sexta-feira, 13 de setembro de 2019
VAMOS ENTÃO CONTINUAR POR TERRAS DO DOURO...
quarta-feira, 11 de setembro de 2019
terça-feira, 10 de setembro de 2019
PASSEIO ANUAL...
Sendo assim, vamos ilustrar o blog com algumas fotos. Vamos começar pela Fundação Museu do Douro:
Parte do grupo na hora da partida. Fomos cinquenta neste passeio.
A visita continua.....
Com um abraço, SANTA.
quarta-feira, 4 de setembro de 2019
FÉRIAS...
Para mim pouca importância tem, agora para aqueles que gostam de praia e para as crianças é que não é nada bom. Mas, daqui para a frente, quem manda "são as alterações climáticas". Não à nada a fazer, como se costuma dizer: quem semeia ventos colhe tempestades ! O homem assim quer e a Natureza obedece !!! Mas, em Agosto de 1968, nesta altura ainda estava em "Matipa" um lindo aldeamento em plena floresta Moçambicana, com férias cedidas "à borla" com tudo incluído pelo senhor S....... que era o organizador de tais férias! E aí sim, calor atrás de calor mas com uma diferença: não havia praia! Não só, não havia praia como também não havia qualquer outra situação para nos refrescar. Havia um pequeno rio com pouca água e a que havia dava para cobrir os pés e pouco mais. Os aposentos, uma pequena tenda, também não tinha refrigeração, parecia mais um forno em ponto grande. Os passeios que se davam de dia, esses tinham alguma sombra mas "tascas" pelo caminho também não havia, mas haviam outras surpresas essas muitas vezes desagradáveis. Os passeios da noite, esses eram feitos sem iluminação! Luz, só da Lua e das Estrelas! Discotecas, sim. Era quando o pessoal do aldeamento faziam aqueles "Batuques" e nos convidavam para "Batucar" com eles! Mas, sempre com um olho no burro e outro na carroça (como se costuma dizer), pois podia haver fogo de artifício lançado por outros que podiam aparecer sem serem convidados. Dá para perceber!?
Aqui, as minhas « férias» ainda iriam durar mais algum tempo.
Por hoje é tudo, e continuação de boas férias para quem ainda as estão a gozar.
SANTA
quinta-feira, 22 de agosto de 2019
LAMENTÁVEL...
Vamos todos parar um pouco para pensar. Deixar esses Bolsonaros e Tramps e companhias limitadas que de cérebro nada têm , infelizmente só o poder os engorda com ajuda daqueles que lá os puseram, e arranjar soluções para que ainda possamos ir à tempo de salvar o nosso planeta para as novas gerações. Para isso, nós temos que dar o exemplo. Os nossos governantes deviam ser os primeiros a dar esse verdadeiro exemplo. Leis e mais leis, proibições e mais proibições, e resultados nada. Multas e mais multas. Nada! Outros, multas não. O que é preciso é sensibilizar as pessoas. Então as pessoas não têm sido já sensibilizadas para tantas coisas? E o resultado? 0.
Enquanto não começar a entrar a sério no bolso de cada um..... contra a vontade de muitos (alguns políticos) pois é muito mais fácil destruir as florestas, deixar todo o género de lixo nas praias, deitar para o chão as pontas de cigarro, cuspir para o chão, urinar pelas esquinas das ruas etc,etc....
quarta-feira, 14 de agosto de 2019
MAIS UMA DATA...
Vá lá malta da 2415. Soltem as amarras das vossas memórias e digam mais alguma coisa!
Para toda a malta da 2415 uma braço e bom feriado.
SANTA
segunda-feira, 12 de agosto de 2019
VERGONHA...
Recebi o Jornal Elo de Agosto que é o jornal dos Deficientes das Forças Armadas. Na primeira página, vem o seguinte que paço a citar:
"INSENSIBILIDADE INACEITÁVEL"
A vergonhosa e injusta aplicação do DL503/99 aos deficientes militares e a gravíssima nova interrupção do fornecimento de próteses, ortóteses e produtos de apoio aos deficientes das forças Armadas são exemplos de uma insensibilidade que impede o devido reconhecimento das marcas físicas e psicológicas que os deficientes militares suportam até ao fim das suas vidas. A Guerra Colonial perdura nos efeitos devastadores que a memória curta provoca. Fim de citação.
Ora bem. Isto provoca em cada deficiente uma indignação e ao mesmo tempo uma revolta. Fomos obrigados a ir para uma guerra , da qual regressámos todos com doenças e deficiências que nos tem afectado ao longo da vida e querem-nos impor como funcionários da Função Pública como se as as doenças fossem profissionais. É simplesmente vergonhoso.
A este Dl503/99, paço a citar o nosso jornal, agride deficientes de guerra classificados como sinistrados da Função Pública. Fim de citação. E esta? É um autentico desprezo por quem deu a vida pela Pátria. Pelo menos foi o que nos disseram na altura. Muitos camaradas estão doentes, o setress causado por episódios de guerra afectam muitos deles causando ainda sofrimento ás suas famílias e muitos deles sem os seus processos resolvidos, agora são chutados para o resto da sua vidas. Os nossos governantes não nos podem tratar assim. Somos e continuamos a ser filhos da Nação Portuguesa. O nosso Ministro da Defesa disse num jornal e respondendo ao nosso saudoso Comendador José Arruda que iria resolver os problemas que afectavam os deficientes das Forças Armadas. Então?É tão bonito em dias festivos e no meio das palmas dizer palavras bonitas. Pois é! Depois, vem o maldito esquecimento que ultimamente tem afectado os nossos governantes.
Diz a Direcção Nacional: A guerra, paço a citar só não terminou como está a ganhar força, grande perplexidade e revolta no seio dos Deficientes das Forças Armadas e suas famílias. Lutamos até morrer, pelos direitos exigidos pela "força justa das vítimas de uma guerra injusta". Fim de citação.
O que é que estes senhores que se sentam todos os dias na Assembleia da República sabem de guerra e o que foi a Guerra Colonial? Nada. Vamos para a função pública! Que eu saiba, as nossas canetas foram as G3, as secretarias, foram as picadas o mato as minas as emboscadas e noites sem dormir e a má alimentação. Nem sequer tinha-mos direito a cadeiras almofadadas.
Mas já agora,muitos tiveram direito em vir em caixotes pela calada da noite, outros por lá ficaram desprezados por aqueles cemitérios (outra vergonha) e ainda os que vieram deficientes. A viagem para lá, foi paga pelo Estado Português para cá, foi paga pelo suor e lágrimas de muitos e por aqueles que sofreram no corpo e outros com a sua própria vida. Há muitos camaradas nossos que já morreram sem qualquer compaixão do Estado, não queiram fazer daqueles que restam, como fizeram aos da 1ª Grande Guerra. Simplesmente esquecidos!
Vamos ver o que vai acontecer. Não nos vamos calar! Comeram-nos a carne têm também de roer os ossos. É um velho ditado português.
Por hoje chega. Desejo a todos uma boa semana com muita paz e saúde.
Um abraço. SANTA.
sexta-feira, 9 de agosto de 2019
Diário de bordo
O diário de bordo que o Santa faz o favor de lembrar acredito que nos deixe ainda e a todos algum saudosismo (mais mau do que bom, digo eu!).
Encontrei matéria fotográfica que pode dar uma achega ao dito "diário de bordo" e, assim, aqui também o quero deixar, mesmo sem ter pedido autorização aos protagonistas e que me desculpem se for caso disso!
Como o Santa diz só a irreverência dos nossos 20 anos e já agora, porque não, por total desconhecimento politico da situação em que vivíamos, é que nos dava aquele ar tão descontraído, pois se soubéssemos realmente para onde íamos, se calhar, alguns ofereciam-se aos tubarões antes de chegar ao destino!
Cá está a equipa principal de transmissões (sem estes habilidosos não havia guerra!!)
Em baixo o Claro, da dir. para esq. o Adão (faleceu num desastre após chegada à metrópole), o Moreira (agora é que está apanhado do clima!), Eu (sempre em lugar de destaque!) e o Baptista (aqui infiltrado!).
Parece mentira mas é a pura verdade, isto é a piscina do N/M "Vera Cruz", só que como não pagámos o cruzeiro a Agencia Abreu esvaziou-a!
Da dir. para a esq. Adão (?), Pinto (escriturário), Moreira (na escada), Eu, Claro e o Baptista.
Destino: Resort em zona luxuriante turística do norte Mozambique, por tempo indeterminado e com todas as despesas pagas. Só os extras eram por nossa conta!!
Bem nos podíamos considerar uns felizardos!!!!!!!!!!!
Resta dizer que as fotos foram tiradas no dia 30 de Julho de 1968.
quarta-feira, 7 de agosto de 2019
1968...
Depois daqui, era novamente a rotina no Vera Cruz a caminho da cidade da Beira. Era cada vez mais o aproximar da maldita guerra que nos esperava e que tantas dores nos causou. Daqui, ainda faltava Nacala. Aqui ia findar a nossa aventura no Vera Cruz e começar uma nova aventura para a zona de guerra no famoso Comboio do Catur!
PL
SANTA
domingo, 28 de julho de 2019
E LÁ FOMOS NÓS...
Deveria ser um acontecimento para esquecer mas assim não tem sido, ao mesmo tempo é bom não esquecer pelas marcas que deixou e sobretudo para lembrar e honrar os que morreram e aqueles que ficaram deficientes. E não esquecer porquê? Muito simples.Se tem havido esquecimento da nossa parte o que teria sido daqueles que dela saíram deficientes e não só? Sim, porque foi à custa do nosso não esquecimento que o Estado Português teve que se lembrar de nós para não acontecer o mesmo que aos nossos soldados da grande guerra! E não julguem que foi fácil. Foi á custa de muitas lutas após o 25 de Abril de 1974 que o Estado começou a olhar para nós de outra maneira. A muito custo passámos a ser a primeira das prioridades mas ao longo do tempo as dificuldades continuam. Se tínhamos sido vítimas de um Estado Novo fascista, porquê não reparar tal situação em que fomos metidos? Fomos muito tempo (e ainda hoje por alguns) considerados os maluquinhos da Guerra.
Estamos agora entrar num ciclo de vida que é a nossa avançada idade, pois para quem é deficiente as suas deficiências agravam-se cada vez mais. E o stresse pós-traumático ainda pior. Não fomos para nenhum cruzeiro nem para passear noutro país, fomos para uma guerra que deixou marcas em cada um de nós.
Muita gente não faz ideia do que era andar pelo mato e picadas e as surpresas que nos esperavam. Muita vezes com a sede a fazer parte da nossa tormenta e em alguns casos a fome misturada com a fadiga e o próprio calor. Muitos camaradas passaram por situações dramáticas. Vou aqui contar só duas de dois colegas meus para para fazer uma ideia. O nosso Capitão Calvinho esteve em Moçambique. Andou por muitos lados onde andou também a 2415, um deles Massangulo. Ao fim de cinco meses, uma mina de fósforo matou-lhe o comandante e deixou-o a ele com queimaduras profundas em todo o corpo que o obrigaram a fazer 25 transplantes de pele e ainda sem andar durante quatro anos, hoje já com sessenta e tal anos ficou sem uma perna derivado á célebre mina.
Outro caso, o do meu amigo Maia. Foi para a Guiné em 1972. Tendo ido fazer um golpe de mão, foi atingido com um tiro na cabeça. A bala apanhou-o de frente percorreu o crânio e foi alojar-se no cerebelo. Ficou em coma. Foi levado para a morgue onde lhe puseram uma etiqueta numa das pernas. Passaram dois dias quando viram que ele tinha sinais vitais. Foi então que o embarcaram para Lisboa num avião comercial acompanhado de caixões. Foi operado e ficou sem ver de uma vista e também paralisado do lado esquerdo do corpo. Acordou meses depois e ainda foi operado mais quatro vezes. Depois de todo este tempo, nos dias de hoje, ainda continua a sofrer. Isto são dois casos entre milhares e alguns ainda mais graves. Portanto, a guerr colonial foi uma guerra que de uma maneira ou de outra nos marcou a todos para sempre. Podemos continuar a ser os maluquinhos da guerra mas, fazemos votos para que de futuro não haja mais maluqinhos como nós.
terça-feira, 23 de julho de 2019
NUNCA ESQUECE...
Mas pronto. Relembrar é viver e mais um ano passou sobre dia 23 de Julho de 1966. Dias como este, nunca mais voltem acontecer. Que esta nova geração não passe por tudo aquilo que todos nós passámos.
Para todos os camaradas da C.Cav. 2415 um forte abraço.
SANTA
domingo, 7 de julho de 2019
MAIS UMA BOA...
sábado, 6 de julho de 2019
MOPEIA : Ouvindo quem sobreviveu
Obrigado ao nosso camarada Mapril pela partilha das suas memórias e parabéns à FÁTIMA LOPES por estes magníficos momentos !
quarta-feira, 3 de julho de 2019
INFORMAÇÃO...
Um abraço.
SANTA
segunda-feira, 1 de julho de 2019
JÁ AGORA...
Por hoje fico por aqui...
Um abraço para todos e uma semana com muita saúde e paz se for possível...
SANTA
sexta-feira, 21 de junho de 2019
MOPEIA : A TRAGÉDIA FOI HÁ 50 ANOS
Nem na mítica batalha de Nambuangongo, no início do conflito em Angola, no ano 1961, nem na complexa Operação Nó Górdio, em Moçambique, em 1970, se registaram tantas baixas como neste naufrágio do dia 21 de junho de 1969, em que perderam a vida 101 militares e cinco tripulantes.
"Disseram-me para atar o cabo à cintura e deixar o jerricã com óleo, mas não o larguei, com medo – e, mais tarde, na ilha dos irmãos Campira, um deles disse-me para espalhar aquele óleo pelo corpo e, a partir daí, deixei de sentir frio."
Mas também se juntaram àquele contingente – comandado por um oficial de baixa patente, o alferes miliciano Óscar Rosário, e constituído por um segundo sargento, um furriel, dez cabos milicianos e 137 praças – desde os que ali se demoraram a treinar a circulação nas estradas pela esquerda ("à inglesa", pois Moçambique teve sempre grandes influências da África do Sul), até aos que iriam inaugurar dois Pelotões de Reconhecimento Daimler em Vila Cabral (hoje, Lichinga) e fizeram um curso rápido para aprender a manobrar as autometralhadoras Panhard AML.
O "graduado" questionou o dono daquela grande barca, Amâncio Pedreira, se se conseguiria. Perante as garantias do proprietário da plataforma flutuante, após se encostarem os Unimog uns aos outros, enquanto foi possível conduzi-los, e, a seguir, as restantes viaturas a serem colocadas por cima das estacionadas à força de braços, a barcaça desatracou por volta das 16h00.
-me-ia sido fatal."
Aquele posto avançado de Os Galgos (como eram conhecidos os elementos do batalhão), que regressaria a casa em dezembro, acabaria por ficar na História da Guerra Colonial pela sua atuação neste acidente. O comandante do destacamento era, então, o alferes miliciano António Moura, que seria professor do Ensino Secundário e presidente da Câmara Municipal de Montalegre durante quatro mandatos (de 1976 a 1990, eleito pelo PSD).
****** FIM DE CITAÇÃO ********
Em anos anteriores foi publicado no Blogue diverso material sobre esta desgraça. Também neste endereço há várias ligações a documentação sobre esta tragédia.
Entretanto lembremos os nossos companheiros que lá pereceram: O Daniel V. Vitorino e o José F. de Oliveira.
quarta-feira, 19 de junho de 2019
EFEMÉRIDE...
Desastre de Mopeia. Vinte um de Junho de 1969. Faz hoje cinquenta anos que era Sábado, e pelas 16 horas e 57 minutos o batelão São Martinho, atravessava o Rio Zambeze entre Chupanga e Mopeia e se afundava. Neste desastre, o maior da guerra colonial, morreram 100 camaradas nossos. Entre eles, dois camaradas da 2415 que tinham ido buscar duas viaturas. Foram eles: Daniel Vieira Vitorino e José Ferreira de Oliveira. Para eles a nossa saudade mas também para todos em geral, que as suas almas estejam em paz.
SANTA
segunda-feira, 17 de junho de 2019
GUERRA...
GUERRA! GUERRA! E MAIS GUERRA!... Depois de tantos anos de guerra colonial, em que tantos camaradas ficaram sem pernas, eis que ainda hoje ( noutro contexto) o mesmo drama continua a bater à porta aos soldados da nossa Pátria. Com esta lembrança do passado, surge está notícia no presente com este nosso camarada que à poucos dias foi amputado das pernas. Só que as diferenças no tratamento que é dado a estes situações agora, são enormes do tempo do fascismo para os tempos de agora. Que não venham pela calada da noite para que ninguém saiba. Ainda bem que seja diferente agora e que lhes seja dado todo o apoio, a eles e às famílias.Que não sejam esquecidos como fomos outrora. Que o Estado Português não se esqueça l (neste caso) dele como de todos que em guerras diferentes andaram e que infelizmente ficaram deficientes.
A C. Av. 2415, através do seu blog e em nome de todos os camaradas, deseja as rápidas melhores a este nosso camarada e que se restabeleça psicologicamente para encarar o futuro com optimismo. Um abraço.
SNNTA
sexta-feira, 14 de junho de 2019
NOTÍCIAS...
O Amândio, esteve recentemente em casa do nosso camarada José Agostinho Ferreira conhecido pela alcunha de "O Bazucas". Segundo o Amândio, ele está de boa saúde. Para comprovar aqui vão duas fotos:
terça-feira, 11 de junho de 2019
PORQUÊ?
E termino com este "Provérbio Chinês"
" O HOMEM SÓ ENVELHECE
QUANDO OS LAMENTOS SUBSTITUEM
SEUS SONHOS"
Para todos, deste sempre vosso amigo
SANTA
domingo, 2 de junho de 2019
A.D.F.A. 45º Aniversário...
Seguidamente algumas fotos do evento:
Vamos então terminar com a banda...
Um resto de um bom fim de semana para todos com um grande abraço
SANTA





