domingo, 30 de outubro de 2016

CÁ ESTOU EU...

Como disse, ia estar ausente uns dias. Fui até ao Algarve dar uns dias de descanso á minha mulher. Isto é: da parte que me toca ela merece. Não houve pequeno almoço, almoço, nem jantar nem cama para fazer. Só o tempo é que não ajudou muito, embora tivesse chovido alguma coisa eu não me posso queixar disso. Porquê? porque a zona onde estive choveu muito pouco. Estive em Portimão. De Armação de Pera para o lado de V.Real de Santo António é que choveu bastante. Mas foi só uma noite e um dia.
Deu para passear um pouco e visitar algumas coisas que ainda não conhecia. É certo que conheço muita coisa do Algarve, mas á sempre mais uma coisa a descobrir. Para ilustrar o que digo vou aqui mostrar algumas fotos:

  Estas três fotos, foram tiradas num parque que fica na estrada para Monchique. Chama-se Parque da Mina É interessante. Claro que não vou colocar no blog todas as fotos, Tornaria-se massudo!

    





As próximas quatro fotos, mostram a exposição de construções de areia em Algoz, perto de Armação de Pera. Tinha como tema: "A música" 







As duas próximas, mostram um pouco do Zoo de Lagos.






Agora o cenário é outro! Aproveitei estar no Algarve para visitar dois companheiros da C.Cav.2415. O  João Vieira Rodrigues e o Vitorino. Foi uma almoçarada daquelas...! Peixe grelhado de diversas qualidades e bem regado com um tinto de boa qualidade!







Sendo assim, despeço-me por hoje com um grande abraço e para a próxima vai o resto.



SANTA



sexta-feira, 21 de outubro de 2016

OUTRA VEZ CARLOS SILVA...

Continuando Carlos Silva, gostava de transcrever algumas coisas interessantes dele. Ora vejam...

A vida não é feita só de beleza e candura/ mesmo assim quem me dera as ilusões do passado voltar a tê-las/ se não fosse a noite escura/ como via-mos a lua e as estrelas?

Coisas que a vida dia a dia nos ensina/ tudo isto fui ouvindo e aprendendo/ se não consegui dar a volta por cima/ mas se tentei, nada lhe estamos devendo

Uns de cabeça erguida, outros com ela pendida, nada de alma vencida, nem de cabeça louca varrida, só temos coração e uma vida e, todos sabemos que é tara perdida.

Ninguém está contente com a vida que tem/ tudo barafusta quando a vida lhe corre mal/ mas se a vida lhe corre bem, sorriem ao pai e a mãe, como é lógico e natural.

Tudo se resume: " à alma, ao coração e à vida", ao querer e ao saber, ao ser e ao viver.

Numa tela por mim assinada// gostava eu de descrever o passado/ até à ultima pincelada/ deixando o retrato a preto e branco retocado.

A vida começa na infância/ o ano em Janeiro//Junho, do princípio e do fim à mesma distância/ Dezembro fecha o ciclo, assim é a vida até entregar o corpo ao coveiro.

As quatro estações do ano// às varias fazes da vida se comparam/ para uns tudo isto é um engano// para outros a vida é pequena se dela nem tudo aproveitaram.

O homem acha sempre que nunca chega a sua vez// de exercer o direito de mandar// mas há duas coisas que não pode dizer que não fez// foi a de chorar e a de mamar.

O homem assim mesmo há-de ser// insaciável como o sol por não ter a lua à  sua beira// mas alguma coisa há-de ter// a certeza da morte, quer ele queira quer não queira.

Não foi o homem que inventou a natureza/ apenas a descobriu e dela usufruiu/ como donzela inocente bela e indefesa/ Sr. homem quando partir deve deixa-la como a encontrou, ouviu?!

 Muito mais este nosso camarada da 2415 escreveu. Está no seu sangue esta maneira de escrever e é como ele diz:

  " Eu dependo tanto da música e da poesia, como do pão de cada dia "

    E mais: Diz quem depende do vinho
                                                                    
                 Que encontra nele alegria

                A abelha depende do rosmaninho

                 Como eu da música e da poesia

                                                                                             
      Assim a minha alma me diz
      Sou de poeta e de louco
      Quanto baste para ser feliz
     Porque me contento com pouco

                                               CARLOS SILVA

Mais uma vez camarada, colega, amigo e companheiro. Tudo isto, porque foste companheiro das andanças da guerra com todos da 2415. Ao inserir a tua poesia no nosso blog, é com toda a amizade que tenho por ti e que se estende a toda a malta da companhia. Um grande abraço meu para ti em nome da 2415.

  Esta semana vou estar ausente. Para todos um grande abraço.
                        
                                                                                 SANTA

                                                                          










quinta-feira, 20 de outubro de 2016

FALANDO SOBRE A EXPOSIÇÃO...

Terminou este Sábado a exposição sobre a Guerra do Ultramar, feita pela Delegação de Coimbra da A.D.F.A na Biblioteca Municipal de Anadia. Para nós, (Delegação) que não somos experientes na matéria, pois foi a primeira que fizemos, nem correu mal, antes pelo contrário. Fizemos diversas palestras para algumas escolas que correram até muito bem. Os alunos mostraram-se interessados e fizeram algumas perguntas bem como os professores. Um dos professores disse: "Agradeço em nome de todos esta oportunidade que nos deram de ouvir falar da Guerra do Ultramar. É um tema que está um pouco esquecido nas escolas. E isto que fizeram aqui, serve realmente para que esta juventude tenha conhecimento da realidade que foi a Guerra do Ultramar."
Sendo assim, da nossa parte, sentimos que continuamos no caminho certo. E o caminho certo é divulgar o que foi a guerra do Ultramar para que a mesma não seja esquecida e que ela não volte ou qualquer outra, para atormentar esta juventude de agora e a vindoura.
Não podemos deixar de agradecer á presidente da Câmara de Anadia e á directora da Biblioteca Municipal e de todos os participantes e ainda alunos e professores das diversas escolas.

Já que falamos de guerra, encontrei nas minhas arrumações, uma folha de papel com algo que achei interessante:

« É a guerra aquele monstro que se
   sustenta de fazendas, de sangue, das
   vidas, e quanto mais come e consome,
   tanto menos se farta. É a guerra
   aquela tempestade terrestre, que leva
   os campos, as casas, as vilas, os castelos, 
  as cidades e talvez em um momento 
  sorve os reinos e monarquias inteiras.
  É a guerra aquela calamidade composta
  de todas as calamidades, em que
  não há mal algum que ou se não
  padeça, ou se não tema; nem bem que
  seja próprio e seguro. O pai não tem 
 seguro o filho; o rico não tem segura
 a fazenda; o pobre não tem seguro o
 seu suor; o nobre não tem segura a
 honra; o eclesiástico não tem segura
 a imunidade; o religioso não tem
 segura a sua cela, e até Deus nos templos 
e nos sacrários não está seguro.»

                De quem é? 
                                             Padre António Vieira

No meio de tudo isto, que bom que era que a humanidade ficasse livre desta palavra: "GUERRA" e aquela que se ouvisse mais,  fosse a palavra "PAZ". 

Termino por hoje, com um grande abraço para todos vós.

                                    SANTA

   

sábado, 15 de outubro de 2016

VISITA Á EXPOSIÇÃO...

Pois é! Recebi por estes lados (Anadia) um grupo bem conhecido, identificável logo á primeira vista, vindo dos lados do Porto! Vieram de comboio até á Mealhada, onde os fui esperar mais o Ex. Furriel Paulo. Depois de uns dedos de conversa, já só se falava em almoçar. Para eles já cheirava a " Leitão" por todos os lados. Lá fomos todos até ao restaurante onde então saciamos a fome com duas travessas de leitão á maneira regado com "champanhe" bem fresquinho! Á medida que o almoço ia decorrendo, lá vinham á memória as facetas da guerra. É a lembrança de um a lembrança de outro que decorridos estes anos todos nós tentamos recordar. Todos nós ficamos bem almoçados. No fim, lá fomos direitos á Biblioteca Municipal da Anadia ver a exposição. Depois, bebemos umas águas para matar a sede e lá fomos (eu e o Paulo) levar os meninos á Curia (pois podiam perder-se) para apanhar o comboio para o Porto. (Não foi preciso entregá-los ao revisor). Já sei que todos chegaram bem!

Sendo assim, aqui vai a foto dos "culpados" para memória Futura! 



Da esquerda para a direita: Ex. Alferes Soares, Ex. Alferes Magalhães, Ex. Furriel Paulo, eu Ex. Furriel Santa, Ex. 1º Cabo Moreira Rádio Telegrafista e Ex 1º Cabo Artur Castro Operador Cripto.

São estes seis elementos que além do almoço convívio da companhia, se juntam todos os anos para um são convívio lembrando as peripécias da guerra e mantendo a amizade que nos une desde que viemos.

Para todos um abraço e continuação de um bom fim de semana.
SANTA

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

O TERROR Á SOLTA...

É verdade. O Terror anda á solta. O que se passa neste país? Refiro-me a este acto bárbaro de que foi alvo está patrulha da GNR. Como é que o ser humano é capaz de tal crueldade? E pensar eu que o meu neto queria ir para esta força de segurança. Que condições dão a estes homens? No mundo em que se vive, estas forças deviam ter da parte do estado toda a protecção devida . Quando falo da GNR, estendo este reparo a todas as forças policiais que se encontram ao serviço no nosso país e que fazem parte da nossa segurança. Mais um jovem a quem lhe é roubada a vida . Vinte e nove anos! Mais: um casal, praticamente da mesma idade que sofreu também as mesmas consequências que o jovem militar. Senhores que mandam neste país. Olhem com olhos de ver para esta gente que zela pela segurança do nosso país. Gente que estando ao cuidado do Estado Português, dá a vida por cada um de nós. Para onde vão os nossos impostos?
Espero que algo seja feito para bem de todos. Não digo mais nada.Fico-me por aqui...

Mudando de assunto. Li um comentário anónimo sob o comboio do Catur, que me deixou um pouco confuso.
Sobre este assunto, só tenho a dizer, que o respectivo comboio do Catur era linha estreita e com máquinas a vapor! A última foto a que se refere, se ver bem é uma máquina a vapor. A chaminé está encoberta por um camarada da minha companhia. O que está em primeiro plano é Furriel Paulo. E ainda lhe digo mais.O nosso comboio era puxado por duas máquinas e na frente delas levava o chamado rebenta minas. Nós viajámos  nele. Aquilo que o meu amigo fala, era outra linha que ia com certeza para os lados de África do sul. Se o amigo ver melhor no nosso blog, verá fotos do comboio que o irão esclarecer melhor.

   Sem outro assunto por hoje, um grande abraço para todos.

                                           SANTA

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

BERLIM. CONTINUAÇÃO...

Como prometi, aqui vão as últimas fotos do meu passeio a Berlim.




   




Estas quatro fotos mostram o memorial da União Soviética.



A convivência com a "passarada"


O homem dos "cachorros"




O pôr do sol visto da Catedral



E pronto. Chega!

Com um grande abraço me despeço até á próxima... 

SANTA


COLEGA DE EQUIPA

A propósito do nosso "herói" surpresa dos tempos modernos que o amigo Soares teve a excelente ideia de aqui destacar, veio-me à lembrança alguns momentos de lazer que há muitos anos ocorreram. Coisa de somenos, só que achei "piada" e, por isso, passo a contar. 
Há muitos anos atrás, julgo que por volta dos anos 80, era eu um jovem, já com mulher e filho, vivendo em Carcavelos, terra de praia que por albergar demasiados lisboetas ao fim de semana, deixava-me sem a mínima "pachorra" de lá pôr os pés.
E, por isso, entendia eu procurar outra praia que fosse mais agradável à vista, e a que mais me agradou, a partir daí, foi precisamente a zona da Costa da Caparica, carregada de várias praias por muitos quilómetros. Mesmo, tendo em conta que para lá chegar teria de passar pelo menos duas horas em trânsito caótico. Afinal, quando se trata de praia, toda a gente vai à mesma hora!
Em suma, valia bem o sacrifício, pois as praias enormes deixavam-nos à vontade.
Quando a maré vazava ficava espaço suficiente para se poder dar uns toques na bola e, assim, se juntava o "maralhal" que surgia de todos os lados. Logo se formavam duas equipas com onze para cada lado. E foi aqui que vim a conhecer o grande "player" Guterres. Constatei, na altura, que o seu grupo, incluía crianças, preferia frequentar a mesma praia que eu, e algumas vezes ficávamos bem próximos. Julgo chamar-se Praia-do-Rei ou Praia-da-Rainha.  
Lembro também que na altura ele já era deputado, pois a palavra logo foi passada durante as "peladas"!
Quanto às suas habilidades futebolísticas estamos conversados. Por isso, acabou a verdade da politica, ou melhor, a politica da verdade por marcar mais golos!
Muitos parabéns Senhor Secretário-Geral, desejo-lhe muita sorte no seu dificil mandato.
Do colega de equipa de futebol de praia.
 

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

terça-feira, 4 de outubro de 2016

VOU PARTILHAR.........

Vou partilhar no nosso blog algumas fotos que tirei na viagem que fiz no dia 24,25, 26 de Setembro á capital da Alemanha (Berlim). Não foi propriamente passear, mas sim, ter acedido ao convite para festejar os anos de uma pessoa de família. Claro que só foram três dias, mas mesmo assim deu para dar umas voltas. Não desgostei do que vi, mas algumas coisas também não me agradaram...
Sendo assim, aqui vão algumas fotos que tirei:





Estas duas fotos, mostram o Checkpoint Charlie. Este local foi assim chamado por ser o local exato onde ficava a parte militar que ligava a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental. Só passavam estrangeiros e membros das Forças Armadas.


Isto é uma parte do muro que serve para tirar fotos de recordação.


Estas pedras no chão marcam o sítio onde passava o muro.


Aqui, não vale a pena dizer nada...



Restos do muro que ficaram para memória futura.


Catedral de Berlim.




Parte das fotos são fáceis de identificar...

Já agora, quanto ás bolas de Berlim meus amigos, não chegam ás nossas!

Para a próxima vai o resto. Um abraço.
SANTA





sexta-feira, 30 de setembro de 2016

COMO PASSAR UM DIA...

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           Hoje, dia 30 de Setembro, escrevo este artigo depois de ter passado o dia fora do parque de campismo.Não me levantei cedo mas também não me levantei tarde. O dia está lindo! Atravessei a ponte da Gala (conhecida pela Ponte dos Arcos) e depois a ponte Edgar Cardoso sobre o Rio Mondego que liga a Cova Gala á Figueira da Foz e dirigi-me com a minha mulher ao mercado. Gosto de ver todo aquele movimento. As pessoas em volta das bancas onde estão expostos os mais variados produtos. As bancas que mais aprecio, são as bancas do peixe. Gosto de ver o pescado e ainda alguns pregões que se houvem da boca das peixeiras, pregões que ainda resistem ao tempo. No meu carro, transporto sempre uma mala térmica. Comprei a respectiva sardinha, ameijoas e algumas cavalas que fazem muito bem á saúde.
Sai do mercado rumo á avenida marginal. A visão da praia já não é a mesma quando eu era miúdo. O mar está mais longe e a areia é demais! Quem gosta de praia, desloca-se agora mais para norte para a praia de Buarcos. Agora sigo em direção á Serra da Boa Viagem. Á medida que se vai subindo, vai-se apreciando a linda paisagem para o lado do mar. Já embrenhado na serra, descanso um pouco ao som de uma boa música do rádio do meu carro. Depois, sempre acompanhado pela minha mulher, faço um pequeno trilho a pé para apreciar o interior da mata. Volto ao carro, e dou início a viagem de regresso á Figueira.Passei depois pela doca de recreio. Gosto de apreciar os barcos, as suas linhas etc. Agora estou de regresso ao parque de campismo. Toca a preparar a sardinha, e acender o grelhador. Neste momento estava a ser espiado por dois Esquilos! A minha mulher prepara uma boa salada com os respetivos pimentos, e eu vou convidar um casal amigo. Agora é pôr a mesa e esperar que a sardinha asse. Ora aí está, uma sardinhada á maneira regada com um bom vinho do lavrador.
Depois de tudo isto terminado, é lavar a louça e beber a respetiva "bica"!
Da parte da tarde, fui até á doca pesca. Aqui já sozinho, fui apreciar a preparação dos barcos de pesca para a faina. É bonito ver toda aquela movimentação. Mas, penso ao mesmo tempo nestes homens que vejo á minha frente, que trazem para terra o peixe que comemos. Quantos sacrifícios passam estes homens? Será que ganham o merecido? Isto já é outra conversa! Saindo daqui, fui até á foz do rio. Estava a entrar um navio que transportava contentores. Gosto de ver a entrada dos navios na barra. Regresso, passo pelo Cabedelo, antiga praia de Lavos, local onde está o monumento que assinala o desembarque das tropas inglesas em 1808, e vou direito ao mollhe sul onde encontrei uns amigos. Foi trocar algumas palavras e lá vamos nós molhar a garganta com alguns "finos". Depois, foi a despedida. A tarde chegava ao fim. Liguei á minha mulher que não estivesse em cuidados pois estava sentado na praia para ver o pôr do Sol. E assim aconteceu. Vi o astro rei desaparecendo na linha do horizonte com uma cor lindíssima espelhada nas águas do mar e eu pensando: Amanhã ele vai aparecer do lado contrário. É sinal de um novo dia. Este está a terminar.
Caminhei lentamente até ao meu carro e iniciei o regresso ao parque de campismo. Chegado a minha mulher pergunta-me: Então por onde andaste? Então fiz-lhe um breve relatório e no fim disse - lhe: Já viste o dia que passamos na paz e na tranquilidade e ao cabo e ao resto em harmonia com a natureza? A natureza dá-nos harmonia para o bem estar, embora seja muitas vezes mal tratada pelo homem! É o peixe no mercado, é as flores, é a fruta, a pesca, a sardinhada, Esquilos a serra e os barcos os amigos e por fim o pôr do sol! Tudo isto, a natureza nos dá. E  assim passei o dia!

  Lá diz o nosso amigo Carlos Silva:

"O tempo mais mal aproveitado/está bem de ver/é o que é perdido ou passado/sem ser vivido a amar a conhecer e a prender"


Como o tempo é precioso/o tempo é curto para ser mal aproveitado/não dolente nem preguiçoso/não espera nem regressa/não acaba nem começa/desperdiça-lo, empatá-lo/ pensando que o recupera, está bem enganado/a vida só tem um ciclo, depois é tempo passado/quem nos dera/ que fosse eterno, como o ano que morre com o Inverno, e nasce com a Primavera.

                                     Para todos, com um grande abraço, SANTA.





quarta-feira, 21 de setembro de 2016

NÃO DEIXES QUE SE ESQUEÇAM DE TI... APARECE!

Pois é. Estamos chegados á nossa exposição fotográfica da Guerra Colonial.
Não se pode querer passar a mensagem aos jovens de agora que a guerra não existiu. ELA EXISTIU! Para quê tentar esconde-la? Quer se queira ou não, quem a quer esconder da nossa história tem que aguentar: ELA EXISTIU! Consequências? Milhares de mortos e feridos e ainda milhares de deficientes já para não falar daqueles que lá contraíram doenças para toda a vida e de famílias destroçadas.
 Do Editorial e "ELO", passo a transcrever:
"Como portugueses não podemos estar indiferentes à ideia de porventura serem aplicadas sanções porque dizem que pisamos o risco e não cumprimos o estipulado no tratado orçamental e, como tal, estamos em défice - Deficiência - por isso, de viva voz, dizemos que é hora de reparar os danos e saldar a dívida. Nós desempenhamos uma função militar, deram-nos uma arma e não uma caneta, por isso matámos e morremos."

Os deficientes não querem ser os coitadinhos! Querem ser é tratados  com dignidade pelas forças políticas deste país. Roubaram-nos a nossa juventude e puseram-nos uma arma na mão. Fomos vítimas de uma guerra injusta. Se é que á guerras justas. E como diz o nosso convite: NÃO ESQUEÇAS NENHUMA GUERRA PARA QUE A PRÓXIMA NÃO SE LEMBRE DE TI.


A partir deste sábado, a exposição está ao dispor de todos de segunda a sexta até 15 de Outubro..
 Haverá palestras para as escolas que assim o desejarem mediante marcação. Contactar BIBLIOTECA MUNICIPAL DE ANADIA



Imagens como esta, que esta nova geração não volte a ver!

Por hoje é tudo. Um abraço para todos.

SANTA






segunda-feira, 19 de setembro de 2016

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA - GUERRA COLONIAL 1961 - 1974

Como prometi, aqui vai o convite para quem quiser estar presente nesta iniciativa da Delegação de Coimbra da A.D.F.A.



SANTA

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

CANTA O MELRO NO SILVADO

De quem havia de ser: Carlos Silva!

O melro de negro vestido
       De bico alaranjado
    Anda triste comovido
Sem saber cantar o fado

  Ó tu que voas tão alto
Tocando o céu é as estrelas
As penas te dão sobressalto
Se um dia vieres a perdê-las

Dizem que és viúvo alegre
  Só por cantares de luto
Não há ninguém que medre
Tendo a tristeza ao conduto

      Esvoaçando assobia
       É dono deste  pomar
        Tiveste a tua alegria
     Sábias o que era cantar

Porque és tão preto por fora
Como te sentes por dentro
       Só sabe quem mora
     O que vai no convento

Ó melro canta no silvado
Que eu quero adormecer
   Ouvindo esse trinado
Que acalma o meu sofrer

   Muito gostas de fazer
O ninho no verde salgueiro
  Como tu gostas de ser
Cantante em alto poleiro.

Termina aqui a pequena homenagem que o nosso blog prestou ao nosso companheiro da 2415 Carlos Almeida da Silva. Além da poesia, ele é muito mais coisas. Para ti, um grande abraço e ficamos á tua espera em Maio do próximo ano, no almoço da Companhia que se vai realizar em Coimbra.

    É assim. Poesia é poesia! Um abraço de fim de semana!

                                        SANTA

terça-feira, 13 de setembro de 2016

FAZER DA SOLIDÃO A MELHOR COMPANHIA...

Mais uma vez, do nosso camarada Carlos Silva, aqui vai mais uma das suas poesias.

 
  Quem faz da solidão
A sua melhor companhia
  Faz de alma e coração
  A mais rígida poesia

Os sinos dobrando choram
  Com a partida de alguém
As paixões que nos devoram
  São as que a gente não tem

A liberdade que eu canto
  Não aprendi na escola
Sou como as aves do campo
  Antes o céu que a gaiola

  Passarinho tem cuidado
  Que a vida é uma ilusão
Antes livre pobre e honrado
   Do que rico na prisão

De roxo se cobre a terra
  De penas o coração
Vai o lírio à Primavera
Ao peito tristezas vão

  De arma e baioneta
Na farda palma brilhante
  Melhor fora capa preta
Aos ombros de um estudante

Se algum amigo morrer
  Havemos de chorar
O que lhe viemos trazer
Já lho não podemos dar

    E é assim que corre o tempo.  Parece que não, mas muitas vezes a poesia alimenta-nos nas horas de solidão.

              Para todos, boa continuação. Um abraço. SANTA.

      



sábado, 10 de setembro de 2016

VOLTAMOS À POESIA...

Mais uma poesia do nosso camarada da 2415 Carlos Silva. Refere-se ao pastor Alentejano e ao seu fiel amigo rafeiro, cão Alentejano.
Ora então aqui vai...

  O pastor teve um amigo
Que de todos era o primeiro
  Andava sempre consigo
pra chamar dava um latido
Fiel amigo e companheiro

Se estava alegre e bem disposto
  Punha a cauda enrolada
Como o sol do mês de Agosto
  De manhã ao sol posto
Língua de fora bem molhada

Sentinela alerta sem sono
  Quase sempre acordado
Lambia as feridas do dono
Não o deixava ao abandono
  Tinha o faro bem apurado

Não há cão mais inteligente...
  Que o rafeiro Alentejano
  Só não fala como gente
  Mas é meigo e obediente
Que até lhe chamam mano

  Quando o barbado morreu
O pastor trise e amargurado
   Nunca mais o esqueceu
Desde a hora em que o perdeu
   Até ele estranha o gado

Este nosso amigo surpreendo-nos com vários poemas que foi trabalho de muitos anos. Tem para cima de uma centena. A sua sensibilidade popular, na minha opinião é muito boa. Quem olhar para ele, não o vê como poeta! Como camarada da 2415, é justo que se faça conhecer a sua faceta de poeta.
Um abraço para ti Carlos Silva.




Para quem não conhece, aqui está uma das raças de cão rafeiro alentejano.

Do Santa para todos, um grande abraço.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

BRINCADEIRA...

Cá estamos nós com  "Brincadeira". Escreveu assim A. Veríssimo...

Levo a vida a brincar
Uso a brincadeira
Para me apresentar

Adoro a brincadeira
Não deixo de brincar
Levo a vida traiçoeira
Sem importância lhe dar

Levo o dia à minha maneira
A brincar com a vida
Simbólica e passageira

Quantas torturas
Com espinhos de picar
Quantas as amarguras
A todos vão calhar

Não deixo de brincar
Continuo a brincadeira
Enquanto DEUS me deixar

     É assim com uma brincadeira me despeço por hoje. U abraço. 

                                                      SANTA

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

PORQUE NÃO?...

Mais uma vez, de António Veríssimo

ALJUSTREL VILA MINEIRA

Conhecida "Vila Mineira"
Do vale amplo e ensolarado
Gente humilde e brejeira
Recordando a mina do passado
Aquela que está a desaparecer
Morrendo uma fonte de vida
Que foi história jazida
Aos Romanos pertenceu
Vispaca, do Al Lustre
Na vila onde cresceu
O mineiro, homem ilustre
Na vila muita gente
No subsolo trabalhava
 Fazia-o orgulhosamente 
A quando a mina laborava
Hoje o mineiro nada tem
Vive em precaridade
Porque a mina também
É somente recordação e saudade.


Com um abraço do SANTA e tudo de bom para as gentes de Aljustrel.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

RECORDAR...

 Fez anos em Julho (1968) que a C. Cav. 2415 partiu para o Ultramar. Fez anos no dia 8 de Agosto  (1968) que chegamos a Moçambique com destino á província do Niassa. E foi assim que tudo começou.
Quer de uma maneira ou de outra,e por muito que a maior parte queira recusá-lo, toda a guerra colonial foi de todos os portugueses e que originou o fim da ditadura. Estou agora a recordar, porque nesta altura , faz 48 anos que tudo se passou. Nesta altura, a 2415 já estava em acção.
Vou recordar como foi a minha partida perante a minha família. Hoje, para muitos, este assunto é complicado. Complicado de recordar, e complicado para alguns que nos ouvem contar o que se passou. A juventude de agora, desconhece realmente o que foi o drama dos jovens de então que tiveram que aguentar tal situação.
Para fazerem uma ideia, vou contar aquilo que passei na minha despedida.
A minha Mãe, depois de saber que estava mobilizado para a guerra, andava sempre a perguntar-me: Filho. Quando é que embarcas? Não sei ainda mãe. Dizia eu. Eu digo quando souber.
O tempo passava até que foi marcado o dia de embarque. Antes do embarque, fui passar uns dias para casa. Pensava eu: e agora? Como é que eu vou desenrascar-me com a minha mãe? Complicado. Quando cheguei a casa a minha mãe ficou desconfiada! Filho: tu já sabes quando embarcas? Os olhos começaram a brilhar já com as lágrimas dançando. Tu já sabes e não me queres dizer nada. Não mãe, eu ainda não sei a data. Já acabamos de formar companhia e agora temos de esperar. Mas quem engana o coração de mãe? Até porque eu, tinha que preparar uma mala com algumas coisas para levar.
Chegou o dia em que tinha que regressar a cavalaria 7 (unidade onde formei companhia). Aí é que foram elas! Da parte da minha namorada (já noiva) a coisa estava já preparada para a partida, o meu pai, sofria só para si, agora a minha mãe, durante as horas que antecederam a partida não parou de chorar. E chegou a hora. Tinha que apanhar o comboio correio ás três e vinte da manhã na estação de Taveiro que distava cerca de vinte minutos (a pé) de minha casa. A muito custo, despedi-me dela e do meu pai sem deitar uma lágrima.Pois o meu pai, sacrificava-se para ela não ir  não ia também. A minha mãe não desistia. Os vizinhos complicavam. Foi uma luta terrível para a convencer do contrário. Ela, lá ia dizendo banhada em lágrimas: Filho. Deixa-me ir. Eu sei que não te vou ver mais. Tu estás-me a mentir, não mintas á tua mãe. E se voltares morto? Mãe: não pense assim. 
É difícil perceber o que se passa numa altura destas. Eu insistia que ainda vinha a casa, mas não valia a pena. Olhei-a, e não resisti. Ela foi despedir-se de mim.Parece que ainda a estou a ver. Chegou o comboio. Ela não gritou. Em silêncio, apertou-me nos braços e eu senti as suas lágrimas correndo pelo meu pescoço misturando-se com as minhas. No fundo, eram dois sentimentos em comum:O dela, que não me voltava a ver vivo. O meu, era o mesmo. Não sabia o que iria acontecer.
Entrei para o comboio. Fiquei um pouco á porta até o chefe de estação dar a partida ao comboio. Ouço o apito da locomotiva como se ela estivesse a dizer á minha mãe: o teu filho vai partir!
É precisamente nesta altura, que ouço a voz dela num tom bem audível: ADEUS FILHO. SE CALHAR NÃO TE VOLTO A VER. QUE A RAINHA SANTA TE GUARDE A TI E A TODOS. (Rainha Santa que é a padroeira da minha cidade). Foram as últimas palavras que ouvi da minha mãe.Quanto á minha noiva, foi mais fácil a sua aceitação. Nunca quis mostrar a sua angustia confortando a minha mãe antes da despedida e depois dela. Embora venha a saber mais tarde que os dias que se seguiram até receberem notícias minhas não foram nada fáceis. Quanto ao meu pai, tinha o serviço dele que o ajudava um pouco no sofrimento. Também não era fácil para ele, pois só ia a casa de 8 em 8 dias.
Depois, quando me prepara para o embarque (na véspera), liguei para a minha noiva que já estava a embarcar. Mais uma mentira! Senão tinha toda a gente no meu embarque. Sempre o que eu quis evitar. Depois de embarcar, é que eu vi quanto foi bom a minha mãe não estar presente.
Eu sei que recordar este episódio, pode ter pouco interesse. Para alguns sim, para outros não. Mas para estas gentes de agora talvez! E já agora, (como dizia a minha avó) a talhe de foice, nas festas populares que se realizavam por essas aldeias fora, era onde se notava mais a falta da juventude. Os bailaricos ficaram mais pobres. Rapazes eram poucos. A maior parte tinha partido para a guerra. As noivas as namoradas e as mulheres casadas ficavam em casa. Haviam mães que até andaram vestidas de luto até os filhos virem.
Este é o retrato do que se passou por todas as aldeias deste país, pois nas grandes cidades pouco se notava. Nas aldeias, todos sabiam de todos.Mas tenho a certeza que houveram despedidas piores que a minha. Sei que, a agora dá-se pouca importância (é a minha opinião) ao conceito de família, as famílias agora são um pouco desgarradas em seu seio. Antigamente, pais e filhos eram um todo.Mas não vamos falar disto agora. O meu voto, é que a nossa juventude de agora, e a vindoura, não venha a passar por tudo isto que passamos com a guerra do Ultramar ou com outra, e que não se brinque (como em alguns casos) com o que se passou. Cuidado. O mundo não está fácil!

                           Espero que tenham gostado desta minha partilha convosco.

Já agora, para quem estiver interessado, vai-se realizar em Anadia (Biblioteca Municipal) uma exposição fotográfica sobre a guerra do Ultramar com um colóquio de abertura no dia 24 onde estarão presentes algumas individualidades seguindo-se até ao dia 16 de Outubro. Mas brevemente darei mais notícias.

                                Sem mais, um grande abraço para todos. SANTA.




sábado, 27 de agosto de 2016

MAIS UMA POESIA PARA RELAXAR...

ZÉ CAMPONÊS DE ANTÓNIO VERÍSSIMO

Os versos do camponês
Incitam à paz
Por isso ele os fez
Era ainda rapaz

Os versos do camponês
Têm muita maturidade
São obra de um português
Pela paz e pela liberdade

Os versos do camponês
São força à razão
Estendem a mão ao maltês
Com amor no coração

Os versos do camponês
São obra do amor
A obra de um português
Abandonado e sem valor

Os versos de um camponês
Vão ao campo e à cidade
Divertir de quando em vez
A nossa sociedade

                         Com um abraço para todos, SANTA.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

AO POVO DE ALJUSTREL...

De  ANTÓNIO  MARIA VERÍSSIMO

Aljustrel,vila torrada
Terra de grande ternura
Alentejana bela amada
Concelho, tesouro de cultura
Teve bem lá no fundo
O seu sábio e ilustre mineiro
Exportou para o MUNDO
O labor, dum povo cordeiro
Mas os exploradores voaram
A mina sem nada ficou
Os mineiros ao cimo, voltaram
Sem o que fazer, se sentaram
Num banco de jardim
Abandonados na pobreza
Aguardam assim, o seu fim
O da miséria por natureza

O mineiro que experimentou
Toda a vida o susto
Por ser honrado e fiel
Aguarda com ansiedade e fé
Que DEUS um dia seja justo
Para com o povo, de Aljustrel

           Para todos um abraço. SANTA.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

COMO PROMETI...

Aqui vai o resto das fotos que tirei no Badoca Parque:














Termino com um grande abraço. SANTA.