terça-feira, 8 de setembro de 2015

MAIS UM POEMA...

À MORTE

  Estava deitado
não dormia
procurava alimentar no sonho
o desejo do mundo
que me fugia.
   Lentamente,
como plumas,
chegaste junto de mim!
As tuas lívidas mãos
pousaram
sobre as minhas faces,
os teus lábios gelados
beijaram-me:
no peito
no coração.
   Depois
levaste-me a passear
durante algumas horas
no silêncio
no abstrato.
De repente
desapareceste!
quando acordei
e me vi cercado de armas
a lutarem contra ti
tive pena
de nos terem separado...!

                               SÁ FLORES

                                                                   SANTA

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