segunda-feira, 9 de abril de 2018

VOLTO A LEMBRAR...

Pois bem... Volto a lembrar o nosso convívio marcado para o dia 5 de Maio. Esperando que não faltem por aqui me fico à espera das vossas inscrições. Até agora a adesão tem sido pouca. Não esperem para o fim! Tenho que honrar os meus compromissos com o restaurante. Vá lá, inscrevam-se ou digam qualquer coisa... O tempo passa depressa. Não queria de maneira nenhuma fazer o convívio só com uma dúzia de camaradas! Seria uma desilusão total e uma grande tristeza! SURPREENDAM -ME !!!

Já agora, mandem textos para o nosso blog! De contrário, está em risco de acabar...

Sendo assim, gostaria para terminar a presença do nosso camarada Carlos Silva no nosso blog através da sua poesia. E então, aqui vai o último poema dele dividido em duas partes. Aqui vai...

        "A POESIA E A MÚSICA SINERGIA PERFEITA"

A música nasce da fonte da ternura e do pudor
Se eleva por entre as nuvens, para lá dos astros
Como fumo subindo em prece e louvor
De incenso branco perfumado e casto

A música é como um sorriso contagiante
Não custa a quem a dá, enriquece quem o recebe
É da natureza o mais puro e fiel amante
É condensar desejos, sentimentos, afagá-los ao deleve

Como ela inebria os sentidos
Transforma o coração e a alma
 Entra suavemente pelos ouvidos
E se aninha no peito terna e calma

Ditosas mãos que vibram um instrumento
Seja de fole, cordas, teclado ou de cana
 Fazê-los tocar todos ao mesmo tempo
Quase que ultrapassa a arte humana

Se queres cantar e dançar comigo
Levanta-te vem daí, toca a marchar
Tenho palavras escritas num livro
Muita e boa música para te dar

Eu quero declamar a poesia
Seja de Camões, Aleixo, ou Pessoa
Escrevê-la, recitá-la noite e dia
Até que a alma e a mão me doa

O fado de mérito concerteza
Eleito canção nacional
Mas da poesia Portuguesa
Também se orgulha Portugal

À poesia e à música me converti
A ouvir a Amália e o Marceneiro a cantar
Logo a vontade e o desejo senti
Foi elevá-los, dignos de honra de altar

De manhã quando me levanto
Começo o dia a cantar
Sou como os grilos do campo
Que ninguém faz calar

Quem canta só por dinheiro
Não pode cantar por amor
É como ter o mundo inteiro
E dele ninguém mais dispor

Cantam fiéis rezando o terço
Para Deus do céu adorar
Canta a mãe junto ao berço
Pró seu filhinho embalar

Como vêm tudo canta
 Melhor assim que chorar
Se a música nos encanta
Porque não havemos de cantar?

A música é cultura popular
Que da terra ao céu faz ponte
A ninguém se devia negar
Como se não nega a água da fonte

Quem animava os casamentos
Arraiais, festas e baptizados
Da música os melhores momentos
Em nós para sempre ancorados

No meu peito a música arde
Em chama viva que me consome
É o sol radiante ao fim da tarde
Que se vai pondo entoando o meu nome

Fim da primeira parte...

   Termino por hoje, com um grande abraço para todos.

                                    SANTA
















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