sexta-feira, 30 de setembro de 2016

COMO PASSAR UM DIA...

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           Hoje, dia 30 de Setembro, escrevo este artigo depois de ter passado o dia fora do parque de campismo.Não me levantei cedo mas também não me levantei tarde. O dia está lindo! Atravessei a ponte da Gala (conhecida pela Ponte dos Arcos) e depois a ponte Edgar Cardoso sobre o Rio Mondego que liga a Cova Gala á Figueira da Foz e dirigi-me com a minha mulher ao mercado. Gosto de ver todo aquele movimento. As pessoas em volta das bancas onde estão expostos os mais variados produtos. As bancas que mais aprecio, são as bancas do peixe. Gosto de ver o pescado e ainda alguns pregões que se houvem da boca das peixeiras, pregões que ainda resistem ao tempo. No meu carro, transporto sempre uma mala térmica. Comprei a respectiva sardinha, ameijoas e algumas cavalas que fazem muito bem á saúde.
Sai do mercado rumo á avenida marginal. A visão da praia já não é a mesma quando eu era miúdo. O mar está mais longe e a areia é demais! Quem gosta de praia, desloca-se agora mais para norte para a praia de Buarcos. Agora sigo em direção á Serra da Boa Viagem. Á medida que se vai subindo, vai-se apreciando a linda paisagem para o lado do mar. Já embrenhado na serra, descanso um pouco ao som de uma boa música do rádio do meu carro. Depois, sempre acompanhado pela minha mulher, faço um pequeno trilho a pé para apreciar o interior da mata. Volto ao carro, e dou início a viagem de regresso á Figueira.Passei depois pela doca de recreio. Gosto de apreciar os barcos, as suas linhas etc. Agora estou de regresso ao parque de campismo. Toca a preparar a sardinha, e acender o grelhador. Neste momento estava a ser espiado por dois Esquilos! A minha mulher prepara uma boa salada com os respetivos pimentos, e eu vou convidar um casal amigo. Agora é pôr a mesa e esperar que a sardinha asse. Ora aí está, uma sardinhada á maneira regada com um bom vinho do lavrador.
Depois de tudo isto terminado, é lavar a louça e beber a respetiva "bica"!
Da parte da tarde, fui até á doca pesca. Aqui já sozinho, fui apreciar a preparação dos barcos de pesca para a faina. É bonito ver toda aquela movimentação. Mas, penso ao mesmo tempo nestes homens que vejo á minha frente, que trazem para terra o peixe que comemos. Quantos sacrifícios passam estes homens? Será que ganham o merecido? Isto já é outra conversa! Saindo daqui, fui até á foz do rio. Estava a entrar um navio que transportava contentores. Gosto de ver a entrada dos navios na barra. Regresso, passo pelo Cabedelo, antiga praia de Lavos, local onde está o monumento que assinala o desembarque das tropas inglesas em 1808, e vou direito ao mollhe sul onde encontrei uns amigos. Foi trocar algumas palavras e lá vamos nós molhar a garganta com alguns "finos". Depois, foi a despedida. A tarde chegava ao fim. Liguei á minha mulher que não estivesse em cuidados pois estava sentado na praia para ver o pôr do Sol. E assim aconteceu. Vi o astro rei desaparecendo na linha do horizonte com uma cor lindíssima espelhada nas águas do mar e eu pensando: Amanhã ele vai aparecer do lado contrário. É sinal de um novo dia. Este está a terminar.
Caminhei lentamente até ao meu carro e iniciei o regresso ao parque de campismo. Chegado a minha mulher pergunta-me: Então por onde andaste? Então fiz-lhe um breve relatório e no fim disse - lhe: Já viste o dia que passamos na paz e na tranquilidade e ao cabo e ao resto em harmonia com a natureza? A natureza dá-nos harmonia para o bem estar, embora seja muitas vezes mal tratada pelo homem! É o peixe no mercado, é as flores, é a fruta, a pesca, a sardinhada, Esquilos a serra e os barcos os amigos e por fim o pôr do sol! Tudo isto, a natureza nos dá. E  assim passei o dia!

  Lá diz o nosso amigo Carlos Silva:

"O tempo mais mal aproveitado/está bem de ver/é o que é perdido ou passado/sem ser vivido a amar a conhecer e a prender"


Como o tempo é precioso/o tempo é curto para ser mal aproveitado/não dolente nem preguiçoso/não espera nem regressa/não acaba nem começa/desperdiça-lo, empatá-lo/ pensando que o recupera, está bem enganado/a vida só tem um ciclo, depois é tempo passado/quem nos dera/ que fosse eterno, como o ano que morre com o Inverno, e nasce com a Primavera.

                                     Para todos, com um grande abraço, SANTA.





quarta-feira, 21 de setembro de 2016

NÃO DEIXES QUE SE ESQUEÇAM DE TI... APARECE!

Pois é. Estamos chegados á nossa exposição fotográfica da Guerra Colonial.
Não se pode querer passar a mensagem aos jovens de agora que a guerra não existiu. ELA EXISTIU! Para quê tentar esconde-la? Quer se queira ou não, quem a quer esconder da nossa história tem que aguentar: ELA EXISTIU! Consequências? Milhares de mortos e feridos e ainda milhares de deficientes já para não falar daqueles que lá contraíram doenças para toda a vida e de famílias destroçadas.
 Do Editorial e "ELO", passo a transcrever:
"Como portugueses não podemos estar indiferentes à ideia de porventura serem aplicadas sanções porque dizem que pisamos o risco e não cumprimos o estipulado no tratado orçamental e, como tal, estamos em défice - Deficiência - por isso, de viva voz, dizemos que é hora de reparar os danos e saldar a dívida. Nós desempenhamos uma função militar, deram-nos uma arma e não uma caneta, por isso matámos e morremos."

Os deficientes não querem ser os coitadinhos! Querem ser é tratados  com dignidade pelas forças políticas deste país. Roubaram-nos a nossa juventude e puseram-nos uma arma na mão. Fomos vítimas de uma guerra injusta. Se é que á guerras justas. E como diz o nosso convite: NÃO ESQUEÇAS NENHUMA GUERRA PARA QUE A PRÓXIMA NÃO SE LEMBRE DE TI.


A partir deste sábado, a exposição está ao dispor de todos de segunda a sexta até 15 de Outubro..
 Haverá palestras para as escolas que assim o desejarem mediante marcação. Contactar BIBLIOTECA MUNICIPAL DE ANADIA



Imagens como esta, que esta nova geração não volte a ver!

Por hoje é tudo. Um abraço para todos.

SANTA






segunda-feira, 19 de setembro de 2016

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA - GUERRA COLONIAL 1961 - 1974

Como prometi, aqui vai o convite para quem quiser estar presente nesta iniciativa da Delegação de Coimbra da A.D.F.A.



SANTA

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

CANTA O MELRO NO SILVADO

De quem havia de ser: Carlos Silva!

O melro de negro vestido
       De bico alaranjado
    Anda triste comovido
Sem saber cantar o fado

  Ó tu que voas tão alto
Tocando o céu é as estrelas
As penas te dão sobressalto
Se um dia vieres a perdê-las

Dizem que és viúvo alegre
  Só por cantares de luto
Não há ninguém que medre
Tendo a tristeza ao conduto

      Esvoaçando assobia
       É dono deste  pomar
        Tiveste a tua alegria
     Sábias o que era cantar

Porque és tão preto por fora
Como te sentes por dentro
       Só sabe quem mora
     O que vai no convento

Ó melro canta no silvado
Que eu quero adormecer
   Ouvindo esse trinado
Que acalma o meu sofrer

   Muito gostas de fazer
O ninho no verde salgueiro
  Como tu gostas de ser
Cantante em alto poleiro.

Termina aqui a pequena homenagem que o nosso blog prestou ao nosso companheiro da 2415 Carlos Almeida da Silva. Além da poesia, ele é muito mais coisas. Para ti, um grande abraço e ficamos á tua espera em Maio do próximo ano, no almoço da Companhia que se vai realizar em Coimbra.

    É assim. Poesia é poesia! Um abraço de fim de semana!

                                        SANTA

terça-feira, 13 de setembro de 2016

FAZER DA SOLIDÃO A MELHOR COMPANHIA...

Mais uma vez, do nosso camarada Carlos Silva, aqui vai mais uma das suas poesias.

 
  Quem faz da solidão
A sua melhor companhia
  Faz de alma e coração
  A mais rígida poesia

Os sinos dobrando choram
  Com a partida de alguém
As paixões que nos devoram
  São as que a gente não tem

A liberdade que eu canto
  Não aprendi na escola
Sou como as aves do campo
  Antes o céu que a gaiola

  Passarinho tem cuidado
  Que a vida é uma ilusão
Antes livre pobre e honrado
   Do que rico na prisão

De roxo se cobre a terra
  De penas o coração
Vai o lírio à Primavera
Ao peito tristezas vão

  De arma e baioneta
Na farda palma brilhante
  Melhor fora capa preta
Aos ombros de um estudante

Se algum amigo morrer
  Havemos de chorar
O que lhe viemos trazer
Já lho não podemos dar

    E é assim que corre o tempo.  Parece que não, mas muitas vezes a poesia alimenta-nos nas horas de solidão.

              Para todos, boa continuação. Um abraço. SANTA.

      



sábado, 10 de setembro de 2016

VOLTAMOS À POESIA...

Mais uma poesia do nosso camarada da 2415 Carlos Silva. Refere-se ao pastor Alentejano e ao seu fiel amigo rafeiro, cão Alentejano.
Ora então aqui vai...

  O pastor teve um amigo
Que de todos era o primeiro
  Andava sempre consigo
pra chamar dava um latido
Fiel amigo e companheiro

Se estava alegre e bem disposto
  Punha a cauda enrolada
Como o sol do mês de Agosto
  De manhã ao sol posto
Língua de fora bem molhada

Sentinela alerta sem sono
  Quase sempre acordado
Lambia as feridas do dono
Não o deixava ao abandono
  Tinha o faro bem apurado

Não há cão mais inteligente...
  Que o rafeiro Alentejano
  Só não fala como gente
  Mas é meigo e obediente
Que até lhe chamam mano

  Quando o barbado morreu
O pastor trise e amargurado
   Nunca mais o esqueceu
Desde a hora em que o perdeu
   Até ele estranha o gado

Este nosso amigo surpreendo-nos com vários poemas que foi trabalho de muitos anos. Tem para cima de uma centena. A sua sensibilidade popular, na minha opinião é muito boa. Quem olhar para ele, não o vê como poeta! Como camarada da 2415, é justo que se faça conhecer a sua faceta de poeta.
Um abraço para ti Carlos Silva.




Para quem não conhece, aqui está uma das raças de cão rafeiro alentejano.

Do Santa para todos, um grande abraço.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

BRINCADEIRA...

Cá estamos nós com  "Brincadeira". Escreveu assim A. Veríssimo...

Levo a vida a brincar
Uso a brincadeira
Para me apresentar

Adoro a brincadeira
Não deixo de brincar
Levo a vida traiçoeira
Sem importância lhe dar

Levo o dia à minha maneira
A brincar com a vida
Simbólica e passageira

Quantas torturas
Com espinhos de picar
Quantas as amarguras
A todos vão calhar

Não deixo de brincar
Continuo a brincadeira
Enquanto DEUS me deixar

     É assim com uma brincadeira me despeço por hoje. U abraço. 

                                                      SANTA

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

PORQUE NÃO?...

Mais uma vez, de António Veríssimo

ALJUSTREL VILA MINEIRA

Conhecida "Vila Mineira"
Do vale amplo e ensolarado
Gente humilde e brejeira
Recordando a mina do passado
Aquela que está a desaparecer
Morrendo uma fonte de vida
Que foi história jazida
Aos Romanos pertenceu
Vispaca, do Al Lustre
Na vila onde cresceu
O mineiro, homem ilustre
Na vila muita gente
No subsolo trabalhava
 Fazia-o orgulhosamente 
A quando a mina laborava
Hoje o mineiro nada tem
Vive em precaridade
Porque a mina também
É somente recordação e saudade.


Com um abraço do SANTA e tudo de bom para as gentes de Aljustrel.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

RECORDAR...

 Fez anos em Julho (1968) que a C. Cav. 2415 partiu para o Ultramar. Fez anos no dia 8 de Agosto  (1968) que chegamos a Moçambique com destino á província do Niassa. E foi assim que tudo começou.
Quer de uma maneira ou de outra,e por muito que a maior parte queira recusá-lo, toda a guerra colonial foi de todos os portugueses e que originou o fim da ditadura. Estou agora a recordar, porque nesta altura , faz 48 anos que tudo se passou. Nesta altura, a 2415 já estava em acção.
Vou recordar como foi a minha partida perante a minha família. Hoje, para muitos, este assunto é complicado. Complicado de recordar, e complicado para alguns que nos ouvem contar o que se passou. A juventude de agora, desconhece realmente o que foi o drama dos jovens de então que tiveram que aguentar tal situação.
Para fazerem uma ideia, vou contar aquilo que passei na minha despedida.
A minha Mãe, depois de saber que estava mobilizado para a guerra, andava sempre a perguntar-me: Filho. Quando é que embarcas? Não sei ainda mãe. Dizia eu. Eu digo quando souber.
O tempo passava até que foi marcado o dia de embarque. Antes do embarque, fui passar uns dias para casa. Pensava eu: e agora? Como é que eu vou desenrascar-me com a minha mãe? Complicado. Quando cheguei a casa a minha mãe ficou desconfiada! Filho: tu já sabes quando embarcas? Os olhos começaram a brilhar já com as lágrimas dançando. Tu já sabes e não me queres dizer nada. Não mãe, eu ainda não sei a data. Já acabamos de formar companhia e agora temos de esperar. Mas quem engana o coração de mãe? Até porque eu, tinha que preparar uma mala com algumas coisas para levar.
Chegou o dia em que tinha que regressar a cavalaria 7 (unidade onde formei companhia). Aí é que foram elas! Da parte da minha namorada (já noiva) a coisa estava já preparada para a partida, o meu pai, sofria só para si, agora a minha mãe, durante as horas que antecederam a partida não parou de chorar. E chegou a hora. Tinha que apanhar o comboio correio ás três e vinte da manhã na estação de Taveiro que distava cerca de vinte minutos (a pé) de minha casa. A muito custo, despedi-me dela e do meu pai sem deitar uma lágrima.Pois o meu pai, sacrificava-se para ela não ir  não ia também. A minha mãe não desistia. Os vizinhos complicavam. Foi uma luta terrível para a convencer do contrário. Ela, lá ia dizendo banhada em lágrimas: Filho. Deixa-me ir. Eu sei que não te vou ver mais. Tu estás-me a mentir, não mintas á tua mãe. E se voltares morto? Mãe: não pense assim. 
É difícil perceber o que se passa numa altura destas. Eu insistia que ainda vinha a casa, mas não valia a pena. Olhei-a, e não resisti. Ela foi despedir-se de mim.Parece que ainda a estou a ver. Chegou o comboio. Ela não gritou. Em silêncio, apertou-me nos braços e eu senti as suas lágrimas correndo pelo meu pescoço misturando-se com as minhas. No fundo, eram dois sentimentos em comum:O dela, que não me voltava a ver vivo. O meu, era o mesmo. Não sabia o que iria acontecer.
Entrei para o comboio. Fiquei um pouco á porta até o chefe de estação dar a partida ao comboio. Ouço o apito da locomotiva como se ela estivesse a dizer á minha mãe: o teu filho vai partir!
É precisamente nesta altura, que ouço a voz dela num tom bem audível: ADEUS FILHO. SE CALHAR NÃO TE VOLTO A VER. QUE A RAINHA SANTA TE GUARDE A TI E A TODOS. (Rainha Santa que é a padroeira da minha cidade). Foram as últimas palavras que ouvi da minha mãe.Quanto á minha noiva, foi mais fácil a sua aceitação. Nunca quis mostrar a sua angustia confortando a minha mãe antes da despedida e depois dela. Embora venha a saber mais tarde que os dias que se seguiram até receberem notícias minhas não foram nada fáceis. Quanto ao meu pai, tinha o serviço dele que o ajudava um pouco no sofrimento. Também não era fácil para ele, pois só ia a casa de 8 em 8 dias.
Depois, quando me prepara para o embarque (na véspera), liguei para a minha noiva que já estava a embarcar. Mais uma mentira! Senão tinha toda a gente no meu embarque. Sempre o que eu quis evitar. Depois de embarcar, é que eu vi quanto foi bom a minha mãe não estar presente.
Eu sei que recordar este episódio, pode ter pouco interesse. Para alguns sim, para outros não. Mas para estas gentes de agora talvez! E já agora, (como dizia a minha avó) a talhe de foice, nas festas populares que se realizavam por essas aldeias fora, era onde se notava mais a falta da juventude. Os bailaricos ficaram mais pobres. Rapazes eram poucos. A maior parte tinha partido para a guerra. As noivas as namoradas e as mulheres casadas ficavam em casa. Haviam mães que até andaram vestidas de luto até os filhos virem.
Este é o retrato do que se passou por todas as aldeias deste país, pois nas grandes cidades pouco se notava. Nas aldeias, todos sabiam de todos.Mas tenho a certeza que houveram despedidas piores que a minha. Sei que, a agora dá-se pouca importância (é a minha opinião) ao conceito de família, as famílias agora são um pouco desgarradas em seu seio. Antigamente, pais e filhos eram um todo.Mas não vamos falar disto agora. O meu voto, é que a nossa juventude de agora, e a vindoura, não venha a passar por tudo isto que passamos com a guerra do Ultramar ou com outra, e que não se brinque (como em alguns casos) com o que se passou. Cuidado. O mundo não está fácil!

                           Espero que tenham gostado desta minha partilha convosco.

Já agora, para quem estiver interessado, vai-se realizar em Anadia (Biblioteca Municipal) uma exposição fotográfica sobre a guerra do Ultramar com um colóquio de abertura no dia 24 onde estarão presentes algumas individualidades seguindo-se até ao dia 16 de Outubro. Mas brevemente darei mais notícias.

                                Sem mais, um grande abraço para todos. SANTA.




sábado, 27 de agosto de 2016

MAIS UMA POESIA PARA RELAXAR...

ZÉ CAMPONÊS DE ANTÓNIO VERÍSSIMO

Os versos do camponês
Incitam à paz
Por isso ele os fez
Era ainda rapaz

Os versos do camponês
Têm muita maturidade
São obra de um português
Pela paz e pela liberdade

Os versos do camponês
São força à razão
Estendem a mão ao maltês
Com amor no coração

Os versos do camponês
São obra do amor
A obra de um português
Abandonado e sem valor

Os versos de um camponês
Vão ao campo e à cidade
Divertir de quando em vez
A nossa sociedade

                         Com um abraço para todos, SANTA.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

AO POVO DE ALJUSTREL...

De  ANTÓNIO  MARIA VERÍSSIMO

Aljustrel,vila torrada
Terra de grande ternura
Alentejana bela amada
Concelho, tesouro de cultura
Teve bem lá no fundo
O seu sábio e ilustre mineiro
Exportou para o MUNDO
O labor, dum povo cordeiro
Mas os exploradores voaram
A mina sem nada ficou
Os mineiros ao cimo, voltaram
Sem o que fazer, se sentaram
Num banco de jardim
Abandonados na pobreza
Aguardam assim, o seu fim
O da miséria por natureza

O mineiro que experimentou
Toda a vida o susto
Por ser honrado e fiel
Aguarda com ansiedade e fé
Que DEUS um dia seja justo
Para com o povo, de Aljustrel

           Para todos um abraço. SANTA.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

COMO PROMETI...

Aqui vai o resto das fotos que tirei no Badoca Parque:














Termino com um grande abraço. SANTA.

domingo, 14 de agosto de 2016

FÉRIAS TERMINADAS...

Pois é. Terminaram as férias reais. Para traz,  ficaram dias que passam á história da vida. Pode dizer-se que uns melhores outros piores. No fundo, a vida é algo precioso por tudo o que ela representa para nós. Temos que a estimar para que ela seja a mais longa possível. Sendo assim, temos que aproveitá-la ao máximo. O calor foi muito! Fui algumas vezes á praia mas a água por aqui (F.da Foz) tem estado muito fria. Pelo menos para mim que não posso por causa dos meus ossos. Mas enfim, deram-se alguns mergulhos! De resto, comeu-se bem (foram algumas sardinhas a baixo) e também se bebeu alguma coisa. Com regras! Dei alguns passeios pela beira-mar e também pela Serra da Boa Viagem. Depois, para variar, dei um passeio mais longe. Fui até ao Badoca Parque. Nunca lá tinha ido e assim aproveitei e levei comigo o meu neto. Demos início á aventura ás sete horas da manhã. Chegamos lá e fizemos logo o Safari. Depois, assistimos á demonstração de aves de rapina e seguidamente demos uma volta pelo resto de parque.
No meio de isto tudo, o que mais me fascinou, foi o contacto físico com os "Lémures". É realmente qualquer coisa de bom, fascinante! Estar em contacto com eles e dar - lhes de comer, é algo que fica para a memória. Já novamente na Figueira, assisti também ao concerto do José Cid na praça de touros.Uma noite um pouco fria e um pouco de vento, mas gostei. Já não gostei da situação do nosso país no que respeita a incêndios. Houveram alguns dias na Figueira, que não se podia respirar. O sol era tapado pelo fumo que tocado pelo vento se condensava junto ao mar. Todos os anos é a mesma coisa. Vêm todos á praça pública dar soluções mas para o ano, mais incêndios e outra vez o mesmo paleio! Não se passa disto. Não se percebe. Os incendiários são apanhados, vão ao juiz, e logo de seguida soltos! Dá para entender? O dinheiro neste país, serve para muita coisa menos para o bem-estar de quem nele vive. A não ser para os políticos! É melhor ficar por aqui!!!

De seguida, algumas fotos:






                          



Início do Safari.







     
                                                          
                                            
                                                          

Esqueleto daquela (girafa) que foi o primeiro habitante do parque.

Continua...

Para todos um abraço. SANTA.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

O NOSSO BLOG E PRINCIPALMENTE A C.CAV.2415 ESTÁ DE LUTO.

As férias do nosso blog, foram interrompidas pela pior razão. Hoje, pela manhã partiu mais um companheiro. É com profunda tristeza, que vimos partir mais um companheiro e amigo da Companhia de Cavalaria 2415. O MADUREIRA. Aquele que foi o nosso Vagomestre da Companhia. Acredita amigo Madureira, que os teus amigos da 2415 nunca te vão esquecer. Partiste, mas a tua memória nunca será esquecida. Onde quer que estejas, estás na lembrança dos teus amigos. Não podemos esquecer a tua camaradagem e a tua vivência connosco na guerra. Eras tu que controlavas a comida para todos nós. Quão difícil por vezes era aturar a malta. E quando a gente dizia: Madureira, não morremos da guerra mas morremos com fome! Claro. Era tudo uma brincadeira.
A nossa companhia vai assim perdendo todos aqueles que partilharam na 2415 as peripécias da guerra. Não é fácil ver partir qualquer um dos nossos amigos, mas a vida prega-nos estas partidas quando menos se espera.
A família da 2415, está com a família do MADUREIRA nesta dolorosa passagem, desejando os mais sentidos e sinceros pêsames. Fazendo votos que a dor se vá esvaziando para que a vida siga o seu caminho. Que Deus tenha o nosso amigo e companheiro MADUREIRA em bom lugar e que descanse em paz.





Para quem esteja interessado em participar no funeral, realiza-se amanhã pelas 10 e 30 na Igreja Matriz de Leça da Palmeira. A missa de 7º dia, dia 15 pelas 19 horas também na I. Matriz de Leça.  da Palmeira.


AMIGO MADUREIRA, COM SAUDADE DE TODOS, ATÉ UM DIA.

Pela C. CAV. 2415

EX. FURRIEL SANTA.



sábado, 30 de julho de 2016

AGORA...

Agora, são as minhas férias! Aquelas que tomam os meus quinze dias todos os anos!
Sendo assim, a partir de amanhã,  vou mesmo descansar o corpo e a mente. Computador e telemóvel só para assuntos urgentes. Para meu descanso e para eles também! Claro que fica gente cá em casa para assegurar todo o resto. Depois disto, só voltarei no próximo dia 15. Até lá, desejo também a todos aqueles que de férias vão, boas férias. "Cuidado com o Sol"!
( Artur, Soares, Magalhães, entrem agora em cena!)


                                                BOAS FÉRIAS! Um abraço. SANTA. 

quarta-feira, 27 de julho de 2016

UMA HOMENAGEM QUE FALTAVA...

Pois é. Uma homenagem que faltava. Depois de algumas homenagens já prestadas no nosso blog, faltava a homenagem ás enfermeiras para-quedistas. Tudo isto despoletou, depois de á quinze dias atras ter tido a sorte de falar com uma delas. A Tenente Aura Emília Rico Teles com quem tive uma longa conversa sobre a sua missão e das suas companheiras.
Entre o princípio da Guerra Colonial, foram formadas 47 enfermeiras pára-quedistas. Elas estiveram em missões de socorro aos feridos em combate nas principais frentes de guerra: Angola, Moçambique e Guiné. Foi muito complicado estas mulheres entrarem nas Forças Armadas. Porquê? Porque Salazar não queria autorizar mulheres entre os homens. Segundo ele, elas iam destabilizar os soldados! Mas mesmo assim foram formadas 6 para-quedistas que ficaram conhecidas pelas "Seis Marias". Foram elas: Maria Arminda, Maria P. André, Maria da Nazaré, Maria do Céu, Maria Ivone e Maria de Lurdes. A partir daqui, então formaram-se as outras: Maria Celeste, Maria Amélia, Eugénia do I. Santo, Ercília da Conceição, Maria do Céu Fernandes,Maria Bernardo, Maria Manuela, Maria Amélia, Silvina Pacheco, Júlia de Jesus, Maria Emília, Maria Rosa, Maria Augusta, Maria de Céu Serra, Maria de Lurdes, Maria de La Salette, Maria Aurelina, Maria Cristina, Mariana Palma, Dulce Francisco, Aura Emília, Ana Maria, Maria Gracinda, Maria Clara, Arminda da Conceição, Antonieta Augusta, Delfina da Natividade, Maria Rosa, Glória Rosa, Ana Gertrudes, Maria de L. Ferreira, Maria Piedade, Octávia Nunes, Maria Soledade, Maria Natércia, Giselda de Sousa, Maria L. Vieira e Maria Natália, Francisca Neves e Maria de L. Pereira. Deixei para o fim, Maria Celeste Ferreira da Costa. Perdeu a vida na Guiné segundo sei, no dia 10 de Fevereiro de 1973, colhida pela hélice de um avião quando ia para uma missão.
São estas as valorosas mulheres, que enfrentavam o perigo nas matas, muitas vezes debaixo de fogo e com aterragens de alto risco. Eram elas que muitas vezes, em situações extremas, faziam o primeiro tratamento ao ferido. Tratamento esse, que tantas vidas salvaram. Não fazem ideia como os Hlouetts III pousavam naquelas matas. Se hoje olharmos para trás, a pergunta que fica no ar é: como foi possível? Só com a bravura dos nossos pilotos. E elas, sem medo, ali estavam descendo do Héli, prontas para prestar os primeiros socorros desprezando elas também a própria vida.
Para elas, um bem-aja de agradecimento por tudo quanto fizeram. No nosso seio, nunca serão esquecidas. Ficarão na História do nosso País. Para as que estão ainda connosco, o desejo de muitos anos de vida. Para aquelas que já partiram, a nossa eterna saudade. Que estejam em Paz.
Julgo que todos aqueles que partilharam a guerra, estarão de acordo.


        

Com um grande abraço, me despeço por hoje de todos, desejando para aqueles que estão de férias uma boa continuação. Para aqueles que ainda estão para ir: umas boas férias.

SANTA




quinta-feira, 21 de julho de 2016

DE FERIAS...

    Olá malta! Neste momento estou na Figueira da Foz, mais propriamente na Cova Gala no parque de campismo da Orbitur. Claro que o campismo já não é o que era antigamente. Hoje o campismo para muitos já tem outras comodidades. É a mudança dos tempos. Eu próprio já utilizo essa mudança.
Quanto á Figueira, está muito diferente do passado no que diz respeito á praia. A distância da avenida ao mar é muito longa, as pessoas fogem para onde o mar está mais perto, isto é: Buarcos, Cova e Gala. O tempo também por vezes não ajuda, ora é o vento ora é o nevoeiro que vem do mar que estraga manhã e ás vezes o dia todo, mas também existe dias em que é difícil aguentar o calor. Claro, eu aqui tenho piscina a cinquenta metros!
Outra coisa que mudou muito, foi a educação das pessoas. Hoje para cumprir uma ordem do que quer que seja, é muito complicado! Espanta - me por vezes, é ver tanto os jovens como por vezes os mais adultos afinarem pelo mesmo " diapasão" na falta de educação! Quanto aos mais velhos, quando assim é, a lição que fica para os mais novos não pode ser a melhor. Vejam este exemplo. Onde estou, existem vidrões. Estava pai e mãe com os seus filhos sentados á mesa, refrescando-se, quando os meninos agarraram nas garrafas e latas e aí vai disto: foram atiradas para os arbustos. Claro, vi aquilo é disse: não façam isso, á ali vidrões. Espanto meu. Diz imediatamente o pai para mim: o senhor é dono disto? Não sou criado de ninguém para ir lá pôr as latas e as garrafas. É essa a educação que dá aos seus filhos? Virei costas e lá ficou aquele pai a falar sozinho. Claro, felizmente que nem todos os pais são assim, como á jovens e mais velhos, também não.

Vamos mudar de cenário, e para incluir na leitura de férias, algo mais do nosso colega Carlos Silva com título: A MAGIA DAS FLORES. Flores e poesia: felicidade e alegria.

Acácia amarela: amar em segredo
Elegância e, descrição:acácia branca
Cravo amarelo desdém sofrimento, medo
Poema triste de solidão:Florbela Espanca

Amor-perfeito: meditação e dor
Azálea branca: romântica e feliz
Camélia vermelha: reconhecimento, amor
Recordações que o tempo algo me diz

Rosa amarela: ciúme infidelidade
Tulipa vermelha: declaração de amor
Violeta: lealdade, timidez e sinceridade
Cheias de esperança, luz e cor

Dália vermelha: olhos arrasadores
Dália amarela: reciprocidade,delicadeza
Narcisos:egoístas,introvertidos e sonhadores
Mas que nos abraçam de calor e firmeza

Orquídea: beleza, luxúria e perfeição
Margarida: inocência, virgindade
Jasmim: amor, beleza, dedicada perdição
Hortênsia: frieza, indiferença, saudade

Rosa-rosa: amizade é carinho
Rosa-branca: pureza, virgindade
Silvestre sincero, puro o rosmaninho
Só para senhoras para lá de meia-idade

Inocência, majestade: lírio roxo lilás
Sempre-viva, imortalidade, permanência
Rosa branca: encanto, pureza e paz
Rosa champanhe: admiração e reverência

Papoila do campo, sonho é fertilidade
Magnólia: amor, simplicidade e simpatia
Miosótis: amor sincero, fidelidade
Que perfumam e adoção a minha alegria

Camélia branca: perfeita beleza
Rosa-vermelha: admiração, desejo e paixão
Azálea rosado: amor á natureza
Alma, sangue, vida e compaixão

Cravo branco: amor ardente
Cravo rosado: da minha preferência
Crisântemo branco: verdadeiro, indiferente
As cores da cautela e da prudência

Cravo vermelho: amor vivo
Crisântemo amarelo: amor frágil
Girassol: dignidade, o meu preferido
Faze!m um coração sempre ágil. Lol

Quem descreve flores famosas
Com se!batimentos que não assume
É como oferecer: cravos !e rosas
E guardar a cor é o perfume.

     Sendo assim, término por hoje, com um grande abraço para todos. SANTA.

terça-feira, 19 de julho de 2016

MOÇAMBIQUE...

Do nosso camarada Carlos Silva...

Terra vermelha, montanhosa e plana
           Lá do outro lado mar
         Oh! Terra distante Africana
Que eu em soldado não via o tempo passar
A intenção desta homenagem singela
é mantê-la acesa na memória como o crepitar da chama
                                        de uma vela
       Simbolizando quantos caíram em campanha militar
  Que outros levantaram e a identificação guardaram em garrafa lacrada
Para que o mar leve a identificação sem a destruir daqueles que para cá trouxe já que para lá
                            vivo os não pode levar
        Por querer sem querer, concordando ou não com ela
    Injusta, indesejável, evitável, responsável ou irresponsável
          O tempo o há - de julgar e a história o há - de contar.
    Aos amigos e conhecidos com elevação e amizade pessoal
            De respeito e sentimentos envolvidos
     Aos que partiram com um pensamento imortal.

Por hoje é tudo. É. tempo de férias. Para aqueles que já as gozaram, que as tenham gozado bem. Os que estão agora a gozar, os que vão a seguir, boas férias para todos. SANTA.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

HOMENAGEM...

No nosso blog, já foi aqui noticiado o falecimento do "Dentinho" que foi alvo já no nosso espaço com um artigo. Agora, no nosso Jornal o "ELO", vem um artigo do nosso camarada Manuel Bastos, que não é mais que uma homenagem aquele que foi o maior Deficiente das Forças Armadas. Achei por bem, aqui transcreve-lo para que todos a conheçam. Com certeza que o Bastos vai gostar que ela seja conhecida por todos.
 De autoria de Manuel Bastos, aqui vai então.

                          O ÚLTIMO OLHAR DO DENTINHO


Não vale a pena acrescentar mais palavras. Aqui fica no nosso blog o sentimento profundo.

Um abraço. SANTA.





domingo, 10 de julho de 2016

sexta-feira, 8 de julho de 2016

FESTAS DA MINHA CIDADE...

Caros camaradas da 2415 e visitantes do nosso blog.
A minha cidade está em festa! Festeja-se a festa de SANTA ISABEL, RAINHA DE PORTUGAL, e padroeira da cidade de Coimbra. V Centenário da Sua Beatificação (1516 - 2016). Festas que se realizam de dois em dois anos. Perdoem-me todos, mas é com um pouco de vaidade que escrevo estas palavras no nosso blog. Um blog que foi feito para falar sobre a guerra, e que tanta coisa já aqui se falou. Neste caso, é a paz que aqui exorto no nome daquela que foi a medianeira da paz.
Me perdoem, mas julgo que não fica mal no nosso blog.

Do »Discurso sobre a Vida e Morte de Santa Isabel, Rainha de Portugal», de Vasco Mouzinho de Quevedo» que muitos não conhecem, aqui vai... 

De Coimbra, Cidade de alto assento
Que de Atenas roubou a glória, e a fama,
Num lugar a que deu o fundamento
E que de clara se intitula, e clama,
De mil graças o Céu nobre aposento
Onde também o Mundo mil derrama,
Jaz sepultado o corpo belo e puro,
Traz proceloso mar porto seguro.

A formosa alma ainda que lhe agrade
A casa onde viveu tão pura e bela
Voando vai para o Céu com saudade,
Se saudade então pode ter dela.
Com música de estranha suavidade
Pisando um Céu e outro uma outra estrela,
Está gozando aquela suma glória
Onde hoje de seu reino tem memória.

Sorte feliz, de todos desejada
E que há muito por alto passa e erra,
Rainha cá no mundo foi chamada
Nem o Céu este nome lhe desterra.
Qual Iris de mil cores variada,
Qual traz um pé no mar, outro na terra
Que qual Simulacro a imagem bela
Que tem numa mão rosa e noutra estrela.

Pintavam esse moço ferro e brando,
Que com ser cego nunca tiro perde,
Como do mar e terra triunfando
Na mão um peixe e na outra um ramo verde.
Quem houve de mor ceptro e largo mando
Que em duas vidas, duas glórias herde?
Com Dinis Portugal, com Deus os Céus
Herda Isabel, c´os Céus o mesmo Deus.

Ó cidade fermosa sobre quantas
O Mundo exalta e Faetonte dura,
Sobre todas soberba te levantas
C`o alto penhor que dentro se atesoura,
Com tua glória o largo mundo espantas
Nem já mais temas que esta glória morra.
Que ficará teu nome e fama eterna,
A mal grado do tempo que a governa.

Não receies, Coimbra ira de cima
Nem faças conta de ira vã da terra,
Que pois viva Isabel tanta estima
Que seu divino corpo em ti encerra,
Não sofrerá que a terra e o Céu te oprima
 Por mais que ambos te façam dura guerra,
Porque à da terra c`um aceno acode,
E na guerra do Céu c`um rogo pode.

Sesostris Rei do Egipto por lembrança
De uma filha, que a morte lhe roubara,
E por mostras do amor que que inda o descança
Quando depois de morta lho declara,
Um sepulcro levanta, e segurança
Por título lhe põem, que tudo ampara,
Crimes que ali se acolhem no perigo
Isentos são de pena e de castigo.

Quanto mor segurança nos promete
Este Sepulcro de mistérios cheio,
Onde Deus, este belo corpo mete
Para ser de bens nossos certo meio.
Todo o mal seu furor aqui submete,
Não foi desconsolado o que aqui veio.
Que dentro deste mármore há virtude
Que as almas cura e aos corpos dá saúde.

       Já agora, algumas datas da sua vida:

Nasce em Saragoça, no Reino de Aragão, em Espanha.

Casa, por procuração, em Barcelona, com D. Dinis, Rei de Portugal, em 11-02- 1282.
Em 14- 06- 1282, recebe as Bençãos Matrimoniais com o seu esposo em Trancoso.
Em 04- 07- 1336, morre em Estremoz.
11-07- 1336, chega a Coimbra o seu corpo que. por sua expressa vontade, aqui ficou encerrado no túmulo que ela mesma mandou construir.
15- 04 - 1516, é beatificada pelo Papa Leão X.
25- 05 - 1625, é canonizada pelo Papa Urbano VIII.





1º Tumulo. O que Ela mesma mandou construir.


O Tumulo atual. 

Sem mais. Aqui me fico por Coimbra. Amanhã vou assistir á meia noite á serenata dos antigos estudantes de Coimbra, que se realiza na escadaria da Sé Velha.
(Já agora um reparo: é pena que a nossa televisão pública para a qual todos pagamos, desconheça Coimbra e as suas festas. Porquê, por exemplo:não transmitir a serenata? Ou ter transmitido a chegada da procissão ao Largo da Portagem com toda aquela cerimonia? Também tem Fogo de  Artifício!!!)
No Domingo, irei representar a ADFA na procissão, que este ano sai da Sé Nova para Santa Clara. Vai ser uma das maiores procissões da Europa. Para terem uma ideia, entre Associações, Irmandades, Bandas de Música, Guiões, Universidade, confrarias e outras instituições, são 57. E ainda juntando o povo anonimo com anjos e não só, que são milhares que a integram, vejam só!!!

Sem mais, desejo paz para todos. Um grande abraço. SANTA. 










sexta-feira, 1 de julho de 2016

DE NOVO CARLOS SILVA...

Pois é! De novo Carlos Silva. Desta vez, achei  engraçado um poema dele que é uma espécie de identificação da sua pessoa.

Ora leiam...

Esta figura pequena e franzina         Nasci nas Chãs de Leiria
Pois se assim sou já sim o era          Lá aprendi o que hoje sei
Bem dizia a Ti Clementina                Foi a escola que lá havia
Quem sai aos seus não desnera        A única que lá frequentei

Descrevo a minha pessoa                 Por Carlos fui baptizado
Assim como eu a conheço                Almeida recebi da Mãe
Tantos amigos e gente boa               Silva do Pai foi herdado
Tenho mais do que mereço              Este nome me fica bem             

Junho de quarenta e sete                 Sou casado e pai de filhos
Aos vinte e seis deste mês                Um rapaz e uma rapariga
Logo a`storia não se repete             Não me meto em sarilhos
P`ra nele nascer outra vez              Nem nunca andei à briga

Nacionalidade Portuguesa              Estado civil identificado
E dever cívico já cumprido              E com curriculo militar
Não sei se foi por natureza             Fui uma vez condenado
Se foi por ter aqui nascido             A combater no Ultramar

O meu signo é caranguejo            Cabelo castanho ondulado
O vermelho foi-me à pele              Olhos verdes, tons claros
E gosto de matar o desejo             Nariz um pouco achatado
Num natural favo de mel              E pelos no peito são raros

                             A identificação completa
                            Sempre depois de morrer
                            Não tenho história secreta
                            Todos a podem conhecer


  Espero que tenham gostado.

                                                      Para todos vocês, um grande abraço e um bom fim de semana. Cá para as minhas bandas, é alargado. Segunda Feira é feriado municipal. Quatro de Julho dia da cidade (Coimbra) que vive as grandiosas festas em Honra da Rainha Santa Isabel. Este ano, no próximo dia dez, a procissão diurna vai ser talvez uma das maiores do país senão a maior. Pois vai sair da Sé Nova até ao Mosteiro de Santa clara.

                                   Sem mais um grande abraço. SANTA.

  =====================================================

quarta-feira, 29 de junho de 2016

42º ANIVERSÁRIO DA A.D.F.A. DELEGAÇÃO DE COIMBRA

       A Delegação da A.D.F.A. de Coimbra, acabou de celebrar o seu 42º Aniversário nos "Patinhos", Carapinheira, Montemor o Velho. Além de individualidades Civis e Militares, estiveram presentes cerca de trezentas pessoas. Isto mostra que a A.D.F.A. está viva!

Algumas fotos do Aniversário:















Estiveram presentes, o Comendador José Arruda ( Pres. da A.D.F.A ), Presidente da Direção da Delegação de Coimbra, Liga dos Combatentes, Centro de Saúde Militar de Coimbra, Câmara Municipal de Montemor o Velho, Brigada de Intervenção (Coimbra) e Junta de freguesia da Carapinheira. Estiveram também presentes, as Delegações de Lisboa, Porto, Famalicão, Viseu, Bragança e Setúbal.

Com um abraço. SANTA.