COVID-19 : Link da DIRECÇÃO GERAL DE SAÚDE

Linha SNS24 : 808 24 24 24
.
Mostrar mensagens com a etiqueta António Enes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta António Enes. Mostrar todas as mensagens

domingo, 31 de janeiro de 2010

Namoradas

Parece-me que este blog está virgem no assunto das namoradas que tivemos, algumas das quais certamente não eram exclusivas de um ou de outro, mas como quase todos éramos de mentalidade muito liberal, avançadíssimos, para aquela época, ciúmes era coisa que me parece que não havia ou eram em pequeníssima dose!
Mas a verdade é que as namoradas existiram, nunca foram invenção e até aliviaram muitas angústias, umas existenciais, outras não………Pelos diversos locais por onde passamos, excepto talvez durante a estadia em Luatize e em Valadim (Macaloge), houve sempre muitos amores. Entre velhos papeis fui encontrar algumas fotografias de alguns dos amores que tive, se calhar tivemos, já que a exclusividade era princípio de difícil aplicação. 
img754
Lembram-se das instalações sanitárias em Chala? Frequentemente o Rio que passava próximo, que se transformava em local de banho, higiénico e não só ……..! Pois foi aqui que encontrei esta amiga, logo nos primeiros dias de permanência naquele paradisíaco local. Já lá vão umas décadas!
img753
Sempre em Chala…………………….onde certamente muitos de nós ainda se lembram das “novidades” que poderiam vir do território vizinho, o Malawi, onde imperava um tal Mister Charles, que sendo agente da autoridade era simultaneamente um belíssimo e insaciável apreciador de “Laurentinas” (estou-me a referir à cerveja…………nada de confusões!).
Em Lione, as noitadas eram diárias, com o Sargento Carvalh(ão), de boa memória e grande companheiro, deliciando-nos com fados, na Cantina do Langa, como aperitivo às incursões que normalmente se seguiam no nos diversos locais de diversão aí existentes. Como tudo se passava a horas tardias, penso que não haverá muitas imagens e eu pela parte que me toca, não tenho nenhuma. Abreviando, seguiram-se momentos menos agradáveis em Luatize e Tenente Valadim, em que a diversão esteve um pouco ausente; quem ficou em Vila Cabral, agora chamada Lichinga, enquanto a maioria estava lá para Luatize e depois Valadim é que poderá contar os seus amores…..
Até que, milagre dos milagres, a “Briosa” teve ordem de marcha para António Enes, agora Angoche, responsável por um território que se estendia da Ilha de Moçambique, a norte, até Savara, a sul.
img740
Quem não se lembra do Inguri, em Angoche/António Enes????? Éramos muito conhecidos nesta zona e quando este maravilhoso veículo, deixava as ruas asfaltadas da cidade e em grande velocidade se dirigia para a saída da zona urbana………aí estavamos nós em pleno Inguri, local de tantos e tantos românticos amores……………. lembro-me até de uma vez ter estado em amena conversa com com uma Maria ou Fátima (os nomes mais comuns) discutindo o que era a Democracia, assunto de um livro editado em Lisboa……Passou-se isto em 1970……
img748



Inguri……………..
E………………. chegamos à Ilha de Moçambique………………

img750
img749
O calor, a beleza da Ilha, as cores e os amores, tornaram esta passagem por um dos locais mais importantes para a nossa história, como um autentico sonho, e  onde já os nossos antepassados navegadores sempre paravam, para entre outras coisas………………..se reabastecerem de água!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Saudade de ANTÓNIO ENES e da ILHA...



A propósito das "histórias" da permanência em António Enes, em boa hora começadas a contar pelo inexcedível A. Paulo, tomei a liberdade de piratear ( do site "Parrrô Macua" ) dois interessantes trabalhos de multimedia baseados em fotos recentes, um sobre Angoche e o outro sobre a Ilha de Moçambique. Talvez sirvam para um desafio de " descubra as diferenças " ...  ou " quem te viu e quem te vê! " ...


 ANGOCHE - A. ENES







ILHA DE MOÇAMBIQUE





(Para ver: "clicar" na seta em cada uma das imagens)

Pela minha parte, só reconheço algumas imagens da Ilha... mas eu andei por outras paragens, como sabem...


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

ALGUÉM FALOU DE ANTÓNIO ENES?...

(Por: A. Paulo)

      António Enes deve ser o local por onde passamos que tem mais histórias para contar. Não vou contá-las todas, porque muitas são impróprias para consumo externo. Não vá por aí aparecer algum “olho de passarão” e querer dar a volta ao texto.
      Mas, claro, todos nós nos lembramos do cozinheiro que abandonou o panelão e foi viver para o Inguri, onde fez “um mariage” com uma dita virgem (pagou  a taxa ao pai, claro) e esteve na palhota em lua de mel durante uma ou duas semanas. Teve tratamento VIP, pois fomos lá buscá-lo de jeep. Mas coitado, acarretou com as consequências que mandavam as NEP’s. Tinha que ser, pois o pessoal já se andava a queixar das ementas.
      Também já falei da mulher do médico que deu um tiro na nossa macaca. E agora esta!...:
      Pergunto eu ao cantineiro, que já estava naquele posto há mais de um mês: -“Então você à noite quando sai e fecha a tasca, desliga todas as luzes e as ventoinhas”?....Não meu furriel,  diz o visado, eu nem sei onde são os interruptores.
      E aquele gajo que deitou fogo à serra. Não sabem quem foi?!.....Foi o Paulo.
      Foi assim. Estava um grande monte de lixo em frente da nossa “flat” e o Paulo, que tinha vindo do norte com uma veia incendiária muito activa, lembrou-se de ajudar na limpeza do arruamento e  “pregou” fogo naquela merda. Não demorou muito tempo para  que o fogo se estendesse pela serra fora e também não demorou muito tempo a chegar ali o chefe da polícia local, ao qual lhe forneci as dicas necessárias para descobrir o local do “crime”. Só não lhe disse quem foi o “criminoso”.
      E a nossa equipa de futebol de salão?!... Ganhamos a toda a gente e só  perdemos com a equipa dos “monhés” na final.
      E os camarões?!....Aqui a qualidade era barata.
      Tenho aqui uma fotografia dum “derby” de futebol de salão, mas já não sei se é em Vila Cabral ou em António Enes.
      A outra fotografia mostra a parte do quintal da nossa “flat” em António Enes, que me foi enviada pelo puto que está sentado no muro e onde se vê uma árvore (ou dava mamões ou papaias) que eu transplantei, vinda da serra em frente.


      Até  breve. Um abraço para todos do Paulo.



 

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Mensagem

 (Por :  Nuno Vivaldo)

Caríssimos Camaradas da CCAV 2415

Então por onde andam? Será que todos têm o blogue da Companhia? Custa-me acreditar que muito poucos tenham acesso á net. Mesmo que não tenham computador como é o meu caso, há sempre um filho ou um familiar que tem.
Vamos lá fazer esse contacto pois não acredito que os anos que passamos como uma família em África não contem para nada.
Então e a amizade e camaradagem entre nós?
Temos que aparecer mais nos convívios, não só para beber uns copos, mas sim para convivermos. Porém o que queremos é continuar a amizade que lá fizemos.
Estamos ou estivemos filiados ou aderentes a diversos partidos, temos de deixar a lavagem ao cérebro, pois alguns de nós que lá estávamos não para defender a pátria, mas sim alguns cantineiros e oficias superiores que lá iam para receber o “tacho”.
Que se lembra do helicóptero que não podia aterrar por motivos de segurança para levar um nosso camarada ferido quase mortalmente, mas que andava lá no alto acompanhando os combates e vendo as moças?
Aparece caro amigo, visita o blogue, escreve o que sentes, nada te fica mal.

Um forte abraço
Nuno Vivaldo


equipas de futebol em lione
ponte sobre o rio Mululi na estrada Antonio Enes - Moma

As fotos foram enviadas pelo Nuno Vivaldo, a quem saudamos pelo seu reaparecimento no nosso espaço. Quem é que, na última, acompanha o M Magalhães (armado de máquina fotográfica em vez de G3 ...)? Será o Capitão ?




sexta-feira, 17 de julho de 2009

A VACINA

Por Ex-Furr. Paulo


“Quem não tem a vacina não pode embarcar”, diz o nosso doutor, em
exclusividade, camarada furriel Vale.

Esta é a história da vacina, não sei se da varíola ou outra análoga,
que nós todos tínhamos que sofrer na pele e que deveria constar do
nosso boletim de sanidade para podermos regressar à Metrópole.
O frasco ou frasquinhos da mesma, devidamente “acautelados” pelo
nosso camarada Vale, já rebolavam há bastante tempo pelo frigorífico,
que primava pelo seu mau funcionamento, existente no nosso
aquartelamento em António Enes.
Dentro do prazo ou fora dele, eis que chega o dia da célebre vacina.
Para nos injectar, foi convidado pelo camarada Vale, o nosso vizinho
Doutor-Médico, que morava ali ao lado do nosso aquartelamento. Aquele
que tinha uma mulher mais gorda que magra, mais antipática que
sociável e que deu um tiro de pistola de 9mm à nossa macaca-cão,
ex-libris da nossa Companhia, por ter saltado para o quintal da dita
cuja.
A infeliz, toda ligada, gemia como os humanos. Os macacos também choram.
Voltando à vacina.
Como não havia os tais aparos especiais ou objectos apropriados para
dar a mesma, o Sr. Doutor-Médico pediu um recipiente para despejar a
vacina e um bisturi para introduzir na pele a mistela medicinal.
Nestas coisas, o nosso camarada Vale nunca se atrapalhava. Era uma
espécie de McGiver.
Passou por água um pequeno pires que ali estava na sua secretária e
que servia de cinzeiro e foi buscar um bisturi ao seu armário de
primeiros socorros.
Depois foi um ver se te avias. Começou a molhar o bisturi no pratinho
e a cortar os nossos braços com três ou quatro incisivos golpes, em
cadeia e sem parar, e introduzir “suavemente” a famigerada vacina,
formando-se então uma mistura de sangues no pratinho da vacina onde o
Sr. Doutor-Médico “molhava” o seu improvisado utensílio. E assim
continuou até terminar o seu trabalhinho. Graças a Deus todos
embarcamos dentro das NEP’s.

A moral da história?!... Somos todos irmãos de sangue. Será que foi
aqui que a maior parte de nós foi infectada com a bactéria dos
“apanhados”?

Presto aqui a minha homenagem ao nosso camarada Vale – Uma fotografia
do meu album.



Ex-furriel Paulo







terça-feira, 2 de junho de 2009

O segundo aniversário...

... da Companhia foi comemorado em António Enes em Julho de 1970 !!!



A esta "operação" ninguém se baldou ...




sábado, 25 de abril de 2009

Nossas pegadas ... (2)

MAPA DO DISTRITO DE MOÇAMBIQUE COM A INDICAÇÃO DE ANTÓNIO ENES, LIUPO e ILHA DE MOÇAMBIQUE, LOCAIS POR ONDE ANDOU A CCAV. 2415