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domingo, 4 de maio de 2014

 Almoço no dia 3 de Maio de 2014. Mesa do "comando"! Visíveis da esquerda para a direita: Esposa do ex-furriel Santaex-Furriel VagoMestre Madureira de camisola vermelha, 1/2 ex-alferes Manuel Soares, António Amaral Amado ex-capitão miliciano e comamdante da CCav.ª 2415, ex alferes Vitor Meira, ex-alferes Gil Aguiar da Costa Santos, ex-furriel Santa com camisola às riscas azuis e brancas.
 Almoço no dia 3 de Maio de 2014. Mesa do "comando"! Visíveis da esquerda para a direita: ex-Furriel VagoMestre Madureira, de costas e com a camisola vermelha, António Amaral Amado ex-capitão miliciano e comamdante da CCav.ª 2415, ex alferes Vitor Meira, ex-alferes Gil Aguiar da Costa Santos, ex-furriel Santa com camisola às riscas azuie e brancas e familiares do ex-furriel Santa

 Gil, Amado, Pereira Martins e Vitor Meira
 Manuel Magalhães e  o Chora
Morgado! Novidades?
Ex-furriel Morgado e Manuel Magalhães



 ALMOÇO CONVÍVIO DA
 COMPANHIA DE CAVALARIA 2415
 3 DE MAIO 2014 NO RESTAURANTE “O AREIAS”
 Por: F. Santa 
Camaradas. Pela parte que me toca, quero uma vez mais enaltecer o espírito de sacrifício daqueles que organizaram este convívio. Por vezes não é fácil. E porquê? Porque quem organiza gosta de ver sala cheia com a presença de todos nós. Quando digo todos nós, são todos aqueles que foram companheiros na 2415 e podem vir mas não vêm! Os que são habituais com a sua presença, esses utilizam a palavra amizade e dizem: Até que tenhamos força e saúde estamos presentes! O Vivaldo desabafando comigo dizia: Santa. O que mais me deixa triste é eu ligar para alguns camaradas e não atenderem. Nem sequer depois existe retorno da chamada. Outros recebem as cartas e não têm uma resposta sequer! Para quem trabalha e envia as cartas para que o convívio seja feito, gosta de ter retorno seja qual for a resposta.
Quanto a mim, este convívio foi bom. Tudo correu bem. Que para o ano seja ainda melhor e com mais camaradas. Afinal todos nós estamos na recta final!
Pensem bem.

          Aqui vai a foto da praxe!



UM GRANDE ABRAÇO PARA TODOS. SANTA.


quinta-feira, 1 de maio de 2014

Todos a TALAÍDE !!!

É já no sábado a nossa reunião anual ! É tempo de preparar as viaturas e estudar o itinerário para ninguem se perder. Se usarem GPS, não se esqueçam das coordenadas:  N 38º 44' 03''   W 9º 18' 50'' ou, em decimal, 38.734299, -9.314189

Para quem vem do sul pela estrada de Paço de Arcos, esta sugestão de itinerário...
 
BOA  VIAGEM ! !


sexta-feira, 18 de abril de 2014

Por: F. Santa


Caros camaradas e amigos. Parece que foi ontem mas aí estamos nós novamente na Páscoa. Os dias passaram uns melhores que os outros mas sempre com uma nova esperança de vida, uma vida melhor. A vida, como se diz muitas vezes, é feita de encontros e desencontros, de alegrias e tristezas mas temos que encarar tudo com força de viver.
Camaradas. Desejo a todos da 2415 e família uma Santa Páscoa. Estes votos são extensivos também a todos os camaradas de guerra e a quem visita o nosso blog.

Como disse em cima, a vida é feita de alegrias e tristezas e neste momento estou triste porque acabei de receber uma chamada do João Vieira Rodrigues que me dizia que este ano não ia ao nosso convívio, pois não se sentia bem e em lágrimas foi-me dizendo que há poucos dias morreu o genro num acidente de mota. Daqui, desejo ao João e família os meus sentidos pêsames.

Um grande abraço para todos, do camarada e amigo Santa.


quinta-feira, 10 de abril de 2014

H M R 2 : Uma homenagem e um apelo

Por: F. Santa
CENTRO DE SAÚDE MILITAR DO CENTRO
HOSPITAL MILITAR REGIONAL Nº 2
 Nunca é demais falar do Centro de Saúde militar de Coimbra e, deste modo, através do nosso blog, prestar-lhe também a devida homenagem, por ter prestado e vindo a prestar neste momento, tudo o que é de bom a toda a família militar (de todos os ramos) e muito especialmente àqueles que no Ultramar combateram, mormente aos que ficaram deficientes.


Vamos então contar um pouco da sua história, começando pelo brasão:
Escudo de púrpura três estrelas de oito pontas de oiro; Elmo militar, de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra; Correia de vermelho perfilado a oiro; Paquife de virol de púrpura de oiro; Timbre: uma cabra saltante sainte de oiro; Divisa num listel de branco ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, de estilo elzevir: “CURAR VENCER”.
 
Simbologia:
As estrelas, em preito de homenagem aos Carmelitas descalços que, no ano longínquo de 1606, para instalar o Colégio de S. José dos Marianos, erigiram o edifício onde hoje se encontra o Hospital; A cabra representa de modo falante o celebrado sino da vetusta Torre da Universidade, inconfundível “ex-libris” da cidade onde se localiza o Hospital e, simultaneamente, o sino dos antigos cujo soar, nas crenças de antanho, tinha o poder de exorcizar o mal e a doença; A Divisa “CURAR É VENCER” resume a mística daqueles que optaram pelo quotidiano combate contra a dor e contra a morte.
O oiro a fé nos próprios recursos enraizada em matura sabedoria; A Púrpura a humana ciência aplicada ao cumprir do dever.
     
                                              COMO NASCEU:
Texto cedido pelo Hospital


Pelos seus anos (dia 26 de maio) aqui vão neste simples blog os parabéns de todos nós e a sincera homenagem a este hospital e muito especialmente ao Exmo. Sr. Director Tcor. Dr. Andrade, médicos, enfermeiros e restante pessoal, que tanto nos têm dado. É graças a todos eles que todos os camaradas da zona centro têm a sua (desculpem a expressão) saúde em dia. Merecem todo o nosso louvor pela sua dedicação e coragem para manter o hospital a funcionar com uma óptima qualidade nos tempos que correm.

                                   UM MUITO OBRIGADO A TODOS


Que os nossos governantes nunca pensem em fechar-lhe as portas!

(imagem do Google)


Do camarada Ex. Furriel Santa, um grande abraço para todos com sabor a amêndoa (ou não estivesse-mos a caminhar para a Páscoa!!).

terça-feira, 8 de abril de 2014

CONVÍVIO 2014 - Toca a reunir !!!

Atenção: O Sul é para cima !!!


Com base no GOOGLE MAPS e nas instruções (acima) do Vivaldo, a seguir vai uma interpretação do Itinerário de aproximação ao objectivo e uma imagem do mesmo (espero ter acertado ! ):

"cliquem" para ampliar



(Utilizei as coordenadas 38.734299,   -9.314189 )


sábado, 5 de abril de 2014

BERLIET TRAMAGAL

Por: F. Santa   


Sempre que se fala na guerra,  comenta-se de tudo. É verdade.
 E nesse tudo, não podiam deixar de estar presentes as histórias em que entrou a “Berliet” como nossa companheira em tantas aventuras por aquelas picadas  fora. É justo também que no nosso blog lhe seja feita a justa homenagem!
Nas densas matas (no nosso caso em Moçambique), a quilómetros de distância, já se ouvia o seu “roncar”. Era inconfundível !!
Aqui está o seu bilhete de identidade:

Nasceu no Tramagal.
Comprimento máximo: 7.28M – largura: 2.4M – Altura 2.7M.
Peso vazio 8oooKg – Capacidade de carga 5000 Kg.
O seu sistema de tracção: 4 rodas motrizes.
Motor: Magik  MK520 multi-combustível 5cl 7900cc Potência 125 cv.
Velocidade Máx: 80 Km/h.
Tanque de combustível: 95 litros.
Autonomia: Mx: 563 Km.
Guincho mecânico.
Bloqueio de diferenciais traseiros
Estanquicidade do motor e depósito de combustível para submersão é até cerca de 1,5 m.

Vamos agora às fotos:






Esta já fora apanhada numa emboscada. São visíveis no pára-brisas três buracos de bala. Resultado: dois mortos e alguns feridos.  (história já contada atras neste blog)

No tempo das chuvas, quantas vezes ela foi a nossa salvação. Os mantimentos escasseavam e só ela poderia ir ter connosco e vencer aquelas picadas lamacentas. Eu que o diga quando estive no célebre aquartelamento de Matipa! Muitos não gostavam dela. Pois é: era preciso conhece-la! Neste caso, tivemos na nossa companhia o nosso camarada condutor (já falecido) Joaquim Maluco!! Era assim que era conhecido. E ele era tão maluco como ela (a Berliet). Eram os dois tão dedicados que obedeciam um ao outro com toda a dedicação sem comprometerem a sua missão. É o que eu digo: conhecendo-a era um prazer conduzi-la. Mas claro: no tempo das chuvas, as picadas também lhe pregavam algumas partidas em que ela própria precisava de ajuda. Uma cavadela de um lado, cavadela do outro e ela fazia o resto. Amiga: bem hajas para sempre! Pois como nós sofremos, muitas das tuas irmãs sofreram com as malditas minas. Muitas delas sucumbiram para sempre (vós que estais aqui nas fotos nunca passastes por isso... pelo menos connosco). Agora ficarem atascadas na lama até ao “joelho”, como na foto, maning de vezes!! Fica a lembrança e a saudade. Nas nossas histórias estarás sempre presente.
Se alguém souber mais alguma coisa sobre ela, que conte.


Para a próxima irei dar a conhecer o Hospital Militar de Coimbra. A sua divulgação é importante.

   Um abraço para todos do SANTA



sábado, 29 de março de 2014

SAGAL -5- mais algumas imagens...

Manuel Soares

Esta saudação às visitas não estava à entrada como pareceria natural...  decorava a parede de uma caserna, mesmo por baixo de um buraco (já remendado quando eu o conheci), marca de ataque da Frelimo. 
Cartaz semelhante creio ter visto noutro lugar, talvez em Mueda...

Eram duas as peças de artilharia (obuses, salvo erro) que guarneciam o aquartelamento, e para as operar existia um pelotão de artilheiros. Chamava-se Leuschner (que me desculpe se a grafia estiver mal) o Alferes que os comandava, e que nunca mais encontrei (era mais elegante do que o que aparece na foto...). De vez em quando vinham ordens superiores para enviar uns presentes na direcção das bases da Frelimo.


E este "parque de campismo"? São comandos a caminho de alguma operação especial.


Não sei como se poderá chamar a este híbrido, cruzamento de BERLIET e blindado... nem se a patente foi registada! Felizmente nunca tripulei este veículo, nem tive conhecimento da sua eficácia nas picadas do Cabo Delgado:









quarta-feira, 19 de março de 2014

Culpa da Atlântida?

 
 
O episódio aconteceu-me em Setembro do ano passado em Maputo durante a ultima FACIM (Feira Internacional de Moçambique) numa das esplanadas dos restaurantes existentes no seu interior. A fim de "matabichar" dirigi-me àquela zona onde estavam instaladas umas barracas degradadas e sujas de "comes e bebes". Não havia muito por onde escolher, pedi uma sandes de ovo e um leite/chocolatado. Só passados 15 min. é que a empregada nativa, com aquele cheiro bem característico colado à pele, se dignou aparecer com o pedido depositando-o na mesa. Por não os ter trazido lembrei-a para ir buscar guardanapos e, passados mais uns minutos, eis que surge sorridente deixando em cima da mesa um rolo de papel higiénico (foto acima).
Apesar de saber que estava em África, lembro-me que fiquei espantado e algo indignado durante breves segundos, pela ousadia, com o inusitado acontecimento , mas logo voltei à primeira forma e nem queiram saber o gozo e a risota que tal cena deu pela inovação!
Há muitos anos atrás aconteceu-me em Rabat, Marrocos, algo também estranho, entrei numa "tasca" bafienta, pois do seu interior exalava um cheiro agradável a peixe frito, e pedi para me embrulharem uns peixes acabados de saír da fritadeira, pois iam servir de prato principal num pic-nic a fazer numa zona de campo/praia que lá existia.
Também fiquei sem acção ao verificar que o "porco do estalajadeiro" ao tirar o peixinho bem cheiroso ainda escorrendo óleo depositou-o numa folha de jornal que, entretanto, tinha tirado debaixo do balcão. Nem conversa lhe dei, pois na hora virei-lhe as costas e saí porta fora. O que ele deve ter dito em árabe só Alá sabe!
Quando contei este episódio recente do papel higiénico a um amigo de longa data logo me respondeu: "Antes isso do que os carapaus fritos que te queriam dar em Marrocos"!
Ás vezes dou comigo a pensar e acho que a culpa destas culturas tão desfazadas e atrasadas, ou se quiserem, diferentes é da Atlântida, um extenso território que desapareceu por ter submergido.
Dizem os entendidos que o grande filósofo Platão acreditava que aquela zona que se situava entre o norte de África e a Europa submergiu dando lugar ao que hoje se chama  de mar mediterrâneo.
Partindo do principio de que esta teoria de Platão tem fundo de verdade, quero crer que é aí que começa o atrazo do continente africano no seu todo, apesar de nuns países mais do que noutros. A distância e as dificuldades dos transportes, só possíveis através de meios aéreos ou marítimos e, por isso bastante caros, deixou a África para trás, infelizmente demasiados anos.
Será?
 

terça-feira, 4 de março de 2014

O QUE É A A.D.F.A.

Por: F. Santa 












Espero que agora e de uma maneira simplificada tenham uma noção do que é a A.D.F.A. para aqueles que tiveram a infelicidade de ter ido à guerra. Se não fosse a esta Associação ter-lhes-ia acontecido o mesmo que aconteceu aos nossos camaradas da Grande Guerra: foram simplesmente desprezados até ao seu último dia de vida!

          Para todos um abraço do SANTA.