sexta-feira, 13 de setembro de 2019

VAMOS ENTÃO CONTINUAR POR TERRAS DO DOURO...

Ora bem! Vamos então continuar pelas lindas terras do Douro desfrutando das belas paisagens e de tudo o mais......

                                                    O Rio Douro visto do Museu




O nosso Presidente da Delegação, viajando em III classe...




Lubrificando a máquina...


O meu neto e a minha mulher viajando em II classe...

Terminada a viagem de Comboio, era hora de ir para o hotel...






O JANTAR...






Uma das vistas do hotel...

                               Aqui preparava-mos a viagem para a quinta da Avessada...
                                                                                                                                       (continua)

                 Termino com um abraço para todos e até daqui a uma semana e meia!

                                                                           SANTA


quarta-feira, 11 de setembro de 2019

CONTINUANDO O PASSEIO...

Continuando o passeio, aqui vão mais umas fotos sobre a Fundação Museu do Douro...











Traje da Confraria



Duas fotos do almoço no restaurante da F.M. do Douro.


Bichinhos à no jardim da F.M. do Douro.



O presidente da Delegação de Coimbra num momento de descanso.


(continua)

Um abraço.
SANTA

terça-feira, 10 de setembro de 2019

PASSEIO ANUAL...

Efectuou-se neste último fim de semana o passeio anual da Delegação de Coimbra da Associação dos Deficientes das Forças Armadas. Desta vez fomos visitar terras do Douro ou seja: "O Douro Vinhateiro". O passeio foi espectacular, beijado por um dia não muito quente e todos os participantes gostaram daquilo que viram. O passeio também contemplou a maior parte com uma viagem no Comboio Histórico do Douro. Para muitos, foi a primeira vez, o que os fez reviver o passado. Visitamos ainda, a Fundação Museu do Douro, e a Quinta da Avessada. O museu do Douro preserva, estuda, expõe e interpreta objectos materiais representativos da identidade, da cultura, da história e desenvolvimento do Douro. A quita da Avessada, é uma discreta quinta de Favaios, terra conhecida pelo seu moscatel, criou um pequeno mas muito bem feito, museu sobre a cultura vinhateira duriense. Além disto, divulga a cultura local.
Sendo assim, vamos ilustrar o blog com algumas fotos. Vamos começar pela Fundação Museu do Douro:

                         Parte do grupo na hora da partida.  Fomos cinquenta neste passeio.













                      A visita continua.....

                                                           Com um abraço, SANTA.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

FÉRIAS...

Férias! O mês de Agosto é (na minha opinião) o mês de eleição para gozar férias. Mas agora será? É que por exemplo, na Figueira da foz, a maior parte dos dias não estiveram muito agradáveis. Praticamente todos os dias, levantava-se um vento que muitas vezes passava de moderado a forte. Quanto à água do mar, esteve mais quente alguns dias em Julho do que em Agosto. Dá a impressão que este mês vai ser diferente para melhor. Pelo menos a começar pelo princípio!
Para mim pouca importância tem, agora para aqueles que gostam de praia e para as crianças é que não é nada bom. Mas, daqui para a frente, quem manda "são as alterações climáticas". Não à nada a fazer, como se costuma dizer: quem semeia ventos colhe tempestades ! O homem assim quer e a Natureza obedece !!! Mas, em Agosto de 1968, nesta altura ainda estava em "Matipa" um lindo aldeamento em plena floresta Moçambicana, com férias cedidas "à borla" com tudo incluído pelo senhor S....... que era o organizador de tais férias!  E aí sim, calor atrás de calor mas com uma diferença: não havia praia! Não só, não havia praia como também não havia qualquer outra situação para nos refrescar. Havia um pequeno rio com pouca água e a que havia dava para cobrir os pés e pouco mais. Os aposentos, uma pequena tenda, também não tinha refrigeração, parecia mais um forno em ponto grande. Os passeios que se davam de dia, esses tinham alguma sombra mas "tascas" pelo caminho também não havia, mas haviam outras surpresas essas muitas vezes desagradáveis. Os passeios da noite, esses eram feitos sem iluminação! Luz, só da Lua e das Estrelas! Discotecas, sim. Era quando o pessoal do aldeamento faziam aqueles "Batuques" e nos convidavam para "Batucar" com eles! Mas, sempre com um olho no burro e outro na carroça (como se costuma dizer), pois podia haver fogo de artifício lançado por outros que podiam aparecer sem serem convidados. Dá para perceber!?
Aqui, as minhas « férias» ainda iriam durar mais algum tempo.

 Por hoje é tudo, e continuação de boas férias para quem ainda as estão a gozar.

                                                           SANTA

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

LAMENTÁVEL...

É mesmo lamentável e muito mais. O nosso blog não podia ficar indiferente ao que se está a passar na AMAZÓNIA. É impressionante as imagens que têm passado nas televisões. Como é possível o homem não pensar de vez nas alterações climáticas? O homem tem de parar para pensar o que é que quer para o planeta terra. Quando o homem pensa em ir a Marte sem pensar primeiro no planeta Terra não se pode esperar muito mais se não o esquecimento do mesmo. Não nos podemos esquecer que  a  AMAZÓNIA é o pulmão do mundo. Pensar que é lá longe (como já ouvi dizer) é de uma ignorância total. Ela é o pulmão do mundo. Depois de tudo, quando temos presidentes de alguns  países a contribuírem para este estado de coisas não podemos esperar por dias melhores. Há pouco ouvi uma jovem dizer na televisão o que é que interessa lutar para haver empregos, bons ordenados, boas escolas, bons hospitais, um bom nível de vida, se um dia não vamos ter oxigénio para viver. Tudo vai começar a morrer lentamente. Mas o homem é assim mesmo, enquanto se vai estando bem, para quê estar-se a preocupar com a AMAZÓNIA com alterações climatéricas e incêndios etc, etc? E alguns ainda dizem: deixem lá, quando isto a acabar acaba para todos. É bonito isto. Não é? Será que está gente pensa nos filhos e nos netos? Fracas cabecinhas!
Vamos todos parar um pouco para pensar. Deixar esses Bolsonaros e Tramps e companhias limitadas que de cérebro nada têm , infelizmente só o poder os engorda com ajuda daqueles que lá os puseram, e arranjar soluções para que ainda possamos ir à tempo de salvar o nosso planeta para as novas gerações. Para isso, nós temos que dar o exemplo. Os nossos governantes deviam ser os primeiros a dar esse verdadeiro exemplo. Leis e mais leis, proibições e mais proibições, e resultados nada. Multas e mais multas. Nada! Outros, multas não. O que é preciso é sensibilizar as pessoas. Então as pessoas não têm sido já sensibilizadas  para tantas coisas? E o resultado? 0.
Enquanto não começar a entrar a sério no bolso de cada um.....  contra a vontade de muitos (alguns políticos) pois é muito mais fácil destruir as florestas, deixar todo o género de lixo nas praias, deitar para o chão as pontas de cigarro, cuspir para o chão, urinar pelas esquinas das ruas etc,etc....
Vamos começar todos a ter juízo e tentar ajudar para que o nosso planeta seja melhor.
Já agora, em talho de foice como se costuma dizer, que passeio lindo pela estrada nacional número 2. Que lindo as filas para tirar o cartão de cidadão, carta de condução e passaportes. Tribunais a cair e......chega!
Para todos um grande abraço.
   SANTA

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

MAIS UMA DATA...

Pois é mesmo assim, mais uma data. Depois de termos atracado no porto de Nacala, deu-se o desembarque e logo depois passado algumas horas (poucas) deu-se desta vez o embarque para o famoso comboio que já foi aqui varias vezes falado, que nos iria levar até à famosa estação do Catur. Aqui, estariam algumas viaturas à nossa espera que nos iriam levar até Lione. Depois de uma série de quilómetros de picada banhados por um imenso pó, lá chegamos a Lione no dia 15 de Agosto de 1968 já passava da meia-noite. Faz hoje 51 anos, (contando com o fuso horário) que tudo iria ser diferente. A partir daqui, não sabíamos o que iria acontecer. Era uma incógnita! Estávamos às portas da guerra. Fomos bem recebidos pela companhia que íamos render e ao mesmo tempo, fomos brindados com a célebre canção do conjunto Oliveira Muge com o título "MÃE". Como vêem, depois de deixar a família não podia ser melhor a recepção! Mas isto fazia parte das brincadeiras da guerra! Lágrimas e sorrisos, abraços aos que nos recebiam e em família tudo continuou bem.

Vá lá malta da 2415. Soltem as amarras das vossas memórias e digam mais alguma coisa!

 Para toda a malta da 2415 uma braço e bom feriado.

                                    SANTA

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

VERGONHA...

Olá a todos!

                  Recebi o Jornal Elo de Agosto que é o jornal dos Deficientes das Forças Armadas. Na primeira página, vem o seguinte que paço a citar:

                                         "INSENSIBILIDADE INACEITÁVEL"

A vergonhosa e injusta aplicação do DL503/99 aos deficientes militares e a gravíssima nova interrupção do fornecimento de próteses, ortóteses e produtos de apoio aos deficientes das forças Armadas são exemplos de uma insensibilidade que impede o devido reconhecimento das marcas físicas e psicológicas que os deficientes militares suportam até ao fim das suas vidas. A Guerra Colonial perdura nos efeitos devastadores que a memória curta provoca. Fim de citação.

Ora bem. Isto provoca em cada deficiente uma indignação e ao mesmo tempo uma revolta. Fomos obrigados a ir para uma guerra , da qual regressámos todos com doenças e deficiências que nos tem afectado ao longo da vida e querem-nos impor como funcionários da Função Pública como se as as doenças fossem profissionais. É simplesmente vergonhoso.
A este Dl503/99, paço a citar o nosso jornal, agride deficientes de guerra classificados como sinistrados da Função Pública. Fim de citação. E esta? É um autentico desprezo por quem deu a vida pela Pátria. Pelo menos foi o que nos disseram na altura. Muitos camaradas estão doentes, o setress causado por episódios de guerra afectam muitos deles causando ainda sofrimento ás suas famílias e muitos deles sem os seus processos resolvidos, agora são chutados para o resto da sua vidas. Os nossos governantes não nos podem tratar assim. Somos e continuamos a ser filhos da Nação Portuguesa. O nosso Ministro da Defesa disse num jornal e respondendo ao nosso saudoso Comendador José Arruda que iria resolver os problemas que afectavam os deficientes das Forças Armadas. Então?É tão bonito em dias festivos e no meio das palmas dizer palavras bonitas. Pois é! Depois, vem o maldito esquecimento que ultimamente tem afectado os nossos governantes.
Diz a Direcção Nacional: A guerra, paço a citar só não terminou como está a ganhar força, grande perplexidade e revolta no seio dos Deficientes das Forças Armadas e suas famílias. Lutamos até morrer, pelos direitos exigidos pela "força justa das vítimas de uma guerra injusta". Fim de citação.
O que é que estes senhores que se sentam todos os dias na Assembleia da República sabem de guerra e o que foi a Guerra Colonial? Nada. Vamos para a função pública! Que eu saiba, as nossas canetas foram as G3, as secretarias, foram as picadas o mato as minas as emboscadas e noites sem dormir e a má alimentação. Nem sequer tinha-mos direito a cadeiras almofadadas.
Mas já agora,muitos tiveram direito em vir em caixotes pela calada da noite, outros por lá ficaram desprezados por aqueles cemitérios (outra vergonha) e ainda os que vieram deficientes. A viagem para lá, foi paga pelo Estado Português para cá, foi paga pelo suor e lágrimas de muitos e por aqueles que sofreram no corpo e outros com a sua própria vida. Há muitos camaradas nossos que já morreram sem qualquer compaixão do Estado, não queiram fazer daqueles que restam, como fizeram aos da 1ª Grande Guerra. Simplesmente esquecidos!
 Vamos ver o que vai acontecer. Não nos vamos calar! Comeram-nos a carne têm também de roer os ossos. É um velho ditado português.

 Por hoje chega. Desejo a todos uma boa semana com muita paz e saúde.

                                           Um abraço. SANTA.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Diário de bordo

Como diz o povo: recordar é viver. Por isso, acho bem, que ano após ano, enquanto for possível, aqui se vão lembrando as nossas aventuras/desventuras Atlântico acima até ao Indico. 
O diário de bordo que o Santa faz o favor de lembrar acredito que nos deixe ainda e a todos algum saudosismo (mais mau do que bom, digo eu!).
Encontrei matéria fotográfica que pode dar uma achega ao dito "diário de bordo" e, assim, aqui também o quero deixar, mesmo sem ter pedido autorização aos protagonistas e que me desculpem se for caso disso!
Como o Santa diz só a irreverência dos nossos 20 anos e já agora, porque não, por total desconhecimento politico da situação em que vivíamos, é que nos dava aquele ar tão descontraído, pois se soubéssemos realmente para onde íamos, se calhar, alguns ofereciam-se aos tubarões antes de chegar ao destino!
 Cá está a equipa principal de transmissões (sem estes habilidosos não havia guerra!!)
Em baixo o Claro, da dir. para esq. o Adão (faleceu num desastre após chegada à metrópole), o Moreira (agora é que está apanhado do clima!), Eu (sempre em lugar de destaque!) e o Baptista (aqui infiltrado!).



 Parece mentira mas é a pura verdade, isto é a piscina do N/M "Vera Cruz", só que como não pagámos o cruzeiro a Agencia Abreu esvaziou-a!
Da dir. para a esq. Adão (?), Pinto (escriturário), Moreira (na escada), Eu, Claro e o Baptista.
Destino: Resort em zona luxuriante turística do norte Mozambique, por tempo indeterminado e com todas as despesas pagas. Só os extras eram por nossa conta!!
Bem nos podíamos considerar uns felizardos!!!!!!!!!!!
Resta dizer que as fotos foram tiradas no dia 30 de Julho de 1968.


quarta-feira, 7 de agosto de 2019

1968...

1968! Faz hoje (dia 8 de Agosto) 51 anos, que de madrugada e depois de dobrar o Cabo da Boa Esperança o paquete Vera Cruz atracava no cais da belíssima cidade de Lourenço Marques. A 2415, pisava pela primeira vez terras de Moçambique. De manhã cedo, começou a preparação de desembarque onde depois todos aprumados marchamos (a 2415 e as outras que seguiam connosco) por uma das avenidas principais, afim de mostrarmos a nossa força à população da cidade. Parecia um desfile militar em dia de festa. Era ver toda aquela multidão com lenços e bandeirinhas a bater palmas. E nós muito senhores do nosso papel, dávamos a respectiva resposta com o nosso aprumo e todos vaidosos. Era a nossa juventude e a irreverência que dela fluía. Claro, nesta altura a guerra ainda estava muito longe, ficava ainda muito lá para cima. Nesta linda cidade, reinava o bem estar e a fartura. Há noite, era ver  nos cafés, restaurantes etc etc, toda aquela gente importante bem vestida e bem acompanhada pelos seus maridos e ainda gente grande do nosso exército. Fiz muitas vezes está pergunta a mim mesmo: Será que estas pessoas sabem o que acontece  lá no norte naquelas terras esquecidas? Sim, porque lá em cima era onde o sol queimava mais e as vidas estavam em risco lutando muitas vezes contra a morte. Em Lourenço Marques, por aquilo que era dado ver, com aquela alegria na cidade não havia cheiro da guerra.
Depois daqui, era novamente a rotina no Vera Cruz a caminho da cidade da Beira. Era cada vez mais o aproximar  da maldita guerra que nos esperava e que tantas dores nos causou. Daqui, ainda faltava Nacala. Aqui ia findar a nossa aventura  no Vera Cruz e começar uma nova aventura para a zona de guerra no famoso Comboio do Catur!
Mais um retalho da história da 2415!!!
Para todos um grande abraço
           PL
              SANTA
Era a partir daqui que começávamos a sentir o cheiro de África!

domingo, 28 de julho de 2019

E LÁ FOMOS NÓS...

E lá fomos nós há cinquenta e um anos! Nesta altura íamos algures no Oceano Atlântico, pois só iríamos entrar no Oceano Indico em Agosto. Moçambique estava estava quase ali ao virar o Cabo da Boa Esperança.
Deveria ser um acontecimento para esquecer mas assim não tem sido, ao mesmo tempo é bom não esquecer pelas marcas que deixou e sobretudo para lembrar e honrar os que morreram e aqueles que ficaram deficientes. E não esquecer porquê? Muito simples.Se tem havido esquecimento da nossa parte o que teria sido daqueles que dela saíram deficientes e não só? Sim, porque foi à custa do nosso não esquecimento que o Estado Português teve que se lembrar de nós para não acontecer o mesmo que aos nossos soldados da grande guerra! E não julguem que foi fácil. Foi á custa de muitas lutas após o 25 de Abril de 1974 que o Estado começou a olhar para nós de outra maneira. A muito custo passámos a ser a primeira das prioridades mas ao longo do tempo as dificuldades continuam. Se tínhamos sido vítimas de um Estado Novo fascista, porquê não reparar tal situação em que fomos metidos? Fomos muito tempo (e ainda hoje por alguns) considerados os  maluquinhos da Guerra.
Estamos agora entrar num ciclo de vida que é a nossa avançada idade, pois para quem é deficiente as suas deficiências agravam-se cada vez mais. E o stresse pós-traumático ainda pior. Não fomos para nenhum cruzeiro nem para passear noutro país, fomos para uma guerra que deixou marcas em cada um de nós.
Muita gente não faz ideia do que era andar pelo mato e picadas e as surpresas que nos esperavam. Muita vezes com a sede a fazer parte da nossa tormenta e em alguns casos a fome misturada com a fadiga e o próprio calor. Muitos camaradas passaram por situações dramáticas. Vou aqui contar só duas de dois colegas meus para para fazer uma ideia. O nosso Capitão Calvinho esteve em Moçambique. Andou por muitos lados onde andou também a 2415, um deles Massangulo. Ao fim de cinco meses, uma mina de fósforo matou-lhe o comandante e deixou-o a ele com queimaduras profundas em todo o corpo que o obrigaram a fazer 25 transplantes de pele e ainda sem andar durante quatro anos, hoje já com sessenta e tal anos ficou sem uma perna derivado á célebre mina.
Outro caso, o do meu amigo Maia. Foi para a Guiné em 1972. Tendo ido fazer um golpe de mão, foi atingido com um tiro na cabeça. A bala apanhou-o de frente percorreu o crânio e foi alojar-se no cerebelo. Ficou em coma. Foi levado para a morgue onde lhe puseram uma etiqueta numa das pernas. Passaram dois dias quando viram que ele  tinha sinais vitais. Foi então que o embarcaram para Lisboa num avião comercial acompanhado de caixões. Foi operado e ficou sem ver de uma vista e também paralisado do lado esquerdo do corpo. Acordou meses depois e ainda foi operado mais quatro vezes. Depois de todo este tempo, nos dias de hoje, ainda continua a sofrer. Isto são dois casos entre milhares e alguns ainda mais graves. Portanto, a guerr colonial foi uma guerra que de uma maneira ou de outra nos marcou a todos para sempre. Podemos continuar a ser os maluquinhos da guerra mas, fazemos votos para que de futuro não haja mais maluqinhos como nós.
Hoje, 2415 continua a lembrar o seu embarque no dia 23 de Julho de1968. Nesta altura a próxima-se o dia em que pisamos o chão de Moçambique pela primeira vez.
E é assim meus amigos. Mais um episódio da guerra!
Um abraço para todos e uma boa semana que se aproxima.
                                           SANTA

terça-feira, 23 de julho de 2019

NUNCA ESQUECE...

 MEIO DIA! É verdade! Por mais anos que passem, nunca esquece a data da partida da 2415 para a Guerra Colonial. Muita gente pode esquecer mas quem nela participou as lembranças dela, quer queiramos ou não estão sempre presentes. Foi no dia 23 de Julho de 1968, que as nossas vidas mudaram completamente. Era-mos uns jovens irrequietos cheios de vida que a guerra estava prestes a mudar todo o nosso comportamento. Na véspera do dia do embarque (22), eu e um grupo, fomos passar a noite ao "Ritz Club" (não sei se ainda existe) como se fosse mesmo a última noite vivida em paz. A ideia era que depois do dia 23 tudo seria diferente. Não foi fácil este dia 23. É um dia que lembramos pelas piores razões pois era a partida para a guerra com todas as incertezas na nossa mente. O que nos iria acontecer era uma incógnita. Voltava-mos vivos sem problemas? Deficientes ou ainda pior: mortos? Isto se não iríamos ficar  por lá enterrados como acabou por acontecer a muitos. Pelo nosso cérebro, muitas vezes passavam coisas  sem nexo. Depois, era também toda a nossa família incluindo mulheres e nalguns casos filhos e ainda namoradas que algumas já eram mais que namoradas, já eram noivas. Depois, era a saudade que ao longo dos meses nos corroía.Tudo isto, só vivendo a situação é que se pode fazer uma ideia.

Mas pronto. Relembrar é viver e mais um ano passou sobre dia 23 de Julho de 1966. Dias como este,  nunca mais voltem acontecer. Que esta nova geração não passe por tudo aquilo que todos nós passámos.

  Para todos os camaradas da C.Cav. 2415 um forte abraço.

                                                         SANTA

                   

domingo, 7 de julho de 2019

MAIS UMA BOA...

Mais uma boa notícia para a minha cidade (COIMBRA).


 Depois do Convento de Mafra e do Bom Jesus de Braga, Coimbra também teve a honra de ver mais um Monumento nas bocas do mundo (como se costuma dizer). O "MUSEU MACHADO DE CASTRO, Monumento Nacional desde 1910, viu-se hoje, este Monumento Nacional, ser integrado
no Património Mundial e Cultural da UNESCO fazendo parte também do Património Mundial da Universidade de Coimbra.
Claro. Como já disse, o nosso blog pode muito bem divulgar estas e outras notícias que tenham interesse para todos os que nos visitam. Hoje para mim foi interessante como soube do acontecimento. Depois do almoço, programei eu mais a minha mulher ir dar uma volta até  cidade.`Depois de lá chegar fomos beber um café e foi aqui que eu disse: Já lá não vamos à  anos  e se fosse-mos visitar o Museu Machado de Castro? O Museu andou tanto tempo em obras que já deve estar muito diferente. Mas não sabíamos que o Museu tinha concorrido para esta distinção. Segundo soube depois, estava em segredo dos deuses. Estava eu a tirar os bilhetes, quando dou por uma alegria generalizada com abraços e parabéns. Tinha sido naquele momento recebida a notícia de tal galardão para o Museu. É caso para dizer: "O repórter estava lá! Depois lá fui fazer a visita. Querem saber a minha opinião?Simplesmente espectacular. Só vendo é que se pode fazer uma ideia sobre ele.Desde a sua localização junto da Universidade de Coimbra a meio caminho entre as duas Catedrais e ocupando um espaço em que outros tempos foi do forum de Aeminium, (primeiro nome da cidade, só depois do século VI passou a Coimbra) ele é uma janela aberta para a cidade. É um Museu para ver com tempo, pois para ver tudo como deve ser, calculo umas boas três horas e mais uns picos! Além de tudo isto, tem um bom restaurante onde se come muito bem e dá para dividir a visita em duas partes, ou para almoçar ou para uma bebida refrescante!

Sendo assim, resumindo e concluindo, aconselho uma visita. Vale a pena. Diria cinco estrelas.

                    E pronto, continuação de um bom fim de semana para todos.

                                                    Um abraço, SANTA.


sábado, 6 de julho de 2019

MOPEIA : Ouvindo quem sobreviveu



Alertado pelo sempre atento Fernando Santa, assisti ontem (sexta), em directo, ao impressionante testemunho do que foi nosso companheiro de armas em Moçambique, Mapril Pereira. Achei tão interessante e claro o seu relato que me ocorreu deixar aqui o "link" para a gravação do programa A TARDE É SUA no site da TVI. A entrevista sobre a tragédia ocupa os primeiros quarenta minutos, e vale bem a atenção que lhe possamos prestar. 

Obrigado ao nosso camarada Mapril pela partilha das suas memórias e parabéns à FÁTIMA LOPES por estes magníficos momentos !
  

quarta-feira, 3 de julho de 2019

INFORMAÇÃO...

Informo a malta do blog, que no próximo dia 5 (quinta-feira), vai estar presente na TVI no programa da Fátima Lopes " A TARDE É SUA" um dos sobreviventes do desastre de Mopeia em que morreram 1OO camaradas no maior acidente na guerra do Ultramar. Segundo sei, será pelas 16 horas.

    Um abraço. 
                                          SANTA

segunda-feira, 1 de julho de 2019

JÁ AGORA...

Já agora que relembrámos aqui no nosso Blog a tragédia no Rio Zambeze em Mopeia (Moçambique), e embora não faça anos, relembramos também a tragédia (talvez com contornos diferentes) da Guiné, também com uma jangada. Aconteceu em Cheche no dia 6 de Fevereiro de 1969 aquando da retirada das tropas de Medina do Boé. O desastre deu-se quando as tropas de caçadores 1790, depois de estarem cercadas, procediam à travessia do Rio Corubal o maior rio de água doce da Guiné que nasce no maciço de Futa Jalou e que vai desaguar no rui Geba com os seus quaze cinquenta Quilómetros. A jangada virou-se. Porquê? Há diversas versões sobre o motivo que levou a jangada virar-se tendo morrido cerca de cinquenta camaradas companheiros da mesma guerra. A Guerra Colonial. Como a solidariedade é um bem e como o nosso blog lembrou Mopeia, por bem, lembramos também aqui aqueles que pareceram no Rio Corubal. Que as suas almas descansem em paz e que sejam todos honrados nas nossas memórias, pois para alguns a memória é curta porque têm o cérebro pequeno. Acabei de ver no Canal 1 o "Tributo a Salgueiro Maia". Gostei . Mas lá está, o cérebro pequeno de alguns fizeram-lhe a vida cara na recta final e outros com contornos de esquecimento vá lá saber-se porquê. Tornou-se um homem triste e desanimado. Valeu-lhe Ramalho Eanes então Presidente da República (este sim com cérebro grande) ao condecora-lo e agradecer o serviço prestado à Pátria como Militar.. Depois disto, então sim, foi condecorado diversas vezes por outros Presidentes da República, mas ainda hoje muitos se esqueceram dele. Pela minha parte lembro-me dele com saudade, pois fui companheiro dele na Escola Prática de Cavalaria de Santarém , ele no curso para Alferes e eu para Cabo Miliciano. Aqui, já era um camarada excepcional. Era-mos todos iguais. Paz também à sua alma.
  Por hoje fico por aqui...

  Um abraço para todos e uma semana com muita saúde e paz se for possível...

                                                                 SANTA

sexta-feira, 21 de junho de 2019

MOPEIA : A TRAGÉDIA FOI HÁ 50 ANOS

Com a devida vénia transcrevemos a matéria publicada pelo Correio da Manhã, no último domingo, 16 de Junho:

O naufrágio mais fatal do que qualquer combate

Desastre do batelão que fazia a travessia de tropas no rio Zambeze, em Moçambique, matou 101 militares e cinco tripulantes.

Fernando Madaíl    16 de Junho de 2019 às 06:00



"Ainda hoje não sei nadar", conta José Vieira, um dos sobreviventes do desastre no caudaloso rio Zambeze, 50 anos depois daquele que foi o maior acidente em toda a Guerra Colonial, quando o batelão que fazia a travessia entre Chupanga e Mopeia, carregado com 150 homens e 30 viaturas, começou a meter água e se virou num minuto.

Nem na mítica batalha de Nambuangongo, no início do conflito em Angola, no ano 1961, nem na complexa Operação Nó Górdio, em Moçambique, em 1970, se registaram tantas baixas como neste naufrágio do dia 21 de junho de 1969, em que perderam a vida 101 militares e cinco tripulantes.
Naquele sábado, quando os relógios marcavam 17h30, a barcaça afundou-se tão rapidamente que O Braga, como era conhecido José Vieira no Batalhão de Caçadores 2853, um eletricista da construção civil que era sapador de minas e armadilhas na companhia estacionada em Cantina Dias, seguiu as instruções do sargento que lhe gritou: "Oh, Braga! Agarra-te ao jerricã e não o largues!" Enfrentando as duas traiçoeiras correntes contrárias do rio, "cheio de crocodilos", após ter andado algum tempo a flutuar, agarrou-se aos ramos de uns salgueiros e ali esperou, com outros camaradas, "mais de quatro horas" pelo helicóptero que os haveria de retirar da água.

"Disseram-me para atar o cabo à cintura e deixar o jerricã com óleo, mas não o larguei, com medo – e, mais tarde, na ilha dos irmãos Campira, um deles disse-me para espalhar aquele óleo pelo corpo e, a partir daí, deixei de sentir frio."
Heróis Campira
Os quatro nativos irmãos Campira (Vasco, Zeca, Manuel e Armando) foram os heróis dessa noite porque, além de resgatarem, nas suas duas pirogas, 19 pessoas das 54 que se salvaram, desde os vultos que boiavam no rio até aos seis que se mantinham pendurados na ponta da embarcação que ficara fora de água, para aquecer os náufragos na ilhota onde viviam – destruíram mesmo algumas das suas estruturas humildes, como a pocilga onde guardavam dois suínos, para garantirem lenha nas fogueiras – pois os soldados, encharcados de água, sentiam o ‘cacimbo’ noturno.
No livro do ex-furriel miliciano Manuel Pedro Dias, ‘Aquartelamentos de Moçambique – Distritos do Niassa e da Zambézia 1964/1974’, o autor explica bem o que significou, na altura, este comportamento daquelas pessoas modestas: "A atitude dos pescadores originou em Moçambique uma onda de solidariedade tal que lhes valeu, por iniciativa do jornal ‘Diário’, de Lourenço Marques [desde a independência, Maputo], a oferta de uma casa pré-fabricada, bem como um louvor decretado pelo governador-geral, Dr. Baltazar Rebelo de Sousa [pai de Marcelo Rebelo de Sousa]. Foi com base neste louvor que lhes foi concedida a Medalha de Prata de serviços distintos".
Soldado em lágrimas
Em Lourenço Marques, formara-se uma coluna composta por condutores de companhias vindos propositadamente do norte para levarem até às suas unidades as viaturas Unimog que tinham chegado à capital do Índico.

Mas também se juntaram àquele contingente – comandado por um oficial de baixa patente, o alferes miliciano Óscar Rosário, e constituído por um segundo sargento, um furriel, dez cabos milicianos e 137 praças – desde os que ali se demoraram a treinar a circulação nas estradas pela esquerda ("à inglesa", pois Moçambique teve sempre grandes influências da África do Sul), até aos que iriam inaugurar dois Pelotões de Reconhecimento Daimler em Vila Cabral (hoje, Lichinga) e fizeram um curso rápido para aprender a manobrar as autometralhadoras Panhard AML.
No dia 15 de junho, aquela centena e meia de homens chegaram a Chupanga, a localidade da margem sul onde se fazia a travessia fluvial do rio Zambeze, assegurada por dois batelões, que estavam a ser reparados. E, para lá da coluna que ali aguardou uma semana, também camionistas civis, que iam abastecer a região norte, se foram acumulando. Perante a hipótese de os militares, que tinham sempre prioridade, efetuarem duas viagens na barcaça maior, que já funcionava, os motoristas dos camiões foram perguntar ao alferes se não conseguiriam carregar tudo de uma vez e, assim, antecipar a sua partida.

O "graduado" questionou o dono daquela grande barca, Amâncio Pedreira, se se conseguiria. Perante as garantias do proprietário da plataforma flutuante, após se encostarem os Unimog uns aos outros, enquanto foi possível conduzi-los, e, a seguir, as restantes viaturas a serem colocadas por cima das estacionadas à força de braços, a barcaça desatracou por volta das 16h00.
Então com 22 anos, o primeiro cabo atirador Mapril Pereira, do Pelotão de Reconhecimento Daimler 2111 – que faria o seu percurso profissional numa companhia de navegação, "mas em terra", no escritório de contabilidade –, gravou a imagem de um dos soldados na memória. Se alguns não queriam embarcar, aquele "estava tão assustado que chorava, como se tivesse uma premonição do que viria a acontecer" – seria um dos que encontraram a morte no Zambeze, onde até ficou o proprietário da embarcação.
Vinte segundos decisivos
José Vieira (O Braga), que se tinha oferecido como voluntário para ir fazer a escolta àquela coluna, continua convencido de que se tratou de "um ato de sabotagem" e que Amâncio Pedreira "era amigo dos terroristas [como eram designados os guerrilheiros inimigos da Frelimo]". Alega que o morto identificado como o dono da barca não era a pessoa certa, "porque não tinha, no braço, a tatuagem ‘Amor de Mãe’", em que ele e os seus camaradas tinham reparado nos dias anteriores.
Mas outros sobreviventes, como Mapril Pereira e António Banza Rodrigues, ambos com destino à nova unidade de carros de combate em Vila Cabral, coincidem na versão de que a brisa que se sentira no início da tarde soprava com mais intensidade e aumentou a ondulação no rio, o que provocou a inundação das caixas que serviam de flutuadores – e tornou-se um esforço inútil a tarefa de alguns soldados, que ainda tentaram retirar dali a água apenas com recurso a baldes.
Mapril já não consegue precisar se lia um jornal ou uma revista de histórias aos quadradinhos quando um companheiro lhe disse para vir para fora. Ainda hesitou, apesar do alarido, mas saiu pela janela da cabina do Unimog – as viaturas estavam de tal forma encostadas que não se conseguia abrir as portas. Ouviu, então, a voz do alferes Rosário a gritar: "Calma! Calma! Ninguém vai morrer!" Logo a seguir, a embarcação virou e caíram carros e militares – "20 segundos mais ter-
-me-ia sido fatal."
Apesar de não saber nadar, conseguiu agarrar-se a uma tábua grossa – com uns quatro metros de comprimento. Sem qualquer preparação para enfrentar um acidente deste género, sentindo-se arrastado pela forte corrente e recordando o que tinha ouvido sobre os enormes crocodilos que ali viviam, pensou que "tinha chegado o seu momento" – o que o impediria, agora, de se orgulhar dos dois filhos e dos quatro netos. Mas bateu num banco de areia e apercebeu-se que podia caminhar até à ilhota dos Campira – a quem não poupa nos elogios.
Salvo pela guitarra
Banza Rodrigues, atual eletricista no MAAT (Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia), quando o batelão se inclinava, descalçou as botas, mergulhou e começou "a nadar de costas, para poupar forças, mas as ondas enchiam a boca de água". Pouco depois, ao ver passar um saco de viagem, agarrou-se àquela improvisada ‘tábua de salvação’, enquanto outros lançavam mão a troncos de árvore e a malas de viagem.
Ao ver aproximar-se um náufrago com a intenção de se segurar ao mesmo saco, percebendo que a boia não seria suficiente para ambos (e temendo que o pânico do outro arrastasse os dois para o fundo), lançou-lhe o objeto e continuou a nadar. Até que deparou com um grande bidão vazio de 200 litros, onde já se apoiavam mais três homens, "e pediu [-lhes] boleia". A cerca de 50 metros da margem, em desespero, tentaram todos nadar para terra, mas o esforço era tremendo. Exausto, quando Banza sentiu que as pernas já não lhe obedeciam, voltando à posição vertical, percebeu que a água só lhe dava pela cintura.
Mas a versão mais bizarra entre os 54 sobreviventes é a do que narrou ter sido salvo pela guitarra que levara da Metrópole – a designação de Portugal europeu, numa época em que havia colónias em África e na Ásia –, usando o instrumento, em que talvez tocasse fados da Amália ou canções de Bob Dylan, como flutuador.
Cemitério com garrafas
A Companhia de Cavalaria 1798, sediada em Morrumbala (o seu Batalhão de Cavalaria 1923 era em Marrupa), tinha um destacamento de dois pelotões (num total de 30 homens) em Mopeia, cujo objetivo, além da vigilância dos "terroristas" que tentavam atravessar o Zambeze, era proteger as grandes companhias industriais de cana de açúcar e de chá.

Aquele posto avançado de Os Galgos (como eram conhecidos os elementos do batalhão), que regressaria a casa em dezembro, acabaria por ficar na História da Guerra Colonial pela sua atuação neste acidente. O comandante do destacamento era, então, o alferes miliciano António Moura, que seria professor do Ensino Secundário e presidente da Câmara Municipal de Montalegre durante quatro mandatos (de 1976 a 1990, eleito pelo PSD).
Nas semanas seguintes ao acidente, andou "preocupado e absorvido" na desagradável missão de encontrar sobreviventes, de resgatar corpos (durante 20 dias, por cada viatura que o guindaste do navio ‘Mezingo’ içava, "vinham à tona dois ou três soldados") e de os tentar identificar. De todos os que viu, "apenas num caso as orelhas tinham sido comidas por crocodilos ou jacarés". Mas os que nunca se encontraram podem ter sido devorados.
No talhão improvisado para sepultar as vítimas, colocaram uma garrafa vazia da popular cerveja Laurentina em cada campa, onde inseriam um papel que registava "os documentos encontrados nos bolsos, os dados fornecidos por alguém que os reconheceu ou a relação de bens pessoais [fios de prata ou relógios] que pudessem levar a uma posterior identificação". Desta forma, esclarece o antigo militar, "poderiam vir a ser levantados os corpos".
Nos dois meses que os sobreviventes ali estiveram, receberam as visitas de Baltazar Rebelo de Sousa e do comandante da Região Militar de Moçambique, que ainda era o general António Augusto dos Santos. Mas, como remata Banza Rodrigues, desembarcado a 30 de abril em Lourenço Marques, que ainda não conhecera as agruras do "mato", onde ficaria até 1972, na altura, Mopeia tinha "mais mortos do que vivos".

                                    ****** FIM DE CITAÇÃO ********

Em anos anteriores foi publicado no Blogue diverso material sobre esta desgraça. Também neste endereço há várias ligações a documentação sobre esta tragédia.
Entretanto lembremos os nossos companheiros que lá pereceram: O Daniel V. Vitorino e  o José F.  de Oliveira. 




quarta-feira, 19 de junho de 2019

EFEMÉRIDE...

Desastre de Mopeia. Vinte um de Junho de 1969. Faz hoje cinquenta anos que era Sábado, e pelas 16 horas e 57 minutos o batelão São Martinho, atravessava o Rio Zambeze entre Chupanga e Mopeia e se afundava. Neste desastre, o maior da guerra colonial, morreram 100 camaradas nossos. Entre eles, dois camaradas da 2415 que tinham ido buscar duas viaturas. Foram eles: Daniel Vieira Vitorino e José Ferreira  de Oliveira. Para eles a nossa  saudade mas também para todos em geral, que as suas almas estejam em paz.

     SANTA

segunda-feira, 17 de junho de 2019

GUERRA...

GUERRA! GUERRA! E MAIS GUERRA!... Depois de tantos anos de guerra colonial, em que tantos camaradas ficaram sem pernas, eis que ainda hoje ( noutro contexto) o mesmo drama continua a bater à porta aos soldados da nossa Pátria. Com esta lembrança do passado, surge está notícia  no presente com este nosso camarada que à poucos dias foi amputado das pernas. Só que as diferenças no tratamento que é dado a estes situações agora, são enormes do tempo do fascismo para os tempos de agora. Que não venham pela calada da noite  para que ninguém saiba. Ainda bem que seja diferente agora e que lhes seja dado todo o apoio, a eles e às famílias.Que não sejam esquecidos como fomos outrora. Que o Estado Português não se esqueça l (neste caso) dele  como de todos que em guerras diferentes andaram e que infelizmente ficaram deficientes.
A C. Av. 2415, através do seu blog e em nome de todos os camaradas, deseja as rápidas melhores a este nosso camarada e que se restabeleça psicologicamente para encarar o futuro com optimismo. Um abraço.

      SNNTA

sexta-feira, 14 de junho de 2019

NOTÍCIAS...

Existem notícias boas e más . Deste vez são boas notícias. Recebi à poucos dias uma mensagem do nosso camarada Amândio Baptista, com uma boa notícia sobre o nosso camarada Carlos Silva. Ele ligou-lhe algum tempo atrás e ele mandou-lhe uma mensagem que reencaminhou para mim que diz o seguinte: "Obrigado Amândio pela tua atenção, estou doente mas tenho esperança de recuperar". Pois nós todos ou seja, os camaradas da 2415 estão fazendo a maior força para que realmente melhores e voltes aos nossos convívios. Não te deixes ir a baixo, tens que ser forte a esperança é a última coisa a morrer. De tos nós um grande abraço.

O Amândio, esteve recentemente em casa do nosso camarada José Agostinho Ferreira conhecido pela alcunha de "O Bazucas". Segundo o Amândio, ele está de boa saúde. Para comprovar aqui vão duas fotos:



 É sempre bom visitar sempre que se possa camaradas nossos, os amigos nunca se esquecem.

Para todos um bom fim de semana e um grande abraço.

SANTA

terça-feira, 11 de junho de 2019

PORQUÊ?

Sim. Porquê? É a pergunta que eu faço aos camaradas da 2415 pela indiferença que tenho notado à presença no nosso blog! Noutras alturas, havia sempre alguns comentários sobre os temas abordados no blog. Agora estranho essa ausência de comentários. E estranho mais, por o nosso convívio deste ano não ter merecido uma palavra sequer! Para mim é um pouco estranho. Eu sei que a idade já nos atormenta bem como as mazelas do nosso corpo, mas não nos podemos deixar abater por estar-mos a chegar ao fim da linha, pois a vida é um bem precioso que se tem de alimentar até ao fim. E qual o alimento dela? Perguntam vocês. O alimento dela é manter-mos a nossa postura de bem estar para connosco e também para com os outros. Enfrentar sempre o dia que se aproxima para que ele seja melhor que o anterior. É tentar suportar aquilo que é de mau que o nosso corpo nos oferece e fintar as agruras que também a vida nos dá e arranjar sempre um ponto de passar o tempo sem nos fechar-mos em nós próprios. Eu sei que agora alguns estão a dizer assim: Pois é ó Santa, falar é fácil e dar conselhos aos outros também! Mas será que, cada um de nós já não os deu aos outros? Claro que sim. Sempre sabe melhor de que não dizer nada. É sempre um desabafo de um amigo para outro amigo. É sempre um conforto. A vida tem que ser uma vida de convívio com ela própria! Vamos lá camaradas da 2415 enfrentar o tempo que ainda temos pela frente como enfrentámos aqueles dias na maldita guerra! Escrevam. Digam qualquer coisa!!! Os que restam da 2415 não podem baixar os braços. Já se está a trabalhar para o próximo convívio e lá estaremos todos. Força malta da 2415! Vamos honrar a frase do nosso guião: "OS AUDACIOSOS".

 E termino com este "Provérbio Chinês"

      " O HOMEM SÓ ENVELHECE
QUANDO OS LAMENTOS SUBSTITUEM
                      SEUS SONHOS"

                       Para todos, deste sempre vosso amigo
              
                                                                      SANTA

domingo, 2 de junho de 2019

A.D.F.A. 45º Aniversário...

Realizou-se ontem a festa do 45º Aniversário da Associação dos Deficientes das Forças Armadas com a presença do novo Presidente da Direcção Nacional, Manuel Lopes Dias, entre outras entidades civis e militares. Num ambiente de festa, a A.D.F.A. mostrou que está bem viva para abraçar tudo o que o futuro nos possa trazer. Mais uma vez, com bastante sacrifício, a Delegação de Coimbra a pedido de Lisboa realizou este evento o qual (pensamos nós) decorreu com bastante alegria e animação. Com muito calor à mistura conseguimos levar a todos os associados a boa disposição. Queremos agradecer ao Sr. Paulo do Restaurante "Os Patinhos" (Montemor o Velho) por mais um excelente serviço de cozinha e de mesas. E ainda agradecer também ao Presidente da Junta de Freguesia da Carapinheira (Montemor o Velho) pela grande ajuda que nos deu. Mas não só, agradecer ao Sr. António Alhau da "ALMúSICA pelo trabalho prestado no som e Audiovisual e ainda actuação da banda musical " Melodias de Sempre. Como não podia deixar de ser, agradecer à base de Tancos a presença dos Pára Quedistas e à Força Aérea Portuguesa pelo seu lançamento. A todos em geral um BEM HAJA.

Seguidamente algumas fotos do evento:


   




























Da esquerda para a direita: Vice Presidente e Presidente da Junta da Carapinheira, Vice Presidente da A.D.F.A. a representante do Presidente da Câmara de M. o Velho, Presidente da A.D.F.A. Comandante dos Bombeiros de M.o Velho e o Presidente da Delegação de Coimbra da A.D.F.A.













                                        

                                                           Vamos então terminar com a banda...
                      Um resto de um bom fim de semana para todos com um grande abraço

                                                                          SANTA