quarta-feira, 19 de setembro de 2018

MATIPA ll...

MATIPA. Mais alguns dias passados e chegava ao fim o pesadelo daquele lugar. Mais uma vez... faz hoje cinquenta anos que era posto fim á minha estadia em MATIPA! Depois de passarmos tanto tempo sem contacto com a companhia, e com tanta fome passada, eis que tudo acabou. Já não podíamos ver as salsichas nem o arroz. Andamos por trilhos sem conta onde era difícil encontrar água, chegamos a não ter ração de combate e ter que esperar pelo regresso, para as famosas salsichas com arroz! Eis que um dia, dois homens da minha secção começaram a sentir-se mal. Diarreia e dores de barriga. Claro que fiquei preocupado. Longe da Companhia sem enfermeiro e sem qualquer medicamento vejam a situação. Três dias passados lá fomos de rádio ás costas procurar um local onde o "menino" conseguisse entrar em contacto com a companhia. Depois de mais hora e meia de tentativas lá se conseguiu ouvir do outro lado a voz (se não estou em erro) do Afonso telegrafista. Depois de ter sido exposta a situação, era enviada de Chala, passado dois dias, uma viatura para nós escoltar para o regresso! Naquela altura, éramos homens abatidos, com fome, fardas em péssimo estado já para não falar da roupa interior!!
Os colegas doentes, foram depois para o hospital de V. Cabral ( agora Lichinga) onde chegaram á conclusão que a diarreia era culpa da água. Sendo assim, a água que usávamos era do rio logo imprópria para consumo humano. Entretanto, não podemos esquecer que alguns habitantes de Matipa andavam a ter os mesmos sintomas.  Da parte deles já não me recordo como foi resolvido. Também não me recordo se foi para lá mais alguém.
    Terminava assim a minha odisseia em terras de Matipa. O que me ficou de lá como recordação foi um colar feito de sementes que me foi oferecido pela mãe da jovem que fui buscar ao mato atingida por uma mina. Guardo ainda hoje esse colar. Também não esqueço a óptima relação que tivemos com a milícia local e os habitantes da aldeia.

Chegados a Chala, que bom foi tomar banho no rio que passava alguns metros do nosso aquartelamento.Que bom foi trocar de roupa interior! Para a minha secção Matipa tinha passado á história. Vim a saber depois que não foi
para lá mais ninguém. Julgo que foi assim. Mas outras aventuras se passaram...

Para todos, um grande abraço. SANTA.

    

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

"TITANIC". Continuação...

Ora aqui vai o resto das fotos que tirei quando da minha visita à exposição sobre o "TITANIC"...




As fotos que se seguem são da réplica  do "Titanic" e mostram imagens de vários compartimentos feitas em corte. 



Uma das salas das caldeiras.







Um dos compartimentos de um dos motores.







Por hoje despeço-me de todos com um grande abraço.

SANTA

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

SOBRESSALTO...

Sobressalto!... Algumas semanas depois da chegada a "Matipa" (faz agora 50 anos), e de já ter feito algumas patrulhas sem qualquer problema a não ser alguns tiros ouvidos algures no mato o que nos deixou sempre de ouvido e olho afinado, mas sem qualquer perigo para nós, estava-mos no dia sete ou oito de Setembro (já não me lembro bem), e depois de ter colocado quatro homens nos postos de sentinela, fui para a tenda com os resto dos meus homens para tentar descansar um pouco! No meio da noite, fiz a troca dos sentinelas. Rompia a manhã, como era hábito com toda aquela passarada a fazer barulho com os restantes animais da selva, levantei-me e fui ao rio lavar a cara para ficar mais desperto. Um dos meus homens, acendeu o lume para fazer um pouco de café (que além do arroz e as salsichas) era o único bem que tinha-mos mas já estava a chegar ao fim. As torradas eram uma miragem! No fim do pequeno almoço (se é que se pode chamar pequeno almoço) preparava-se o esquema para este dia. Mais algum tempo no nosso acampamento e eis que fomos apanhados de surpresa pelo Milícia da aldeia a gritar pois uma jovem tinha ido para a mata com outros membros da aldeia e tinha pisado uma mina. Lá fomos, depois de algum tempo, lá encontramos a jovem mas já não havia nada a fazer. Claro, estava já sem vida e o resto não digo mais nada... Fiquei chocado, fiquei não, ficamos todos pois era uma jovem com com muitos anos pela frente para viver e sem ter culpa da guerra. Assim como foi ela, podia ter sido um de nós se tivesse-mos passado por ali primeiro. Faz agora cinquenta anos mas recordo-me como fosse hoje. Foi um dia para esquecer.
 Nesta altura as coisas já não estavam a correr bem. O rádio continuava a não querer entrar em contacto nem com Chala nem com Lione. Nós, já não podia-mos ver as salsichas nem o arroz (todos os dias), e havia malta que já começava a entrar em parafuso! Como começava a ser difícil a situação. Mas o fim aproximava-se... A seguir vão ver porquê!

 (continua)


                                            Com um grande abraço. SANTA.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

RECORDAR...

É assim mesmo. Recordar! E recordar porquê? Porque no Domingo passado fui até ao "Exploratório" de Coimbra visitar uma exposição sobre o célebre e triste caso do "TITANIC".
Com esta, já é a terceira exposição que visito. Já visitei uma em Espanha na cidade da Corunha, e outra que esteve no Porto mas todas diferentes. Esta mais pequena mas com a maior réplica do "TITANIC" com trinta metros de comprimento vendo-se em corte o seu interior. É espectacular e ao mesmo tempo deslumbrante. Esta exposição, julgo estar patente ao público até ao fim do ano. Sendo assim, lembrei-me de partilhar com todos vós algumas fotos...


Réplica de uma das caldeiras do Titanic.







Elos da corrente da âncora original.


             Imagem original da sala das máquinas do Titanic. Um dos motores!

Proa do Titanic.

                  Imagem original de uma das chaminés do Titanic. Construção.
                              Placa informativa original da viagem do Titanic.

Vestido de renda com jóias e aplicação de uma passageira. Original.


Caixa original da adega Henri Abelé. Champanhe servido na 1ª classe do Titanic.

                          Anel original que pertenceu a Millviua Dean. Passageira do Titanic.


                                      Lavabos dos camarotes de 1ª e 2ª classes do Titanic.
                                            Cabine "MARCONI". Transmissões.




                                                     Duas fotos da réplica do Titanic.

 (Continua)

     Termino por hoje, com um grande abraço para todos. 

                                                                                SANTA.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

MELHOR NOTÍCIA NÃO PODIA SER...

Ora aí está. Melhor notícia não podia ser . Eu, que tenho sido o das más notícias, que haja alguém que dê  boas notícias. Desta vez Soares, deste uma boa notícia. O nosso Capitão é para nós o emblema da 2415. Nunca se esqueceu de nós como nós nunca nos esquecemos dele. Força Capitão! No cinquentenário da nossa partida para o Ultramar, a 2415 deseja-lhe as rápidas melhores para que o nosso comandante para o ano possa comandar o nosso convívio! A sua presença é importante para as tropas da 2415!
Com uma alegria imensa, queira receber de todos nós (2415) um grande e forte abraço .

                                                   FORÇA MEU CAPITÃO

                         
                                                           SANTA

Boas notícias: TEMOS COMANDANTE !

Foi com muito agradável surpresa que recebi um telefonema do nosso Capitão, muito bem disposto, a agradecer o nosso interesse pela sua saúde e a pedir que divulgasse as suas melhoras, o que faço com o maior gosto. Continue no bom caminho da recuperação.
Conte connosco, que nós contamos consigo !

FORTUNA AUDACES JUVAT, é o nosso lema. A sorte está com os audaciosos que não desistem:  
FORÇA, COMANDANTE !

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Excelente ideia

As ideias excelentes são para divulgar. Assim, aqui deixo o email recebido do amigo Fernando Carvalho, líder do blog da CCAÇ.2418, onde se constata a grande ideia, em meu entender, que teve na edição dum livro relatando a passagem da sua companhia por Moçambique.
O livro que nos será oferecido, fá-lo-ei chegar às mãos dos interessados.
Já agora, porque não pensarmos em algo do género em relação à CCAV.2415. Não seria por falta de material, vidé o nosso blog, que ao longo dos anos tantas histórias tem contado.
("clique" para ler ...)         



28 DE AGOSTO DE 1968

Vinte e oito de Agosto de1968. Cinquenta anos depois. Ainda me recordo dos primeiros dias (13) que estive em Matipa.
Depois de uma viagem desde Chala pela calada da noite da selva Africana ( distrito do Niassa), em que uma dúzia de "gatos pingados" forçados a um acto heróico por uma ordem superior, ordem dada sem qualquer responsabilidade daquilo que nos podia acontecer, quais heróis alegres e destemidos (que remédio) lá chegamos a Matipa !
Chegados são e salvos, fomos ver as nossas instalações. Uma tenda quadrada com piso de terra batida e uma dúzia de sacos cama. Depois fomos recebidos pelo chefe das Milícias e combinamos  hora para falar sobre o local.
Depois de uma mini noite, fomos acordados pelo mais belo despertador: os sons da selva ao nascer do sol. É coisa que nunca mais se esquece!
Fui ter com os milícias e aprendi logo um som: era o som peculiar das Hienas. Fomos então reconhecer o local.
Tínhamos a cerca de quarenta metros o rio com alguma abundância de água. O que seria bom para o nosso dia a dia. Enquanto isto, quatro dos meus soldados ficaram tratar da espécie de uma cozinha e ver o que havia de alimentos: zero! Só tinhamos arroz e salsichas que foi o que nós tinhamos trazido!
Estávamos na época das chuvas! Era outro problema. Ao quarto dia, fomos tentar entrar em contacto via rádio com a companhia. Resultado: nunca conseguimos e nem nos dias seguintes. Foi um dia negativo. Nos dias que se seguiram, fizemos patrulhas ao longo do rio e fomos com alguns membros da  população local (cerca de oitenta pessoas) á lenha e escolher alguns paus para construção de palhotas. Pensámos arranjar algo de caça para comer ideia que ficou logo de parte por causa do possível tiro indicar a nossa presença ao inimigo.
Depois daqui foi planear os dias seguintes que por sinal não foram lá muito bons.

      Por hoje é tudo, um abraço. SANTA.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

TEMPO DE FÉRIAS...

Tempo de férias devia ser para muitos tempo de descanso. Mas será que as férias serão mesmo para descansar? Pelo menos este ano o calor apareceu em força (demais). As praias estão apinhadas de gente ao ponto de não haver espaço para estender as toalhas. É um chega-te para lá e não me atires areia para cima! São os bares de praia e não só, apinhados de gente com filas que geram confusão: eu estava primeiro, eu é que estava! Ó amigo, eu não pedi isto! Então diz o empregado: agora espere! Almoçar outra confusão. Mesa? Nem pensar. Tem que esperar! Já viu as pessoas que estão à sua frente? Depois, calor que não se pode aguentar. Vai-se para o carro: que forno! Abre os vidros, diz a mulher para o marido: que não se pode estar aqui dentro!!! Etc,etc,etc...Mas contudo, ainda se pode adicionar o que por vezes temos de passar por falta de respeito e de educação de alguns!
Como vêm (é a minha opinião) nestes dias o descanso fica um pouco arredado de nós.! Claro que eu respeito cada um que tenha opinião diferente. Quando era mais novo, também ia para a praia mas confusão não era comigo! E então Agosto nem pensar! Costuma-se dizer que as férias são para carregar baterias, mas... carregam muito pouco. Eu mais o meu genro, compramos uma casinha pequenina no parque de campismo Cova Gala. Uma vez  vai ele com a mulher outra vez vou eu com a minha. Eles, alem das ferias normais vão muitas vezes ao fim de semana, pois o parque está aberto todo ano.   E digo-vos: em Agosto as baterias também carregam pouco, mas nada que se compare às praias ou à balbúrdia das grandes cidades a que elas estão inseridas!! Mais uma vez é a minha opinião.Mas depois, bons são os meses que vão de umas férias as outras! Sabem quando é que eu gosto de ir à praia?Há hora do pôr do Sol. Mas pronto. A vida é mesmo assim, e cada um tem os seus gostos e à que respeitar.Para todos os que ainda estão de férias, boa continuação com muita saúde e para aqueles que já as gozaram que continuem também a ter muita saúde (para lá chegar) pois para o ano à mais.

Já agora, gostava de partilhar com todos, algumas imagens que colhi no parque onde estou. Para mim que gosto de animais é uma delícia. Vejam! Como diz a minha filha: são  uns "fofos"!















Como vêm, é um pouco mais de tranquilo e é a natureza que por vezes nos faz estas surpresas! Eu e o meu cunhado que também está no parque, damos-lhe comer e eles aproximam-se de nós sem medo. Só não vêm comer à mão por ainda haver muita gente. Faltam ainda os cinzentos, que não consegui ainda tirar fotos. Quando tudo estiver mais calmo isso vai suceder. Para as crianças tem sido um regalo! Já para não falar de outros pássaros que a confiança já é tanta que até já se aproximam de nós quando estamos à mesa!

As minhas férias à cinquenta anos (era outro tipo de campismo), estavam nesta altura a ser passadas em "Matipa" no silêncio da selva Moçambicana onde não havia filas para nada. E quanto ao comer ás vezes havia espera mas não era por haver filas (pois era-mos dez) era sim por não haver horário! Era a guerra que nos impunha o horário e por vezes o "Menu" que era uma incógnita! Quanto a "bicharada" era o que de mais havia!



                                                        E pronto. Um abraço para todos
                                                                        SANTA


sexta-feira, 17 de agosto de 2018

A 2415 ESTÁ DE LUTO...

A C. CAV 2415 ESTÁ DE LUTO. FALECEU NO PASSADO DIA 11, O NOSSO QUERIDO AMIGO E CAMARADA, ALFERES MAGALHÃES. DEIXA-NOS SAUDADES PELA PESSOA QUE ERA ALÉM DE TER SIDO NOSSO COMPANHEIRO DE GUERRA NA 2415.
A C.CAV. 2415, EM NOME DE TODOS AQUELES QUE A CONSTITUÍRAM, ENVIAM À ESPOSA E RESTANTE FAMÍLIA OS MAIS SENTIDOS PÊSAMES. MAGALHÃES, ESTARÁS SEMPRE NA NOSSA MEMÓRIA E QUE DEUS TE TENHA EM BOM LUGAR.


                                               PELA COMPANHIA DE CAVALARIA 2415

                                                                       

SANTA

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

NAFTALINA ...

Ainda cheiram a "Naftalina"! Era um dos nomes que chamavam a nós acabados de chegar à guerra! Foi assim que nos chamaram quando chegámos. A "naftalina" eram umas bolas que se usavam na roupa para a proteger da "Traça" (um bicho que ruía a roupa) e que deitava um cheiro intensivo. Sendo assim, as nossas fardas como sendo novas, daí o chamarem a nós acabados de chegar "NAFTALINAS" ou " ainda cheiras a naftalina". Claro que ficávamos piores que estragados quando nos tratavam assim. Brincando: éramos a estrear! Era assim e foi assim que, faz hoje cinquenta anos  que passamos por esta brincadeira quando parte da 2415 chegou a "CHALA". Outra parte ficou em "LIONE". Faz hoje cinquenta anos (lá está outra vez os cinquenta anos) ao início da noite em "Chala"que me ia saindo a "Sorte Grande", claro que é uma maneira de falar, era outro tipo de sorte grande: ser apanhados à mão ou outra coisa pior! Eu e a minha secção (era-mos ao todo 10 homens) fomos informados por um Alferes da companhia que ainda lá estava, para ir-mos para um destacamento chamado "MATIPA", E lá fomos nós sozinhos para o fim do mundo para uma picada desconhecida, ainda por cima desconhecida  também para o condutor, largados à sorte... Tudo correu bem, mas podia ter dado para o torto! Pois podíamos ter sido apanhados por uma emboscada, uma mina, como ficaríamos não sei... Foi uma imprudência total do Alferes da outra companhia e nós como cheirávamos a "Naftalina" e a experiência não era nenhuma lá fomos (como se costuma dizer cantando e rindo) ao encontro do desconhecido: "Matipa".

        Já é noite! E aí vamos nós para "Matipa" Acelera Pires! ( Foi o condutor herói desta aventura). Vamos ver se ainda amanhã estamos vivos! Faz hoje cinquenta anos!!!


     Um grande abraço para todos da 2415 e já agora para todos aqueles que nos acompanham.


                                                               SANTA

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

ERA UMA VEZ...

Assim podia tudo começar, mas foi verdade. É mesmo uma história verdadeira. Faz hoje cinquenta anos (15 de Agosto de 1968) que a velha máquina do famoso "Comboio do Catur)" transportando a 2415, já cansada de percorrer muitos quilómetros desde Nacala, deixava de cuspir fumo negro da sua chaminé e abrandava a sua marcha ouvindo-se o barulho dos seus "freios" como dizendo: Huf.....cheguei ao Catur. E huf.... também dissemos nós, esta primeira etapa já acabou e acabou bem, embora as peripécias já conhecidas no nosso blog. Catur era mesmo o nome da estação e da zona. Estavam á nossa espera a companhia que  íamos render. Deixamos o Catur, passámos por Massangulo, onde já estava outra companhia, Caracol, e Lione. Era aqui que passava a ser o nosso aquartelamento. Já não sei precisar a hora, só sei que era ainda 15 de Agosto! Dia, em que na minha terra se festejava a "Festa da Senhora da Nazaré", dia em que era tradição (ainda é) de comer a bela "Chanfana". Um prato típico da zona, feito com carne de cabra e bom vinho! Lembrei-me da família, da namorada e da festa em si com os meus amigo. Tudo bem. O que iria comer eu neste dia com os meus camaradas? A Chanfana estava tão longe! Hoje, já não me lembra o que comi neste dia. Agosto de 1968. Dia 15. Faz hoje cinquenta anos que começou a nossa odisseia por aquele mato (selva) e pelas picadas sempre á espera de uma mina ou de uma emboscada. A partir daqui a saga continuou!
Hoje, quer queiramos ou não é com uma certa "nostalgia" que relembrarmos esta é outras datas da vida da 2415. O passado da 2415 não esquece. Faz parte das nossas vidas e da nossa história. A guerra colonial não é para esquecer. Antes pelo contrário, toda a gente deve saber o que foi e o mal que ela fez a tantos jovens e que nada de bom lhes deu.
Para todos os camaradas da 2415, nestes cinquenta anos da nossa chegada a "Lione" um grande e forte abraço para todos não esquecendo a saudade que temos por aqueles que já partiram.

                           SANTA

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

POIS...

Pois foi! Fez ontem cinquenta anos que a 2415 pisou terras de Moçambique. Que jovens nós éramos! Já viram nas fotos o nosso aprumo? Aqui, ainda a guerra ficava mais para cima. Como se costuma dizer: ainda eram rosas! Mas no meio de tudo, já lá vai mas não esquece.
Mudando agora de assunto. Que vergonha o que se está a passar no nosso país. Não se pode ficar indiferente à calamidade deste grande incêndio em Monchique. Mais um, para ficar na história das páginas vergonhosas deste país! Não se aprendeu nada com os incêndios do ano passado. Se já se sabia que zona da serra de Monchique era uma zona de risco, o que se fez para prevenir tal situação? Nada. Segundo se tem dito na televisão, a descoordenação dos meios de combate ao incêndio tem sido total. Alguém deve saber o motivo! Mas como disse o outro : Não se previa uma coisa destas e este incêndio não era como apagar uma vela de aniversário! Magnífico! Estiveram todos a dormir? Para o ano vamos voltar todos a falar no mesmo! Pois ao longo destes anos passados, todos têm culpa, pois nada fizeram. Não vale a pena andarem a empurrar uns para os outros quando todos são culpados. É triste ver o nosso Portugal em chamas. Porquê? Alguém é capaz de responder? Haja coragem de alguém, para pôr termo à está situação.
Já agora, gostava de citar ALBERT  SCHWEITZER (1875 -. 1965) :

"O MUNDO TORNOU-SE PERIGOSO PORQUE OS HOMENS APRENDERAM A DOMINAR A NATUREZA ANTES DE SE DOMINAREM A SI MESMOS"

Com um grande abraço: SANTA.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Faz hoje 50 anos...

             ... que chegámos a Moçambique !

  Ao décimo sétimo dia da nossa aventura marítima, aportámos a Lourenço Marques (hoje Maputo), os camuflados ainda a cheirar a tinta...
  Mais uma vez aqui fica a demonstração fotográfica do garboso desfile, pelas amplas avenidas da cidade, da Companhia que mais tarde seria apelidada de Briosa !

 Clicando para ampliar as imagens, são identificáveis as fisionomias de muitos de nós... e que jeitosos na nossa juventude...

O Comandante, o guião e 1º e 2º G.C.


O 3º. e 4º. Grupos de Combate


Ainda faltava uma semana para chegarmos ao nosso primeiro destino, o Lione, pelo que reembarcámos no Vera Cruz em direcção à Beira e a Nacala!



sexta-feira, 3 de agosto de 2018

O RESTO DE ALHAMBRA...

Então malta! Como é que têm passado estes dias de calor? Nem em Moçambique! O calor era diferente. Espero que para a semana as temperaturas baixem mais um pouco. Não se aguenta! Mas... para quê reclamar? Se todos nós temos um pouco de culpa de tudo isto. O homem, ao longo do tempo, não fez outra coisa senão poluir o planeta de todas as maneiras e feitios. Agora, aqui estão as consequências. Daqui para a frente, não sabemos o que poderá acontecer... Nada de bom com toda a certeza!

Ora então aqui vão as últimas fotos de "ALHAMBRA"...



A Catedral de Granada vista de Alhambra!





A parte antiga da cidade vista de Alhambra.









Vista de duas paredes de um palácio.

Vejam como se desenvolveu o tronco desta árvore...






Por último, um turista especial!

E pronto. Agora vou passar uns dias de férias. Espero que o calor não aperte muito e que a água não esteja muito fria... só a "cerveja ".

Com um grande abraço para todos e boas férias!

SANTA