* * * * Sábado, 20 de Maio ==> Convívio anual da "BRIOSA" 2415 em Montemor-o-Velho * * * *

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

RENTRÉE

 Após as férias, como estamos na época das "rentrée" aproveito e,  à boa maneira dos partidos politicos,  também faço a minha reentrada só que ao serviço do excelente convívio do nosso blog.
Faço votos que todos tenham tido o descanso merecido e que venham com a mente  aberta e disponivel para colaborarem mais na manutenção e  continuidade deste "sítio" onde,  com toda a satisfação,  vamos sabendo uns dos outros.  Para isso não há outra alternativa o contrário será, forçosamente, o fim!
E, por falar em satisfação aconteceu-me, há dias atrás, uma situação bastante gozada, com um "saloio" bem conhecido da 2415,  e que foi assim:
"Passeava eu  para os lados da zona saloia entre a Malveira e a Venda do Pinheiro, ambas a cerca de 30 km da capital (aproveito para dizer que é uma excelente zona para o petisco, não esquecendo uma boa sobremesa de "trouxas") quando de repente a uma distância de 10 metros pára uma carrinha começando uma "chinfrineira" de buzinadela.  Mesmo àquela distância o nervoso motorista chamava-me com sonoros: Olhe lá ó amigo... olhe lá ó amigo!
Ainda olhei na direção mas, julgando não ser comigo pois não sou destes sítios, continuei o meu caminho. 
Foi aí que os chamamentos se tornaram ainda mais nervosos.  Pensei, então, que o melhor seria abeirar-me do cidadão para lhe dizer:  Ó amigo vá chatear outro, eu não sou daqui!
E, assim o fiz.  Ao chegar junto da carrinha de caixa aberta verifiquei, perplexo, que o protagonista era o nosso bom amigo  Avelino Torcato Pereira, o conhecido "Choné".   Nem queriamos acreditar na coincidência. 
 Saiu da viatura enquanto rápidamente se havia formado já  uma coluna de carros parados atrás do dele que deram inicio a  um concerto de apitadela.  Ele respondia com a maior das simplicidades, fazendo o habitual gesto com o braço: Vão mas é pro .......!!!  Passem por cima!!
Como a coisa não podia continuar ele,  a toda a pressa, falando mil palavras de cada vez ainda foi dizendo:  É pá, eu quando vinha pra Malveira ao passar por ti não te reconheci pois ias de costas!  Mas agora na volta quando te olhei ainda pensei: Quem é aquele turista? Mas vi logo que era o cripto!  
E num repente, dando-me um grande abraço, dizia:  Ah ganda Castro!   Que é que andas a fazer por aqui?
Respondi-lhe que, a partir de agora, passei a morar aqui na zona.
Já dentro do veículo deu-me o cartão da firma com o nº do telemovel, enquanto sugeria para lhe ligar para combinarmos um encontro que espero cumprir um dia destes.                                                                                                                                               
E lá foi à vida! Vida de empresário é cá um stress!!!!
Passe a publicidade, a todos os interessados, aqui deixo bem à mostra a firma do nosso Choné, especializada em remodelações tanto por dentro como por fora.



Até breve Choné, vai pensando num bom sitio para petiscar!  Aqui mandas tu e pagas tu!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

FORNILHO ... e outras memórias !

 Por: F. Santa  

Tentando mostrar aquilo que prometi nas escolas e desde já agradecendo a um camarada nosso de outra companhia que tirou esta foto, ela serve para ilustrar qual a potência desencadeada por um “Fornilho” :

Geralmente ele era constituído por diverso material: a mina, granadas de diversos tipos, (ex. granadas de avião) pregos, vidros bocados de ferro etc. Havia variados tipos desta brincadeira mortífera. Vejam só o que isto poderia causar apanhando em cheio uma coluna militar apeada ou motorizada! 


 
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Eis mais duas fotos arrancadas à caixinha que estava no fundo da gaveta.
A primeira é uma foto artística mostrando o meu poder de equilíbrio. Era a juventude no seu pleno! Esta foto foi tirada em Estremoz em 17-2-68.
 










A segunda foto, foi tirada em 5-9-67 em Santarém na E. P. Cavalaria á entrada da caserna. Reparem nas botas, até brilham! Se assim não fosse, era castigo pela certa.











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Mais uma animada cavaqueira, num momento de pausa, numa sala bem arrumada! 
 
Podem ver-se: da esquerda para a direita, o nosso alferes Soares, o nosso Capitão, o escondido parece o Furr. Vale, depois o Furr. Braga e por fim, o Furr. Quintino. Se alguém quiser acrescentar mais alguma coisa, tanto melhor. Já agora: Alguém sabe onde pára o Furriel Quintino? Neste momento, procura-se!

Do Santa, um abraço.

domingo, 21 de agosto de 2011

CONTINUANDO

Por : F. Santa 

          Depois de uns dias de férias, eis que vou continuar com a minha presença no nosso site. Espero que todos aqueles que já tiveram as suas férias, as tenham gozado com saúde, e, para  aqueles que ainda não gozaram, os meus votos são os mesmos. Este tempo é que não anda muito bom. As temperaturas andam acima e abaixo, o que para a saúde não nada agradável e então para nós que andamos com o esqueleto já todo empenado! 
   

  CONTINUANDO COM O ARMAMENTO 



Esta é a “BAZUCA ou INSTALAZA”. Era mais uma arma utilizada pelo nosso exército. Na nossa companhia tínhamos uma mas não funcionava. Uma vez fomos fazer uma patrulha e levámo-la mesmo assim, pois mesmo avariada servia para meter medo ao inimigo. Ele há coisas! 


 

     
A segunda foto, mostra a minha pessoa (o Santa), em 7-2-68 a caminho dos RANGERS (no TGV de então) que eram em Lamego. Nesta viagem tivemos um problema com a P. Militar na estação de Campanhã. Nós vínhamos de sapatos (com a devida autorização, pois em Estremoz estávamos autorizados andar de sapatos) eles acercaram-se de nós e sem perguntar nada, vai de identificar-nos para a respectiva participação. Nós deixámo-los escrever, escrever, escrever… Como eles não perguntaram nada, nós ficamos quietos. Arriscámos! No fim eles até estavam a gozar connosco: Então de sapatinhos! Pois é: Já que começaram a casa pelo telhado -- dissemos nós -- aqui está a autorização para transitarmos de sapatos de Estremoz para Lamego. Não era isto que deviam ter perguntado primeiro? Não queiram ver a cara com que eles ficaram. Mas quem com ferros mata, com ferros morre! A viagem continuou sem sobressaltos. (Havia uma certa fricção entre a P.M. e os furriéis, ainda hoje não sei bem porquê).  Continuando: 






O seu browser pode não suportar a apresentação desta imagem.Ora aqui está  uma boa pergunta para eu fazer. Um sei eu quem é, é o Braga. E o outro? Não faço a mínima ideia! Julgo que esta dupla já está  no regresso, em António Enes. Será? Responda quem souber.
 

Continuação de boas férias para todos.
SANTA



domingo, 14 de agosto de 2011

MAIS UM PARTICIPANTE NA GUERRA COLONIAL ...

Por: F. Santa  

 ESTE É O FAMOSO " JUNKERS ":


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Estes aviões foram utilizados no início da guerra do Ultramar para transporte de pessoas e lançamento de pára-quedistas. Ainda me lembro quando os vi pela primeira vez. Eles vinham, por altura da Queima das Fitas de Coimbra, lançar pára-quedistas sobre um campo que tem o nome “CAMPO DO BOLÃO“. Tinham um som muito característico, era fácil a sua identificação. Já lá vão muitos anos. 






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Esta foto é o Santa em Lione no dia 19/06/1969. Julgo ser na parada junto ao “paiol”, a memória às vezes falha. Se calhar as flores eram para disfarçar!



Segue-se mais um trio. Segundo parece é à porta da cantina em Lione. Será? Além do Braga e do Paulo, quem é o outro Furriel? Não tenho ideia de quem é.




 






 

Vou continuar. SANTA.

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terça-feira, 9 de agosto de 2011

VOLTAR AO PASSADO

Por:  F. Santa   

A Espingarda Metralhadora G3 / 7,62 mm era, na altura da Guerra Colonial, a nossa querida companheira, a menina dos nossos olhos. Era uma arma automática, que podia disparar com uma rapidez incrível. Era usada mais frequentemente na posição “Tiro a Tiro”. Podia também ser usada como lança granadas. Como? Adaptando-lhe no cano uma peça com o nome de “DILAGRAMA”. Nesta peça era fixa a granada e que era disparada com um cartucho especial: “Pólvora sem projéctil“.

MAIS UM RETRATO DA FAMOSA G3:

E ERA ASSIM O " DILAGRAMA" :


De seguida vão duas fotos do meu tempo de recruta em Santarém. Foi aqui que tudo começou. Pode ser que alguém se reveja aqui, se assim for, pode contactar-nos.




...ooOOoo...
  Mais uma foto histórica. Local? Lione e, segundo julgo, são os nossos famosos mecânicos e não o menos famoso Joaquim Maluco de saudosa memória, aquele que parece estar apertar qualquer coisa na roda da Berliet. Grande condutor de picada!







Até  á próxima com um abraço do Santa.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A HISTÓRIA CONTINUA

Por: F. Santa


 Segundo o nosso camarada Braga, esta é a Berliet depois do ataque que sofreu a caminho do Catur. Olhando com atenção o pára-brisas, podem ver-se os furos causados pelos tiros que acabaram por vitimar o Santos e o Carvalhito, tendo-se safado à justa o condutor, o nosso camarada Pires, que mesmo assim ficou sem parte muscular da perna esquerda.


 Segunda foto, é em Lione junto à oficina de mecânica. Seria interessante que alguém comentasse estas fotos, pois torna-se um pouco difícil, depois de tantos anos, conseguir descrever com exactidão o que elas nos dizem.


Na última o João Rodrigues no comboio em V. Cabral.



Para todos um abraço do SANTA

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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Site interessante

Encontrei, numa navegação pela internet, o site que mais abaixo está indicado, que me pareceu interessante para todos os que estiveram na "guerra colonial" e/ou se interessam pela história deste momento histórico, que para o bem e para o mal, o país sofreu durante longos anos, mas que simultaneamente criou o ambiente propício à eclosão do Movimento que deu origem ao "25 de Abril".
"Para quem andou pela Guerra Colonial, também para quem não pôs lá os pés, por sorte, por azar, pela idade ou condição, mas acima de tudo para quem gosta de saber mais e se interessa pela história do seu país, do nosso país, e por um conflito que marcou as gerações das décadas de quarenta e de cinquenta e de sessenta e de setenta e de oitenta e de...., aqui fica um notável documento para adicionar aos Favoritos e ir consultando à medida da sua curiosidade"