quinta-feira, 21 de setembro de 2017

ANIVERSÁRIO...

42º Aniversário da Luta dos Deficientes Militares /1975. Celebro-se ontem o 42º Aniversário de uma grande manifestação dos Deficientes Militares que em 20 de Novembro de 1975, numa jornada sem precedentes, lutou por aquilo a que se tinha direito na altura que era criar uma comissão que lutasse pelos nossos direitos. Para isso, a nossa intenção era ser ouvidos no Palácio de Belém. Como curiosidade, vai aqui o 1º comunicado da ADFA dirigido à Junta de Salvação Nacional no dia 14 de Maio de 1974:


Para todos com um grande abraço: SANTA.




      

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

DE VISITA AOS AÇORES...

Pois é. Acabei de chegar de uma visita de cinco dias aos Açores. Como sabem, já tinha ido á Madeira. Diziam-me que os Açores era mais bonito. Fui ver. Perguntam: e então? Pois é. Para mim são duas realidades diferentes. Cada uma com a sua beleza diferente. Como diz o brasileiro: uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa! S. Miguel (a ilha que visitei) tem a sua beleza assim como a Madeira tem a sua. Gostei das duas. Sendo assim, aqui vão algumas fotos que tirei:











 Por hoje é tudo (continua).

                                     Com um grande abraço: SANTA.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

MATIPA...

Pois é. MATIPA... Olá malta da 2415.Quem se lembra ainda do destacamento de Matipa? Está a fazer um mês (dia 17) da minha estadia lá. Como eu me lembro. Nesta altura já havia problemas com a malta que estava á minha guarda. Problemas de saúde, graças a água do rio que servia para confeccionar o arroz com salsichas. Se bem se lembram, foram cerca de dois meses com esta receita ao almoço e ao jantar! O tempero, era o molho das latas das salsichas! Ainda me lembro do cheiro nauseabundo que saia dos sacos cama. Sim. Era em sacos camas que a gente dormia, sacos que tinham sido utilizados anteriormente por colegas da companhia anterior que lá esteve. Enfim. É o passado na nossa memória que nunca esquece. 
Para quem ainda não viu no nosso blog as fotos, elas aqui vão:



Eis MATIPA. Ao fundo, pode ver-se a tenda onde se dormia. Do lado esquerdo, (duas barras de ferro assentes em tijolos de barro) era a cozinha e uma mesa em tábuas. Uma espécie de "tábuas".


Aqui era o nosso abrigo de proteção! Vejam a qualidade de material de que era revestido! Muito seguro... Que vos parece?

É sempre bom recordar.


Já agora, mudando de cenário,aqui vai mais um poema da nossa amiga Maria Irene.

CASA DE XISTO

Casas de xisto, regresso ao passado,
Uma relíquia para nós,
Recordar os tempos dos nossos avós,
Com um xisto, inventado.

Portas e janelas, com uma beleza sem igual,
Com um fecho comparado, ao da porta de um curral,
As pedras, bem faciadas e perfeitas,
Aplicadas por mãos preparadas, para essa perfeição,
Com o gosto acentuado, para tal profissão,
Deixando à vista, aquele aspecto, de coisas bem feitas.

Se os nossos avós, viessem ver isto,
As suas casas, transformadas em xisto,
Ficariam com o coração transtornado,
Ou ficariam contentes, com o regresso ao passado?


Aldeia do Piodão. Uma das 7 maravilhas de Portugal.

Para todos um grande abraço. SANTA.







quarta-feira, 6 de setembro de 2017

RELEMBRANDO...

Relembrando. Vamos aqui relembrar Maria Irene Nunes...

A MENSAGEM DA FIGUEIRA

Figueira, minha minha boa amiga,
Como eu, há mais quem o diga,
Gosto muito do teu fruto,
Mas guardas para ti, um segredo absoluto.

Diz-me por favor:
Porque é que, como as outras árvores, não dás flor?
Envergonhas-te, de a sua cor nos mostrar?
Ou Entendes, que isso é uma forma, de tempo poupar?...

Talvez, até tenhas razão!
A tua flor, é o tom amarelo das tuas folhas, ao caírem ao chão
É que, não dando flor, tudo sai mais depressa,
Antes das folhas nascerem, o fruto fica a apontar,
Estando nós ansiosos, para os teus figos papar,
Não tens que estar à espera, que a flor desapareça,
Para depois então, o fruto, se formar...

Deus criou-te assim, para seres diferente na cor,
E para nos ensinar, que tudo é possível,
E que embora nos pareça uma coisa incrível,
Acabamos por confirmar, que dás fruto, sem dar flor!!!

                                                        Maria Irene Nunes Pereira

Um abraço para todos. SANTA.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

CONTINUAÇÃO...

Aqui vão o resto das fotos como prometi...









Ao fundo, Castanheira de Pera.


 Alto do Trevim


Vista do alto do Trevim




                                                       Aldeia de xisto do Candal.

                   Aproxima-se o fim de semana, desejo que todos o passem bem! Um abraço.
    
                                                                       SANTA

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

ONTEM FOI DOMINGO...

Ontem foi Domingo. Sai de manhã e fui dar uma volta. Estava a chuviscar quando sai mas passado meia hora de viagem abriu o sol e foi um dia de calor. O objectivo da minha viagem era ver a Praia Fluvial das Rocas em Castanheira de Pera. Dei a volta passando por Pedrogão Grande. Ao longo daquelas estradas serpenteando pelos pinhais que outrora foram verdejantes e não passam agora de terra queimada com as árvores negras (quais fantasmas) erguidas com ar de sofrimento causado pela mão do homem. O cheiro a queimado entra-nos pelas narinas dentro. É  simplesmente desolador. As imagens da televisão são uma coisa, ver ao vivo, dá-nos a dimensão real do que realmente aconteceu. Ver pequenas aldeias e casas isoladas no meio de tudo o que vi, pergunto: Como foi possível resistir àquele inferno das chamas e ficarem incólumes? Perguntei a uma senhora já de idade como foi possível e ela disse-me: No meio de toda a tragédia e alguma desorientação, OS BOMBEIROS foram uns heróis. Devemos tudo a eles. Fizeram tudo o que podiam ter feito lutando com o "diabo" á solta! Olhe meu senhor: só quem passou por tudo isto é que sabe. Ninguém mete esses ladrões na prisão. Dão-nos cabo de tudo. Aqui já não há mais nada para arder! Era a cara de quem viveu a tragédia.
Continuei caminho até que cheguei a castanheira de Pera. Em volta, tudo queimado. No centro, como de um oásis se tratasse, lá estava a Praia Fluvial das Rocas. É algo deslumbrante num cenário de horror causado pelo fogo. As fotos mostram isso. Saí de Castanheira de Pera e subi a serra da Lousã. Paisagem magnífica até que o homem não se lembre de fazer o mesmo que fez em Pedrogão e Castanheira de Pera e como noutros lados. Subi ao ponto mais alto da serra de onde se tem uma vista espetacular. Daqui vê-se o mar e a grandiosa Serra da Estrela. Descendo novamente, passa-se pela aldeia de Xisto de "Candal", pequenina mas bonita. Descendo mais, eis chegado á Ermida da Senhora da Piedade. Encastrada em plena serra na luxuriante paisagem e protegida por pequeno Castelo. Vale a pena visitar. Daqui parti de regresso a casa.




Vista parcial de uma parte da serra queimada.







Nesta foto, é a parte onde de tempo a tempo, toca uma sirene e aparecem ondas como no mar.




Isto é um local, por aquilo que vi, em que os adultos voltam a ser crianças!!!

Para a próxima vai o resto. Uma boa semana para todos com um abraço. 

SANTA






segunda-feira, 21 de agosto de 2017

RETALHOS DAS FÉRIAS...

Ora aí está. Estão a queimar-se os últimos dias das férias! Hoje, o meu almoço foi uma sardinhada bem regada com um vinho tinto de se lhe tirar o chapéu. Como existem coisas que o nosso cérebro não esquece, faz precisamente 49 anos que o meu almoço (meu e não só) não foi sardinha. Nesta altura, (em Matipa) já ia no quinto dia de "arroz e salsichas" ao almoço e ao jantar que se iria prolongar por mais dois meses! Quanto á confeção, água (imprópria para tudo como foi confirmado mais tarde), arroz, salsichas, e o molho da lata das ditas salsichas. Só! Foi ou não foi um bom "menu" durante dois meses? Se foi!
Mudando agora de cenário. Os meus dias de férias, teriam sido óptimos se não fosse o vicio da televisão! Assim, nem que se não queira, somos confrontados com as mais variadas notícias que a maior parte nos deixa ( a mim por exemplo) triste e apreensivo. Como é possível o nosso cantinho à beira mar plantado (Portugal), estar arder da maneira que está? Como é que tudo isto acontece?  São os vidros através do sol? São descuidos de queimadas,  churrascos ou outros serviços? Qualquer destes casos são uma gota de água no oceano. Então o que resta? A MÃO CRIMINOSA. Ora aí está o que parece não se querer falar muito. Basta ver as entrevistas que são feitas no terreno. Uns viram uma avioneta passar e deitar coisas para a mata seguido de poucos minutos o incêndio deflagra. Outros viram um helicóptero (que não era igual aos outros que andavam no incêndio) voar em circulo, ir embora e logo o incêndio deflagrou. E ainda outros, disseram que ouviram bombas deflagrar na floresta e de imediato incêndio. Eu pergunto: O que é isto? Isto não são palavras minhas, mas sim de gentes que habitam naqueles lugares e que foram ditas através da televisão. Em que ficamos afinal? E não vemos nem ouvimos na televisão dar muita importância a este assunto. Porquê? Responda quem souber.
Agora, foi também as mortes causadas pela queda de uma árvore no Funchal. Mais uma cena terrível. Culpas. Quem tem culpa? Os que morreram? Não. Mas sim alguém! O que é triste, é andarem a empurrar uns para os outros: não fomos nós, foram aqueles, estes também não, em que ficamos? É o velho hábito: a culpa morre sempre solteira.
Já não bastava (já para não falar de outros lugares): Barcelona. Mas o que é isto? Já não se pode andar descansado em parte nenhuma? É por isso que eu digo: hoje sair de casa é como quem sai para uma aventura. Tudo pode acontecer e o pior é não regressar vivo! Este mundo já não tem concerto. A palavra PAZ é uma palavra que está a ser banida da linguagem do ser humano.
Voltando ás minhas férias, ontem fui dar um passeio á Serra da Boa Viagem. Estiveram por aqui 40 graus. Como é bonita está serra. Que paisagens bonitas tem para o mar. Felizmente, tem escapado aos incêndios. Levei uma "bucha" que á sombra daquelas belas árvores, me soube tão bem! Quando regressei, já perto das dezanove horas, passei por uma pessoa já minha conhecida, comprei uns caranguejos da pedra (muito bons) e com mais uns condimentos, entre eles umas cervejas, e foi o fim dos caranguejos!
Neste momento são quinze horas e trinta minutos. Espero agora que a minha digestão acabe para ir até á praia dar um mergulho e entretanto chega-se a hora de preparar o jantar.

Por hoje é tudo. Com um grande abraço me despeço  de todos. SANTA.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

E JÁ LÁ VÃO 49 ANOS...


É verdade. São datas que ficam na memória. Faz hoje 49 anos que a 2415 tinha terminado a grande aventura de comboio  desde Nacala até Catur. Aqui esperávam por nós os autocarros de luxo, várias Berliet, que iriam levar a 2415 a Lione onde iríamos começar outro género de aventura. A partir daqui, começava o verdadeiro contacto com natureza isto é, a Selva! Logo de seguida, a guerra. Aqui, as saudades da família já se começavam sentir derivado ao cenário que já nos cercava. Daqui, saímos alguns para Chala e eu, inclusivamente de Chala para a célebre aldeia de Matipa!
Hoje, 49 anos passados, ainda se sente uma certa nostalgia, não pela guerra (claro) mas pelo dia dia que passámos juntos e pelo compaheirismo entre nós. É impossível passar despercebida está consequência. É impossível esquecer certas brincadeiras entre nós, brincadeiras que muitas vezes serviam para tentar esquecer as saudades de família e a guerra, se está era possível esquecer, mas o stress era menor.
Enfim, coisas que ficam para o resto das nossas vidas.

Um grande abraço para todos. SANTA.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

FÉRIAS...

FÉRIAS. Em princípio as férias servem para descansar, ou por outra: deviam servir para descansar e aliviar o stress do dia a dia normal principalmente de quem trabalha. Na minha opinião para a maior parte assim não é!
Vejamos. Filas das grandes superfícies. Há idosos e deficientes que querem passar á frente, a lei não interessa. Logo, confusão. Estacionamento. Lugar para deficientes ocupados por quem não tem direito.Chega o deficiente, pede para tirar carro, confusão com discussão  tramada. Estão á espera de lugar para estacionar, novamente discussão. Eu estava primeiro não eu que estava, insultos de parte a parte etc. Nós restaurantes a mesma história. Nas esperas para ter mesa, confusão. É! Não se podem sentar nessa mesa porque nós estávamos primeiro. O que acontece? Discussão.  Na praia, leva-se com areia em cima ou uma bolada nada a dizer, pois ainda podemos ser insultados. No parque de campismo, entra-se  no horário de silêncio, qual silêncio? Avisa-se as pessoas, logo á problemas. Na piscina. Não se cumprem as regras estipuladas. Faz-se queixa ? Problema! Mais discussão. Já para não falar de certos emigrantes (não tenho nada contra os emigrantes) que também não se comportam lá muito bem. É assim para muitos as férias! Descansar?Pouco. Aliviar stress? Como assim? Já para não falar da má educação que muitos trazem para férias! Fico por aqui.
Pela parte que me toca, eu fujo das confusões. Ainda á poucos dias eu estava para estacionar. Aparece um lugar ( já estava á espera algum tempo)  passou um carro por mim e enfiou-se logo no rspetivo lugar. Eu perguntei: ENTÃO?  EU ESTAVA PRIMEIRO. Veio logo a resposta: ó amigo, o lugar é de quem mete  carro primeiro! Comentários para quê? Claro, esperei por outro lugar, o que demorou pouco tempo e nem sequer dei aso á discussão. Se para esta gente passar férias é assim...

Aproveito para transcrever o seguinte:

Serei verdadeiro, porque há quem confie em mim;
serei puro, porque há quem me queira;
serei forte, porque há muito para sofrer;
serei corajoso, porque há muito que enfrentar;
Serei amigo de todos - dos inimigos, dos sem amigos;
Quero dar e esquecer a dádiva;
Quero ser humilde, porque conheço a minha fraqueza;
Quero olhar para cima - e rir - e amar - e elevar-me.

           HOWARD ARNOLD WALTER.       (1883 - 1918)

    Da bela cidade da Figueira da Foz, mando um abraço para todos.

                                                     SANTA

domingo, 30 de julho de 2017

A VIDA É MESMO ASSIM...

É claro. A vida é mesmo assim! Os dias vão passando. Uma vez melhores outros piores outros assim a assim mas... é a vida. Hoje faz 49 anos que ainda estávamos em viagem numa das excursões oferecidas por Salazar para Moçambique. Pensão completa: com viagem de ida e volta (só para alguns), com paragem em Luanda, Lourenço Marques, Beira e Nacala e poder apreciar os "tubarões" ao largo da Guiné e os peixes voadores. Daqui, partimos em comboio turístico em 7ª ou 10ª classe, não sei precisar bem, com dormida de cabeça para cima e de cabeça para baixo! De vez em quando até se parava para  ver melhor a paisagem. Coitadinha da máquina, não tinha força para mais! Ás vezes tinha que se valer de uma amiga ou etão ir levar parte do comboio e depois vir buscar a outra parte. Era um gozo total! Fim da viagem: CATUR. Já era de noite, quando partimos em autocarros de luxo até ao hotel que ficava em Lione. Estadia era sempre em hotéis de 0 0 estrelas, a não ser aquelas que se viam á noite, embora estivesse também incluído no pacote um hotel de turismo Rural: MATIPA. Aqui podia-se desfrutar e viver com  natureza. Isto é: dormir no chão, não ter água potável para beber, não ter comunicações, só arroz ás refeições sem mais nada e ouvir aquilo que mais belo se tinha que era o amanhecer e ouvir os pássaros e o despertar dos animais da selva. Quanto á comida era da melhor, isto é: comida muitas vezes era tão boa que nem se comia para não a estragar! Passeios pela mata (Picadas) incluindo surpresas como: emboscadas, minas, fornilhos, ficar atascados na lama, e ainda uma prova de resistência: ficar sem comer e sem água. Já no dito hotel,  para não ser monótomo trocávamos umas morteiradas e umas bazucadas de dentro para fora e o pessoal de fora respondia para a festa ser melhor. Alguns mudavam de hotel. Ia-se para hotéis onde se passava quase todo tempo deitado onde se era servido por criados de bata branca. A excursão não tinha data para acabar! Digam lá se isto não era um excelente pacote turístico?  Claro, enquanto nós eramos saciados com estas mordomias, os nossos chefes da guerra tinham também a sua excursão a pensão completa etc, etc, mas tudo em 1ª classe! E mais não digo...
Mas como dizia eu, nesta altura (não tenho bem a certeza) estaríamos a passar pela África do Sul pelo famoso Cabo da Boa Esperança. Se estiver enganado corrijam-me... Aqui as saudades começavam já a sentir-se. Muitas vezes a bebida era o escape para atenuar as mesmas. Aproveitando o nome do cabo, que a esperança não acabe em cada um de nós. Andamos desiludidos, é uma verdade, mas que a gente não a perca. Será uma ilusão? o tempo o dirá...
 Desculpem esta brincadeira. Estamos em tempo de férias e isto não é mais que uma "charada". Brincar de vez em quando, também não faz mal! Como dizia alguém: Alegra-nos a ALMA.

Falando em férias, agora vou 15 dias até á Figueira da Foz. Se tiver tempo....pode ser que entre no blog. Se tiver tempo! Até lá, continuação de boas férias para quem já está nelas, e para os que vão agora, boas férias, tudo de bom e muita saúde. São os votos deste vosso amigo: 

                                                             




                                                                       SANTA



domingo, 23 de julho de 2017

LEMBRANDO...

Vai parecer um pouco estranho, ter desaparecido o meu texto (Lembrando...) do blog. Não. Não foi censura , a Pide já não entra no nosso blog! Então o que aconteceu, é que o nosso amigo Soares por lapso ao introduzir o pequeno filme do nosso embarque apagou o meu texto o que logo prontamente me pediu desculpa. Soares, mais uma vez não tens que me pedir desculpa pois são coisas que acontecem a qualquer um, e então a mim...! Para mim o computador ás vezes é embirrento comigo! Umas vezes apaga os textos, outras vezes aumenta o espaço das linhas outras vezes não anda para baixo nem para cima. Enfim : é o gato e o rato! Portanto Soares tudo na boa.O que interessa é que com o filme melhoraste a efeméride...

 Claro, que já não tenho de memória o texto que escrevi. Sendo assim, por outras palavras relembro aqui, que hoje faz 49 anos que partimos do cais da Rocha Conde de Óbidos no paquete Vera Cruz com destino ao Ultramar, mais propriamente a Moçambique. Claro, é um dia que nunca esquece. Foi o dia em que estava a ser arrancado a todos nós um pedaço das nossas vidas. Eramos jovens demais para ir para uma guerra e ainda por cima uma guerra injusta. Estávamos todos ali com as famílias á nossa frente (para quem lá tinha a família) num cenário dantesco. Eram os lenços brancos, gritos, as lágrimas, os desmaios, de toda aquela gente que nos via partir sem ter a certeza se voltaríamos ou não e em que condições. Quando o Vera Cruz apitou três vezes eu não quero pensar o que se passou na cabeça daquelas gentes. Vós, jovens de hoje, não queiram nunca na vida  passar por uma visão como esta. Através do filme da nossa partida (feito na hora pelo nosso Alferes Magalhães, o que aproveito para lhe desejar as rápidas melhores) podem ter uma pequena ideia o que foi o nosso embarque. Era assim com todos aqueles que partiam. Depois da partida, toda aquela gente se preparava para os meses seguintes, uns para a solidão, outros para ficarem sem os seus sorrisos e ainda ficando sempre á espera de uma má notícia. Era como se se vida tivesse acabado para muitos. Sempre que um telefone tocava, sempre que ouvissem bater á porta era uma angústia terrível. A minha mãe não tinha telefone, quando batiam á porta (dizia ela) sentia logo um aperto no coração. Ela pensava que era alguém do exército a dar uma má notícia.
 Que estes tempos não voltem. Que a juventude de hoje, não tenha que passar por tudo aquilo que passamos quando a gente tinha a vossa idade.

Desta vez não ponho fotos pois o pequeno filme ilustra bem o que era o embarque.


Para todos, uma boa continuação de férias (para quem está), para quem não está uma boa continuação de fim de semana. Um abraço.
    
                                                              SANTA

sábado, 22 de julho de 2017

O filme da nossa partida

Hoje é o dia de rever o documentário do nosso embarque, filmado "in loco" pelo também excursionista nosso camarada Manuel Magalhães, a quem aproveitamos para desejar um rápido restabelecimento:


sábado, 15 de julho de 2017

ERA UMA VEZ...

Era uma vez uma galinha! Esta é uma história interessante contada em poesia pelo nosso camarada Carlos Silva. Quem havia de ser? Então aqui vai...

Era um hábito naquele tempo
Oferecer os achados ao Santo
Se não voassem com o vento
ou o dono soubesse entretanto

Apareceu aqui uma galinha
Ninguém sabe quem é o dono
Se ela não é tua nem é minha
Deixá-la andar ao abandono

Por onde é que ela desapareceu
Se está sempre o portão fechado
A esta hora já a raposa a comeu
E fica assim o assunto arrumado

Ó galinha do pescoço pelado 
Que queres viver á nossa custa
Se a gente te comer será pecado
Ou será mesmo uma causa justa

Levas com o cabo do sacho
Se não deres a galinha á capela
Eu já procurei tudo não a acho
Só se alguém a fez de cabidela

Porquê dar a galinha ao santo
 Depois do trabalho que tem dado
O que é melhor por enquanto
É agente fazer dela um guizado

Com meus vizinhos amigos
Fomos fazer uma patuscada
E ficamos comprometidos
De, a ninguém contar nada

Não se esqueçam do vinho
Prá festa ficar animada
Se não derem com o caminho
Ficam debaixo da d´alpendurada

Já esta na cozinha velha
Com a porta bem fechada
Escondia debaixo da selha
P`ra ninguém dar por nada

A`stória desta pobre galinha
Acabou aqui dentro da panela
Fez uma canja tão amarelinha
Que`inda hoje me lembro dela.



  E esta?


                  
                                          Um abraço. SANTA.

sábado, 8 de julho de 2017

DESFILE...

Realizou-se no passado dia 5, as comemorações da Brigada de Intervenção Ligeira de Coimbra, com a presença, além de outras individualidades do Exército, Civis e Militares, de S.Exª. o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa.
Num dia bastante fresco, o que foi bom para todos aqueles militares que faziam parte da formatura, pois na Avenida Navarro não há qualquer espécie de Sombra, além de tudo mais iria dar-se a cerimonia da entrega do Guião das ultimas tropas que estiveram no "Kosovo". Além do desfile das tropas houve também desfile de algumas viaturas de guerra e uma pequena exposição no Parque Verde da cidade, onde algumas viaturas, estavam á disposição do público em geral e em particular de crianças com explicações feitas por militares. Não deixou de ser interessante. Eu próprio, matei o bichinho entrando numa delas. Claro que já não tem nada a ver com as panhard.es do meu tempo, basta olhar para a alta tecnologia de agora e dá para ver bem a diferença!
  Sendo assim, aqui vão algumas fotos que tirei:

                     




















            Com a beleza do meu Rio Mondego, eu desejo umas boas férias (para quem está de férias). Para o resto a continuação de um bom fim de semana para todos.

                     Um grande abraço. SANTA.