sexta-feira, 18 de maio de 2012

Ainda o convívio

Por:  F. Santa   


Nunca é demais dar a conhecer o restaurante onde se realizou o convívio da nossa companhia. Porquê? Salvo a publicidade, fomos bem servidos e por um preço acessível aos dias de hoje e segundo sei foi do agrado de todos. Como organizador, não podia deixar passar em branco e deixar aqui um obrigado à D. Lídia com quem tratei de tudo.

Falando um pouco sobre os convívios, eles são a maneira mais saudável depois de tantos anos passados, relatar os episódios da guerra mais ao pormenor. Felizmente que para muitos o trauma da guerra não os afectou, para outros já o caso muda de figura. Hoje tenho a certeza que os nossos filhos e os nossos netos têm orgulho de nós. Espero também, sobre aqueles que tombaram no teatro de guerra e que já cá deixaram filhos, que alguém saiba  dizer-lhes que os pais morreram como heróis.
Esta guerra do ultramar, é daquelas coisas que por mais voltas que tentemos dar ao pensamento não se consegue entender!
Depois de tudo isto, não seria justo esquecer aqueles e aquelas que guardavam no peito a dor da ausência de todos nós. Eram os pais, as mães, as mulheres e as noivas que por vezes no silêncio da vida, derramavam as suas lágrimas até ao nosso regresso. Queria aqui deixar uma palavra de agradecimento a todas as esposas que nos têm aturado durante estes anos todos. Para algumas tem sido bem difíceis. Também aqui deixo uma palavra para aquelas que receberam os seus filhos, os seus maridos e os seus noivos deficientes e que souberam aceitar a sua condição ao longo de todos estes anos e acompanhá-los com todo o amor e carinho. Não tem sido fácil. Um bem-haja para todas elas, pois também fazem parte da nossa história.

 Já agora, quão saudável é ver nos nossos convívios além das esposas, os nossos filhos com as suas esposas e os nossos netos e até por vezes, amigos!!


Mais uma recordação:



Eis o nosso camarada Furr. Paulo, junto a uma viatura a precisar de bate-chapas!


Um abraço para todos do SANTA

1 comentário:

  1. Mais uma vez subscrevo tudo, mesmo tudo, que escreveste. Estás em excelente forma e sempre atento. Nunca será demais prestar homenagem a todos aqueles, mas principalmente àquelas, que tinham a dolorosa e espinhosa missão de à distância nos ampararem o melhor que podiam.
    Abraço, Santa

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