13 junho 2013

Operação ROSENTA : O meu Relatório
cap. 2

Por:  Manuel Soares 

Depois ... foi um ver se te avias ... 

A "cozinha de campanha" funcionou na perfeição: e, pondo em prática a velha máxima "a tropa manda desenrascar", cada um se acercou dos respectivos "caldeiros" para o rancho geral.
Lembra a galinha com os pintainhos...
E não há dúvidas que o mesmo era "melhorado"... e de que maneira !!!  desde os enchidos na brasa às diversas carnes, incluindo o inocente filho da ovelha, mais conhecido por borrego,
até à especialidade da herdade, o suíno ali nado e criado, tanto o bébé (o tão apreciado leitão) como o adulto, mas todos no plural bem avantajado... e rodando devagar nos respectivos espetos, exalando  seus magníficos aromas, ao calor dos braseiros bem controlados por pessoal sabedor de seu ofício...
Vista parcial das "máquinas"
em plena laboração..
.

Não faltavam bancos e mesas devidamente protegidos do sol, pelo que, qualquer semelhança com os nossos piqueniques na selva africana era mera coincidência!
Esta pipa era de água... e enganou alguns convivas!!!







Também de pão vive o homem... e aquele era excelente !
A habilidade arte e bom gosto da esposa deste camarada,
também ela presente na foto

Nem é preciso dizer que o vinho correu a rodos e a cerveja fresquinha escorregou pelas gargantas sedentas... Nem a fruta e doces deixaram de comparecer. O café e digestivos foram o merecido epílogo do lauto repasto.


Eis o Manel Magalhães em plena reportagem, registando o nosso anfitrião, Carlos A. Silva, a confraternizar com o simpático grupo de estudantes cabo-verdianos  que irá animar o resto da tarde, conforme veremos no próximo capítulo...
(começou aqui)
 (continua aqui)

07 junho 2013

CONTINUANDO COM O FILME DO NOSSO CONVÍVIO

Por: F. Santa       

    Talvez por este convívio ter sido fora do comum, dado à encenação de que foi alvo, vai ser mais comentado. E porquê? Porque parecia estar ali a desenrolar-se um filme! Daí talvez a longa metragem que vai merecer no nosso blog!! Já viram o apetite com que ficamos ao ver as fotos?
               Vejam só estas. Dá ou não dá para abrir o apetite?


           
   A seguir é nosso Ex. Capitão Amado e o alfacinha Carvalho. O de costas não estou a ver quem é!


              (continua...)
  

Alguém  é capaz de dar rédeas à memória e dizer quem são eles?

                           

    Eis o nosso camarada Carlos Silva (o que nos ofereceu o convívio - bem haja!- ), algures em Moçambique:

               Para todos um abraço amigo. Ex.Furr. SANTA


05 junho 2013

Operação ROSENTA : O meu Relatório
cap. 1

Por:  Manuel Soares
O "assalto ao objectivo" estava marcado para o primeiro dia de Junho: conforme o respectivo "plano de operações" e obedecendo à convocatória oportunamente emitida, os combatentes convergiram de todo o País. De tal forma que, pelo meio dia, se procedeu à chamada, com vista à aplicação aos faltosos dos rigores do RDM...
Para ampliar,"clique" nas fotos: poderá reconhecer alguns de nós...

Logo a seguir, houve um ensaio do hino da Briosa, num afinar de

gargantas para a execução condigna do mesmo.

Um pequeno treino de "ordem unida" foi quanto bastou para a Companhia desfilar com o garbo que sempre a caracterizou, perfilando-se na parada perante os mastros de honra.

O comandante das Forças em Parada foi o antigo Furriel Santa, dado não haver outro militar tão devidamente fardado: e que bem que executou a sua função! As suas ordens eram rápidamente transformadas em toques militares pelo corneteiro, o senhor Nuno, professor de música ("MUSICLASSE"), exemplarmente uniformizado, com uma afinação reveladora de muito conhecimento  e treino: e nem faltou uma "caixa" para marcar o ritmo!

Em continência

Com as tropas em sentido, subiram as bandeiras: a da Briosa ao som do respectivo hino, da autoria do Vítor Meira, que, infelizmente não pôde estar connosco, e logo a seguir a Bandeira das Quinas, enquanto todos entoavam o Hino Nacional, com o respeito e solenidade que seriam de esperar. O terceiro mastro era ocupado, de pleno direito, pelo estandarte da SUINIMOR, do nosso anfitrião e companheiro Carlos Almeida Silva.


Foi então que o F. Santa, com o talento que lhe reconhecemos e tanto admiramos, produziu uma muito bem elaborada alocução em que resumiu a nossa história comum, apelou à solidariedade e amizade entre nós e homenageou os que já nos deixaram, quer em Moçambique quer depois do regresso.
Os nossos visitantes poderão ler o discurso clicando em Pag 1, Pág 2, Pág 3 e Pág 4.
A cerimónia formal terminou com uma salva de tiros em homenagem aos Mortos, após o que foi dada a esperada ordem de DESTRO......ÇAR !

Continua aqui.

04 junho 2013

Na viagem até Montemor-o-Novo, para o anual encontro da Companhia de Cavalaria 2415, eu e o Sores fomos relembrar um local por tínhamos passado na tropa: Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, agora desativada. Fica a recordação de uma fotografia da parada, para quem por lá também passou!

03 junho 2013


Estavam quase todos!
 
O discurso do ex-furriel Santa


Hino da "Briosa"




Também houve largada de vacas!



Também houve "Fado" com NUNO DA CÂMARA PEREIRA



"Pormenores" das danças !!


Na confraternização anual dos elementos da Companhia de Cavalaria 2415, deste ano de 2013, em Montemor-o-Novo, oferecida pelo Carlos Almeida Silva, aconteceram coisas muito interessantes, como estas danças africanas por um grupo de Cabo Verde...que nos fizeram lembrar outros tempos e que muito apreciamos!
Convívio da Companhia de Cavalaria 2415, em 1 de Junho de 2013, em Montemor-o-Novo, na Pecuária da Rosenta do nosso ex-camarada Carlos Almeida Silva.

02 junho 2013

O Convívio em Montemor-o-Novo

      ... Mas antes, uma  história do Lione:     
O PENTE QUE ME FOI DADO NO ALDEAMENTO DO “LANGA”
 Por: F. Santa
   Procurando umas coisas numa velha caixa, deparei-me com este pente (já um pouco estragado pelo tempo) o qual me trouxe à memória a maneira como ele me veio parar às mãos.  
O pente tem uma história engraçada. Eu fui até ao Langa dar uma olhadela à aldeia. Sentada numa espécie de banco, estava uma “Mué” tratando da sua beleza. Com este pente, tratava o seu cabelo encaracolado. Parei e fitei-a nos olhos. Era linda! Não lhe disse uma palavra sequer. Sorriu. Qual o meu espanto, estendeu a mão (na qual agarrava o pente) para mim. De momento não percebi a intenção. Foi então, que outra “Mué” me disse em palavras que eu entendi muito bem: É para ti! Ainda hoje não sei muito bem a que a levou a este seu gesto, pois nada lhe pedi e nada lhe dei em troca a não ser uma festa na cara. Recordo-me ainda hoje (com uma certa saudade) como ela era. Mexe-se aqui, mexe-se ali, e aparece sempre algo que nos liga ao passado e neste caso à guerra em que estivemos inseridos. Foi o tempo em que estivemos longe dos nossos familiares. Foi o tempo que foi contado vezes sem conta pelo calendário e também pelo relógio. Ainda me lembro daquele calendário de parede em que púnhamos um traço em cada dia que passava! O tempo passou. O regresso chegou. 
Viemos e o tempo continua a passar por nós, mas esse tempo já não o apanhamos, temos sim que apanhar o tempo em que agora vivemos e saboreá-lo da melhor maneira como o saboreámos no passado Sábado (dia 1) em Montemor – o – Novo no aniversário da nossa companhia. O nosso camarada Carlos Silva está de parabéns como realizou e encenou toda a festa. Ultrapassou todas as expectativas. Foi um relembrar saudável do nosso passado na guerra. As palavras não descrevem o que se passou mas sim as fotos que foram tiradas e que irão ser inseridas no nosso blog. Foi pena que muitos tivessem faltado à chamada mas mesmo assim, ainda estiveram presentes muitos camaradas nossos.

Sendo assim, aqui vão algumas fotos que irão dar início à cobertura  panorâmica do 45º aniversário da 2415 .

Apesar do pedido pelo nosso camarada Silva, praticamente só  eu é que fui mais ou menos fardado, e um corneteiro que apareceu não sei de onde!! Só ele sabe!





Estas primeiras fotos dão já uma ideia onde se realizou o nosso convívio. A charrete para dar uns passeios a cavalo pela
Herdade, o respectivo porco no espeto e mais uma panorâmica do local.
A quarta foto sou eu (o Santa) mais ou menos fardado como o nosso camarada Silva me tinha recomendado para aparecer.





A foto seguinte, é o momento em que se canta o hino da 2415. Segue-se outra que mostra já a formatura da companhia (o que vem restando dela) para se dar início à marcha para a cerimónia do hastear da Bandeira Nacional e da C.Cav. 2415 ao toque afinado de um corneteiro.
 
 Seguiu-se um minuto se silêncio em memória dos nossos camaradas já falecidos com a respectiva salva de tiros.



Assim começou um dos capítulos da história do nosso aniversário. Outros se seguirão.


Queria aqui deixar um abraço muito especial da 2415 para o nosso camarada Artur que se encontra por terras de Moçambique. Não te esquecemos. Porquê? Porque os amigos nunca se esquecem.

                  Para todos um grande abraço do Ex. Furr. SANTA