sábado, 30 de novembro de 2013
domingo, 24 de novembro de 2013
MUEDA - memórias de 1970 (I)
Manuel Soares
A minha permanência em Mueda foi muito breve. Tinha viajado desde Nampula num NORATLAS e segui logo para o Sagal que era o meu destino. Não sei a data precisa, mas não deveria andar muito longe da Páscoa de 1970. Mesmo assim, lá fiz uma dúzia e tal de fotos que me lembrei de partilhar aqui no Blog, apesar de não dizerem respeito à 2415. As de hoje referem-se ao aldeamento de Mueda, especialmente a "ida à água"... e dispensam qualquer legenda.
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Nos intervalos da guerra
domingo, 17 de novembro de 2013
MAIS UMA VEZ ... RELEMBRANDO
Por: F. Santa
Relembrando um texto já publicado no blog, eis o Boing
707, a velha máquina da TAP que eu conheci numa célebre viagem
que já foi contada (e podem reler clicando aqui )...
Ainda para recordar, mostro como era apresentada a ementa de bordo!
Quanto a mim, que conheço o passado e o presente, parece-me que na
altura era um pouco melhor... Mas isto é a minha opinião. Quanto ao
conforto, bem, aí…
Por hoje é tudo. Uma abraço. SANTA.
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Nos intervalos da guerra
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Lembrando ...
Por: F. Santa
... aqui vão as restantes fotos da festa realizada no H. M. de Lourenço Marques (mencionada em 31/10) :
Por agora termino enviando um grande abraço para todos.
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Lourenço Marques,
Nos intervalos da guerra
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
06-11-1969
Recordamos
JOÃO VAZ DOS SANTOS
que fora ferido no accionamento de mina em 30 de Outubro
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HOMENAGENS
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
MAIS UM SOPRO DO NOSSO BLOG!!!
Por: F. Santa
Estas fotos, são a sequência de outras que já foram publicadas algures no nosso blog. Sendo assim, encontrei mais 7 fotos das quais publico agora três, indo as outras a seguir.
Para lembrar, isto foi uma festa oferecida pelas Senhoras do M. N. Feminino, no H. Militar de L. Marques na altura em que estive lá internado. Já agora para lembrar também, e segundo ainda me lembro, estes dois grupos eram da África do Sul.
Um abraço para todos.
SANTA.
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quarta-feira, 30 de outubro de 2013
terça-feira, 22 de outubro de 2013
O MEU BAÚ FICOU VAZIO
Por: F. Santa
Era inevitável. Tanto rebusquei, que o meu “baú” ficou vazio. Sei que o meu ficou vazio, mas sinto cá no fundo, que muitos camaradas da 2415 não foram ao seu “baú” e outros não chegaram sequer ao fundo dele e tirar cá para fora, tudo o que faz parte das recordações da nossa passagem por CAV 7 e Moçambique e partilhar com todos nós essas mesmas recordações. Isto, é um vazio que ficou no nosso blog, mas fico com a esperança que alguém ao ler este texto não fique indiferente a ele.
Eu sei que tudo tem um princípio e um fim, mas o fim só é fim quando nada mais há a fazer. Não é o caso! Este fim pode ficar adiado para mais tarde, assim a força de vontade impere.
No princípio era assim… O nosso blog era bonito e frondoso como esta árvore…
Depois foi ficando assim…
Nem de propósito. Estamos no Outono. Altura em que as folhas das árvores começam a cair. Que o nosso blog não caia como as suas folhas. Eu sei que elas voltam a rebentar. Oxalá que o nosso blog siga o mesmo ciclo!
Camaradas. Este é (ou era) o cantinho da nossa saudade. Tantos camaradas da 2415 que já partiram, não tiveram a sorte de partilhar connosco as suas histórias no nosso blog e as histórias nele publicadas. Nós que ainda cá estamos, poderíamos fazer deste cantinho o “pombo-correio” entre a malta. É a forma de compartilharmos as amizades que foram construídas e compartilhadas ao longo do tempo em que estivemos juntos.
Da minha parte, julgo que cumpri o meu dever para com o blog. Tenho pena que outros não tenham seguido pelo mesmo caminho que eu segui. Tantas promessas feitas ao longo do tempo por camaradas da nossa companhia que não foram cumpridas. É pena! Pode ser que alguém ainda me surpreenda!
“ Há coisas que parecem impossíveis e até mesmo irrealizáveis.
Mas, nada escapa ao estímulo, ao trabalho e à força de vontade”
J. A. ROSENKRANZ
O Santa não esquece os camaradas da 2415. Eu estarei sempre alerta enquanto o blog estiver aberto. Nem que seja para dizer um OLÁ! Se alguma coisa nova aparecer de interesse para o blog, cá estarei nele para o Soares a publicar. Quem me dera ter assunto para todas as semanas enviar!
Sendo assim, fico por aqui à espera do futuro!! Pode ser que traga algo de novo. Um abraço para todos em geral e em particular para a malta da 2415 e em especial (pois foi com quem estive mais vezes em contacto) para o meu grande amigo Ex. Alferes Soares.
Cá fico à espreita!! Qualquer coisa cá estou eu!
Ex. Furriel SANTA.
sábado, 19 de outubro de 2013
Dantes paludismo, agora malária !
(O terrivel "predador" de África o mosquito fêmea "anófeles")
Sem medo de errar digo que muitos compatriotas, militares e não só, que por este Moçambique andaram a penar e outros a tratar da vidinha, afinal de nada valendo, foram atacados por este terrivel insecto que deixa qualquer um em estado lastimoso, podendo chegar até a situações extremas de morte. Se a pessoa tem o azar de ser picada por uma fêmea do mosquito é certo e seguro que mais ou menos entre o 7º e o 35º dia entra numa situação fragilizada e depauperante, chegando a estados febris graves que podem atingir 41 graus.
Lembro-me que durante a minha estadia em Lione não consegui fugir à regra e fui também "massacrado". Tive a sorte de precisamente nesse dia ter pousado no campo da bola um helicóptero trazendo um médico, pois vinha evacuar um companheiro, não lembro quem, e ter-me tratado da maleita in loco, deixando a recuperação a cargo dos nossos "técnicos de saúde". Sei que passei mal e atingi os 40 graus. Uma vez mais, por nunca ser demais, agradeço ao meu amigo Moreira ter olhado por mim naqueles momentos difíceis. Admiração eterna, amigo.
Diziam-nos que aquela doença se chamava de "paludismo" e os nossos mentores na arte de guerrear aconselhavam que tomássemos um comprimido de cor amarela, composto de quinino (parece que estou a vê-los) como preventivo contra os efeitos dos ataques do dito "predador", julgo que uma vez por semana.
Como a ignorância era o nosso prato forte, muitos de nós não ligava a mínima importância e conheci até alguns que faziam trocas comerciais com os autóctones trocando os comprimidos por bananas e outros.
Bom, mas isto foi dantes, de 1968 a 1970 e, que eu saiba, todos os atacados pela preocupante e incómoda doença, regressaram sãos e salvos à santa terrinha, apesar de ficarem sujeitos durante mais alguns anos ao posterior surgimento de novos sintomas do mesmo mal, devido ao parasita continuar incubado.
Agora em 2013, e mais conhecida por "malária", só num ano, período da minha estadia aqui, a minha filha teve a infelicidade de já ter tido sete episódios e 2 a minha mulher desta terrivel doença. Vou escusar-me de detalhar os pormenores, mas acreditem que não é nada agradável assistir ao desenvolvimento da doença naqueles que amamos. É penoso e muito preocupante, principalmente enquanto não saem os resultados finais do laboratório.
A convalescença é normal mas a recuperação total demora ainda algum tempo, senão meses.
Todos julgamos que este mosquito existe mais nas áreas poluídas das zonas urbanas (águas estagnadas, esgotos a céu aberto, lixeiras, etc) ou no mato por causa da vegetação, mas há coisas difíceis de acreditar.
Eu próprio já fui picado várias vezes (felizmente por machos) apesar de usar repelentes a partir da noite, e sabem onde isso aconteceu nas duas ultimas vezes? Quem havia de dizer?
- A 1ª foi precisamente no hall do Hospital Privado (o melhor estabelecimento de saúde de Maputo) onde a minha esposa esteve internada. A fim de descansar um pouco desloquei-me até ao hall da recepção onde me sentei, esticando as pernas e logo aí fui picado nos tornozelos. Claro, entrei em pânico, pois já não havia nada a fazer!
- A 2ª foi no Hotel Rovuma, um dos bons hotéis desta cidade, também sentado no hall de entrada, aconteceu-me a mesma coisa fui picado de novo nos tornozelos.
Apesar de não ter passado ainda o tempo limite para a infecção se declarar, quero acreditar que nada de mal me irá acontecer.
Em traços gerais, e devido à minha forçada "formação" nesta especialidade, alerto a todos aqueles que por aqui tenham de andar, principalmente a quem tem crianças, ou que estão a pensar em vir para não facilitarem. É grave de mais. E aquela "máxima": Eu combato os mosquitos com uns bons whiskeys, isso é treta!!
Por ser verdade a decisão está tomada e, assim sendo, até breve,com um abraço, A.Castro
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RETRATOS APÓS A GUERRA
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Mais 3 imagens...
Por F. Santa
Remando
contra a maré, aqui vão mais algumas fotos que retratam alguns momentos
da nossa Companhia.A primeira será junto à missão de Massangulo:
A segunda parece ser algures na mata na apanha de lenha:
A terceira julgo ser perto do Lione, numa patrulha de prevenção junto da aldeia:
Quem souber mais destas fotos, está à vontade para comentar!
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Documentos
sábado, 21 de setembro de 2013
VEJAM SÓ. ABRAM O APETITE …
Como prometi, aqui está a ementa especial do almoço
no Paquete Angola no dia 23 de Novembro (Domingo) de 1969. Digam lá
se não era uma delícia!! Claro que no programa constava ainda a parte
musical e o respectivo baile! Mas… de muletas não dava muito jeito!!
Na foto seguinte, pode ver-se o nosso alferes Meira na parada de Lione,
no içar da bandeira Portuguesa. Será?
Para todos um grande abraço. SANTA.
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LIONE
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
CINEMA A BORDO...
Por: F. Santa
Mais uma recordação (que encontrei por acaso em casa) aquando da minha evacuação para Lisboa no Paquete “ANGOLA”. Este foi o programa cinematográfico a bordo na Quarta-Feira, dia 14 de Novembro de 1969. Para a próxima (também por curiosidade) vai uma das ementas a bordo.
Sempre que eu vasculho em caixas perdidas no tempo, encontro qualquer coisa que diga respeito ao folhetim do Ultramar! Nesta viagem, passou-se comigo um episódio um pouco triste: Uma das escalas do navio foi em DURBAN (África do Sul). Eu conheci a bordo uma enfermeira portuguesa que era de cor (de S. Tomé e Príncipe) e que vinha também para Portugal. Durante algumas horas que o navio esteve ancorado, resolvemos ir dar uma volta. Não fomos. Pois à saída do porto fomos barrados pela polícia. Porquê? Eu (branco) não podia acompanha-la ou ela a mim por ela ser de cor! Ainda tentei dizer que eramos portugueses e que em Portugal não era proibido. Mas o que eu fui dizer. Vi o caso mal parado. Resultado? Voltámos para o barco. Depois, já não voltei a sair para que ela não tivesse ficado ainda mais triste com a situação. Era o racismo na sua plenitude.
A foto que se segue é o nosso camarada Carlos Silva com algum material
de guerra apreendido.
Camaradas. Por onde andais? O nosso site está cada vez mais pobre!
Estará ele também afectado pela “TROIKA”? Espero que não! Vamos
lá. Onde está a malta que nos convívios anteriores prometeu contar
as suas histórias e mandar as suas fotos? Ainda há tanto por contar!!
Venha daí o sopro da vida para o nosso site!
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Nos intervalos da guerra
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
A CHEGADA DO CORREIO…
Por: F. Santa
E esta julgo que jà é quando fomos para o Norte do Niassa: é o lavar
da loiça!!
Estive alguns dias fora do país. Quando cheguei tomei conhecimento do flagelo que são os incêndios. É arrepiante.
Camaradas. Peço desculpa. Mas não nos fica mal neste momento o nosso site prestar homenagem àqueles que combatem (de uma maneira diferente do que foi a nossa) os incêndios no nosso país. Diferentes de nós, mas nem por isso deixam de ser valentes e destemidos perante um inimigo, também ele diferente do nosso. Bem hajam pela sua abnegação em prol de todos nós pondo muitas vezes em causa as suas próprias vidas. Algumas delas foram já ceifadas. O nosso site deixa aqui as nossas condolências às respectivas famílias e às corporações a que pertenciam. Um obrigado a todos os Bombeiros Portugueses. Eles merecem a nossa admiração.
Para todos, aqui vai mais um abraço do SANTA.
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Dueto (s) ...
Por: F.Santa
Que bem que este duo cantava. Já não me lembro do nome do camarada que está ao meu lado. Só me lembro que ele era de Tomar...
Reparem só no estilo do nosso camarada Carlos Silva!
O mesmo Carlos Silva, algures… em
Moçambique junto aos destroços de um avião de combate T 6.
Para todos aqui vai mais um abraço do Santa, esperando
por mais intervenções da malta. Fico à espera.
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Nos intervalos da guerra
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Histórias de caserna "Pais, filhas e namorados"
Por: Paulo Antunes - Transmissões
Passados alguns meses volto ao contacto com a malta para relembrar mais um poema escrito na caserna em Lione. Vejam a qualidade do tema quase sempre obrigatório!
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LIONE,
Nos intervalos da guerra
terça-feira, 6 de agosto de 2013
domingo, 28 de julho de 2013
OS HELICÓPTEROS DA SALVAÇÃO
Por: F. Santa
No passado dia 18 de Junho assinalaram-se os 50 anos do primeiro voo do ALOUETT III em território Português. Esta efeméride, teve comemorações oficiais tendo sido evocadas as missões destes helicópteros na Força Aérea Portuguesa que resgatou e salvou tantos camaradas nossos durante a guerra Colonial. Além do Chefe de Estado da F. Aérea Portuguesa (que presidiu às cerimónias), estiveram presentes várias gerações de militares. Esteve ainda presente, o Comendador José Arruda presidente da A.D.F.A..
Camaradas. O nosso blog não poderia ficar indiferente a esta efeméride. Ela diz respeito a todos nós. Toca-nos!!
Com 50 anos de serviço, estes ALOETTES III, têm no seu currículo mais de 300 mil horas de voo em missões operacionais e de instrução.
Trata-se de uma “Máquina” que se manobra muito bem e que pode ser utilizado em muita coisa: Acções de assalto, salvamento, evacuação, resgates no mar, patrulhamentos, transporte, apoio nos combates a incêndios e instrução de voo. Está equipado com um trem de aterragem fixo, de rodas, podendo através de uma instalação especial utilizar flutuadores.
Eis as características técnicas deste nosso amigo!
Comprimento: 12,84m. Altura: 2,97m. Diâmetro:11,02m. Velocidade Máx: 209 Km/h. Velocidade de Cruzeiro: 167Km/h. Velocidade de manobra: 0-209 Km/h. Potência: 880 HP. Alcance Máx: 460Km. Autonomia Máx: 02h30. Peso em vazio: 1.234Kg. Peso Máx. em Take –off: 2100kg. Peso Máx. Carga: 750kg. Tecto Máx: 6.500 m. Passageiros: 6. Infantaria: 5. Paraquedistas: 5. Macas: 2. Tripulação: 1 Piloto. Combustível: 565 Litros.
Pode ser ainda equipado com um canhão lateral de 20mm e um sistema de lança – foguetes (12 foguetes) de 2,75”. O motor é 1xARTOUSTEIIIB “TURBOMECA”.
Este é o bilhete de identidade deste nosso amigo que tantas vezes foi ao mato em nosso socorro. Quem é que ainda hoje não se lembra do seu barulho característico? Os anos passaram, é uma verdade, mas o seu som ficou gravado em todos nós, até hoje. Quantos camaradas se salvaram à custa do ALOUETTIII e daqueles que o pilotavam? Só quem não esteve no mato é que não pode descrever as aterragens difíceis (suicidas, muitas vezes debaixo de fogo) arriscando (eles também) a sua própria vida para SALVAR aqueles que sofreram no corpo ferimentos graves e o prenúncio da morte.
A ti que não falas, nós todos te agradecemos o bem que nos fizeste. É por isso que nós temos um dos teus irmãos no nosso Museu da Guerra Colonial em Famalicão para seres sempre lembrado. Para vocês, um bem-haja. Para a Força Aérea Portuguesa e para quem os tripulou, o nosso agradecimento sincero.
(Algumas partes deste texto foram tiradas do jornal o “ELO” da A.D.F.A.)
Já agora, (fazendo um pouco de publicidade) vão ao Museu da Guerra Colonial em Famalicão! Ele é de todos nós. Faz parte da nossa vida! Para quem ainda não sabe aqui fica o endereço: Parque Comercial Discount, Rua dos Museus, Ribeirão – Vila Nova de Famalicão. www.museuguerracolonial.pt.
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O não menos importante Noratlas. Evacuou muita malta para os hospitais. Complementava muitas vezes o resto das evacuações. Eu fui evacuado num deles de V. Cabral para Nampula.
Na foto, o nosso camarada Carlos Silva.
Agora vou de férias. Para aqueles que já gozaram, que tenham sido umas boas, para aqueles que ainda não foram desejo-lhes boas férias.
Do Santa, um abraço para todos.
terça-feira, 23 de julho de 2013
quarta-feira, 17 de julho de 2013
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