quarta-feira, 30 de novembro de 2016

TRISTEZA...

     Foi uma notícia que me chocou e com certeza a todos da 2415 e ainda a todos aqueles que nos seguem. É a verdade. 

Acidentes de Avião, fazem parte de outras tragédias que acontecem por este mundo fora. Uns mais mediáticos outros menos, derivado ás pessoas que transportam, neste caso: de Avião. Todos eles merecem da nossa parte a mais profunda dor. Era o caso deste voo que transportava a equipe de futebol  do CHAPECOENSE. Quer queiramos quer não, o futebol move paixões por todo o mundo. Logo, esta equipe despertou em todos a tristeza por todo o mundo desportivo como outros casos idênticos já aconteceram. Não é para menos. Ninguém pode ficar indiferente ao que se passou e a tudo aquilo que (segundo tenho lido e ouvido) rodeou este voo desde a partida até á hora fatídica: o acidente. Erro humano? Avaria eléctrica? Falta de combustível? Vamos esperar para ver...
O que resta de tudo isto? É que setenta e tal pessoas morreram. Esta é que é a realidade. Que todos aqueles que sobreviveram, tenham rápidas melhores são também os nossos votos.

O nosso blog, não podia ficar indiferente ao que aconteceu. Sabendo eu que muitos brasileiros seguem o nosso blog, daqui enviamos os mais sentidos pêsames a todas as famílias que perderam os seus ante queridos  neste acidente. Estes votos , são também extensivos ao CLUBE CHAPECOENSE e que a força não lhes falte para que em memória dos que partiram, reerguerem o club. Que eles façam parte de todos vós da saudade eterna. Que eles na vossa memória estejam sempre vivos

                                                                       QUE ELES DESCANSEM EM PAZ

                      Para todos em geral, e em nome da 2415 um grande abraço. SANTA

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

NOSTALGIA...MENTIROSO...

Mais uma vez, António Veríssimo:

NOSTALGIA

Já não tenho quem
Me conte lindas histórias
Daqui e de além

Ah! quanto tempo
Eu! Te não vejo
Foste como vento
Já não TE almejo

Mas é imortal o nosso amor
Que bem vivo continua
No melhor do seu explendor

Ah! que eu já não sou
O menino, a criança pequena
Que adormecia serena
Ao colo do AVÔ


MENTIROSO

Á beira do rio acordei
Muito assustado fiquei
Após ter estado a sonhar
Que ELE estava a secar

Acordei vi seu leito
Onde a água corria
Hrmoniosa e com preceito
Brotando alegria

Radiante gritei
Meu querido rio
Mas porque é que sonhei
Que estavas seco, vazio

O meu grande amor
Que a sonhar seco eu via
O meu querido ALMANSOR
Corre como antes corria

Muito assustado fiquei
Por causa do mentiroso
Sonho que sonhei

E pronto. Por aqui me fico. É sempre bom, aqui e ali, recordar os nossos poetas.

   Com um grande abraço para todos.

                       SANTA


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

ONDE ESTÃO?

ONDE ESTÃO os camaradas da 2415? Tanta coisa ainda para contar da nossa companhia por terras de África! Tantas fotos que poderiam fazer parte do nosso blog! Porquê? Porque se teima em perder a amizade construída por nós naquelas terras? Vamos lá camaradas. Mandem fotos, textos e de outras coisas que tenham interesse para o nosso blog para os emails (que estão do lado direito do nosso blog): do Soares, Artur, Magalhães e para o meu, que eles serão publicados. Não custa nada. É uma questão de boa vontade. Agora que está frio, com uma mantinha e tapar as pernas, (não se pode andar nas ruas) vai-se até ao computador e manda-se qualquer coisa que ande esquecida, para o nosso blog .Vamos lá!
São neste momento 17 horas. Chove torrencialmente. Convida a escrever qualquer coisa para o blog. Para a rua não posso ir, ver televisão, ver o quê? Os nossos políticos? Mas que políticos? Desgraças? Futebol? Onde todos ralham? E outras coisas mais sem interesse? O que eu escrevo pode nem ter interesse também, mas creiam que é com boa vontade que o faço, não prejudicou ninguém! Penso eu...
Vou ficar por aqui, na minha chamada de atenção para os nossos camaradas para não se esquecerem do nosso blog, que tão bem tem dado conta de si. Eu sózinho, sinto-me limitado, para o alimentar! Será uma tristeza para mim se ele morrer por falta de vontade e falta de amizade da malta da 2415.

Para não ser só este paleio, vou inserir mais uma vez (porque acho interessante e é um colega nosso), alguns pensamentos do nosso amigo Carlos Silva:

       A felicidade é como os pássaros, que passam a vida a voar,
A gente bem lhe estende os braços, mas ela nem sempre, lá quer pousar.

Quem o amor menosprezou, nunca amou nem foi amado,
   tudo ao lado lhe passou, algo correu mal, para o su lado.

A felicidade é um bem, que quanto mais se dá mais se recebe.

  O pai amigo, não é aquele que falha com os filhos de tanto brincarem; é o que brinca
                                                              com eles.

   Rapariga que não contém o choro, por o namorado ser ciumento,
                                     " Pior namoro - pior casamento".

     É mais fácil aos pais, cederem aos filhos com presentes inúteis, do que
Interromperem a telenovela e o futebol, para ouvirem seus anseios, e dar - lhes
                                          conselhos úteis.

O avô sensato não sobe à árvore para mostrar o ninho ao neto, "ensina - o a trepar"

   
           Por hoje me fico. Vou comer umas castanhas, e vou beber uma jeropiga para aquecer!

                                       Para todos, um grande abraço.
          
                                                        SANTA

                                  

"Veterans" de guerra e o Sr. Trump

PORQUÊ? também digo eu.

Na continuidade do excelente artigo de opinião intitulado PORQUÊ? que o Santa escreveu no passado dia 6 deste mês, não posso deixar de o relevar mas, também, acrescentar alguma coisa mais sempre que o assunto é desta natureza.
 
Amigo, sei bem que és filho de boa gente, eu também sou e, felizmente, muitos mais. Por isso, nunca viramos a cara para o lado e, até ao fim, vamos estar sempre na defesa da dignidade.
 
Infelizmente, tiveram de ser sacrificados acabando as suas vidas naqueles infernos à volta de 10.000 jovens (digo dez mil e não mil nem cem nem dez) havendo, ainda, a acrescentar os feridos e incapacitados para o resto da vida um numero chocante de aprox.  100.000 seres humanos.
 
Apesar de já  terem passado cinquenta anos e termos sempre a martelar nos nossos subconscientes "o tempo tudo apaga", de modo algum se deverá esquecer uma realidade tão profunda e dolorosa. Até porque foi a nossa realidade! Que me desculpem as gerações da 1ª guerra mundial  que tantos horrores sofreram.
E, se esta dita realidade não nos incomodar, então somos, com certeza, outros seres quaisqueres. Humanos é que não!
 
Seja escrevendo continuando a denunciar, seja informando nas escolas e similares e, ainda, chamando pelos meios possíveis a atenção dos eternos "cobardes" que sempre preferiram usar de falsas "amnésias", devemos todos, sem excepção, "gritar" sempre bem alto: o nosso país sangrou entre 1961 e 1974 devido à guerra colonial. Temos razão e moral para isso.
 
E, para que a história continue "ad eternum" sempre pela verdade, duma vez por todas haverá que deixar de tanto enaltecer nos livros escolares, que nos formam para a vida, as batalhas de São Mamede, Aljubarrota ou outras (que me perdoem a D.Teresa e o D.Nuno), em detrimento da guerra colonial.
Os nossos descendentes, ainda tão próximos, irão gostar de conhecer toda a verdade que lhes querem omitir.  
 
Não consigo terminar sem antes ter de admitir que apesar de ser considerado uma "persona non grata" para a maioria do mundo o Sr. Donald Trump, durante a campanha eleitoral para presidente dos E.U., nunca deixou de falar e enaltecer o papel dos "veterans" (ex-militares) da guerra do Vietname e outras.
Oportunismo ou não, como queiram, mas antes isso que nada pois é, infelizmente, o nosso caso neste país que tanto nos sacrificou.
 

sábado, 12 de novembro de 2016

HOMENAGEM

No passado dia 6, foi homenageado pela Câmara Municipal da Mealhada, Junta de Freguesia do Luso e Associação dos Deficientes das Forças Armadas (Delegação de Coimbra), Homero Serpa antigo presidente da Junta de Freguesia do Luso, sócio e antigo dirigente da A.D.F.A. Foi atribuído o nome do homenageado ao Anfiteatro de Várzeas, a localidade onde viveu parte da sua vida. Foi Presidente da Junta de Freguesia do Luso durante 24 anos com uma dedicação invulgar estando sempre ao lado das suas gentes. Não era por acaso, que se viam algumas lágrimas nos rostos dos que assistiam á cerimónia. Como dirigente e associado da A.D.F.A., foi um bom exemplo para todos e aqui recordamos a sua solidariedade e camaradagem que o caracterizavam. Como sócio, quando era chamado, nunca tinha na sua boca o não. Estava sempre presente pronto para o que fosse preciso. " Era um homem de valores e princípios." O nosso amigo Homero era amputado.

                                            " QUE ESTEJAS EM PAZ "

  A ilustrar este artigo, aqui estão algumas fotos do dia da homenagem...







Estiveram presentes nesta cerimónia de homenagem, o Presidente da Câmara Municipal da Mealhada, o Presidente da Junta de Freguesia do Luso, o Presidente da A.D.F.A., o Presidente da Delegação de Coimbra da A.D.F.A acompanhado pelos restantes membros da Direção e ainda a Viúva do homenageado e família.


Já agora, para quem não conhece, algumas imagens do Luso:

  
Vila do Luso
Fonte do Luso

                          

Hotel Buçaco - Luso

Para todos um abraço. SANTA.




quinta-feira, 10 de novembro de 2016

S.MARTINHO...

Ora bem: Já passou um ano e cá estamos nós a festejar o S. Martinho.
Lembram-se do texto que escrevi fáz um ano sobre S.Martinho? E o Sr. António meu vizinho? Pois é: desta vez não foi preciso estar á janela! Estava eu hoje achegar a casa (12 horas) vindo da Delg. de Coimbra da D.F.A., quando ouço o Sr. António a chamar-me: Sr. Fernando Sr. Fernando, espere aí que quero falar consigo! Olhe, estou a convidá-lo para amanhã ir a minha casa provar a água-pé e comer umas castanhas assadas! Este ano não é preciso falar na história do S. Martinho que eu não me esqueci. Só umas coisitas mais complicadas, datas e tal e coisa e uns nomes esquesitos é que me passou! Sabe? A minha cabeça já não é nova! È como um pneu furado: enche mas esvazia logo! Fica combinado? Ok Sr. António. Amanhã lá estarei. Já agora a que horas? Cinco horas. Disse ele. 
E pronto. Amanhã lá estarei. Pelos vistos não vou ser só eu! Vamos ver o que é que a água - pé é capaz de fazer...!

A todos do blog e em particular á malta da 2415, eu desejo um bom dia de S.Martinho com água-pé ou com jeropiga mas, com o melhor de tudo : SAÚDE.
Para Sábado, dia das mulheres o meu desejo é o mesmo para elas!

                                             



Um bom S. Martinho para todos. SANTA

terça-feira, 8 de novembro de 2016

UM POUCO ATRASADAS...

Um pouco atrasadas, mas aqui vão três fotos da exposição fotográfica da Guerra do Ultramar que a Delegação de Coimbra expôs na Biblioteca Municipal de Anadia.




Mesa de honra. Da Esq. para a Dir. Capitão Calvinho, Presidente da Delegação de Coimbra José Soles Girão, a Presidente da Câmara Sr.ª Eng.ª Teresa Cardoso e
 um membro da Direção de Lisboa, usando da palavra está o Presidente da A.D.F.A. Comendador José Arruda. As outras duas mostram um aspeto da sala.

Com um abraço, SANTA.

domingo, 6 de novembro de 2016

PORQUÊ?...



PORQUÊ? Pergunto eu! Porque é que ainda existem pessoas que zumbam de nós? O que é que
 têm contra os Deficientes das Forças Armadas? Culpados? Nós? De quê? Quem nos mandou para lá? Quem nos tirou o melhor da nossa juventude? O que nos vendiam na altura, é que ia-mus defender a nossa Pátria. Hoje? Quanto sentimos na pele aquilo que compramos. É fácil as pessoas de agora dizerem coisas menos próprias contra nós. Porquê? Porque a guerra acabou e os seus filhos e netos já não têm que passar pelo mesmo que nós? Que o futuro, não lhes reserve o mesmo que nós passamos. São os nossos votos. Dizia-me um amputado aqui á tempo: Chamam-me perneta, que só estorvo, aos cegos chamam cegueta, a outros chamam chonés da guerra. 
 Será que fomos para lá assim? Porque é que ainda á gente que nos trata assim? E os que morreram? Será que ainda á respeito por eles? Fiquem sabendo: Não há dinheiro ou pensão que pague o valor da vida.
Por vezes não se pode falar da guerra em qualquer lado. Á gente atenta á nossa conversa e diz: vão contar histórias para outro lado. Faço ideia o que vocês passaram... é só histórias, foi só passear. Claro, quem esteve nas cidades não pode falar como aqueles que estiveram em contacto com a guerra, mas alguém tinha que ficar nas cidades a tratar da logística da mesma.  Não são culpados disso. Já apanhei alguns a contar histórias! Mas num cento de laranjas há uma podre, não quer dizer que todas as outras também são! As pessoas que ainda hoje desdenham de nós, não sabem o que eram os hospitais Militares da altura. Eram armazéns de despojos humanos que sofriam no corpo e na alma as torturas da guerra. Eram escondidos da sociedade pela ditadura. Isto já para não falar das morgues militares que escondiam as urnas que vinham pela calada da noite. Já pensaram o que sentiram na altura aquelas mães, mulheres e noivas com aqueles que faziam parte desta situação? Pensem um pouco e ponham-se no lugar delas! E aqueles que ficaram por lá enterrados? Cujas famílias nunca mais os viram? Pois é. Falar e criticar é fácil quando toca aos outros mas, só o que não se sabe é o dia de amanhã. É que as coisas não acontecem só aos outros...Quantas mulheres ao longo destes últimos 40 e tal anos não foram enfermeiras dos seus maridos. Quantos noivados e casamentos foram desfeitos. Quantas famílias atormentadas pelo stress de guerra dos seus maridos...
Peço desculpa se este texto é um pouco chocante. Não o escrevi para ofender ninguém mas sim pela mágoa que sinto, mas lá diz o ditado: quem não se sente não é filho de boa gente. Já estamos todos no fim das nossas vidas. Respeitem-nos. É o mínimo que todos os que pareceram e ficaram deficientes merecem, e os outros que não andando na guerra e que são também deficientes, merecem o mesmo respeito. Eu sei, que á mentes que o tempo não muda. Temos pena!
A partir de agora, não quero voltar a falar mais deste assunto. Deixo á consciência de cada um pensar o que quiser. O desrespeito por um deficiente, seja ele da guerra ou de outra situação é como um punhal cravado no corpo de cada um: FERE.Que todos estes punhais, em lugar de ferirem se transformassem em flores de respeito e dignidade para com os outros. No fundo, que haja humildade e respeito por todos.

           Eu não queria escrever isto. Mas (como dizia o outro) a mágoa magoa e o coração sente!

 " Uma língua afiada numa boca maldizente
     um cabeça desgovernada de quem juízo tem pouco, um insensato coração e uma
     alma de louco, imprudente, é como uma arma carregada nas mãos de um delinquente."
                                                                                                            Carlos a. da Silva


       Com as minhas desculpas, despeço-me com a mesma amizade de sempre. Um abraço.
          
                                                                           SANTA



          


quarta-feira, 2 de novembro de 2016

ORA ENTÃO VAMOS AO RESTO...

Como tinha prometido, aqui vai o resto...

     As quatro fotos que se seguem, fazem parte do Museu dos Descobrimentos que fica situado na Marina de Lagos. Vale a pena visitar. Todas as figuras são em cera e de tamanho natural.






As três  fotos seguintes, mostram a Ponta da Piedade em Lagos. É a natureza no seu melhor.
 







Esta é a praia do "Camilo"


                                Para terminar, mais duas fotos sobre as construções de areia!
                                         



E termino por hoje. Um abraço.
SANTA


domingo, 30 de outubro de 2016

CÁ ESTOU EU...

Como disse, ia estar ausente uns dias. Fui até ao Algarve dar uns dias de descanso á minha mulher. Isto é: da parte que me toca ela merece. Não houve pequeno almoço, almoço, nem jantar nem cama para fazer. Só o tempo é que não ajudou muito, embora tivesse chovido alguma coisa eu não me posso queixar disso. Porquê? porque a zona onde estive choveu muito pouco. Estive em Portimão. De Armação de Pera para o lado de V.Real de Santo António é que choveu bastante. Mas foi só uma noite e um dia.
Deu para passear um pouco e visitar algumas coisas que ainda não conhecia. É certo que conheço muita coisa do Algarve, mas á sempre mais uma coisa a descobrir. Para ilustrar o que digo vou aqui mostrar algumas fotos:

  Estas três fotos, foram tiradas num parque que fica na estrada para Monchique. Chama-se Parque da Mina É interessante. Claro que não vou colocar no blog todas as fotos, Tornaria-se massudo!

    





As próximas quatro fotos, mostram a exposição de construções de areia em Algoz, perto de Armação de Pera. Tinha como tema: "A música" 







As duas próximas, mostram um pouco do Zoo de Lagos.






Agora o cenário é outro! Aproveitei estar no Algarve para visitar dois companheiros da C.Cav.2415. O  João Vieira Rodrigues e o Vitorino. Foi uma almoçarada daquelas...! Peixe grelhado de diversas qualidades e bem regado com um tinto de boa qualidade!







Sendo assim, despeço-me por hoje com um grande abraço e para a próxima vai o resto.



SANTA



sexta-feira, 21 de outubro de 2016

OUTRA VEZ CARLOS SILVA...

Continuando Carlos Silva, gostava de transcrever algumas coisas interessantes dele. Ora vejam...

A vida não é feita só de beleza e candura/ mesmo assim quem me dera as ilusões do passado voltar a tê-las/ se não fosse a noite escura/ como via-mos a lua e as estrelas?

Coisas que a vida dia a dia nos ensina/ tudo isto fui ouvindo e aprendendo/ se não consegui dar a volta por cima/ mas se tentei, nada lhe estamos devendo

Uns de cabeça erguida, outros com ela pendida, nada de alma vencida, nem de cabeça louca varrida, só temos coração e uma vida e, todos sabemos que é tara perdida.

Ninguém está contente com a vida que tem/ tudo barafusta quando a vida lhe corre mal/ mas se a vida lhe corre bem, sorriem ao pai e a mãe, como é lógico e natural.

Tudo se resume: " à alma, ao coração e à vida", ao querer e ao saber, ao ser e ao viver.

Numa tela por mim assinada// gostava eu de descrever o passado/ até à ultima pincelada/ deixando o retrato a preto e branco retocado.

A vida começa na infância/ o ano em Janeiro//Junho, do princípio e do fim à mesma distância/ Dezembro fecha o ciclo, assim é a vida até entregar o corpo ao coveiro.

As quatro estações do ano// às varias fazes da vida se comparam/ para uns tudo isto é um engano// para outros a vida é pequena se dela nem tudo aproveitaram.

O homem acha sempre que nunca chega a sua vez// de exercer o direito de mandar// mas há duas coisas que não pode dizer que não fez// foi a de chorar e a de mamar.

O homem assim mesmo há-de ser// insaciável como o sol por não ter a lua à  sua beira// mas alguma coisa há-de ter// a certeza da morte, quer ele queira quer não queira.

Não foi o homem que inventou a natureza/ apenas a descobriu e dela usufruiu/ como donzela inocente bela e indefesa/ Sr. homem quando partir deve deixa-la como a encontrou, ouviu?!

 Muito mais este nosso camarada da 2415 escreveu. Está no seu sangue esta maneira de escrever e é como ele diz:

  " Eu dependo tanto da música e da poesia, como do pão de cada dia "

    E mais: Diz quem depende do vinho
                                                                    
                 Que encontra nele alegria

                A abelha depende do rosmaninho

                 Como eu da música e da poesia

                                                                                             
      Assim a minha alma me diz
      Sou de poeta e de louco
      Quanto baste para ser feliz
     Porque me contento com pouco

                                               CARLOS SILVA

Mais uma vez camarada, colega, amigo e companheiro. Tudo isto, porque foste companheiro das andanças da guerra com todos da 2415. Ao inserir a tua poesia no nosso blog, é com toda a amizade que tenho por ti e que se estende a toda a malta da companhia. Um grande abraço meu para ti em nome da 2415.

  Esta semana vou estar ausente. Para todos um grande abraço.
                        
                                                                                 SANTA

                                                                          










quinta-feira, 20 de outubro de 2016

FALANDO SOBRE A EXPOSIÇÃO...

Terminou este Sábado a exposição sobre a Guerra do Ultramar, feita pela Delegação de Coimbra da A.D.F.A na Biblioteca Municipal de Anadia. Para nós, (Delegação) que não somos experientes na matéria, pois foi a primeira que fizemos, nem correu mal, antes pelo contrário. Fizemos diversas palestras para algumas escolas que correram até muito bem. Os alunos mostraram-se interessados e fizeram algumas perguntas bem como os professores. Um dos professores disse: "Agradeço em nome de todos esta oportunidade que nos deram de ouvir falar da Guerra do Ultramar. É um tema que está um pouco esquecido nas escolas. E isto que fizeram aqui, serve realmente para que esta juventude tenha conhecimento da realidade que foi a Guerra do Ultramar."
Sendo assim, da nossa parte, sentimos que continuamos no caminho certo. E o caminho certo é divulgar o que foi a guerra do Ultramar para que a mesma não seja esquecida e que ela não volte ou qualquer outra, para atormentar esta juventude de agora e a vindoura.
Não podemos deixar de agradecer á presidente da Câmara de Anadia e á directora da Biblioteca Municipal e de todos os participantes e ainda alunos e professores das diversas escolas.

Já que falamos de guerra, encontrei nas minhas arrumações, uma folha de papel com algo que achei interessante:

« É a guerra aquele monstro que se
   sustenta de fazendas, de sangue, das
   vidas, e quanto mais come e consome,
   tanto menos se farta. É a guerra
   aquela tempestade terrestre, que leva
   os campos, as casas, as vilas, os castelos, 
  as cidades e talvez em um momento 
  sorve os reinos e monarquias inteiras.
  É a guerra aquela calamidade composta
  de todas as calamidades, em que
  não há mal algum que ou se não
  padeça, ou se não tema; nem bem que
  seja próprio e seguro. O pai não tem 
 seguro o filho; o rico não tem segura
 a fazenda; o pobre não tem seguro o
 seu suor; o nobre não tem segura a
 honra; o eclesiástico não tem segura
 a imunidade; o religioso não tem
 segura a sua cela, e até Deus nos templos 
e nos sacrários não está seguro.»

                De quem é? 
                                             Padre António Vieira

No meio de tudo isto, que bom que era que a humanidade ficasse livre desta palavra: "GUERRA" e aquela que se ouvisse mais,  fosse a palavra "PAZ". 

Termino por hoje, com um grande abraço para todos vós.

                                    SANTA

   

sábado, 15 de outubro de 2016

VISITA Á EXPOSIÇÃO...

Pois é! Recebi por estes lados (Anadia) um grupo bem conhecido, identificável logo á primeira vista, vindo dos lados do Porto! Vieram de comboio até á Mealhada, onde os fui esperar mais o Ex. Furriel Paulo. Depois de uns dedos de conversa, já só se falava em almoçar. Para eles já cheirava a " Leitão" por todos os lados. Lá fomos todos até ao restaurante onde então saciamos a fome com duas travessas de leitão á maneira regado com "champanhe" bem fresquinho! Á medida que o almoço ia decorrendo, lá vinham á memória as facetas da guerra. É a lembrança de um a lembrança de outro que decorridos estes anos todos nós tentamos recordar. Todos nós ficamos bem almoçados. No fim, lá fomos direitos á Biblioteca Municipal da Anadia ver a exposição. Depois, bebemos umas águas para matar a sede e lá fomos (eu e o Paulo) levar os meninos á Curia (pois podiam perder-se) para apanhar o comboio para o Porto. (Não foi preciso entregá-los ao revisor). Já sei que todos chegaram bem!

Sendo assim, aqui vai a foto dos "culpados" para memória Futura! 



Da esquerda para a direita: Ex. Alferes Soares, Ex. Alferes Magalhães, Ex. Furriel Paulo, eu Ex. Furriel Santa, Ex. 1º Cabo Moreira Rádio Telegrafista e Ex 1º Cabo Artur Castro Operador Cripto.

São estes seis elementos que além do almoço convívio da companhia, se juntam todos os anos para um são convívio lembrando as peripécias da guerra e mantendo a amizade que nos une desde que viemos.

Para todos um abraço e continuação de um bom fim de semana.
SANTA

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

O TERROR Á SOLTA...

É verdade. O Terror anda á solta. O que se passa neste país? Refiro-me a este acto bárbaro de que foi alvo está patrulha da GNR. Como é que o ser humano é capaz de tal crueldade? E pensar eu que o meu neto queria ir para esta força de segurança. Que condições dão a estes homens? No mundo em que se vive, estas forças deviam ter da parte do estado toda a protecção devida . Quando falo da GNR, estendo este reparo a todas as forças policiais que se encontram ao serviço no nosso país e que fazem parte da nossa segurança. Mais um jovem a quem lhe é roubada a vida . Vinte e nove anos! Mais: um casal, praticamente da mesma idade que sofreu também as mesmas consequências que o jovem militar. Senhores que mandam neste país. Olhem com olhos de ver para esta gente que zela pela segurança do nosso país. Gente que estando ao cuidado do Estado Português, dá a vida por cada um de nós. Para onde vão os nossos impostos?
Espero que algo seja feito para bem de todos. Não digo mais nada.Fico-me por aqui...

Mudando de assunto. Li um comentário anónimo sob o comboio do Catur, que me deixou um pouco confuso.
Sobre este assunto, só tenho a dizer, que o respectivo comboio do Catur era linha estreita e com máquinas a vapor! A última foto a que se refere, se ver bem é uma máquina a vapor. A chaminé está encoberta por um camarada da minha companhia. O que está em primeiro plano é Furriel Paulo. E ainda lhe digo mais.O nosso comboio era puxado por duas máquinas e na frente delas levava o chamado rebenta minas. Nós viajámos  nele. Aquilo que o meu amigo fala, era outra linha que ia com certeza para os lados de África do sul. Se o amigo ver melhor no nosso blog, verá fotos do comboio que o irão esclarecer melhor.

   Sem outro assunto por hoje, um grande abraço para todos.

                                           SANTA

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

BERLIM. CONTINUAÇÃO...

Como prometi, aqui vão as últimas fotos do meu passeio a Berlim.




   




Estas quatro fotos mostram o memorial da União Soviética.



A convivência com a "passarada"


O homem dos "cachorros"




O pôr do sol visto da Catedral



E pronto. Chega!

Com um grande abraço me despeço até á próxima... 

SANTA


COLEGA DE EQUIPA

A propósito do nosso "herói" surpresa dos tempos modernos que o amigo Soares teve a excelente ideia de aqui destacar, veio-me à lembrança alguns momentos de lazer que há muitos anos ocorreram. Coisa de somenos, só que achei "piada" e, por isso, passo a contar. 
Há muitos anos atrás, julgo que por volta dos anos 80, era eu um jovem, já com mulher e filho, vivendo em Carcavelos, terra de praia que por albergar demasiados lisboetas ao fim de semana, deixava-me sem a mínima "pachorra" de lá pôr os pés.
E, por isso, entendia eu procurar outra praia que fosse mais agradável à vista, e a que mais me agradou, a partir daí, foi precisamente a zona da Costa da Caparica, carregada de várias praias por muitos quilómetros. Mesmo, tendo em conta que para lá chegar teria de passar pelo menos duas horas em trânsito caótico. Afinal, quando se trata de praia, toda a gente vai à mesma hora!
Em suma, valia bem o sacrifício, pois as praias enormes deixavam-nos à vontade.
Quando a maré vazava ficava espaço suficiente para se poder dar uns toques na bola e, assim, se juntava o "maralhal" que surgia de todos os lados. Logo se formavam duas equipas com onze para cada lado. E foi aqui que vim a conhecer o grande "player" Guterres. Constatei, na altura, que o seu grupo, incluía crianças, preferia frequentar a mesma praia que eu, e algumas vezes ficávamos bem próximos. Julgo chamar-se Praia-do-Rei ou Praia-da-Rainha.  
Lembro também que na altura ele já era deputado, pois a palavra logo foi passada durante as "peladas"!
Quanto às suas habilidades futebolísticas estamos conversados. Por isso, acabou a verdade da politica, ou melhor, a politica da verdade por marcar mais golos!
Muitos parabéns Senhor Secretário-Geral, desejo-lhe muita sorte no seu dificil mandato.
Do colega de equipa de futebol de praia.
 

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

terça-feira, 4 de outubro de 2016

VOU PARTILHAR.........

Vou partilhar no nosso blog algumas fotos que tirei na viagem que fiz no dia 24,25, 26 de Setembro á capital da Alemanha (Berlim). Não foi propriamente passear, mas sim, ter acedido ao convite para festejar os anos de uma pessoa de família. Claro que só foram três dias, mas mesmo assim deu para dar umas voltas. Não desgostei do que vi, mas algumas coisas também não me agradaram...
Sendo assim, aqui vão algumas fotos que tirei:





Estas duas fotos, mostram o Checkpoint Charlie. Este local foi assim chamado por ser o local exato onde ficava a parte militar que ligava a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental. Só passavam estrangeiros e membros das Forças Armadas.


Isto é uma parte do muro que serve para tirar fotos de recordação.


Estas pedras no chão marcam o sítio onde passava o muro.


Aqui, não vale a pena dizer nada...



Restos do muro que ficaram para memória futura.


Catedral de Berlim.




Parte das fotos são fáceis de identificar...

Já agora, quanto ás bolas de Berlim meus amigos, não chegam ás nossas!

Para a próxima vai o resto. Um abraço.
SANTA