quinta-feira, 31 de agosto de 2017

CONTINUAÇÃO...

Aqui vão o resto das fotos como prometi...









Ao fundo, Castanheira de Pera.


 Alto do Trevim


Vista do alto do Trevim




                                                       Aldeia de xisto do Candal.

                   Aproxima-se o fim de semana, desejo que todos o passem bem! Um abraço.
    
                                                                       SANTA

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

ONTEM FOI DOMINGO...

Ontem foi Domingo. Sai de manhã e fui dar uma volta. Estava a chuviscar quando sai mas passado meia hora de viagem abriu o sol e foi um dia de calor. O objectivo da minha viagem era ver a Praia Fluvial das Rocas em Castanheira de Pera. Dei a volta passando por Pedrogão Grande. Ao longo daquelas estradas serpenteando pelos pinhais que outrora foram verdejantes e não passam agora de terra queimada com as árvores negras (quais fantasmas) erguidas com ar de sofrimento causado pela mão do homem. O cheiro a queimado entra-nos pelas narinas dentro. É  simplesmente desolador. As imagens da televisão são uma coisa, ver ao vivo, dá-nos a dimensão real do que realmente aconteceu. Ver pequenas aldeias e casas isoladas no meio de tudo o que vi, pergunto: Como foi possível resistir àquele inferno das chamas e ficarem incólumes? Perguntei a uma senhora já de idade como foi possível e ela disse-me: No meio de toda a tragédia e alguma desorientação, OS BOMBEIROS foram uns heróis. Devemos tudo a eles. Fizeram tudo o que podiam ter feito lutando com o "diabo" á solta! Olhe meu senhor: só quem passou por tudo isto é que sabe. Ninguém mete esses ladrões na prisão. Dão-nos cabo de tudo. Aqui já não há mais nada para arder! Era a cara de quem viveu a tragédia.
Continuei caminho até que cheguei a castanheira de Pera. Em volta, tudo queimado. No centro, como de um oásis se tratasse, lá estava a Praia Fluvial das Rocas. É algo deslumbrante num cenário de horror causado pelo fogo. As fotos mostram isso. Saí de Castanheira de Pera e subi a serra da Lousã. Paisagem magnífica até que o homem não se lembre de fazer o mesmo que fez em Pedrogão e Castanheira de Pera e como noutros lados. Subi ao ponto mais alto da serra de onde se tem uma vista espetacular. Daqui vê-se o mar e a grandiosa Serra da Estrela. Descendo novamente, passa-se pela aldeia de Xisto de "Candal", pequenina mas bonita. Descendo mais, eis chegado á Ermida da Senhora da Piedade. Encastrada em plena serra na luxuriante paisagem e protegida por pequeno Castelo. Vale a pena visitar. Daqui parti de regresso a casa.




Vista parcial de uma parte da serra queimada.







Nesta foto, é a parte onde de tempo a tempo, toca uma sirene e aparecem ondas como no mar.




Isto é um local, por aquilo que vi, em que os adultos voltam a ser crianças!!!

Para a próxima vai o resto. Uma boa semana para todos com um abraço. 

SANTA






segunda-feira, 21 de agosto de 2017

RETALHOS DAS FÉRIAS...

Ora aí está. Estão a queimar-se os últimos dias das férias! Hoje, o meu almoço foi uma sardinhada bem regada com um vinho tinto de se lhe tirar o chapéu. Como existem coisas que o nosso cérebro não esquece, faz precisamente 49 anos que o meu almoço (meu e não só) não foi sardinha. Nesta altura, (em Matipa) já ia no quinto dia de "arroz e salsichas" ao almoço e ao jantar que se iria prolongar por mais dois meses! Quanto á confeção, água (imprópria para tudo como foi confirmado mais tarde), arroz, salsichas, e o molho da lata das ditas salsichas. Só! Foi ou não foi um bom "menu" durante dois meses? Se foi!
Mudando agora de cenário. Os meus dias de férias, teriam sido óptimos se não fosse o vicio da televisão! Assim, nem que se não queira, somos confrontados com as mais variadas notícias que a maior parte nos deixa ( a mim por exemplo) triste e apreensivo. Como é possível o nosso cantinho à beira mar plantado (Portugal), estar arder da maneira que está? Como é que tudo isto acontece?  São os vidros através do sol? São descuidos de queimadas,  churrascos ou outros serviços? Qualquer destes casos são uma gota de água no oceano. Então o que resta? A MÃO CRIMINOSA. Ora aí está o que parece não se querer falar muito. Basta ver as entrevistas que são feitas no terreno. Uns viram uma avioneta passar e deitar coisas para a mata seguido de poucos minutos o incêndio deflagra. Outros viram um helicóptero (que não era igual aos outros que andavam no incêndio) voar em circulo, ir embora e logo o incêndio deflagrou. E ainda outros, disseram que ouviram bombas deflagrar na floresta e de imediato incêndio. Eu pergunto: O que é isto? Isto não são palavras minhas, mas sim de gentes que habitam naqueles lugares e que foram ditas através da televisão. Em que ficamos afinal? E não vemos nem ouvimos na televisão dar muita importância a este assunto. Porquê? Responda quem souber.
Agora, foi também as mortes causadas pela queda de uma árvore no Funchal. Mais uma cena terrível. Culpas. Quem tem culpa? Os que morreram? Não. Mas sim alguém! O que é triste, é andarem a empurrar uns para os outros: não fomos nós, foram aqueles, estes também não, em que ficamos? É o velho hábito: a culpa morre sempre solteira.
Já não bastava (já para não falar de outros lugares): Barcelona. Mas o que é isto? Já não se pode andar descansado em parte nenhuma? É por isso que eu digo: hoje sair de casa é como quem sai para uma aventura. Tudo pode acontecer e o pior é não regressar vivo! Este mundo já não tem concerto. A palavra PAZ é uma palavra que está a ser banida da linguagem do ser humano.
Voltando ás minhas férias, ontem fui dar um passeio á Serra da Boa Viagem. Estiveram por aqui 40 graus. Como é bonita está serra. Que paisagens bonitas tem para o mar. Felizmente, tem escapado aos incêndios. Levei uma "bucha" que á sombra daquelas belas árvores, me soube tão bem! Quando regressei, já perto das dezanove horas, passei por uma pessoa já minha conhecida, comprei uns caranguejos da pedra (muito bons) e com mais uns condimentos, entre eles umas cervejas, e foi o fim dos caranguejos!
Neste momento são quinze horas e trinta minutos. Espero agora que a minha digestão acabe para ir até á praia dar um mergulho e entretanto chega-se a hora de preparar o jantar.

Por hoje é tudo. Com um grande abraço me despeço  de todos. SANTA.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

E JÁ LÁ VÃO 49 ANOS...


É verdade. São datas que ficam na memória. Faz hoje 49 anos que a 2415 tinha terminado a grande aventura de comboio  desde Nacala até Catur. Aqui esperávam por nós os autocarros de luxo, várias Berliet, que iriam levar a 2415 a Lione onde iríamos começar outro género de aventura. A partir daqui, começava o verdadeiro contacto com natureza isto é, a Selva! Logo de seguida, a guerra. Aqui, as saudades da família já se começavam sentir derivado ao cenário que já nos cercava. Daqui, saímos alguns para Chala e eu, inclusivamente de Chala para a célebre aldeia de Matipa!
Hoje, 49 anos passados, ainda se sente uma certa nostalgia, não pela guerra (claro) mas pelo dia dia que passámos juntos e pelo compaheirismo entre nós. É impossível passar despercebida está consequência. É impossível esquecer certas brincadeiras entre nós, brincadeiras que muitas vezes serviam para tentar esquecer as saudades de família e a guerra, se está era possível esquecer, mas o stress era menor.
Enfim, coisas que ficam para o resto das nossas vidas.

Um grande abraço para todos. SANTA.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

FÉRIAS...

FÉRIAS. Em princípio as férias servem para descansar, ou por outra: deviam servir para descansar e aliviar o stress do dia a dia normal principalmente de quem trabalha. Na minha opinião para a maior parte assim não é!
Vejamos. Filas das grandes superfícies. Há idosos e deficientes que querem passar á frente, a lei não interessa. Logo, confusão. Estacionamento. Lugar para deficientes ocupados por quem não tem direito.Chega o deficiente, pede para tirar carro, confusão com discussão  tramada. Estão á espera de lugar para estacionar, novamente discussão. Eu estava primeiro não eu que estava, insultos de parte a parte etc. Nós restaurantes a mesma história. Nas esperas para ter mesa, confusão. É! Não se podem sentar nessa mesa porque nós estávamos primeiro. O que acontece? Discussão.  Na praia, leva-se com areia em cima ou uma bolada nada a dizer, pois ainda podemos ser insultados. No parque de campismo, entra-se  no horário de silêncio, qual silêncio? Avisa-se as pessoas, logo á problemas. Na piscina. Não se cumprem as regras estipuladas. Faz-se queixa ? Problema! Mais discussão. Já para não falar de certos emigrantes (não tenho nada contra os emigrantes) que também não se comportam lá muito bem. É assim para muitos as férias! Descansar?Pouco. Aliviar stress? Como assim? Já para não falar da má educação que muitos trazem para férias! Fico por aqui.
Pela parte que me toca, eu fujo das confusões. Ainda á poucos dias eu estava para estacionar. Aparece um lugar ( já estava á espera algum tempo)  passou um carro por mim e enfiou-se logo no rspetivo lugar. Eu perguntei: ENTÃO?  EU ESTAVA PRIMEIRO. Veio logo a resposta: ó amigo, o lugar é de quem mete  carro primeiro! Comentários para quê? Claro, esperei por outro lugar, o que demorou pouco tempo e nem sequer dei aso á discussão. Se para esta gente passar férias é assim...

Aproveito para transcrever o seguinte:

Serei verdadeiro, porque há quem confie em mim;
serei puro, porque há quem me queira;
serei forte, porque há muito para sofrer;
serei corajoso, porque há muito que enfrentar;
Serei amigo de todos - dos inimigos, dos sem amigos;
Quero dar e esquecer a dádiva;
Quero ser humilde, porque conheço a minha fraqueza;
Quero olhar para cima - e rir - e amar - e elevar-me.

           HOWARD ARNOLD WALTER.       (1883 - 1918)

    Da bela cidade da Figueira da Foz, mando um abraço para todos.

                                                     SANTA