quarta-feira, 19 de março de 2014

Culpa da Atlântida?

 
 
O episódio aconteceu-me em Setembro do ano passado em Maputo durante a ultima FACIM (Feira Internacional de Moçambique) numa das esplanadas dos restaurantes existentes no seu interior. A fim de "matabichar" dirigi-me àquela zona onde estavam instaladas umas barracas degradadas e sujas de "comes e bebes". Não havia muito por onde escolher, pedi uma sandes de ovo e um leite/chocolatado. Só passados 15 min. é que a empregada nativa, com aquele cheiro bem característico colado à pele, se dignou aparecer com o pedido depositando-o na mesa. Por não os ter trazido lembrei-a para ir buscar guardanapos e, passados mais uns minutos, eis que surge sorridente deixando em cima da mesa um rolo de papel higiénico (foto acima).
Apesar de saber que estava em África, lembro-me que fiquei espantado e algo indignado durante breves segundos, pela ousadia, com o inusitado acontecimento , mas logo voltei à primeira forma e nem queiram saber o gozo e a risota que tal cena deu pela inovação!
Há muitos anos atrás aconteceu-me em Rabat, Marrocos, algo também estranho, entrei numa "tasca" bafienta, pois do seu interior exalava um cheiro agradável a peixe frito, e pedi para me embrulharem uns peixes acabados de saír da fritadeira, pois iam servir de prato principal num pic-nic a fazer numa zona de campo/praia que lá existia.
Também fiquei sem acção ao verificar que o "porco do estalajadeiro" ao tirar o peixinho bem cheiroso ainda escorrendo óleo depositou-o numa folha de jornal que, entretanto, tinha tirado debaixo do balcão. Nem conversa lhe dei, pois na hora virei-lhe as costas e saí porta fora. O que ele deve ter dito em árabe só Alá sabe!
Quando contei este episódio recente do papel higiénico a um amigo de longa data logo me respondeu: "Antes isso do que os carapaus fritos que te queriam dar em Marrocos"!
Ás vezes dou comigo a pensar e acho que a culpa destas culturas tão desfazadas e atrasadas, ou se quiserem, diferentes é da Atlântida, um extenso território que desapareceu por ter submergido.
Dizem os entendidos que o grande filósofo Platão acreditava que aquela zona que se situava entre o norte de África e a Europa submergiu dando lugar ao que hoje se chama  de mar mediterrâneo.
Partindo do principio de que esta teoria de Platão tem fundo de verdade, quero crer que é aí que começa o atrazo do continente africano no seu todo, apesar de nuns países mais do que noutros. A distância e as dificuldades dos transportes, só possíveis através de meios aéreos ou marítimos e, por isso bastante caros, deixou a África para trás, infelizmente demasiados anos.
Será?
 

2 comentários:

  1. Valeu a pena esperar! Aí está o Artur Castro no seu melhor! O Santa bem pode estar descansado que as suas profecias pessimistas ainda se não vão cumprir...
    Nem me lembrava já que o mito da Atlântida tinha sido referido pelo grego Platão, o tal filósofo que achava que nós só conhecíamos da realidadea a projecção da sua sombra da mesma na caverna alegórica que ele inventou para mostrar a falibilidade dos nossos conhecimentos.
    Quem for curioso poderá clicar aqui para relembrar o mito (?) da Atlântida: eu li e gostei...
    Muitos parabéns, amigo Castro, e ... até breve !!

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  2. Olá camaradas! Esta: eu sou o clarim da 2415 bom almoço em maio, está muito boa!! Mas vais ou não vais ao almoço? e QUEM ÉS TU? Desculpa, mas a minha memória já não a de outrora! Com certeza não te chamas anonimo! Estou a brincar! Um abraço do Santa.

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