sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Ida a Moçambique

Estas quadras são da autoria do nosso amigo Choné, mais  um dos grandes poetas que pertenceu, ou melhor, pertence à nossa Companhia.
Foi durante o almoço anual em Coimbra, Maio de 2010, que me entregou o manuscrito com as mesmas pedindo-me  para editá-las no blog.
Só que, e há sempre um "só que", este vosso amigo nunca mais se lembrou do pedido, mas guardou-o no baú da tropa.
Hoje mesmo, enquanto lá remexia, dei com o papelinho e aqui estou a penitenciar-me de tão grande lapso.
Peço-te perdão, amigo Choné. mas mais vale tarde que nunca. E, passados seis anos, vê-se bem que continuas actualizadissimo. Um grande abraço para ti.
 
Então é assim:
 
Ida a Moçambique 
 
Parti um dia                                   Que maus momentos
pró ultramar                                   tantas torturas
cabeça fria                                     tantos tormentos
só de pensar.                                e mais loucuras. 
 
No meu regresso                          Nessa experiência
mas bem depressa                       que por mim passou
porque o progresso                     minha inocência
não ia nessa.                                 bem me marcou.
 
Só Portugal                                   O que bem sei
queria a razão                               da minha sorte      
para uma guerra                           é que fiquei 
sem solução.                                 muito mais forte.
 
Autor: Avelino Torcato Pereira                                      

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