quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

" EMBOSCADA "

Por: F. Santa

 

COMPANHEIROS,
 O meu texto de hoje vai incidir sobre o programa que deu no Domingo, na SIC, sobre a guerra do Ultramar. O programa tinha o titulo de “Emboscada” e foi filmado na Guiné.
Não sei se viram. Foi uma filmagem em tempo real, feita por uma jornalista francesa para uma estação de televisão. Portanto, como já ouvi dizer que foi uma montagem, só pode ser por brincadeira e é de muito mau gosto, só é de gente que ainda hoje brinca com a situação como se tivéssemos todos ir passear, ( alguns se calhar foram mesmo!)
Foram imagens que denunciaram realmente como era a guerra e o que era para todos nós, o sofrimento com as situações como a reportagem nos mostrou. Quando estava a ver, emocionado (claro) com o que via e no meio das minhas lágrimas e da minha mulher, tive um desabafo: Só é pena que esta reportagem não tivesse sido passada na Assembleia da República em ecrã gigante (para verem melhor), para assim saberem o que é que a juventude de então passou, talvez passassem a olhar para nós de outra maneira. São imagens arrepiantes. Podem dizer que sou um revoltado, pois sou. Em  tudo o que diga respeito ao desprezo por todos aqueles que combateram e foram deitados ao lixo, aí estou eu na minha revolta. Não foram poucos. Desde o começo da guerra até 1974, morreram 8.803 militares, dizem! Feridos e portadores de deficiência 15.507. Em Angola morreram 3.423, em Moçambique 3.099 e na Guiné 2.281, aqui desde de 1963 a 1974. Como se pode ver, não foi passar férias! Esconder a realidade para quê? A quem incomoda? Fomos (na altura) defender Portugal. E o que recebemos em troca? O desprezo quase total.
Quem não viu, pode ir ao site da SIC (dia 6) e ver.  (ou clicar acima...)


Mudando agora de assunto, 
aqui vão mais duas fotos, sendo a primeira bem elucidativa como se tratava o relvado do estádio do Lione. A relva tinha que estar bem tratada e para isso lá estavam o João Rodrigues e o Fernandes Parreira a mostrar como é. 
 
A segunda mostra-nos o João Vargas Galo, o Manuel Francisco Agostinho e o João Rodrigues e o nosso já famoso monumento.
                                                          Um abraço para todos.
                                                                        SANTA

1 comentário:

  1. Vi e revi de novo emocionadamente. Caro Santa, chorar é sinal de que as memórias continuam bem vivas demonstrando, assim, que o passado não vai morrer, conforme parece ter sido ao longo dos anos o desejo de muitos. Cabe-nos a nós, maioria, que até nos emocionamos, não deixar que isso aconteça.
    Obrigado pelo excelente texto que nos deixaste. Num próximo dia voltarei de novo a ele, pois entendo que é um assunto inesgotável e, além do mais, tenho direito à indignação.
    Quanto à foto do monumento onde os nossos amigos (um abraço para eles) se exibem "à la minuta", apetece-me dizer: A frase inspirada do Soares que vai perdurar até à eternidade "A ESTES BRAVOS A PÁTRIA PEDIU TUDO" eu, há uns meses atrás, quando estive em Lione, devia ter levado uma lata de tinta para ter acrescentado: "E VERGONHOSAMENTE LOGO OS ESQUECEU".

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