=====> *** Veja AQUI a saudação de Natal do Nosso Comandante *** <====


* * * * * * * REIS MAGOS * * * * * * *
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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

MALANGATANA, morreu o génio moçambicano


Em nome do blog  expresso ao povo moçambicano sentidas condolências pelo falecimento de uma das suas figuras impares da cultura.
Malangatana foi um génio que me obriguei a admirar pela irreverência e pela sagacidade da sua inigualável arte nativa.  Só ele sabia  "pincelar"  tanta dor e ingenuidade nos olhos  dum povo condenado ao sofrimento.  Malangatana foi único,  ninguém  mais será  igual. 
À minha maneira, e desde sempre, elegi-o  como um dos poucos Grandes que naquela terra nasceram.
Os moçambicanos têm o dever e obrigação de não o esquecerem como é habitual fazerem ao que resta do património cultural  desse extraordinário país.  
Infelizmente o mundo irá sentir a sua falta.

domingo, 7 de novembro de 2010

Trágico 06-11-1969


Saudosa Homenagem

ao companheiro

João Vaz dos Santos

Esta é a memória do nosso camarada no monumento do Bom Sucesso, em Lisboa

Das circunstâncias deste falecimento não disponho de qualquer informação.Deve ter ocorrido na zona de Tenente Valadim. Continua em aberto o apelo de há um ano, solicitando elementos de quem tenha assistido.
Neste dia de há 41 anos se fechou o período mais negro da vida da Companhia 2415. Começara  6 meses antes, na emboscada do Caracol, e ceifou nove camaradas, além dos feridos de que não disponho números.

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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dia de Finados

DIA  DE FINADOS

Ressalvam-se eventuais incorrecções ou omissões. Clique para ler melhor.
(Esta homenagem estava exposta no convívio em Coimbra.
 Obrigado ao seu autor, que deve ser o F.Santa) 

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

LEMBRANDO 30 - 10 - 1969

Os nossos companheiros

JOAQUIM FRANCISCO RODRIGUES DA SILVA
e
AVELINO AUGUSTO CORADO

Caíram há 41 anos, vítimas de uma mina accionada pelo Unimog em que seguiam, na picada de Tenente Valadim a Luatize. Aqui fica o preito da nossa homenagem.



Celebramos também o milagre que foi a recuperação espectacular do António Nelson Mendonça Moreira,  radiotelegrafista, gravissimamente ferido na mesma ocorrência, que, felizmente, continua entre nós! Agradecemos ao Moreira a lição de VIDA que nos dá e desejamos-lhe as maiores felicidades !!!

   Quem quiser "clicar"    aqui pode reler a excelente composição do A. Castro publicada em Junho deste ano. Eu fi-lo e não me arrependi ! 

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domingo, 10 de outubro de 2010

11-10-1969 - Sentida Homenagem


Henriques Rodrigues

faleceu há 41 anos


Foi na picada entre Nova Viseu e Tenente Valadim. Na mesma emboscada houve mais cinco feridos. Esse trágico mês de Outubro não acabaria sem roubar mais dois dos nossos (dia 30).Alguém sabe mais pormenores para lembrar aqui?


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quarta-feira, 23 de junho de 2010

24-06-1969 Saudosa Homenagem

ao nosso

JOAQUIM MARCELINO
caído pela Pátria há 41 anos



Não fosse o trágico falecimento deste inditoso Companheiro, seria esta uma história pitoresca da nossa primeira noite de S. João passada em Moçambique, iluminada pelo fogo de artifício da Frelimo, com as rajadas de balas tracejantes riscando o céu do Luatize sobre as nossas cabeças. Mas quis o destino que ficasse como uma recordação muito amarga para todos os camaradas da CCAV 2415.





segunda-feira, 21 de junho de 2010

NÃO ESQUECEMOS OS NOSSOS HEROIS

Por : F. Santa

    Depois de termos lembrado no nosso Site a tragédia de Moçambique e da Guiné, não é mais que uma homenagem aqueles que nelas pareceram ao serviço da Pátria e assim deram a sua vida no auge da sua juventude. Queríamos nós que alguém das mais altas esferas se lembrasse destes acontecimentos e não sermos só nós. Sendo assim, peço licença para fugir um pouco das nossas histórias de guerra para aqui falar sobre outra homenagem que foi feita este Sábado passado (dia 20) e que nos toca a todos nós, deficientes ou não deficientes, a todos em geral, mas como tem sido costume, nas televisões nada aparece e nos jornais muito pouco, talvez não sejamos já motivo de interesse, mas se estivesse alguém mediático tal já não acontecesse! 
   Os Deficientes Das Forças Armadas e mais alguns combatentes que se associaram a nós, homenagearam a Força Aérea Portuguesa na Base Aérea de Sintra, pelo seu papel salvador na guerra do Ultramar, esteve presente o Comandante da Força Aérea, General Luís Araújo que tem uma cruz de guerra por salvar um piloto abatido debaixo de fogo com o seu “ Alouette “ e ser atingido por mais de 40 tiros tendo salvo ainda mais camaradas nossos. Foi um daqueles que lutou connosco na guerra pondo também a sua vida em perigo, sabendo por isso dar o valor que todos nós merecemos. De uma simpatia extrema, sempre esteve ao nosso lado até aos dias de hoje, tendo elogiado todos aqueles que deram o seu melhor pela Pátria deixando esta frase: “ Nunca deixaremos ninguém na picada, qualquer que seja a picada”. È de homens como este que a nação precisa. Já agora quero também dizer, que ao longo destes anos tem posto o Hospital da Força Aérea ao dispor de todos nós , combatentes. Foi bonito estar com pilotos dessa altura bem como com algumas enfermeiras que no mato foram umas heroínas. Muitos deles e delas trouxeram muitos camaradas á vida, ás famílias, a Portugal. Quem não se lembra do “ T6 “ e do “ Barriga de Jindung “ o famoso “ Noratlas “? Pois eu tive a sorte de estar dentro de um que está exposto no museu da base e relembrar a minha evacuação de V. Cabral para Nampula com as peripécias que atrás já contei.

Camaradas. E porque não? Vamos aqui também deixar a nossa gratidão  á Força Aérea, pela dedicação e desempenho no salvamento de todos aqueles que dela precisaram. São destes valores, que muitas vezes os nossos governantes se esquecem como nada tivesse acontecido, mas para nós a memória é eterna.

   Mudando agora de cenário. É com alguma nostalgia misturada com um pouco de saudade (palavra bem portuguesa) que olhei para as fotografias do Lione. Ali estão aquelas paredes guardando dentro de si para memória eterna, todo um passado de cada um de nós. Parece que ainda estou a ver as camas todas alinhadas, com a roupinha lavada (digo eu) e a balbúrdia que era dentro daquelas paredes quando estavam todos e as cervejas do “ Asinha” já tinham acabado!!!! Naquele local estão pedaços da história da nossa Companhia, história essa que cada um de nós já contou aos filhos e com certeza aos netos e vai levar até ao último dia das nossas vidas.
 
Agora vou estar ausente até ao dia 2 de JULHO. Depois falarei sobre Massangulo. 

Até  lá um abraço para todos do Ex. Furr. Santa.


domingo, 20 de junho de 2010

21-6-69 Não esqueceremos os companheiros

DANIEL VIEIRA VICTORINO
e
JOSÉ FERREIRA OLIVEIRA
no quadragésimo primeiro aniversário do seu Sacrifício

Pereceram no desastre de Mopeia (juntamente com uma centena de militares), na travessia do Rio Zambeze. Tinham sido destacados para conduzir viaturas a patir de Lourenço Marques com destino ao Niassa.
Na homenagem de há um ano, foram aqui publicadas ou referenciadas várias matérias sobre este trágico acidente, que poderemos reler.
Nesse ano (a 5 de Fevereiro)  já a Guiné tinha tido a sua tragédia muito semelhante, com cerca de cinquenta náufragos: trata-se do chamado desastre do Cheche, no rio Corumbal, na sequência do abandono de Medina do Boé:
Era a companhia de Caçadores 1790 que estava em retirada de Madina do Boé, e homens de outras companhias tinham vindo em apoio desta grande operação. Tropas, viaturas e todo o material de guerra percorreram os 22 quilómetros da picada entre Madina do Boé e Cheche, já na margem do rio.
Chegados ali, começaram a transpor os 200 metros de uma margem à outra em duas jangadas, na tarde de 5 de Fevereiro de 1969. Fizeram-no vezes sem conta, passando 28 viaturas pesadas, mais 100 toneladas de munições e equipamentos, três auto-metralhadoras Daimler e cerca de 500 homens. Ao início da manhã de 6 de Fevereiro, só restava na margem sul um grupo de homens: dois pelotões da companhia de apoio 2405, outros dois da que estava em retirada. Seriam 100 a 120 homens.
Entraram todos na mesma jangada, que passou a levar o dobro da sua capacidade de segurança. A meio do rio, a jangada adornou para um lado e atirou vários homens à água, balançou para o outro e cuspiu outros tantos. Carregados com a espingarda, a cartucheira à cintura, as botas, muitos afundaram-se como pregos no rio, pacífico na estação seca, de Novembro a Maio. Sem gritos, sem esbracejares. Naquele momento, a dimensão do acidente passou despercebida.
Só quando a jangada chegou à outra margem se percebeu a tragédia. Faltavam cerca de 50 homens (quase todos da metrópole). Este acontecimento ficou conhecido como o desastre de Cheche.
(Transcrito do site da Associação APOIAR)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

O 10 DE JUNHO DE 2010

Não estava no País neste Dia de Camões, pelo que só hoje presto homenagem ao POETA ... publicando a foto do exemplar dos LUSÍADAS que me acompanhou em Moçambique, e que líamos e comentávamos (parodiando, naturalmente...) sobretudo no Lione!!!


Entretanto soube que as comemorações de Faro tiveram algo de inédito, tanto no notável  Discurso do Doutor António Barreto como na participação no desfile dos nossos camaradas veteranos, pelo que deixo aqui a ligação para esse texto, bem como para uma reportagem do desfile (da RTP).

terça-feira, 4 de maio de 2010


Lembrando  05-05-1969


Sarg. Carvalho e Fur. Santos


SEMPRE  CONNOSCO !!!

(Recorda aqui o testemunho do Santa de há um ano)




domingo, 3 de janeiro de 2010

"TOQUES" MILITARES

Em Maio de 2009 coloquei aqui no blog uma curiosidade que reproduzia os famosos toques que regiam a vida nos quartéis. É claro que no "mato"  a vida não andava tanto ao som do clarim... 
Como, entretanto, me parece que essa ligação deixou de funcionar, e, como se costuma dizer, "o vagar é engenhoso", para mais, nestes dias chuvosos que não nos aconselham a sair de casa, aqui ficam alguns sons que, agora que nos não obrigam a obedecer, até poderão despertar alguma nostalgia ...




Servirá também para recordar os nossos "clarins", o Frasquilho Ângelo, o F. Rebelo Lourenço e o Liberato Pais, se um apontamento que consultei está correcto...  E quem é que se recorda de um camarada, que, com um pedaço de mangueira, imitava tão bem o toque para o rancho?

Nota:  Se tudo correr como o previsto, ao "clicar" em cada um dos toques, deverá abrir uma "janela" e ouvir-se o som respectivo. Se não acontecer, algo correu mal ...(Não há direito a indemnização!!!)
Esclarecimento: Esta colecção de toques (que não é completa, como repararão...) foi organizada por Para-quedistas, para quem vai todo o mérito. Pesquisando encontrei comentários de que não serão exactamente iguais aos do "nosso" tempo, com especial referência para o toque de alvorada, que seria muito mais rico e difícil de executar... enfim, tudo muda !!! 
Não resisto à tentação de deixar aqui uma magnífica interpretação, por Orquestra, do magnífico (para mim...) Toque do Silêncio, graças às maravilhas do YOUTUBE:




quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Lembrando 06/11/1969


Sentida Homenagem

ao companheiro

João Vaz dos Santos
(S. Simão Bunheiro - Murtosa)

Que tombou em combate há 40 anos 




(Não tendo qualquer referência sobre o local ou as circunstâncias deste triste acontecimento, muito agradeceria que alguém desse alguma contribuição esclarecedora, quer em comentário ao "post", quer para o meu e-mail (manuelsoares46@gmail.com). Pela data, foi com certeza na zona de Tenente Valadim, quando eu já estava em Cabo Delgado)
Manuel Soares

 



   

sábado, 31 de outubro de 2009

SAUDADE

(por:  F. Santa)

Saudade. Palavra que segundo dizem, foi inventada por nós portugueses e só nós a sabemos interpretar. Saudade, pela parte que me toca é o que sinto quando me vem à memória as nossas aventuras por terras de Moçambique com todos aqueles que compartilharam connosco. Ontem fez anos que os nossos camaradas PENICHE E CORADO ficaram para traz. Uma guerra sem sentido deu-lhes como prémio uma morte cruel e sem piedade levando-os do nosso seio não podendo hoje compartilhar os nossos convívios nem este cantinho onde nós depositamos todas as nossas lembranças. Estamos a entrar em Novembro, mês em que se celebra o dia de todos os santos (fiéis defuntos) eu não queria deixar esquecer todos aqueles camaradas nossos que pareceram dando a vida pela Pátria. Respeitando a crença de cada um eu quero aqui deixar bem expresso a minha saudade por eles e que Deus os tenha em bom lugar. Todos eles foram nossos companheiros, todos eles estiveram nos bons e maus momentos por que passámos, e todos nós fomos impotentes para os manter ao nosso lado, às famílias a nossa eterna saudade.
Eu sei que para alguns isto pode ser pieguice, também sei que para alguns isto não diz nada, mas para mim diz-me muito pois ainda hoje continuo a estar em contacto com a realidade e a realidade ainda hoje incomoda muita gente. Ainda no princípio deste mês um camarada nosso pôs termo à vida .Era aqui próximo de Coimbra. Sabem porquê? Viveu com stress de guerra desde que regressou do Ultramar, só há cinco anos é que foi a uma junta médica dando-lhe uma determinada incapacidade só que passaram cinco anos e não viu um tostão, tendo dificuldades na vida foi a solução que ele arranjou. Agora sei que já estão a dizer que o Santa é um revoltado. Pois neste aspecto sou. Passámos todos as “passas do Algarve” e fomos esquecidos e atirados para o lixo considerados já, impróprios para consumo.
Desculpem, mas este foi mais um desabafo meu. Não podemos esconder a realidade por mais cruel que ela seja e como já disse atrás, faz-nos bem desabafar. Para todos aqueles que pareceram que as suas almas estejam em paz.
Mudando de assunto: Continuamos a ser só meia dúzia que integram (eu chamo-lhe) o nosso cantinho, onde estão os outros? Moreira, Braga, Magalhães, Miranda, Madureira, o J.M. Vieira Rodrigues e outros. Será que não têm tempo? Não acredito! Faço um apelo para que colaborem e passem a mensagem a outros, este nosso espaço não pode morrer. Estive na passada quarta-feira ao telefone com o Vilas Boas, está muito desanimado com os problemas de saúde que tem e quase de certeza que alguns deles são “prendas” dadas pela guerra. Esteve a dizer que praticamente não sai de casa e sendo assim caminha para a solidão. Não vamos deixar, vamos contactar com ele de vez em quando e dar-lhe apoio, deixo aqui o contacto dele: 217601557. É assim que se vê a força da C Cav. 2415: saudade, amizade e solidariedade sempre!
Por hoje acho que já  chega, vamos todos para a água-pé e para as castanhas assadas e sorrir e tentar-mos ser felizes até ao fim das nossas vidas que a vida não está fácil.
                                              
                                Um abraço do tamanho do mundo para todos vocês
                                 deste vosso camarada: SANTA             




quinta-feira, 29 de outubro de 2009

30 - 10 - 1969 - Homenagem

 Aos nossos companheiros


JOAQUIM FRANCISCO RODRIGUES DA SILVA
(de Fonte Boa, Ajuda, Peniche)

e

AVELINO AUGUSTO CORADO
(de Paço, S.Bartolomeu dos Galegos, Lourinhã) 

no 40º. aniversário do seu falecimento em combate.


" Quando NT picavam a picada até Luatize e a cerca de 25 km de Valadim, rebentou uma mina na última viatura, um Unimog a gasolina, onde morreram os soldados Peniche e Corado e ainda um enfermeiro da CCS do Batalhão. Nessa mina ficaram bastante feridos mais 4 camaradas, entre eles o meu amigo Moreira, radiotelegrafista, que ficou todo queimado." ( Citando as palavras do camarada A. Castro, publicadas neste Blog em 13/5/09)



quarta-feira, 14 de outubro de 2009

HOMENAGEM AO MEU TIO

O título deste texto pode parecer-vos algo estranho. Porquê andar aqui a prestar homenagem a um elemento da minha familia? É simples, é que o meu tio foi nosso companheiro das mesmas "guerras" e "aventuras" durante a nossa permanência em Luatize. Era furriel e pertencia ao pelotão que o Batalhão de Tenente Valadim, tinha destacado para aquela zona, e que nos receberam quando lá chegámos.
Talvez haja ainda alguém que se lembre. Por isso, e pela obrigatória e sentida homenagem que aqui lhe quero prestar, indico os nomes, a saber: Fur.Azevedo (c/seta); Alf.Seabra (ao centro em baixo); Fur.Coimbra (ao centro em cima) e o "infiltrado" Castro (lado dir.). Falta ainda o Fur.Damas (julgo que era de Mira). Foram excepcionais comigo, sempre disponiveis para ajudar. Lembro-me até que me arranjaram umas instalações bastante impróprias, mas era o que havia (anos antes tinha sido o local onde guardavam sacos de farinha) para poder desempenhar a contento a arte da criptografia! Mas com umas boas lavagens e afastamento de milhões de roedores, aquelas ruínas transformaram-se quase num palácio!
Tudo gente boa e ainda me recordo da forma como foram inexcediveis no apoio que, dentro do possivel, tentaram prestar, noite adentro, ao infortunado Marcelino naquele fatídico 23Junho69.
Voltando ao meu tio Azevedo, é uma história igual a tantas outras, só achando graça, talvez por ser única, em todos os teatros de guerra do nosso império!!
Conhecio-o por mera casualidade, conforme podia não o ter conhecido! Acho que foi logo após a chegada a Luatize. Segundo os meus apontamentos foi no dia 22 de Junho 69. O nosso radiotelegrafista milagreiro Moreira, depois de lhe terem dado um casinhoto escuro e sujo, conseguiu instalar e sintonizar a muito custo aquela geringonça do radio, pois era hora da final da taça de Portugal em futebol entre Académica-Benfica (1-2). No meio do barulho ensurdecedor e de todas aquelas interferencias (assim a modos fundo dum poço) lá iamos conseguindo ouvir qualquer coisita, por vezes audível). Nessa altura aproximou-se de nós um furriel do pelotão "dos outros" e pediu licença para tb. ficar a ouvir o relato. Foi aí que o Moreira se me dirigiu, dizendo: "Oh Castro...........". E, fosse lá o "feeling" que fosse, logo de imediato o tal furriel se me dirigiu e indagou: "Eh, pá desculpa lá, mas tu chamas-te Castro? E de onde és tu, pá? Curiosamente, logo lhe respondi: "Sim, meu nome é Castro e sou da Parede, perto de Lisboa". Mais perguntas menos perguntas que agora pouco interessa, aconteceu qualquer coisa deste género: "Oh, meu querido sobrinho vem aos meus braços! Eu sou teu tio!!"
Por indicação dos meus pais, realmente eu sabia, assim como ele, que havia um sobrinho e um tio destacados em Moçambique, ao mesmo tempo. A curiosidade é que não nos conheciamos, nunca nos tinhamos visto. Ele morava em Albergaria-a-Velha e eu na Parede. Talvez a distancia e a independencia da vida de cada um de nós contribuissem para esse resultado.
Foi realmente algo "sui-generis" e muito agradável. A partir daqui estivemos 24h/24h em contacto directo, vivendo ambos os graves problemas que nos aconteceram e que são do conhecimento de todos. Lembro até que após a refrega do ataque a Luatize ainda lhe dei uma ajuda chegando-lhe granadas para o morteiro que ele, na zona da cantina, segurava nos joelhos
disparando na direcção que ele entendia que os "fugitivos" percorriam.
Após a nossa chegada à Metrópole, continuámos a nossa grande amizade, nascida em Luatize, e tinhamos contactos assiduos, apesar de morarmos em locais diferentes. Nos ultimos anos, desde 2002, passamos até a viver na cidade de Lagos. E foi aqui que passamos horas e horas a fio, descontraídamente, em franco convívio, falando sobre as "aventuras" passadas no Indico.
Infelizmente, mais precisamente em Julho deste ano, faleceu, precocemente, com 64 anos, de doença prolongada. Perdi um ex-companheiro, um grande amigo que foi sempre um grande Homem. Ainda acho isto muito estranho e sinto-me mais triste.
PAZ ETERNA A UM BOM HOMEM QUE FOI O MEU TIO AZEVEDO.

domingo, 11 de outubro de 2009

11-10-1969 -Saudosa Homenagem


ao inditoso companheiro

Henriques Rodrigues


que tombou há 40 anos


"Emboscada à nossa coluna na picada NViseu, quando vínhamos para Tenente Valadim. Eram cerca das 8 horas da manhã. Tivemos 1 morto o 1º cabo Rodrigues e 5 feridos graves."  (citação da mensagem do A. Castro, aqui publicada em 13/05/09 )


Será possível que alguem comente, indicando quem foram os feridos ? 



quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Outubro negro...

... foi o de 1969 para a nossa Companhia. Três dos nossos companheiros ( o Henriques Rodrigues, a 11, o J. F. Rodrigues da Silva e o Avelino Corado, a 30) deixaram-nos. E, logo a seguir, a 6 de Novembro, foi o João Vaz dos Santos.
Vem sendo hábito deixar aqui uma referência de homenagem no aniversário dos nossos mártires.
Não possuo quaisquer elementos (nem sequer memória pessoal) destes tristes acontecimentos. Com certeza recordarão os meus companheiros que eu saí da Companhia pouco depois do ataque  do Luatize.
Nesse sentido deixo aqui este apelo: que quem se lembrar me envie por e-mail (manuelsoares46@gmail.com) ou por correio ( Av. Correios, 150     4775-446 NINE) relato dos factos ocorridos, e/ou, se possível, fotos (dos falecidos ou outras), para aqui serem publicados.
Aproveito para agradecer e louvar a tão preciosa e artística colaboração do Santa e do Paulo, sem a qual este site estaria definhando, como tantos outros...
Claro, não esqueço os iniciadores, o Magalhães e o Castro ! E o Afonso, com as fotos!

Manuel Soares 

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sábado, 12 de setembro de 2009

AS TRANSMISSÔES


     (Por Ant. Paulo)

Hoje vamos dedicar um pequeno espaço às transmissões. Não são transmissões de propriedade, nem transmissões de pensamento. São mesmo transmissões de transmitir, ou seja, telefonar através daqueles caixotes obsoletos, alimentados por baterias que mal suportavam as cargas e orientados por cordas de estender a roupa.
      Tempos difíceis e de sacrifícios, mas o pessoal lá cumpriu a sua missão  com o melhor empenho possível. Um abraço a todo o pessoal das transmissões.
      Mando uma fotografia com o dito pessoal, com excepção de dois elementos que na altura não eram da comunicação, mas são agora.
      Agradeço que me digam o nome dos três elementos menos conhecidos por mim, para anotar na fotografia.
      Um abraço do Paulo

  

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

"A Guerra de 1908"

Homenageando o Raul Solnado, para quem a guerra acabou, definitivamente


quinta-feira, 2 de julho de 2009

Madrinhas de guerra

(Enviado pelo Fernando Santa)


Camaradas:



A nossa vida militar, além de nos trazer alguns dissabores também nos deu algo de bom
.
Hoje vou falar das madrinhas de guerra e contar-vos uma história mas daquelas histórias verdadeiras que foi mais o menos assim: Estava eu em Castelo Branco, quando através da revista Plateia arranjei a minha madrinha de guerra. A partir daqui começou a troca de correspondência até sair a minha mobilização para o Ultramar, depois parto para Estremoz e daqui para Cav.7 onde vos encontrei a todos. Foi aqui que pus o meu plano em prática, ir a Faro (pois ela era de lá) conhecê-la pessoalmente. Foi num fim de semana em que não estive de serviço. A minha intenção era somente ela ser a minha madrinha de guerra pois na altura já estava noivo da minha mulher que é hoje. Entretanto partimos para o ultramar e continuou a nossa troca de correspondência até ao ponto de ela me tratar por irmão.

Quando regressei, disse-lhe que ia casar, convidei-a para ser madrinha do casamento o que ela viu com agrado mas na altura não lhe era possível estar presente nessa altura. Não desligámos um do outro antes pelo contrário, passámos a ser tratados por ela, como os manos de Coimbra. Entretanto conheceu a minha mulher o tempo foi passando até que conhecemos o resto da família, tanto de um lado como do outro. Depois nasceu a minha filha convidei-a para ser madrinha o que ela aceitou vindo a Coimbra pela primeira vez. Entretanto a minha filha cresceu casou e ela foi madrinha de casamento, daqui tornámo-nos numa família até hoje. Agora neste momento recordo-a com saudade pois ela ( Maria das Dores ) faleceu em Fevereiro deste ano, foi como se tivesse perdido uma irmã de sangue, aqui lhe deixo uma homenagem por aquilo que ela foi para mim quando estive no Ultramar e principalmente aquando da minha estadia no hospital.

Vejam como por vezes também no seio da guerra nos acontecem coisas boas, arranjei mais uma família para juntar a outra família que sois todos vós camaradas.

Não podemos só relembrar o que foi mau, relembremos também o que foi bom, para a angústia não ser maior.

Um abraço para todos do Santa.