sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

**ANO NOVO**

Pois é! Parece que ainda á poucos dias, festejávamos a entrada do 2016 e já estamos a festejar a entrada do 2017. Como o tempo passa depressa! Foi bom o ano 2016? Tudo depende do ângulo em que o vimos passar. Mas uma coisa é certa: trouxe coisas boas e coisas más.Qual a quantidade das coisas boas e das más?...
O que se espera então do 2017? Que seja melhor, que não haja tantas guerras nem desigualdades, que a fome se extinga e quem governa que governe com os olhos postos naquilo que o ser humano mais precise para viver tranquilo. Que este novo ano,traga á humanidade coisas boas. Que este novo ano, não esqueça as crianças que tanto sofrem e que o terrorismo acabe. O NATAL já lá vai! Tudo o que foi desejado nesta quadra, paz, amor, tudo de bom, etc. etc.é agora abafado pelo ruído da passagem de ano. Depois? Bem a folia do carnaval e tudo volta ao mesmo, já ninguém se lembra da paz do amor etc. etc.Chega-se ao fim de 2017, é virar o disco e toca o mesmo!

Sendo assim,os meus votos para 2017,são: que acabe as guerras que abalam este planeta,que acabe a fome e que haja igualdade em todo o ser humano e que as crianças sejam preservadas do sofrimento causado pelas guerras. Enfim. Que o mundo possa viver em paz e que os homens se compreendam uns aos outros.

         DESEJO PARA TODOS,UM BOM ANO 2017, COM MUITA PAZ E MUITA SAÚDE.

                                                     

                                                             SANTA



sábado, 24 de dezembro de 2016

ADAMASTOR...

ERA UMA VEZ...

E,
FUGIU MEIO MUNDO,
ASSUSTAD"OUTRO MEIO.
"PEGARAM EM ARMAS,
SONHARAM A GUERRA,
FIZERAM CAMPANHA,
GASTARAM SEU TEMPO,
FERIRAM A VIDA,
MATARAM A PAZ".

E, A FERA,
MOSTRENGO A PENSAR;
LHES DISSE D"AMIGO:

-"ANDAIS CONFUNDIDOS,
OU MAL APRENDIDOS;
TRABALHO É A PAZ
QUE A GUERR"É DESCANSO.
RECOLHEI AS ARMAS,
VIVEI VOSSO TEMPO,
QUE A VID"É TÃO CURTA,
E A MORT"É CERTA!

EU AQUI INERTE,
SEM FIM NEM  COMÊÇO,
SEM VIDA NEM NADA;
OBSERVO "TRISTE",
O MUNDO QUE HAVEIS,
ONDE VEGETAIS,
PODENDO VIVER.

                                                    M. MEIRELES


PARA TODOS, COM OS VOTOS DE UM SANTA CONSOADA E UM SANTO NATAL.

SANTA


quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Adeus inté ó meu regresso

 
Todos conhecemos bem e ainda nos lembramos desta célebre frase que a RTP atirava para o ar em vésperas de Natal.
 
Para os que nunca ouviram falar em tal, digo-vos que era a mais icónica, além de outras como: passem um Natal Feliz e um Novo Ano cheio de propriedades.
 
Durante a chamada "guerra colonial" muitos dos militares que por lá passaram foram convidados a enviar mensagens de Natal, ao vivo, para as suas famílias saudosas na metrópole. Para isso a RTP deslocava-se às colónias e ajudada pelos serviços de filmagens das Forças Armadas entravam mato adentro até em zonas perigosas de 100% para junto da malta filmarem e gravarem as ditas mensagens que, posteriormente, passavam na televisão em horário nobre, julgo que à volta do Telejornal da noite.
Era uma das formas das famílias, que cá ficavam a sofrer pela ausência dos seus, conseguirem olhar e acreditar que ainda estavam vivos.
 
Pois a mim também me tocou essa sorte e fui colocado na fila da malta, julgo que sorteada para o efeito. A coisa era muito simples, o companheiro da frente após gravar a sua mensagem logo passava o microfone para o de trás que, em muito pouco tempo, tinha de dizer o que lhe ia na alma. E, sucessivamente, pois a equipa de filmagens teria que pôr os pés à picada e não havia tempo para decorar o "script" de cada um.
 
Desse modo, lembro-me de ver o "técnico da claquete" meter-me à frente do nariz a dita e bater a tampa dizendo: pode falar , enquanto recebia o microfone do anterior.
 
Ora, como não nasci para actor, só sei que o nervosismo (não digo "stress" porque foi em 1968, e nessa época nem sonhávamos vir a usar essa palavra) deixou-me todo tolhido sem saber bem o que dizer e, então, com a boca em cima do microfone lá consegui balbuciar:  VOU FALAR PRA PAREDE pra meus pais, etc. etc. etc. - Cabo Cripto - fulano de tal.
E logo passei o micro que queimava ao gajo a seguir.
 
Ou seja, não é habitual encontrar pessoas que falam para a parede, pois são tolinhas, mas devo ter sido dos poucos que falou para a freguesia da Parede, concelho de Cascais.
 
Acontece que a minha família quando soube que eu iria aparecer no ecrã da RTP passou a vigiar o aparelho e, tanto esperaram que acabaram por me ver e ouvir a dizer: "Vou falar pra Parede".
E, vejam bem, até tiraram uma foto com "flash" ao  seu  mais que tudo  escarrapachado no ecrã, só que, após a revelação do "rolo" a foto saiu preta. Altas tecnologias daquele tempo!
 
Curiosidades de Natal que a memória não apagou.
 
Feliz Natal a todos
 

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

NATAL

NATAL. Quer queiramos ou não, ao celebrarmos o Natal, para mim é-me difícil não falar do seu significado: O nascimento de Cristo. Se não fosse assim, será que existiria esta data festiva? Na minha opinião: Não. Sendo assim, seguindo o seu significado é uma data marcante para estar em família. Mas, cada um adere a ela por sua livre vontade.
Fala-se muito do Presépio. O Presépio (para quem é Cristão) vai diretamente aos nossos corações e pede que o menino que nos habitou, renasça novamente e tudo em nós se transforme em vida simples, que gere Paz, Amor, e Perdão. Se aceitarmos todos este convite, seremos todos melhor. Eu sei que para muitos é difícil aceitar estas palavras e outras que vou escrever adiante. Nada posso fazer!
Os dias presentes não são somente de tristeza e de lamentação, apesar de não ter ainda desaparecido do nosso planeta a fome, a doença, as injustiças, opressão e a violência e o que está hoje em voga: O Terrorismo! Como podemos deixar passar tudo isto despercebido?
Paremos silenciosos, junto do presépio de Belém, e vamos tentar ver e sentir, para além do simbolo histórico, a Mensagem espiritual que desse Presépio vem. O homem gosta de viver sob a visão de guerra eminente espreitando a possibilidade de aniquilar a todos. Em suma, a vida perdeu qualidade de uma forma irreversível , remetendo-se o homem para os meios tecnológicos que possui. Se o dia de Natal for marcante nas nossa vidas, não apenas como uma comemoração histórica cultural, religiosa ou familiar, mas como a que se refere, então vamos sentir Paz e Amor.
De uma coisa sei eu: no meio das luzes, da comida, prendas e grandes festas, muitos de nós esquecemos o resto. O que celebramos? Há, o nascimento do menino...E é assim que se perde o carisma do dia.
Já não basta o que se passa por esse muito fora? Cada vez á mais gente a passar fome. Cada vez á mais guerras empurrando os povos para uma fuga em massa para outros países e que tem causado um número indeterminado de mortos entre eles crianças. E agora pasme-se: já se fala em construir muros! São os atentados a bomba, é os assaltos, é a corrupção, é a violência doméstica e os abusos sexuais. Todos os dias á notícias chocantes que nos entram pela casa dentro. Vejam oque aconteceu ontem. Onde está o coração do homem? Como é que o homem quer viver se não respeita a vida, e neste caso especial, a quadra que atravessamos?Fazendo as minhas contas cheguei ao seguinte resultado: É o homem no seu esplendor  de brutalidade.

É NATAL. Vamos deixar as coisas más e vamos pensar em coisas boas. Que cada um de nós não se esqueça que, se calhar bem ao nosso lado á alguém que não tenha nada para o celebrar. Vamos todos reunir as nossas famílias. Que seja uma consoada de Paz e Amor e que a família 2415 na saudade, não esqueça dos nossos companheiros que já partiram.
Em particular, eu desejo a todos os camaradas da 2415 e suas famílias um Santo e Feliz Natal e que entre as prendas que possam receber, as maiores sejam: Saúde, Paz e Amor. Estes votos, estendem-se a todos os familiares daqueles que já partiram e que estão na nossa saudade.
A 2415, deseja também um Santo e Feliz Natal para todos os camaradas de guerra em geral.

O nosso blog, não podia esquecer, todos aqueles que o têm seguido. Para todos e seus familiares  um Feliz e Santo Natal.



UM SANTO E FELIZ NATAL PARA TODOS

SANTA




    



sábado, 17 de dezembro de 2016

Última hora:

O nosso 1º. Natal
LIONE 1968

O Nosso Comandante

António A. Amado

deseja a todos

Boas Festas de Natal

e

 Feliz Ano Novo !!!


HOJE É SÁBADO...

Pois é! Hoje é Sábado. Ao olhar pela minha janela, vejo o sol pôr-se por entre algumas nuvens num tom vermelho claro como dizendo: adeus até á manhã. Sim, porque estes três últimos dias não o vi. Uma das razões foi-me dada por uma gripe que me obrigou a três dias de cama, estando ainda neste momento um tanto abalado. Nada de mais. É fruto da época!
 Recebi ontem uma carta do nosso amigo Vivaldo desejando-me um Feliz Natal e dois textos para publicar no nosso blog. Sendo assim, aqui vai o primeiro:

" JUÍZOS DA RAZÃO "

Julgarás:

-A semente,
Pela nobreza da árvore.

-A árvore,
Pela excelência dos frutos.

-A ramagem,
Pela fruição da sombra.

Julgarás:

-As pedras
Pela consistência das paredes.

-As paredes
Pela majestade do templo.

-O templo,
Pela abrangência do sagrado

« As coisas serão,
Quando significarem»

Julgarás:

-O nómada,
Pelo sentido da procura

-O sedentário,
Pelo valor da permanência.

-O Efémero,
Pela consolidação do perene.

-A palavra,
pela coerência dos actos.

-A morte,
Pela redenção da vida.

E,
O economista,
Pela eficiência dos cálculos.

Oxalá!...

Na hora da safra,
Em dia de juízo,
Hajas que dizer

-Valeu a pena!...

E,
Hajas que ouvir:

Foi boa a sementeira,
Parabéns ao lavrador!.. 


                                              M. MEIRELES

               Um abraço para todos. SANTA.





sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

ÁFRICA MINHA - As 20 mulheres mais ricas do continente

Mimi Alemayehou (OPIC)
http://www.forbes.com/sites/mfonobongnsehe/2013/12/04/the-20-young-power-women-in-africa-2013/#71929d7e7231

A fome em África começa precisamente, assim, com tanta fartura!!
Nem o Ruanda escapa; aquele país de má memória, onde a guerra civil dizimou milhões.....(ehehehe.... desculpem mas é para não chorar). E, então, que dizer da Etiópia.
Não vamos esquecer que o ocidente moralista tem imensas culpas no cartório com aquela de "não ingerência" que tanto gosta de atirar para o ar!
Enquanto isso são as crianças que mais sofrem e morrem com fome e doenças inclementes.
Mas, agora é tarde (digo eu) para o tratamento de choque que seria aplicar o "velhinho" mapa cor-de-rosa, ou algo similar, que beneficiasse todas as partes.
Não me considero "idoso" do Restelo, mas acho que o descalabro a sério do mundo irá começar por aqui.
Por mais habituado que esteja a esta triste realidade não consigo deixar de me revoltar.
Poderá até dizer-se que há remédio para a cura só ninguém quer tratar o doente. PORQUÊ?

(Aconselho vivamente a clicarem no link acima)




terça-feira, 13 de dezembro de 2016

PARA TERMINAR O CICLO DE POESIA DE ANTÓNIO VERÍSSIMO...

 Ora então, é mesmo assim. Vou terminar o ciclo de poesias de A. Veríssimo, com dois poemas que ele dedicou ao AVÔ.

AO AVÔ ANTÓNIO JOSÉ

Aqui estou sentado
Acompanhado p`la saudade
Navegando p´lo p+assado

Certo de ganhar alento
Com este amor sagrado
Voando no firmamento

Aquele soldado de pujança
Que foi, o meu AVÔ
Pela MÃE PÁTRIA lutou
Durante a guerra de França

Sendo a força, do seu crer
Quem o conseguiu devolver
À terra que o viu nascer

Pela POLÍTICA ignorado
Como outros PORTUGUESES
O meu querido AVÔ
Morreu abandonado

Aqui estou, sentado
Envolto na saudade
Recordando, o próximo; passado


AVÔ SAUDADE

Aqui estou olhando o firmamento
Recordando cada momento´
Em que caminhavas pela estrada
Com o cajado na mão
Em direcção à mimosa
Procurando a sombra daquela amada
Tua vida de pobreza, tortuosa
Marcou-me, deu-me alento
Sinto-o no meu coração
Ao recordar um bom cristão
Educando sua família ditosa
Pugnando pela harmonia e p`lo bem
Sendo escravo do sentimento e do amor
Pai! Avô! SAUDADE!

Meu bom avô!JOAQUIM
Somente te esquecerei
A quando do meu fim

Sendo assim, termino por hoje com um grande abraço.
                                   SANTA





sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

PARA TERMINAR A SEMANA...

Para terminar a semana, voltamos novamente a António Veríssimo...

POPULAR

António dos Santos Ginguinha
Poeta e fadista popular
Declamou e cantou
Na rua do Grilo
Na taberna da Marcolina
Fadista com garra e estilo
Fez do fado, honra e sina
Levando a vida a cantar
Bebendo, a boa pinguinha

Viveu alegremente
Cantando à sua Samora
Nesses tempos de outrora
O grande fadista SAMORENSE

Junto a Deus no Altar
O ilustre Ginguinha
Repousa a cantar

GINGUINHA

O GINGUINHA é o PASSADO
É recordação no presente
Quando hoje se canta o fado
Na S. F. União Samorense

O GINGUINHA é SAUDADE
Do povo de SAMORA
VILA que o viu nascer
Com a sua simplicidade
Nas tabernas de outrora
Cantava , até ao amanhecer

Em Vila Franca, foi sepultado
O fadista da nossa PRAÇA
Hoje é memória do passado
O poeta, fadista de raça
Morreu Engripado

Hora seja prestada
ÀQUELE que no PASSADO
Em SAMORA cantou o fado.




Para todos, um bom fim de sema e boas compras para o Natal...

SANTA 






terça-feira, 6 de dezembro de 2016

CONTINUANDO COM ANTÓNIO VERÍSSIMO...

ATLETISMO

Não me canso a correr
Nada me faz cansar
Tenho o dom de vencer
Não posso parar

Corro a todo o canto
Sempre para vencer
Eu que não sou santo
Tenho o dom de correr

Não paro de correr
Corro sempre com a vida
Corro sempre para vencer

Algum dia irei parar
Acabando por ficar a perder
Quando DEUS o terminar
Deixarei de vencer

AMOR À BORDA D`ÁGUA

Manuel do Ribatejo
Campino da borda d´água
Nasceu à beira Tejo
Numa barraca de tábua

Na lezíria cresceu
O campino destemido
À borda d`água conheceu
Um amor proibido

Elegante geitosinha
Encantava toda a gente
Chamavam-lhe Bélinha
Bélinha de Benavente

Brilhante a dançar
A todos encantava
Certinha a marcar
Como a música mandava

O campino do Ribatejo
E a Bélinha da Liberdade
São hoje à beira Tejo
Recordação e saudadae

                           Um abraço para todos. SANTA.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Dia da Restauração da Independência


Que tal recordar os acontecimentos hoje celebrados vendo os seguintes "vídeos", com duas abordagens totalmente diferentes ? 

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

TRISTEZA...

     Foi uma notícia que me chocou e com certeza a todos da 2415 e ainda a todos aqueles que nos seguem. É a verdade. 

Acidentes de Avião, fazem parte de outras tragédias que acontecem por este mundo fora. Uns mais mediáticos outros menos, derivado ás pessoas que transportam, neste caso: de Avião. Todos eles merecem da nossa parte a mais profunda dor. Era o caso deste voo que transportava a equipe de futebol  do CHAPECOENSE. Quer queiramos quer não, o futebol move paixões por todo o mundo. Logo, esta equipe despertou em todos a tristeza por todo o mundo desportivo como outros casos idênticos já aconteceram. Não é para menos. Ninguém pode ficar indiferente ao que se passou e a tudo aquilo que (segundo tenho lido e ouvido) rodeou este voo desde a partida até á hora fatídica: o acidente. Erro humano? Avaria eléctrica? Falta de combustível? Vamos esperar para ver...
O que resta de tudo isto? É que setenta e tal pessoas morreram. Esta é que é a realidade. Que todos aqueles que sobreviveram, tenham rápidas melhores são também os nossos votos.

O nosso blog, não podia ficar indiferente ao que aconteceu. Sabendo eu que muitos brasileiros seguem o nosso blog, daqui enviamos os mais sentidos pêsames a todas as famílias que perderam os seus ante queridos  neste acidente. Estes votos , são também extensivos ao CLUBE CHAPECOENSE e que a força não lhes falte para que em memória dos que partiram, reerguerem o club. Que eles façam parte de todos vós da saudade eterna. Que eles na vossa memória estejam sempre vivos

                                                                       QUE ELES DESCANSEM EM PAZ

                      Para todos em geral, e em nome da 2415 um grande abraço. SANTA

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

NOSTALGIA...MENTIROSO...

Mais uma vez, António Veríssimo:

NOSTALGIA

Já não tenho quem
Me conte lindas histórias
Daqui e de além

Ah! quanto tempo
Eu! Te não vejo
Foste como vento
Já não TE almejo

Mas é imortal o nosso amor
Que bem vivo continua
No melhor do seu explendor

Ah! que eu já não sou
O menino, a criança pequena
Que adormecia serena
Ao colo do AVÔ


MENTIROSO

Á beira do rio acordei
Muito assustado fiquei
Após ter estado a sonhar
Que ELE estava a secar

Acordei vi seu leito
Onde a água corria
Hrmoniosa e com preceito
Brotando alegria

Radiante gritei
Meu querido rio
Mas porque é que sonhei
Que estavas seco, vazio

O meu grande amor
Que a sonhar seco eu via
O meu querido ALMANSOR
Corre como antes corria

Muito assustado fiquei
Por causa do mentiroso
Sonho que sonhei

E pronto. Por aqui me fico. É sempre bom, aqui e ali, recordar os nossos poetas.

   Com um grande abraço para todos.

                       SANTA


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

ONDE ESTÃO?

ONDE ESTÃO os camaradas da 2415? Tanta coisa ainda para contar da nossa companhia por terras de África! Tantas fotos que poderiam fazer parte do nosso blog! Porquê? Porque se teima em perder a amizade construída por nós naquelas terras? Vamos lá camaradas. Mandem fotos, textos e de outras coisas que tenham interesse para o nosso blog para os emails (que estão do lado direito do nosso blog): do Soares, Artur, Magalhães e para o meu, que eles serão publicados. Não custa nada. É uma questão de boa vontade. Agora que está frio, com uma mantinha e tapar as pernas, (não se pode andar nas ruas) vai-se até ao computador e manda-se qualquer coisa que ande esquecida, para o nosso blog .Vamos lá!
São neste momento 17 horas. Chove torrencialmente. Convida a escrever qualquer coisa para o blog. Para a rua não posso ir, ver televisão, ver o quê? Os nossos políticos? Mas que políticos? Desgraças? Futebol? Onde todos ralham? E outras coisas mais sem interesse? O que eu escrevo pode nem ter interesse também, mas creiam que é com boa vontade que o faço, não prejudicou ninguém! Penso eu...
Vou ficar por aqui, na minha chamada de atenção para os nossos camaradas para não se esquecerem do nosso blog, que tão bem tem dado conta de si. Eu sózinho, sinto-me limitado, para o alimentar! Será uma tristeza para mim se ele morrer por falta de vontade e falta de amizade da malta da 2415.

Para não ser só este paleio, vou inserir mais uma vez (porque acho interessante e é um colega nosso), alguns pensamentos do nosso amigo Carlos Silva:

       A felicidade é como os pássaros, que passam a vida a voar,
A gente bem lhe estende os braços, mas ela nem sempre, lá quer pousar.

Quem o amor menosprezou, nunca amou nem foi amado,
   tudo ao lado lhe passou, algo correu mal, para o su lado.

A felicidade é um bem, que quanto mais se dá mais se recebe.

  O pai amigo, não é aquele que falha com os filhos de tanto brincarem; é o que brinca
                                                              com eles.

   Rapariga que não contém o choro, por o namorado ser ciumento,
                                     " Pior namoro - pior casamento".

     É mais fácil aos pais, cederem aos filhos com presentes inúteis, do que
Interromperem a telenovela e o futebol, para ouvirem seus anseios, e dar - lhes
                                          conselhos úteis.

O avô sensato não sobe à árvore para mostrar o ninho ao neto, "ensina - o a trepar"

   
           Por hoje me fico. Vou comer umas castanhas, e vou beber uma jeropiga para aquecer!

                                       Para todos, um grande abraço.
          
                                                        SANTA

                                  

"Veterans" de guerra e o Sr. Trump

PORQUÊ? também digo eu.

Na continuidade do excelente artigo de opinião intitulado PORQUÊ? que o Santa escreveu no passado dia 6 deste mês, não posso deixar de o relevar mas, também, acrescentar alguma coisa mais sempre que o assunto é desta natureza.
 
Amigo, sei bem que és filho de boa gente, eu também sou e, felizmente, muitos mais. Por isso, nunca viramos a cara para o lado e, até ao fim, vamos estar sempre na defesa da dignidade.
 
Infelizmente, tiveram de ser sacrificados acabando as suas vidas naqueles infernos à volta de 10.000 jovens (digo dez mil e não mil nem cem nem dez) havendo, ainda, a acrescentar os feridos e incapacitados para o resto da vida um numero chocante de aprox.  100.000 seres humanos.
 
Apesar de já  terem passado cinquenta anos e termos sempre a martelar nos nossos subconscientes "o tempo tudo apaga", de modo algum se deverá esquecer uma realidade tão profunda e dolorosa. Até porque foi a nossa realidade! Que me desculpem as gerações da 1ª guerra mundial  que tantos horrores sofreram.
E, se esta dita realidade não nos incomodar, então somos, com certeza, outros seres quaisqueres. Humanos é que não!
 
Seja escrevendo continuando a denunciar, seja informando nas escolas e similares e, ainda, chamando pelos meios possíveis a atenção dos eternos "cobardes" que sempre preferiram usar de falsas "amnésias", devemos todos, sem excepção, "gritar" sempre bem alto: o nosso país sangrou entre 1961 e 1974 devido à guerra colonial. Temos razão e moral para isso.
 
E, para que a história continue "ad eternum" sempre pela verdade, duma vez por todas haverá que deixar de tanto enaltecer nos livros escolares, que nos formam para a vida, as batalhas de São Mamede, Aljubarrota ou outras (que me perdoem a D.Teresa e o D.Nuno), em detrimento da guerra colonial.
Os nossos descendentes, ainda tão próximos, irão gostar de conhecer toda a verdade que lhes querem omitir.  
 
Não consigo terminar sem antes ter de admitir que apesar de ser considerado uma "persona non grata" para a maioria do mundo o Sr. Donald Trump, durante a campanha eleitoral para presidente dos E.U., nunca deixou de falar e enaltecer o papel dos "veterans" (ex-militares) da guerra do Vietname e outras.
Oportunismo ou não, como queiram, mas antes isso que nada pois é, infelizmente, o nosso caso neste país que tanto nos sacrificou.
 

sábado, 12 de novembro de 2016

HOMENAGEM

No passado dia 6, foi homenageado pela Câmara Municipal da Mealhada, Junta de Freguesia do Luso e Associação dos Deficientes das Forças Armadas (Delegação de Coimbra), Homero Serpa antigo presidente da Junta de Freguesia do Luso, sócio e antigo dirigente da A.D.F.A. Foi atribuído o nome do homenageado ao Anfiteatro de Várzeas, a localidade onde viveu parte da sua vida. Foi Presidente da Junta de Freguesia do Luso durante 24 anos com uma dedicação invulgar estando sempre ao lado das suas gentes. Não era por acaso, que se viam algumas lágrimas nos rostos dos que assistiam á cerimónia. Como dirigente e associado da A.D.F.A., foi um bom exemplo para todos e aqui recordamos a sua solidariedade e camaradagem que o caracterizavam. Como sócio, quando era chamado, nunca tinha na sua boca o não. Estava sempre presente pronto para o que fosse preciso. " Era um homem de valores e princípios." O nosso amigo Homero era amputado.

                                            " QUE ESTEJAS EM PAZ "

  A ilustrar este artigo, aqui estão algumas fotos do dia da homenagem...







Estiveram presentes nesta cerimónia de homenagem, o Presidente da Câmara Municipal da Mealhada, o Presidente da Junta de Freguesia do Luso, o Presidente da A.D.F.A., o Presidente da Delegação de Coimbra da A.D.F.A acompanhado pelos restantes membros da Direção e ainda a Viúva do homenageado e família.


Já agora, para quem não conhece, algumas imagens do Luso:

  
Vila do Luso
Fonte do Luso

                          

Hotel Buçaco - Luso

Para todos um abraço. SANTA.




quinta-feira, 10 de novembro de 2016

S.MARTINHO...

Ora bem: Já passou um ano e cá estamos nós a festejar o S. Martinho.
Lembram-se do texto que escrevi fáz um ano sobre S.Martinho? E o Sr. António meu vizinho? Pois é: desta vez não foi preciso estar á janela! Estava eu hoje achegar a casa (12 horas) vindo da Delg. de Coimbra da D.F.A., quando ouço o Sr. António a chamar-me: Sr. Fernando Sr. Fernando, espere aí que quero falar consigo! Olhe, estou a convidá-lo para amanhã ir a minha casa provar a água-pé e comer umas castanhas assadas! Este ano não é preciso falar na história do S. Martinho que eu não me esqueci. Só umas coisitas mais complicadas, datas e tal e coisa e uns nomes esquesitos é que me passou! Sabe? A minha cabeça já não é nova! È como um pneu furado: enche mas esvazia logo! Fica combinado? Ok Sr. António. Amanhã lá estarei. Já agora a que horas? Cinco horas. Disse ele. 
E pronto. Amanhã lá estarei. Pelos vistos não vou ser só eu! Vamos ver o que é que a água - pé é capaz de fazer...!

A todos do blog e em particular á malta da 2415, eu desejo um bom dia de S.Martinho com água-pé ou com jeropiga mas, com o melhor de tudo : SAÚDE.
Para Sábado, dia das mulheres o meu desejo é o mesmo para elas!

                                             



Um bom S. Martinho para todos. SANTA

terça-feira, 8 de novembro de 2016

UM POUCO ATRASADAS...

Um pouco atrasadas, mas aqui vão três fotos da exposição fotográfica da Guerra do Ultramar que a Delegação de Coimbra expôs na Biblioteca Municipal de Anadia.




Mesa de honra. Da Esq. para a Dir. Capitão Calvinho, Presidente da Delegação de Coimbra José Soles Girão, a Presidente da Câmara Sr.ª Eng.ª Teresa Cardoso e
 um membro da Direção de Lisboa, usando da palavra está o Presidente da A.D.F.A. Comendador José Arruda. As outras duas mostram um aspeto da sala.

Com um abraço, SANTA.

domingo, 6 de novembro de 2016

PORQUÊ?...



PORQUÊ? Pergunto eu! Porque é que ainda existem pessoas que zumbam de nós? O que é que
 têm contra os Deficientes das Forças Armadas? Culpados? Nós? De quê? Quem nos mandou para lá? Quem nos tirou o melhor da nossa juventude? O que nos vendiam na altura, é que ia-mus defender a nossa Pátria. Hoje? Quanto sentimos na pele aquilo que compramos. É fácil as pessoas de agora dizerem coisas menos próprias contra nós. Porquê? Porque a guerra acabou e os seus filhos e netos já não têm que passar pelo mesmo que nós? Que o futuro, não lhes reserve o mesmo que nós passamos. São os nossos votos. Dizia-me um amputado aqui á tempo: Chamam-me perneta, que só estorvo, aos cegos chamam cegueta, a outros chamam chonés da guerra. 
 Será que fomos para lá assim? Porque é que ainda á gente que nos trata assim? E os que morreram? Será que ainda á respeito por eles? Fiquem sabendo: Não há dinheiro ou pensão que pague o valor da vida.
Por vezes não se pode falar da guerra em qualquer lado. Á gente atenta á nossa conversa e diz: vão contar histórias para outro lado. Faço ideia o que vocês passaram... é só histórias, foi só passear. Claro, quem esteve nas cidades não pode falar como aqueles que estiveram em contacto com a guerra, mas alguém tinha que ficar nas cidades a tratar da logística da mesma.  Não são culpados disso. Já apanhei alguns a contar histórias! Mas num cento de laranjas há uma podre, não quer dizer que todas as outras também são! As pessoas que ainda hoje desdenham de nós, não sabem o que eram os hospitais Militares da altura. Eram armazéns de despojos humanos que sofriam no corpo e na alma as torturas da guerra. Eram escondidos da sociedade pela ditadura. Isto já para não falar das morgues militares que escondiam as urnas que vinham pela calada da noite. Já pensaram o que sentiram na altura aquelas mães, mulheres e noivas com aqueles que faziam parte desta situação? Pensem um pouco e ponham-se no lugar delas! E aqueles que ficaram por lá enterrados? Cujas famílias nunca mais os viram? Pois é. Falar e criticar é fácil quando toca aos outros mas, só o que não se sabe é o dia de amanhã. É que as coisas não acontecem só aos outros...Quantas mulheres ao longo destes últimos 40 e tal anos não foram enfermeiras dos seus maridos. Quantos noivados e casamentos foram desfeitos. Quantas famílias atormentadas pelo stress de guerra dos seus maridos...
Peço desculpa se este texto é um pouco chocante. Não o escrevi para ofender ninguém mas sim pela mágoa que sinto, mas lá diz o ditado: quem não se sente não é filho de boa gente. Já estamos todos no fim das nossas vidas. Respeitem-nos. É o mínimo que todos os que pareceram e ficaram deficientes merecem, e os outros que não andando na guerra e que são também deficientes, merecem o mesmo respeito. Eu sei, que á mentes que o tempo não muda. Temos pena!
A partir de agora, não quero voltar a falar mais deste assunto. Deixo á consciência de cada um pensar o que quiser. O desrespeito por um deficiente, seja ele da guerra ou de outra situação é como um punhal cravado no corpo de cada um: FERE.Que todos estes punhais, em lugar de ferirem se transformassem em flores de respeito e dignidade para com os outros. No fundo, que haja humildade e respeito por todos.

           Eu não queria escrever isto. Mas (como dizia o outro) a mágoa magoa e o coração sente!

 " Uma língua afiada numa boca maldizente
     um cabeça desgovernada de quem juízo tem pouco, um insensato coração e uma
     alma de louco, imprudente, é como uma arma carregada nas mãos de um delinquente."
                                                                                                            Carlos a. da Silva


       Com as minhas desculpas, despeço-me com a mesma amizade de sempre. Um abraço.
          
                                                                           SANTA



          


quarta-feira, 2 de novembro de 2016

ORA ENTÃO VAMOS AO RESTO...

Como tinha prometido, aqui vai o resto...

     As quatro fotos que se seguem, fazem parte do Museu dos Descobrimentos que fica situado na Marina de Lagos. Vale a pena visitar. Todas as figuras são em cera e de tamanho natural.






As três  fotos seguintes, mostram a Ponta da Piedade em Lagos. É a natureza no seu melhor.
 







Esta é a praia do "Camilo"


                                Para terminar, mais duas fotos sobre as construções de areia!
                                         



E termino por hoje. Um abraço.
SANTA


domingo, 30 de outubro de 2016

CÁ ESTOU EU...

Como disse, ia estar ausente uns dias. Fui até ao Algarve dar uns dias de descanso á minha mulher. Isto é: da parte que me toca ela merece. Não houve pequeno almoço, almoço, nem jantar nem cama para fazer. Só o tempo é que não ajudou muito, embora tivesse chovido alguma coisa eu não me posso queixar disso. Porquê? porque a zona onde estive choveu muito pouco. Estive em Portimão. De Armação de Pera para o lado de V.Real de Santo António é que choveu bastante. Mas foi só uma noite e um dia.
Deu para passear um pouco e visitar algumas coisas que ainda não conhecia. É certo que conheço muita coisa do Algarve, mas á sempre mais uma coisa a descobrir. Para ilustrar o que digo vou aqui mostrar algumas fotos:

  Estas três fotos, foram tiradas num parque que fica na estrada para Monchique. Chama-se Parque da Mina É interessante. Claro que não vou colocar no blog todas as fotos, Tornaria-se massudo!

    





As próximas quatro fotos, mostram a exposição de construções de areia em Algoz, perto de Armação de Pera. Tinha como tema: "A música" 







As duas próximas, mostram um pouco do Zoo de Lagos.






Agora o cenário é outro! Aproveitei estar no Algarve para visitar dois companheiros da C.Cav.2415. O  João Vieira Rodrigues e o Vitorino. Foi uma almoçarada daquelas...! Peixe grelhado de diversas qualidades e bem regado com um tinto de boa qualidade!







Sendo assim, despeço-me por hoje com um grande abraço e para a próxima vai o resto.



SANTA



sexta-feira, 21 de outubro de 2016

OUTRA VEZ CARLOS SILVA...

Continuando Carlos Silva, gostava de transcrever algumas coisas interessantes dele. Ora vejam...

A vida não é feita só de beleza e candura/ mesmo assim quem me dera as ilusões do passado voltar a tê-las/ se não fosse a noite escura/ como via-mos a lua e as estrelas?

Coisas que a vida dia a dia nos ensina/ tudo isto fui ouvindo e aprendendo/ se não consegui dar a volta por cima/ mas se tentei, nada lhe estamos devendo

Uns de cabeça erguida, outros com ela pendida, nada de alma vencida, nem de cabeça louca varrida, só temos coração e uma vida e, todos sabemos que é tara perdida.

Ninguém está contente com a vida que tem/ tudo barafusta quando a vida lhe corre mal/ mas se a vida lhe corre bem, sorriem ao pai e a mãe, como é lógico e natural.

Tudo se resume: " à alma, ao coração e à vida", ao querer e ao saber, ao ser e ao viver.

Numa tela por mim assinada// gostava eu de descrever o passado/ até à ultima pincelada/ deixando o retrato a preto e branco retocado.

A vida começa na infância/ o ano em Janeiro//Junho, do princípio e do fim à mesma distância/ Dezembro fecha o ciclo, assim é a vida até entregar o corpo ao coveiro.

As quatro estações do ano// às varias fazes da vida se comparam/ para uns tudo isto é um engano// para outros a vida é pequena se dela nem tudo aproveitaram.

O homem acha sempre que nunca chega a sua vez// de exercer o direito de mandar// mas há duas coisas que não pode dizer que não fez// foi a de chorar e a de mamar.

O homem assim mesmo há-de ser// insaciável como o sol por não ter a lua à  sua beira// mas alguma coisa há-de ter// a certeza da morte, quer ele queira quer não queira.

Não foi o homem que inventou a natureza/ apenas a descobriu e dela usufruiu/ como donzela inocente bela e indefesa/ Sr. homem quando partir deve deixa-la como a encontrou, ouviu?!

 Muito mais este nosso camarada da 2415 escreveu. Está no seu sangue esta maneira de escrever e é como ele diz:

  " Eu dependo tanto da música e da poesia, como do pão de cada dia "

    E mais: Diz quem depende do vinho
                                                                    
                 Que encontra nele alegria

                A abelha depende do rosmaninho

                 Como eu da música e da poesia

                                                                                             
      Assim a minha alma me diz
      Sou de poeta e de louco
      Quanto baste para ser feliz
     Porque me contento com pouco

                                               CARLOS SILVA

Mais uma vez camarada, colega, amigo e companheiro. Tudo isto, porque foste companheiro das andanças da guerra com todos da 2415. Ao inserir a tua poesia no nosso blog, é com toda a amizade que tenho por ti e que se estende a toda a malta da companhia. Um grande abraço meu para ti em nome da 2415.

  Esta semana vou estar ausente. Para todos um grande abraço.
                        
                                                                                 SANTA

                                                                          










quinta-feira, 20 de outubro de 2016

FALANDO SOBRE A EXPOSIÇÃO...

Terminou este Sábado a exposição sobre a Guerra do Ultramar, feita pela Delegação de Coimbra da A.D.F.A na Biblioteca Municipal de Anadia. Para nós, (Delegação) que não somos experientes na matéria, pois foi a primeira que fizemos, nem correu mal, antes pelo contrário. Fizemos diversas palestras para algumas escolas que correram até muito bem. Os alunos mostraram-se interessados e fizeram algumas perguntas bem como os professores. Um dos professores disse: "Agradeço em nome de todos esta oportunidade que nos deram de ouvir falar da Guerra do Ultramar. É um tema que está um pouco esquecido nas escolas. E isto que fizeram aqui, serve realmente para que esta juventude tenha conhecimento da realidade que foi a Guerra do Ultramar."
Sendo assim, da nossa parte, sentimos que continuamos no caminho certo. E o caminho certo é divulgar o que foi a guerra do Ultramar para que a mesma não seja esquecida e que ela não volte ou qualquer outra, para atormentar esta juventude de agora e a vindoura.
Não podemos deixar de agradecer á presidente da Câmara de Anadia e á directora da Biblioteca Municipal e de todos os participantes e ainda alunos e professores das diversas escolas.

Já que falamos de guerra, encontrei nas minhas arrumações, uma folha de papel com algo que achei interessante:

« É a guerra aquele monstro que se
   sustenta de fazendas, de sangue, das
   vidas, e quanto mais come e consome,
   tanto menos se farta. É a guerra
   aquela tempestade terrestre, que leva
   os campos, as casas, as vilas, os castelos, 
  as cidades e talvez em um momento 
  sorve os reinos e monarquias inteiras.
  É a guerra aquela calamidade composta
  de todas as calamidades, em que
  não há mal algum que ou se não
  padeça, ou se não tema; nem bem que
  seja próprio e seguro. O pai não tem 
 seguro o filho; o rico não tem segura
 a fazenda; o pobre não tem seguro o
 seu suor; o nobre não tem segura a
 honra; o eclesiástico não tem segura
 a imunidade; o religioso não tem
 segura a sua cela, e até Deus nos templos 
e nos sacrários não está seguro.»

                De quem é? 
                                             Padre António Vieira

No meio de tudo isto, que bom que era que a humanidade ficasse livre desta palavra: "GUERRA" e aquela que se ouvisse mais,  fosse a palavra "PAZ". 

Termino por hoje, com um grande abraço para todos vós.

                                    SANTA