segunda-feira, 27 de junho de 2011

O NOSSO VILAS-BOAS

A solidariedade é um nobre sentimento que, quando devidamente praticada, quase sempre tem retorno, mais não seja deixar-nos com a sensação de bem estar pelo dever cumprido.  Talvez seja exactamente aqui que reside o fiel da consciência!?
Vem isto a propósito da viagem que fizemos a Lisboa para visitar o amigo Vilas-Boas (foi furriel no pelotão do Soares, lembram-se?) levando-lhe, além da nossa presença, palavras de ânimo e de coragem para que consiga ultrapassar os dias menos bons com que agora se debate.
Desde o último almoço em Coimbra que o Santa vinha alertando para o problema de saúde daquele amigo.   Assim, de conversa em conversa, agendou-se uma visita ao Vilas-Boas para o passado dia 17 de Junho.  Foi iniciada mais a norte pelo Soares que fez o favor de apanhar em casa este vosso amigo.  De seguida fizemos paragem em Coimbra onde, além do reabastecimento obrigatório, entrou o passageiro Santa.   Antes da chegada a Lisboa, fez-se um desvio por Alcoentre (Tagarro) onde já nos esperava o Morgado, algo impaciente pelo não cumprimento do horário!  Fez questão de participar nesta visita, uma vez que se trata duma já longa e  bela amizade com o amigo Vilas (como normalmente o trata),  nascida na recruta (em Santarém)  e se prolongou na 2415 até aos dias de hoje.
Foram cerca de 3 a 4 horas excelentes passadas em casa do Vilas-Boas que, com a simpática esposa, tão bem nos receberam.
Como devem imaginar, aquele número de horas foi pouco para tanta coisa que ainda havia para dizer.   A conversa girou à volta das aventuras e desventuras passadas na "tropa", desde o primeiro dia da recruta até ao ultimo na chegada ao cais da Rocha (ou de Alcântara ?).
Com pena nossa muito teve que ficar por contar e relembrar.  O dia era dedicado ao Vilas e, por isso, foi ele o "palrador" principal como, aliás, o sabe fazer tão bem!
Apesar de algum défice de saúde, mantém o estilo, a forma e, já agora, até o conteúdo.   Como foi bom ouvi-lo e estar na sua presença.  Houve momentos que me senti de novo dentro da 2415, acreditem!
À despedida, e dentro de todos os condicionalismos, fez questão de nos acompanhar à porta onde trocámos fortes abraços com a promessa de, quando possível, voltarmos.
Obrigado Vilas-Boas, olha por ti, a vida vale sempre a pena.


Os amigos: Soares, Santa, Morgado e Castro

   

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