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quinta-feira, 1 de maio de 2014

Todos a TALAÍDE !!!

É já no sábado a nossa reunião anual ! É tempo de preparar as viaturas e estudar o itinerário para ninguem se perder. Se usarem GPS, não se esqueçam das coordenadas:  N 38º 44' 03''   W 9º 18' 50'' ou, em decimal, 38.734299, -9.314189

Para quem vem do sul pela estrada de Paço de Arcos, esta sugestão de itinerário...
 
BOA  VIAGEM ! !


sexta-feira, 18 de abril de 2014

Por: F. Santa


Caros camaradas e amigos. Parece que foi ontem mas aí estamos nós novamente na Páscoa. Os dias passaram uns melhores que os outros mas sempre com uma nova esperança de vida, uma vida melhor. A vida, como se diz muitas vezes, é feita de encontros e desencontros, de alegrias e tristezas mas temos que encarar tudo com força de viver.
Camaradas. Desejo a todos da 2415 e família uma Santa Páscoa. Estes votos são extensivos também a todos os camaradas de guerra e a quem visita o nosso blog.

Como disse em cima, a vida é feita de alegrias e tristezas e neste momento estou triste porque acabei de receber uma chamada do João Vieira Rodrigues que me dizia que este ano não ia ao nosso convívio, pois não se sentia bem e em lágrimas foi-me dizendo que há poucos dias morreu o genro num acidente de mota. Daqui, desejo ao João e família os meus sentidos pêsames.

Um grande abraço para todos, do camarada e amigo Santa.


quinta-feira, 10 de abril de 2014

H M R 2 : Uma homenagem e um apelo

Por: F. Santa
CENTRO DE SAÚDE MILITAR DO CENTRO
HOSPITAL MILITAR REGIONAL Nº 2
 Nunca é demais falar do Centro de Saúde militar de Coimbra e, deste modo, através do nosso blog, prestar-lhe também a devida homenagem, por ter prestado e vindo a prestar neste momento, tudo o que é de bom a toda a família militar (de todos os ramos) e muito especialmente àqueles que no Ultramar combateram, mormente aos que ficaram deficientes.


Vamos então contar um pouco da sua história, começando pelo brasão:
Escudo de púrpura três estrelas de oito pontas de oiro; Elmo militar, de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra; Correia de vermelho perfilado a oiro; Paquife de virol de púrpura de oiro; Timbre: uma cabra saltante sainte de oiro; Divisa num listel de branco ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, de estilo elzevir: “CURAR VENCER”.
 
Simbologia:
As estrelas, em preito de homenagem aos Carmelitas descalços que, no ano longínquo de 1606, para instalar o Colégio de S. José dos Marianos, erigiram o edifício onde hoje se encontra o Hospital; A cabra representa de modo falante o celebrado sino da vetusta Torre da Universidade, inconfundível “ex-libris” da cidade onde se localiza o Hospital e, simultaneamente, o sino dos antigos cujo soar, nas crenças de antanho, tinha o poder de exorcizar o mal e a doença; A Divisa “CURAR É VENCER” resume a mística daqueles que optaram pelo quotidiano combate contra a dor e contra a morte.
O oiro a fé nos próprios recursos enraizada em matura sabedoria; A Púrpura a humana ciência aplicada ao cumprir do dever.
     
                                              COMO NASCEU:
Texto cedido pelo Hospital


Pelos seus anos (dia 26 de maio) aqui vão neste simples blog os parabéns de todos nós e a sincera homenagem a este hospital e muito especialmente ao Exmo. Sr. Director Tcor. Dr. Andrade, médicos, enfermeiros e restante pessoal, que tanto nos têm dado. É graças a todos eles que todos os camaradas da zona centro têm a sua (desculpem a expressão) saúde em dia. Merecem todo o nosso louvor pela sua dedicação e coragem para manter o hospital a funcionar com uma óptima qualidade nos tempos que correm.

                                   UM MUITO OBRIGADO A TODOS


Que os nossos governantes nunca pensem em fechar-lhe as portas!

(imagem do Google)


Do camarada Ex. Furriel Santa, um grande abraço para todos com sabor a amêndoa (ou não estivesse-mos a caminhar para a Páscoa!!).

terça-feira, 8 de abril de 2014

CONVÍVIO 2014 - Toca a reunir !!!

Atenção: O Sul é para cima !!!


Com base no GOOGLE MAPS e nas instruções (acima) do Vivaldo, a seguir vai uma interpretação do Itinerário de aproximação ao objectivo e uma imagem do mesmo (espero ter acertado ! ):

"cliquem" para ampliar



(Utilizei as coordenadas 38.734299,   -9.314189 )


sábado, 5 de abril de 2014

BERLIET TRAMAGAL

Por: F. Santa   


Sempre que se fala na guerra,  comenta-se de tudo. É verdade.
 E nesse tudo, não podiam deixar de estar presentes as histórias em que entrou a “Berliet” como nossa companheira em tantas aventuras por aquelas picadas  fora. É justo também que no nosso blog lhe seja feita a justa homenagem!
Nas densas matas (no nosso caso em Moçambique), a quilómetros de distância, já se ouvia o seu “roncar”. Era inconfundível !!
Aqui está o seu bilhete de identidade:

Nasceu no Tramagal.
Comprimento máximo: 7.28M – largura: 2.4M – Altura 2.7M.
Peso vazio 8oooKg – Capacidade de carga 5000 Kg.
O seu sistema de tracção: 4 rodas motrizes.
Motor: Magik  MK520 multi-combustível 5cl 7900cc Potência 125 cv.
Velocidade Máx: 80 Km/h.
Tanque de combustível: 95 litros.
Autonomia: Mx: 563 Km.
Guincho mecânico.
Bloqueio de diferenciais traseiros
Estanquicidade do motor e depósito de combustível para submersão é até cerca de 1,5 m.

Vamos agora às fotos:






Esta já fora apanhada numa emboscada. São visíveis no pára-brisas três buracos de bala. Resultado: dois mortos e alguns feridos.  (história já contada atras neste blog)

No tempo das chuvas, quantas vezes ela foi a nossa salvação. Os mantimentos escasseavam e só ela poderia ir ter connosco e vencer aquelas picadas lamacentas. Eu que o diga quando estive no célebre aquartelamento de Matipa! Muitos não gostavam dela. Pois é: era preciso conhece-la! Neste caso, tivemos na nossa companhia o nosso camarada condutor (já falecido) Joaquim Maluco!! Era assim que era conhecido. E ele era tão maluco como ela (a Berliet). Eram os dois tão dedicados que obedeciam um ao outro com toda a dedicação sem comprometerem a sua missão. É o que eu digo: conhecendo-a era um prazer conduzi-la. Mas claro: no tempo das chuvas, as picadas também lhe pregavam algumas partidas em que ela própria precisava de ajuda. Uma cavadela de um lado, cavadela do outro e ela fazia o resto. Amiga: bem hajas para sempre! Pois como nós sofremos, muitas das tuas irmãs sofreram com as malditas minas. Muitas delas sucumbiram para sempre (vós que estais aqui nas fotos nunca passastes por isso... pelo menos connosco). Agora ficarem atascadas na lama até ao “joelho”, como na foto, maning de vezes!! Fica a lembrança e a saudade. Nas nossas histórias estarás sempre presente.
Se alguém souber mais alguma coisa sobre ela, que conte.


Para a próxima irei dar a conhecer o Hospital Militar de Coimbra. A sua divulgação é importante.

   Um abraço para todos do SANTA



sábado, 29 de março de 2014

SAGAL -5- mais algumas imagens...

Manuel Soares

Esta saudação às visitas não estava à entrada como pareceria natural...  decorava a parede de uma caserna, mesmo por baixo de um buraco (já remendado quando eu o conheci), marca de ataque da Frelimo. 
Cartaz semelhante creio ter visto noutro lugar, talvez em Mueda...

Eram duas as peças de artilharia (obuses, salvo erro) que guarneciam o aquartelamento, e para as operar existia um pelotão de artilheiros. Chamava-se Leuschner (que me desculpe se a grafia estiver mal) o Alferes que os comandava, e que nunca mais encontrei (era mais elegante do que o que aparece na foto...). De vez em quando vinham ordens superiores para enviar uns presentes na direcção das bases da Frelimo.


E este "parque de campismo"? São comandos a caminho de alguma operação especial.


Não sei como se poderá chamar a este híbrido, cruzamento de BERLIET e blindado... nem se a patente foi registada! Felizmente nunca tripulei este veículo, nem tive conhecimento da sua eficácia nas picadas do Cabo Delgado:









quarta-feira, 19 de março de 2014

Culpa da Atlântida?

 
 
O episódio aconteceu-me em Setembro do ano passado em Maputo durante a ultima FACIM (Feira Internacional de Moçambique) numa das esplanadas dos restaurantes existentes no seu interior. A fim de "matabichar" dirigi-me àquela zona onde estavam instaladas umas barracas degradadas e sujas de "comes e bebes". Não havia muito por onde escolher, pedi uma sandes de ovo e um leite/chocolatado. Só passados 15 min. é que a empregada nativa, com aquele cheiro bem característico colado à pele, se dignou aparecer com o pedido depositando-o na mesa. Por não os ter trazido lembrei-a para ir buscar guardanapos e, passados mais uns minutos, eis que surge sorridente deixando em cima da mesa um rolo de papel higiénico (foto acima).
Apesar de saber que estava em África, lembro-me que fiquei espantado e algo indignado durante breves segundos, pela ousadia, com o inusitado acontecimento , mas logo voltei à primeira forma e nem queiram saber o gozo e a risota que tal cena deu pela inovação!
Há muitos anos atrás aconteceu-me em Rabat, Marrocos, algo também estranho, entrei numa "tasca" bafienta, pois do seu interior exalava um cheiro agradável a peixe frito, e pedi para me embrulharem uns peixes acabados de saír da fritadeira, pois iam servir de prato principal num pic-nic a fazer numa zona de campo/praia que lá existia.
Também fiquei sem acção ao verificar que o "porco do estalajadeiro" ao tirar o peixinho bem cheiroso ainda escorrendo óleo depositou-o numa folha de jornal que, entretanto, tinha tirado debaixo do balcão. Nem conversa lhe dei, pois na hora virei-lhe as costas e saí porta fora. O que ele deve ter dito em árabe só Alá sabe!
Quando contei este episódio recente do papel higiénico a um amigo de longa data logo me respondeu: "Antes isso do que os carapaus fritos que te queriam dar em Marrocos"!
Ás vezes dou comigo a pensar e acho que a culpa destas culturas tão desfazadas e atrasadas, ou se quiserem, diferentes é da Atlântida, um extenso território que desapareceu por ter submergido.
Dizem os entendidos que o grande filósofo Platão acreditava que aquela zona que se situava entre o norte de África e a Europa submergiu dando lugar ao que hoje se chama  de mar mediterrâneo.
Partindo do principio de que esta teoria de Platão tem fundo de verdade, quero crer que é aí que começa o atrazo do continente africano no seu todo, apesar de nuns países mais do que noutros. A distância e as dificuldades dos transportes, só possíveis através de meios aéreos ou marítimos e, por isso bastante caros, deixou a África para trás, infelizmente demasiados anos.
Será?
 

terça-feira, 4 de março de 2014

O QUE É A A.D.F.A.

Por: F. Santa 












Espero que agora e de uma maneira simplificada tenham uma noção do que é a A.D.F.A. para aqueles que tiveram a infelicidade de ter ido à guerra. Se não fosse a esta Associação ter-lhes-ia acontecido o mesmo que aconteceu aos nossos camaradas da Grande Guerra: foram simplesmente desprezados até ao seu último dia de vida!

          Para todos um abraço do SANTA.


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

SÓ PARA RECORDAR ...

  Por: F. Santa 

   Camaradas. O tempo passa, mas a memória daqueles em que ainda funciona não esquece imagens como esta! Depois de tantos anos, elas continuam a fazer parte do álbum da nossa memória.
                            

Alguém se lembra do porto da Beira?

       E as auto-estradas? Esta é no Niassa. Será para Chala? Se calhar… Era em auto-estradas como esta que o nosso inimigo colocava as marmitas (minas). Muitas vezes após as esconder, passavam com um pneu no trilho (que era de areia) para não se notar o sítio das mesmas!!  Para nós era muito difícil localizá-las. Picar os trilhos, era fácil quando as distâncias eram curtas, mas quando se tratava de quilómetros era praticamente impossível!

---- + ----

Agora um aparte. O nosso amigo Pires esteve muito doente. Teve que ser submetido a diversas cirurgias muito difíceis mas segundo ele tudo correu bem e está agora muito melhor. Sendo assim (e segundo me disse) espera este ano ir ao nosso convívio. Manda um abraço para todos.
 

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Entretanto... preparem-se. O nosso próximo convívio já está em marcha. O Moreira (de Lisboa) e o Vivaldo é que o estão a organizar. Uma vez mais não vamos faltar!!

Já agora em jeito de informação, nas escolas perguntam-me muitas vezes o que é a A.D.F.A.. Como o nosso Blog também serve de veículo informativo, eu para a próxima irei  falar sobre o assunto.


                    Para todos um abraço do SANTA.
 

       

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

SAGAL -4- "o dia de São Avião"

Manuel Soares   

Sagal tinha uma boa pista e era com alguma regularidade utilizada  pelo D. O. (Dornier) da Força Aérea, normalmente vindo de Mueda. Quando aparecia era "dia de S. Avião", festejado com alvoroço, especialmente pelo tão aguardado correio...


 Claro que a aeronave só aterrava após montada segurança à pista.

 E reparem agora na pose deste amigo, de cujo nome não me lembro:


Menos sorte teve este "rei da selva":




sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Sentida homenagem

Meu amigo Gonçalves em Vila Cabral em frente ao Café Planalto quando em Missão de Saudade....
Faço questão de através deste blog prestar sentida homenagem ao meu amigo João Gonçalves que, infelizmente, nos deixou. O coração atraiçoou-o logo agora que se tinha "reformado"  para viver os últimos anos na tranquilidade moçambicana que fosse possível e em que acreditava.
O nosso amigo João Gonçalves, na altura já residente em Nampula, acompanhou-me em 2010 naquela autêntica aventura aos locais onde a 2415 penou  (Ver"Em Missão de Saudade...tristeza não tem fim!!!"; "A caminho das zonas criticas de guerra" e "Lione e Chala").     Sem a sua ajuda e empenho não teria sido possível.  Sei que teve imenso prazer em ajudar, era a sua maneira de ser, amiga e solidária . Desde aí passou a ser um incondicional seguidor deste blog e até já conhecia bem os nomes  do Santa e do Soares quando falávamos sobre algum assunto do mesmo, vivia as questões aqui colocadas como se tivesse pertencido à nossa Companhia, apesar de manter contacto com o blog da CCaç 2470 a que pertenceu e que também andou por Moçambique.
Sinceramente sinto uma enorme tristeza, não estava à espera e custa a aceitar perder precocemente os amigos especiais. Mas há que saber entender pois é a natureza no seu melhor.
Que fiques em paz, será dificil esquecer-te amigo Gonçalves. Aos teus familiares mais queridos sentidas condolências, A.Castro e Telma.
   
                   
         

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

SAGAL -3- as instalações

Manuel Soares

Alguém conheceu quartel mais aprazível do que este ?







O por-do sol, na direcção de Mueda
    
                   

domingo, 9 de fevereiro de 2014

SAGAL -2- onde sucata "era mato"...

Manuel Soares
  
Mueda era a capital militar de Cabo Delgado  e os reabastecimentos via terrestre eram feitos principalmente pela picada, de cerca de cem quilómetros, que a ligava à costa do Indico, em Mocímboa da Praia, passando por Sagal e Diaca. Por isso não admira que a Frelimo a semeasse de minas, com bastante prejuizo do exército. É esse trágico espólio que hoje vos mostro, já que o Sagal estava no epicentro do troço mais afectado que era entre Mueda e Diaca...
Olhando estes destroços, não conseguimos deixar de pensar nos companheiros que lá morreram ou ficaram incapacitados para o resto da vida !




Nesta imagem nos edifícios em último plano funcionava a cozinha,e, à direita, o depósito de géneros e o refeitório. Quem por lá passou poderá verificar, em pormenor, ampliando a foto (com um duplo clic do rato).
   A propósito de cozinha, é a altura de documentar o abastecimento da água e da lenha:






terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

SAGAL - 1 - Eu estive lá !

Manuel Soares

Alguns dos inquilinos...
  Também eu tenho Sagal no meu curriculum vitae ! Nesse tempo ser sagalista dava um certo "status", sobretudo na cidade de Nampula. Não creio que essa "aura" fosse de todo merecida: outros aquartelamentos no Cabo Delgado teriam perigosidade semelhante, e, com certeza, instalações menos confortáveis, como se deduzirá das imagens que lá fiz e aqui vou partilhar...
  Se calhar esta minha opinião deriva de o quartel não ter sido atacado nos poucos meses que lá passei, nos
princípios de 1970...
  E aqui fica o primeiro lote de fotos:
Esta era a picada Mueda - Mocímboa.
Reparem na placa ESPOSENDE, o nome real da localidade

Na "monumental" entrada, a profusão de memoriais


SAGAL é sigla de Sociedade AGrícola ALgodoeira , cujas vastas instalações constituíam o quartel. A localidade tinha o nome de Esposende, conforme se podia ler na placa sinalizadora que se vê numa das fotos...