Em Moçambique fiz algumas dezenas de "slides" fotográficos. Tenho pena de ter muito poucos do Lione, e nenhum do Chala. Tencionava fazer uma reportagem pormenorizada do Lione, mas entretanto fui enviado inesperadamente a chefiar a recepção dos materiais em Vila Cabral, aquando da nossa transferência para lá, e já não voltei.
Tenho um especial carinho por estas 2 fotos que montei de forma a dar, acho eu, uma perspectiva realista do aquartelamento e do seu horizonte para sul, vendo-se parte da povoação.
Quem tiver a paciência de "clicar" até à máxima ampliação, poderá ver pormenores como um abrigo à direita da caserna, o "posto de vigia" diurna, por detrás da mesma, a "bloqueira" que estava, salvo erro, a cargo do Cuba... (Os blocos serviram para a construção do refeitório, que ficava à direita, fora da foto).
Quem for perspicaz até poderá identificar os militares passeando na picada para o aldeamento... Para se poder visionar com a ampliação máxima verificando melhor os pormenores referidos vão a seguir os slides no tamanho original. (Não se esqueçam de "clicar" 2 vezes).
Não consigo recordar-me, mas, para ter esta perspectiva, decerto subi ao telhado do chamado "edifício do comando" ...
Aviso: Os vídeos do Magalhães não acabaram... teremos novidades em breve !!!
29 janeiro 2011
25 janeiro 2011
CONTINUANDO A RECORDAR
Por: F. Santa

Aqui vão duas fotografias que espelham o que acabei de dizer atrás, mais se seguirão.
A primeira fotografia, é o João Rodrigues e o Cabrita em Tenente Valadim.
A segunda foto, nem era preciso dizer o nome, pois derivado à altura e aos acontecimentos não é possível esquecer. Trata-se do nosso saudoso furriel Santos, algures em Moçambique.
A segunda foto, nem era preciso dizer o nome, pois derivado à altura e aos acontecimentos não é possível esquecer. Trata-se do nosso saudoso furriel Santos, algures em Moçambique.
Já lá vão cerca de 43 anos, mas tudo continua na memória. Os vídeos do Magalhães estão óptimos para o tempo em que as imagens foram captadas, e sendo assim não se pode exigir mais qualidade, dão perfeitamente para matar saudades. Ao ver-me em Chala com aquele macaquinho no ombro e com a bonita idade de 23 anos, quanta saudade eu sinto não só da idade, mas também uma saudade nostálgica de tudo o que se passou. Quer queiramos ou não, por vezes aparece uma lágrima ao canto do olho e um arrepiozinho ao vermos as fotos e os vídeos, o que mesmo assim, me parece saudável, pois sem dramatizar, sabemos enquadrar tudo no tempo em que vivemos, depois de 43 anos passados. É a nossa força de viver!
Um abraço do Santa
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21 janeiro 2011
Luatize - com helicóptero ... e uma história com capitão!
A nossa estada em Luatize está muito bem retratada nesta reportagem do M. Magalhães. Estas excelentes imagens (de 1969) reavivam-nos a memória e não nos deixam indiferentes (falo por mim...)
Não tenho lembrança desta visita do "heli". Trata-se de uma evacuação de doente ou ferido. Se alguém se lembrar, agradecemos que acrescente aqui o seu comentário (é tão fácil!).
E, agora, a edificante
Não tenho lembrança desta visita do "heli". Trata-se de uma evacuação de doente ou ferido. Se alguém se lembrar, agradecemos que acrescente aqui o seu comentário (é tão fácil!).
E, agora, a edificante
História de um Capitão exemplar
Se bem se lembram, por vicissitudes várias (nomeadamente o acidente do nosso Comandante em Vila Cabral e a hepatite do Alf. Meira, que o devia substituir), este vosso cronista teve de arcar com as "atribulações" do comando da Briosa durante vários meses. Era essa a situação no Luatize. Acontece que as "cabecinhas pensantes" (de Valadim? de V.Cabral?) devem ter chegado à conclusão que fazia falta um Chefe à altura. E lá apareceu um capitão do quadro, de cujo nome não me recordo. E, obviamente, assumiu funções, muito dignamente, como verão a seguir.
Aconteceu que o meu pelotão foi escalado para uma operação (talvez aquela que me proporcionou, pouco depois, as "magníficas férias" no Cabo Delgado [Sagal], enquanto vós aguentáveis os sacrifícios de António Enes). Pois estava eu organizando a saída para o dia seguinte, dentro da tenda de lona onde dormiam os graduados, em "burros do mato" (espécie de padiolas em lona), e onde ratos "era mato", quando um dos furriéis, devidamente bebido, me diz, de um canto: "Meu alferes, eu amanhã NÃO VOU! " . E logo do outro canto, com uma autêntica voz de bagaço, entre dois beijos na garrafa, o tal capitão, que tão dignamente nos comandava: " NÃO SEI DO QUE SE TRATA NEM QUERO SABER, MAS EU TAMBÉM NÃO VOU " !
"Ditosa Pátria que tais filhos tem".
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16 janeiro 2011
15 janeiro 2011
Batuque no Chala
Mais uma sessão do nosso cine-club... Desta vez é um Batuque no Chala, decerto em 1969. Para a música... cada um terá de apelar à imaginação e à memória! Não deixem de reparar na exibição empenhada dos nossos militares!!!
Bem sei que que estes clips mereciam uma banda sonora adequada... mas ainda não consegui modo de a adicionar. E optei por apresentá-los assim, em vez de esperar "eternamente" pela perfeição...
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Nos intervalos da guerra,
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«« MOULIN ROUGE »»
Por: F. Santa
Consegui esta foto na Internet, do Moulin Rouge mas, já não tem a beleza nem os espectáculos de outrora, pois é uma foto mais recente. Comprei um postal quando lá estive mas desapareceu. Quem não se lembra? Eu lembro-me bem. Já não sei com quem fui dar uma volta, só sei que fomos a um restaurante para comer e não tinha mesas, comia-se sentado no chão e com uns pauzinhos, que para nós na altura era uma sensação estranha! Ao vermos aquela situação, demos meia volta e fomos embora. Resolvemos então ir ao Moulin Rouge onde comemos já não sei o quê, mas sei que bebemos melhor e quando demos por ela já tivemos que ir a “toque de caixa” para o barco, do género vamos embora que já se faz tarde! E porquê? É que já estava-mos em cima da hora da partida. Depois, entrámos no barco, e a Beira e o seu Moulin Rouge ficavam para traz, voltava-mos a entrar nas calmas águas do oceano rumo ao porto de Nacala onde novas aventuras nos esperavam.
Mudando de assunto. Os filmes do Magalhães acho que estão óptimos para a época e para a qualidade da máquina (de corda)! É para continuar. Quanto às vistas de satélite, Matipa é mesmo Matipa. Ainda consigo quase com certeza dizer o local onde se encontrava o nosso hotel 5 estrelas. Chala, já tenho algumas dúvidas, pois o rio passava por detrás da aldeia fazendo uma ligeira curva a uma distância aproximada de 100 metros. Talvez alguém mais, tenha a memória mais activa e se lembre. Não se pode ficar indiferente às películas, sem as lágrimas balançarem nos olhos. É a tristeza da guerra em si, misturada com a saudade e a nostalgia e os 43 anos (praticamente) quase passados, que tudo misturado (e agora em lume mais brando) nos faz balançar no tempo e as tais ditas lágrimas. Faz-nos bem recordar, e só é pena que tantos companheiros nossos não queiram testemunhar aqui as mesmas recordações.
Para todos um abraço do Santa.
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13 janeiro 2011
PROVINCIA DO NIASSA - Nomes actuais das localidades
O texto focado há poucos dias atrás pelo nosso cronista F.Santa intitulado "A Viagem", feita de Nacala até ao Catur no célebre comboio/lesma, alude a várias localidades por onde passámos.
Algumas delas revi-as em Agosto passado. Lembro-me perfeitamente de passar por Belém agora chamada "Mitande" e que fica, julgo eu, a seguir a Ribaué a caminho de Nova Freixo(Cuamba). Como curiosidade indico os nomes como passaram a ser chamadas após a independencia.
Agradeço ao amigo Gonçalves o trabalho de pesquisa.
Nomes actuais
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12 janeiro 2011
CHALA (ao vivo e... a cores!)
Continuando a divulgar as memórias do M. Magalhães, aqui vemos as maravilhosas instalações do aquartelamento do Chala... Bem documentada a actividade da padaria... e a arte do F, Santa no adestramento dos símios...
A seguir, uma imagem de satélite, do GOOGLE EARTH, que corresponderá ao Chala actual. Confesso que não tenho a certeza da localização das nossas instalações. Se pudéssemos confiar em absoluto na linha de fronteira marcada, nada seria mais fácil: seria a intersecção com a picada, o ponto A que assinalei.
Mas a linha foi traçada artificialmente: terá de ser considerada com muitas reservas, a esta escala.
Duvido que seja ali, pelo diminuto número de casas.
Não será antes a povoação marcada com B, parcialmente coberta com núvem (de fumo?) Tudo seria mais fácil se tivessem conservado a pista de aviação...
A seguir, uma imagem de satélite, do GOOGLE EARTH, que corresponderá ao Chala actual. Confesso que não tenho a certeza da localização das nossas instalações. Se pudéssemos confiar em absoluto na linha de fronteira marcada, nada seria mais fácil: seria a intersecção com a picada, o ponto A que assinalei.
Mas a linha foi traçada artificialmente: terá de ser considerada com muitas reservas, a esta escala.
Duvido que seja ali, pelo diminuto número de casas.
Não será antes a povoação marcada com B, parcialmente coberta com núvem (de fumo?) Tudo seria mais fácil se tivessem conservado a pista de aviação...
E, agora, um pequeno "clip" da recolha de combustível ecológico para o forno e a cozinha:
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Matipa ... via satélite!
O Santa garante que foi aqui o célebre aquartelamento de Matipa, ao qual se fizeram já muitas referências neste nosso espaço. E não temos melhor especialista do que ele, que aqui "aportou", comandando a sua valente secção de combate, logo nos primeiros dias de África, em Agosto de 1968!
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Matipa
10 janeiro 2011
A partida ("Conta-me como foi...")
Vera-Cruz, 23 de Julho de 1968
O que muitos terão esquecido é que ele também possuia uma câmara de filmar (uma super 8), daquelas a que se tinha de dar à manivela, já que o motor era de corda...
Nesse tempo a gravação era em bobinas de fita de celuloide, que tinham a duração de poucos minutos e se mandavam ao laboratório (no estrangeiro...) para revelar.
Ora o Manel teve a brilhante ideia de ir aos seus arquivos e mandar digitalizar esses registos, e de me remeter 2 DVDs com os mesmos!
Pensei logo que tais "testemunhos" seriam de partilhar. É isso que estou a tentar nesta primeira experiência...
É claro que a qualidade técnica deixa muito a desejar... Além da minha inexperiência, tal também se deve à idade das fitas. Depois me dirão se vale a pena continuar a tentar...
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08 janeiro 2011
A viagem
Por: F. Santa
Eis o Mapa de Moçambique. Saindo de Lisboa partimos rumo a Luanda, depois L. Marques e Beira e a seguir Nacala final de viagem marítima (traço mais fino). Aqui esperava-nos o célebre comboio do Catur.
O traço mais grosso mostra-nos a viagem de comboio desde Nacala a Catur: 1 – Nacala, 2 – Meconta, 3 – Nampula, 4 – Entre os Rios, 5 – Ribaué, 6 – Nova Freixo, 7 – Catur. 8 é Vila Cabral, cuja linha se encontrava no início da construção para ligar a Catur. Lembra-me ainda de Belém mas não a sei situar e dos formigueiros ao longo da via-férrea que mais pareciam obras de arte. Foram 900 e tal quilómetros que foram percorridos a passo de caracol, com as mais variadas peripécias já descritas neste BLOG. Segundo sei, em parte da linha de Nacala com destino a Vila Cabral, já não existe comboio de passageiros, mas só alguns comboios de mercadorias mas coisa rara...
Amigo Soares. Quando é que entram as imagens de satélite, de Chala e Matipa? Cá fico á espera. Um abraço.
Santa
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05 janeiro 2011
MALANGATANA, morreu o génio moçambicano
Em nome do blog expresso ao povo moçambicano sentidas condolências pelo falecimento de uma das suas figuras impares da cultura.
Malangatana foi um génio que me obriguei a admirar pela irreverência e pela sagacidade da sua inigualável arte nativa. Só ele sabia "pincelar" tanta dor e ingenuidade nos olhos dum povo condenado ao sofrimento. Malangatana foi único, ninguém mais será igual.
À minha maneira, e desde sempre, elegi-o como um dos poucos Grandes que naquela terra nasceram.
Os moçambicanos têm o dever e obrigação de não o esquecerem como é habitual fazerem ao que resta do património cultural desse extraordinário país.
Infelizmente o mundo irá sentir a sua falta.
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03 janeiro 2011
TERMOS FAMILIARES - Livro Nó Cego, autor Carlos Vaz Ferraz
Ando a ler um romance veridico/ficção com o titulo "Nó Cego"do escritor Carlos Vale Ferraz, ex-militar que palmilhou por terras de África em comissões de serviço dedicando-se, mais tarde, a descrever as suas muitas experiências em excelentes livros que nos fazem voltar àquelas terras e vivências que não se apagam das nossas memórias.
Neste livro achei interessante o "glossário" com alguns dos termos que nos são familiares, como por exemplo: bazuca, chantra, mainato, sitrep, etc. etc.
E, por isso, aqui o deixo para regozijo de todos.
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Leituras
02 janeiro 2011
Recordando...1968!
Por: F. Santa
Quem não se lembra do porto de Nacala? Foi aqui que terminou a nossa odisseia marítima a bordo do Vera cruz. Esperava-nos o comboio que nos devia levar até Catur. Ainda me lembro da confusão que foi, a tomada de posse dos nossos lugares no referido comboio. Foi uma viagem que dava para um bom filme!
A segunda foto, mostra a estação de Nova Freixo em hora de ponta!
Quem se lembra da nossa paragem nesta estação? Só me lembra da refeição da noite dentro de uma grande tenda á luz dos célebres “Petromaxs”, não sei se é assim que se escreve! Lembro-me da sopa e do pão de meio quilo que deram a cada um!! Quem souber que conte mais alguma coisa.
Mais uma vez, não queria deixar de repetir, que o Ano 2011 traga para todos nós, companheiros da 2415, e nossas famílias, bem como para todos em geral, muita saúde paz e amor.
Um abraço para todos do Santa
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