segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

SÓ PARA RECORDAR ...

  Por: F. Santa 

   Camaradas. O tempo passa, mas a memória daqueles em que ainda funciona não esquece imagens como esta! Depois de tantos anos, elas continuam a fazer parte do álbum da nossa memória.
                            

Alguém se lembra do porto da Beira?

       E as auto-estradas? Esta é no Niassa. Será para Chala? Se calhar… Era em auto-estradas como esta que o nosso inimigo colocava as marmitas (minas). Muitas vezes após as esconder, passavam com um pneu no trilho (que era de areia) para não se notar o sítio das mesmas!!  Para nós era muito difícil localizá-las. Picar os trilhos, era fácil quando as distâncias eram curtas, mas quando se tratava de quilómetros era praticamente impossível!

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Agora um aparte. O nosso amigo Pires esteve muito doente. Teve que ser submetido a diversas cirurgias muito difíceis mas segundo ele tudo correu bem e está agora muito melhor. Sendo assim (e segundo me disse) espera este ano ir ao nosso convívio. Manda um abraço para todos.
 

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Entretanto... preparem-se. O nosso próximo convívio já está em marcha. O Moreira (de Lisboa) e o Vivaldo é que o estão a organizar. Uma vez mais não vamos faltar!!

Já agora em jeito de informação, nas escolas perguntam-me muitas vezes o que é a A.D.F.A.. Como o nosso Blog também serve de veículo informativo, eu para a próxima irei  falar sobre o assunto.


                    Para todos um abraço do SANTA.
 

       

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

SAGAL -4- "o dia de São Avião"

Manuel Soares   

Sagal tinha uma boa pista e era com alguma regularidade utilizada  pelo D. O. (Dornier) da Força Aérea, normalmente vindo de Mueda. Quando aparecia era "dia de S. Avião", festejado com alvoroço, especialmente pelo tão aguardado correio...


 Claro que a aeronave só aterrava após montada segurança à pista.

 E reparem agora na pose deste amigo, de cujo nome não me lembro:


Menos sorte teve este "rei da selva":

(Continua)


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Sentida homenagem

Meu amigo Gonçalves em Vila Cabral em frente ao Café Planalto quando em Missão de Saudade....
Faço questão de através deste blog prestar sentida homenagem ao meu amigo João Gonçalves que, infelizmente, nos deixou. O coração atraiçoou-o logo agora que se tinha "reformado"  para viver os últimos anos na tranquilidade moçambicana que fosse possível e em que acreditava.
O nosso amigo João Gonçalves, na altura já residente em Nampula, acompanhou-me em 2010 naquela autêntica aventura aos locais onde a 2415 penou  (Ver"Em Missão de Saudade...tristeza não tem fim!!!"; "A caminho das zonas criticas de guerra" e "Lione e Chala").     Sem a sua ajuda e empenho não teria sido possível.  Sei que teve imenso prazer em ajudar, era a sua maneira de ser, amiga e solidária . Desde aí passou a ser um incondicional seguidor deste blog e até já conhecia bem os nomes  do Santa e do Soares quando falávamos sobre algum assunto do mesmo, vivia as questões aqui colocadas como se tivesse pertencido à nossa Companhia, apesar de manter contacto com o blog da CCaç 2470 a que pertenceu e que também andou por Moçambique.
Sinceramente sinto uma enorme tristeza, não estava à espera e custa a aceitar perder precocemente os amigos especiais. Mas há que saber entender pois é a natureza no seu melhor.
Que fiques em paz, será dificil esquecer-te amigo Gonçalves. Aos teus familiares mais queridos sentidas condolências, A.Castro e Telma.
   
                   
         

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

SAGAL -3- as instalações

Manuel Soares

Alguém conheceu quartel mais aprazível do que este ?







O por-do sol, na direcção de Mueda
    

                   

domingo, 9 de fevereiro de 2014

SAGAL -2- onde sucata "era mato"...

Manuel Soares
  
Mueda era a capital militar de Cabo Delgado  e os reabastecimentos via terrestre eram feitos principalmente pela picada, de cerca de cem quilómetros, que a ligava à costa do Indico, em Mocímboa da Praia, passando por Sagal e Diaca. Por isso não admira que a Frelimo a semeasse de minas, com bastante prejuizo do exército. É esse trágico espólio que hoje vos mostro, já que o Sagal estava no epicentro do troço mais afectado que era entre Mueda e Diaca...
Olhando estes destroços, não conseguimos deixar de pensar nos companheiros que lá morreram ou ficaram incapacitados para o resto da vida !




Nesta imagem nos edifícios em último plano funcionava a cozinha,e, à direita, o depósito de géneros e o refeitório. Quem por lá passou poderá verificar, em pormenor, ampliando a foto (com um duplo clic do rato).
   A propósito de cozinha, é a altura de documentar o abastecimento da água e da lenha:


 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

SAGAL - 1 - Eu estive lá !

Manuel Soares

Alguns dos inquilinos...
  Também eu tenho Sagal no meu curriculum vitae ! Nesse tempo ser sagalista dava um certo "status", sobretudo na cidade de Nampula. Não creio que essa "aura" fosse de todo merecida: outros aquartelamentos no Cabo Delgado teriam perigosidade semelhante, e, com certeza, instalações menos confortáveis, como se deduzirá das imagens que lá fiz e aqui vou partilhar...
  Se calhar esta minha opinião deriva de o quartel não ter sido atacado nos poucos meses que lá passei, nos
princípios de 1970...
  E aqui fica o primeiro lote de fotos:
Esta era a picada Mueda - Mocímboa.
Reparem na placa ESPOSENDE, o nome real da localidade

Na "monumental" entrada, a profusão de memoriais


SAGAL é sigla de Sociedade AGrícola ALgodoeira , cujas vastas instalações constituíam o quartel. A localidade tinha o nome de Esposende, conforme se podia ler na placa sinalizadora que se vê numa das fotos...