta qualidade técnica ao nos brindarem com estes "mimos". Fiquei embevecido ao ver-me há 42 anos atrás e constatar como era "craque" da bola.
    Foi mais um daqueles jogos inter-pelotões, acho que este foi entre a equipa dos "básicos" de equipamento branco contra o pelotão a que pertencia o 1001 (Calvino)de camiseta verde. Só que o jogo que devia ter a duração de 90 minutos aqui ficou reduzido a 24 segundos. Mas se na época fosse relatado pelo Artur Agostinho daria uma coisa mais ou menos assim: "Bom dia, boa tarde ou boa noite para todos consoante o local de onde nos estão a ouvir. Falo-vos do Estádio de Lione em Moçambique e vou relatar o super-jogo entre as duas melhores equipas desta região.
    Tem inicio o jogo e logo na primeira jogada o defesa central dos verdes encosta o fisico ao Vale atirando-o ao "relvado". Apita o árbitro que marca o livre respectivo. De seguida a bola vem de novo à àrea dos "básicos" onde novamente o Vale rechaça a redondinha que vai ter com o "craque" Castro que se encontra bem posicionado na meia-esquerda.(Neste momento estamos com 7 segundos dum excelente jogo). Este recebe-a com o pé direito (coisa rara para quem joga pela esquerda)
    anda uns metros e devolve-a ao Vale que acompanha a jogada pela extrema direita.Este centra rápido à procura duma cabeça na área mas a bola é cortada pelo adversário. Perde-se uma boa iniciativa dos "básicos".
    Entretanto, a enorme assistência vai demonstrando grande satisfação pelo bom espectáculo a que está a assistir.
    O jogo está bom, está rasgadinho, ambas as equipas apostadas em marcar o 1º golo. Atenção, saindo do nada, pois até ao momento não se tem dado por ele, surge o 1001 que se encaminha para a área adversária dribla o defesa "básico", remata forte com o pé esquerdo : É GOOOOOOOOOOOLO!
    Neste momento, aos 24 segundos de jogo, o árbitro dá o jogo por terminado!"
    Juro, que não sei se foi golo, quero acreditar que sim, devido ao estilo apurado e capacidade técnica do grande 1001 (Calvino), grande jogador que ele era.
    Bem gostava de rever esta gente em breve.
    Mas lá que o pessoal, nos intervalos da guerra, disputava uns "ganda jogos" lá isso ninguém duvide. Só lamento hoje já não me lembrar da maioria dos nomes do pessoal e dos respectivos pelotões. Que me desculpem.

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