sexta-feira, 7 de novembro de 2014

OUTONO...

Outono. Pensei em escrever qualquer coisa. Pensei, e vai daí, vou até ao meu jardim. Não havia melhor sítio para escrever este texto, que não fosse sentado num dos bancos debaixo de uma pequena árvore (mas frondosa), onde se pode estar um pouco em silêncio, sendo este só interrompido algumas vezes pelo som dos pássaros que já estão habituados á minha presença.
 Sentei-me agora, olhei o Céu,e vejo-o um pouco cinzento. O sol, esse um pouco envergonhado, envia-me alguns dos seus raios como estando a dizer-me: Escreve depressa, olha a chuva!!
Do lado de fora do jardim, uma árvore de algum porte, vai-se despindo da sua roupa velha (as folhas). É o Outono. Caindo lentamente, ela vai ficar assim nua até á chegada da Primavera. Parei então um pouco para pensar e veio-me á ideia a convulsão do mundo.Pensei, pensei, e vi que a sociedade a nível de todo planeta persiste em viver em conflito. A guerra continua a ser escandalosamente um sentido (dizem uns) para atingir a Paz. Paz, que artificialmente se quer alcançar mas só para  dar aso ás máquinas de guerra que muitos criaram e continuam a criar.Em suma: chego á conclusão que a vida humana, perdeu qualidade e já não tem valor!
A ostentação da riqueza, é um topo de carreira para muitos, enquanto para outros a ostentação que carregam, é a pobreza! 
Quando é que o homem, pára a louca correria para a autodestruição? Os dias presentes, são de tristeza e de lamentação. Enquanto não for erradicado neste planeta, a fome, a doença que tantas vezes é provocada pelo homem, a injustiça, a opressão e a violência e os poderes pela força,vai ser assim. Não o é,só quando o homem se entender e que e que passe a viver em fraternidade. Não podemos deixar passar a vida ao nosso lado sem intervir nela. Não podemos deixar passar a injustiça, a opressão e a violência.
Já não bastam os cataclismos naturais que devastam tantas regiões do planeta: o homem não pára na sua louca correria para a sua autodestruição.Aqui, cabe também um aviso aos nossos políticos. Parem também um pouco para pensarem! Olhem para o nosso país com olhos de ver. Que acabe tanta corrup...
Neste momento, sou atropelado pelo meu cão.Com uma pequena bola na boca, pede-me para brincar com ele como me dizendo: acaba lá de escrever! Já chega!!
Entretanto o sol esconde-se e começa a cair teimosamente algumas gotas de água. É a chuva que me dizia também: vai-te embora! Tenho que abandonar o banco do jardim, pois a árvore que me acolhia, já não consegue fazer de guarda-chuva.É o Outono. Do lado contrário ao local onde me encontro, vejo agora com todo o seu esplendor, o arco-ires. Agora,o interior da minha casa chama-me.É tempo de recolher e passar o texto ao computador... Agora vou comer umas castanhinhas e beber uma " jeropiga " para aquecer.
   Já passei o texto para o computador e vou enviar...



    Um grande abraço para todos deste vosso amigo: SANTA.

1 comentário:

  1. Caro Santa, a tua faceta de "romanceador", até agora algo escondida, está cada vez mais aprimorada. Para mim 5 estrelas! Aproveito e agradeço a chamada de atenção para tão grande evidência que é a auto-destruição da humanidade se não houver bom senso. Nesta época vem a propósito.
    Vou agora tratar do almoço de Natal e darei noticias em breve. Abr. A.Castro

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