domingo, 27 de março de 2011

Dobrado o Cabo ..... aportámos a Lourenço Marques! - take 2

Mais uma vez os vídeos que o Soares há uns dias aqui nos deixou recordam-nos momentos inapagáveis das nossas vidas. Por isso é obrigatório a sua preservação.  Pena tenho eu de não fazer parte do elenco! Bem gostaria, principalmente para memória futura e gáudio dos meus descendentes!
Sem o mínimo de importância, acho haver uma ou outra dúvida sobre os locais onde foram realizados e, com a devida autorização do autor, e julgando ter razão, vou tentar acertar.
1º vídeo -  Confirmação absoluta do companheiro Soares como excelente historiador.  Não segue o Poeta,  por mares de assustar, quem quer mas sim quem sabe!
Sobre o gigante Adamastor ainda me lembro bem, mas não à ida.  Foi na viagem de regresso, quando navegávamos à vista de Capetown, na junção dos dois oceanos, o "N/M Pátria" mais parecia uma casquita de noz. Só me faltou deitar as tripas fora! Vá lá, alguém se lembra?  Ou será que fui o único passageiro sobrevivente!
2º vídeo - Vê-se bem que os  protagonistas "galifões" se abasteceram, ainda na metrópole, de madrinhas de guerra (de segunda) q.b. que lhes serviram de cicerones (?) em Lourenço Marques.  Até foram de visita à Igreja da Polana (haveria aqui alguma mensagem velada de promessas vãs?)  terminando com  um belo passeio pela inesquecível Costa do Sol.
3º vídeo - Sem qualquer dúvida é a cidade da Beira, pois aparece o monumento ao bravo Caldas Xavier que por lá andou à "batatada" a todos os "rebeldes" Gongunhanas! 

Em qualquer destas cidades não tive oportunidade de me dedicar ao turismo pois estive sempre em amena confraternização com familiares que tanto amavam aquelas terras.
Ainda uma referência às "cenas degradantes". Infelizmente, mesmo passados tantos anos, continuamos a  ser testemunhas,  no dia a dia, de cenas idênticas, incómodas, em qualquer canto daquele país.
Após a independência os politicos e governantes ainda não cumpriram as promessas que fizeram ao povo que, pacientemente, (maior característica africana) tanto aguarda por elas.
Por fim,  aproveito para lembrar  os  companheiros (mais chegados) na viagem de ida no navio de cruzeiro "Vera Cruz":

O distribuidor de munições: Baptista, e a equipa de radiotelegrafistas: Claro;  Adão Silva e Silva + o grande chefe Moreira. E no topo o  decifrador de serviço!
Curiosidade: A "à la minuta", no verso, tem os seguintes dizeres já com 42,5 anos:  "Vera Cruz", 30/7/68 - São os meus futuros amigos.  Mais parecemos a familia Cartwright + 1.

E, realmente vieram a ser meus amigos, mais um que os  outros!  Como a gente costuma dizer: Coisas da tropa!!

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