* * * * Sábado, 20 de Maio ==> Convívio anual da "BRIOSA" 2415 em Montemor-o-Velho * * * *

terça-feira, 29 de março de 2011

Convite da TVI para 05/04/11 no VOCÊ NA TV

data29 de Março de 2011 15:09
assuntoPOR FAVOR DIVULGUEM --> PROCURAMOS HISTÓRIAS DE AMOR ENTRE MADRINHAS DE GUERRA E MILITARES-AFILHADOS
enviado portvi.pt
 15:09 (há 2 horas)


Boa tarde,

O PROGRAMA VOCÊ NA TV, APRESENTADO DIARIAMENTE POR MANUEL LUÍS GOUCHA E CRISTINA FERREIRA, PRETENDE FAZER UMA REPORTAGEM E CONVIDAR PARA VIR A ESTÚDIO NO DIA 5 DE ABRIL CASOS DE CASAMENTOS / HISTÓRIAS DE AMOR DURADOURAS QUE TENHAM SURGIDO ATRAVÉS DA CORRESPONDÊNCIA TROCADA ENTRE OS MILITARES DESLOCADOS NA GUERRA ULTRAMARINA E AS MADRINHAS DE GUERRA.

O IDEAL É QUE TENHAM FOTOGRAFIAS DA ÉPOCA E, ATÉ, DE PREFERÊNCIA ALGUMA DA CORRESPONDÊNCIA TROCADA.

OS CASAIS SELECCIONADOS PARA PARTILHAR A HISTÓRIA NO ÂMBITO DESTE PROGRAMA TELEVISIVO TERÃO AS DESPESAS DE DESLOCAÇÃO PAGAS, BEM COMO RESERVA DE QUARTO EM HOTEL SE VIEREM DE LONGE.

OS ESTÚDIOS DA TVI SÃO NA RUA MÁRIO CASTELHANO, Nº 40, QUELUZ DE BAIXO.

SE ESTIVER INTERESSADO OU POR VENTURA CONHECER ALGUÉM QUE SE ENQUADRE NO PERFIL, POR FAVOR ENTRE EM CONTACTO ATRAVÉS DOS SEGUINTES CONTACTOS: Sílvia Bernardo Contactos:

214346395 | 931956592 | smbernardo@tvi.pt Programa Você na TV http://www.tvi.iol.pt/vocenatv/


Obrigada à pela colaboração.

Com os melhores cumprimentos,
Sílvia Bernardo

domingo, 27 de março de 2011

Dobrado o Cabo ..... aportámos a Lourenço Marques! - take 2

Mais uma vez os vídeos que o Soares há uns dias aqui nos deixou recordam-nos momentos inapagáveis das nossas vidas. Por isso é obrigatório a sua preservação.  Pena tenho eu de não fazer parte do elenco! Bem gostaria, principalmente para memória futura e gáudio dos meus descendentes!
Sem o mínimo de importância, acho haver uma ou outra dúvida sobre os locais onde foram realizados e, com a devida autorização do autor, e julgando ter razão, vou tentar acertar.
1º vídeo -  Confirmação absoluta do companheiro Soares como excelente historiador.  Não segue o Poeta,  por mares de assustar, quem quer mas sim quem sabe!
Sobre o gigante Adamastor ainda me lembro bem, mas não à ida.  Foi na viagem de regresso, quando navegávamos à vista de Capetown, na junção dos dois oceanos, o "N/M Pátria" mais parecia uma casquita de noz. Só me faltou deitar as tripas fora! Vá lá, alguém se lembra?  Ou será que fui o único passageiro sobrevivente!
2º vídeo - Vê-se bem que os  protagonistas "galifões" se abasteceram, ainda na metrópole, de madrinhas de guerra (de segunda) q.b. que lhes serviram de cicerones (?) em Lourenço Marques.  Até foram de visita à Igreja da Polana (haveria aqui alguma mensagem velada de promessas vãs?)  terminando com  um belo passeio pela inesquecível Costa do Sol.
3º vídeo - Sem qualquer dúvida é a cidade da Beira, pois aparece o monumento ao bravo Caldas Xavier que por lá andou à "batatada" a todos os "rebeldes" Gongunhanas! 

Em qualquer destas cidades não tive oportunidade de me dedicar ao turismo pois estive sempre em amena confraternização com familiares que tanto amavam aquelas terras.
Ainda uma referência às "cenas degradantes". Infelizmente, mesmo passados tantos anos, continuamos a  ser testemunhas,  no dia a dia, de cenas idênticas, incómodas, em qualquer canto daquele país.
Após a independência os politicos e governantes ainda não cumpriram as promessas que fizeram ao povo que, pacientemente, (maior característica africana) tanto aguarda por elas.
Por fim,  aproveito para lembrar  os  companheiros (mais chegados) na viagem de ida no navio de cruzeiro "Vera Cruz":

O distribuidor de munições: Baptista, e a equipa de radiotelegrafistas: Claro;  Adão Silva e Silva + o grande chefe Moreira. E no topo o  decifrador de serviço!
Curiosidade: A "à la minuta", no verso, tem os seguintes dizeres já com 42,5 anos:  "Vera Cruz", 30/7/68 - São os meus futuros amigos.  Mais parecemos a familia Cartwright + 1.

E, realmente vieram a ser meus amigos, mais um que os  outros!  Como a gente costuma dizer: Coisas da tropa!!

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sábado, 19 de março de 2011

OLÁ MALTA!

 Por: F. Santa

Neste tempo húmido e cinzento, ouvindo a chuva a cair, qual nostalgia me invade. Sentado ao computador (que é  para mim um bicho de sete cabeças), ponho-me a saltitar de site em site de outros camaradas nossos vendo fotos (principalmente de Moçambique), e fico anestesiado com as mesmas, vindo à memória todo um passado que por momentos se torna presente, e em certas situações um pouco de desespero na memória. Parece-me também, que muitos sites sofrem da mesma doença (é a minha opinião) isto é, ausência de participação no relato das histórias vividas na guerra. Será que a cura desta doença é assim tão difícil? É que desta doença também o site da 2415 sofre. Senão vejamos. Já enviei tantas fotos (e vou enviar mais) sem história contada da minha parte, onde pergunto se alguém sabe onde foi, o que se passou, em que circunstâncias, e nada... Das duas, uma. Ou vêem e estão-se nas tintas, ou então estão esquecidos! Sendo assim cá vai mais uma:

 Volto a fazer novamente a pergunta. Alguém sabe onde foi isto? Eu só sei (se não estou enganado), que é o Sintra o J. Rodrigues e o Sines, já falecido. É assim? A propósito: Sintra, estamos à espera do prometido! 

Já  agora, gostava que o nosso camarada Tomé  que está nos E.U.A e que de certeza visita  o nosso site, arranjasse um pouquinho de tempo para dizer olá! Cá fico à espera. Manda uma foto tua para agente ver como é que estás! 




 Fez recentemente (dia 15) 50 anos que começou a Guerra do Ultramar, outros chamam-lhe Guerra Colonial mas seja o que lhe queiram chamar, foi uma guerra, e tudo o que se possa dizer sobre ela, é  que foi injusta e causou mais de 8.000 mortos e mais de 15.000 feridos que ficaram portadores de deficiências. Isto é que é a verdade que muitos não querem assimilar!
Nesse dia estive num colóquio  cujo tema foi: A LUTA DE LIBERTAÇÃO NACIONAL E A GUERRA COLONIAL EM ANGOLA, MOÇAMBIQUE, E GUINÉ. Estiveram presentes o Coronel do Exército, Carlos Matos Gomes, ex-combatente em Angola, Guiné e Moçambique; investigador de história militar, escritor, e argumentista de cinema e televisão. Esteve ainda Julião Soares de Sousa, Doutor em História pela Universidade de Coimbra, representando a FLNA. Foi interessante o debate, mas em alguns presentes ainda houve um pouco de saudosismo. 


 Um abraço para todos em geral do Ex. Furriel Santa

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quarta-feira, 16 de março de 2011

Dobrado o Cabo..

     ... aportámos a Lourenço Marques!

Com mais três vídeos do nosso repórter de serviço, continuamos a lembrar a nossa peregrinação. No primeiro, a passagem do Atlântico ao Índico, que nos traz Camões à lembrança: "aquele oculto e grande cabo..." (Bartolomeu Dias passou-o em 1488, e nós 480 anos mais tarde, a bordo do Vera Cruz. Para nós, ainda era o da "Boa Esperança... não adivinhávamos as "Tormentas" que nos haviam de calhar...)

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Os seguintes documentam o primeiro contacto com terras de Moçambique, em Agosto de 1968. Parece que houve uma muito gentil "comissão de boas vindas" aos briosos alferes ...
Uma referência a esta tão característica Igreja de Santo António da Polana : É da autoria do Arquitecto Nuno Craveiro Lopes, filho do marechal de iguais apelidos, que foi presidente de Portugal.


  video

Não me lembro de qualquer exibição de para-quedismo nessa altura, como aparece no terceiro vídeo de hoje. Será que essas imagens(e as iniciais) estão fora do contexto? Recordo-me é de uma competição de automobilismo nesse dia...
   E, já agora, uma referência às cenas com que fecha este último clip: o "espectáculo" deprimente dos passageiros do barco a atirar moedas para o pessoal da estiva. Desse lembro-me muito bem, pela repulsa que me causou.

video

Obrigado, Magalhães!

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sexta-feira, 11 de março de 2011

JÁ PASSARAM 50 ANOS

Por: F. Santa
Não  é possível esquecer o que se passou 50 anos atrás. Gostei dos textos que o meu amigo Castro escreveu e subscrevo tudo o que ele disse.
Alguém disse que era bom que se fizesse a história da guerra com relatos de quem a viveu. Pois bem. Posso dizer que neste momento já  está a ser feito pelo Dr. Boaventura Sousa Santos e o Dr. Sena Martins. Neste momento, o Dr. Sena Martins anda a fazer entrevistas filmadas com deficientes de guerra e não só. Pelo que sei, é um trabalho em profundidade como nunca se fez até hoje. Em continuidade com este trabalho, vai haver no próximo dia 11 de Junho das 14hoo às 19hoo no Auditório da Associação Fernão Mendes Pinto (Edifício da PT), Av. Fernão de Magalhães em Coimbra, um Seminário com o tema “Ecos da Guerra Colonial” organizado pela Delegação de Coimbra dos D.F. Armadas. Já agora, peço licença para fazer um pouco de publicidade dando-vos o programa :
Sessão de abertura: Governador Civil de Coimbra, Presidente da Câmara M. de Coimbra, Comp. Da Brigada de Intervenção, Presidente da D. Nacional da ADFA e da Del. da ADFA de Coimbra. Participações: Presidente da Ass.25 de Abril – Delegação do centro, MjGen. Monteiro Valente; CINEICC da Faculdade de Psic. Da U. de Coimbra:” Stress pós-traumático” –Drª Teresa Carvalho; CES da U. de Coimbra: “ Vidas Marcadas pela Guerra” – Dr. Sena Martins. “ Uma Ontologia do Eu Estilhaçado” e “ Filhos da Guerra Colonial”- Projectos coordenados pela Dra. Margarida Calafate. Participação especial da companhia de teatro Bonifrates.
Agora vou transcrever um texto de um companheiro nosso (M. Bastos) que esteve em Moçambique (Cabo Delgado) e é amputado: 
A Guerra Colonial, após 50 anos do seu início e após 37 anos do seu final, que influência exerce ainda sobre nós, os que viveram e os que não tendo vivido dela receberam uma herança inelutável? E que foi que aprendemos com ela, se é que aprendemos alguma coisa?
A ADFA foi intérprete dessas reminiscências, dessas marcas dolorosas e das palavras, tanto quanto dos silêncios; dando voz ao clamor pela justiça, à exigência do respeito e da reparação para com aqueles que, quando lhes foi exigido, arriscaram a sua integridade física e a própria vida com generosidade.
Ao longo destas décadas a ADFA tentou transmitir à sociedade e ao poder político o que com a nossa experiência se pode aprender sobre a guerra colonial e as suas consequências.
Alguns dos mais atentos e competentes de entre nós, ouviram-nos. Como Sena Martins que procura as marcas desse conflito nas nossas vidas, Teresa Carvalho que perscruta as suas reminiscências na nossa memória e Margarida Calafate que lê os seus sons e os seus silêncios nas nossas palavras.
A Guerra Colonial começou há 50 anos e terminou oficialmente há  37 anos, na revolução de Abril, mas ainda não acabou para alguns de nós. Ainda ouvimos os tiros, ainda sentimos a ansiedade e a alta tensão dos momentos de perigo e de dor – a que sofremos e a que fizemos sofrer.
Enquanto continua a lutar por todos os que ainda são vítimas da indiferença e da injustiça, a ADFA, associando-se aos mais lúcidos investigadores da U. de Coimbra, quer dar a conhecer o que a partir do nosso património humano já  pode saber-se, através do seu trabalho. Um património feito de marcas físicas e psíquicas, e de memórias de um tempo que não queremos ver repetido mas que faz parte de nós. O quanto da guerra ainda trazemos connosco e o quanto transmitimos aos nossos filhos.
O quanto ainda se pode aprender ouvindo connosco os ecos da Guerra Colonial.
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Mais uma Foto. Segundo sei, é do descarrilamento do comboio aquando da vossa partida de V. Cabral para A. Enes. Será?
O seu browser pode não suportar a apresentação desta imagem.  
Um abraço do Santa

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terça-feira, 8 de março de 2011

VOLTANDO A RECORDAR

Por: F.Santa 

Eis o majestoso lago Niassa. Alguém se lembra? Quem é que lá foi? Tenho uma vaga ideia  de que alguém da nossa Companhia, que esteve em Chala foi lá. Da minha parte, só o conheço visto do ar quando vim á metrópole juntamente com o nosso alferes Meira. Se alguém que lá foi ler estas linhas, pode dizer alguma coisa.
 De seguida, para matar saudades de quem já não se lembra, eis o Pátria, aquele que vos trouxe de regresso, pois eu não fiz essa viagem, como todos sabem. Sobre a vossa chegada tenho uma para vos contar: Fui informado pelos Adidos de uma data para a vossa chegada, e então lá fui eu com a minha mulher para vos esperar e qual quê, Pátria nada. Vim então a saber que vocês já tinham chegado três dias antes da data que me tinha sido dada. Como vêem, que que bela informação!


Aqui vai mais uma foto, com o nosso amigo João Rodrigues. Mais uma vez aqui deixo a pergunta: Alguém conhece esta história? Faça favor de contar!
   


                   Mais um abraço do Santa


sexta-feira, 4 de março de 2011

Passando por Luanda...

... a caminho de Moçambique!

A nossa escala de um dia na capital angolana ficou registada para a posteridade. Mais um "documento" do M. Magalhães (que aparece em cena...) filmado no início de Agosto de 1968:

video

quinta-feira, 3 de março de 2011

Camara Clara

Foi muito interessante mas ficou por dizer muita coisa, o programa Câmara Clara do passado dia 27 de fevereiro na RTP 2, "50 ANOS DEPOIS DO INICIO DA GUERRA COLONIAL", con o Joaquim Furtado, autor da séria "A GUERRA" e o Prof. Adriano Moreira que concordando ou não com as suas posições é uma pessoa que se tem de ouvir, pois expressa sempre opiniões, discutíveis, mas muito interessantes. Parece-me a "história viva" !
para quem não viu o programa, aqui fica o "link": http://camaraclara.rtp.pt/#/arquivo/204 . A não perder!