sexta-feira, 30 de julho de 2010

=TRISTEZA E REVOLTA=

(Por: F. Santa)       

Camaradas. O calor aperta á hora que escrevo este texto. O fumo que rodeia toda a zona onde vivo, são sinais dos tempos em que se vive. Tudo arde. O homem teima em destruir tudo o que a natureza nos oferece, desprezando-a e desprezando-se a si mesmo, causando no homem que ainda é homem, tristeza e revolta. Mas a tristeza e a revolta que me invade não é só pelo motivo atrás descrito, é também pelo que me foi descrito por um camarada nosso que há pouco tempo visitou Moçambique. Contava-me ele (chorando) o que sentiu quando esteve em contacto com dois cemitérios se de cemitérios se podiam chamar, dado o abandono a que estavam votados.
Esteve ao pé de sepulturas onde jazem camaradas nossos que deram a vida pela pátria. Pelo meio do capim e de outra vegetação num desprezo total, lá se viam algumas delas com os nomes bem legíveis e respectivas fotografias. Que raiva eu sinto por não ter capacidade para resolver a situação. Mas sou eu que tenho o dever de resolver esta questão? Que governantes temos tido ao longo destes anos todos que têm desprezado aqueles lutaram pela pátria e deixaram a sua vida naquelas terras deixando as suas mães e família numa angústia sem fim? E as suas mulheres e filhos? Que pensam eles de tudo isto? Que rica história para contar aos nossos netos! Primeiro honrar aqueles que defenderam até á morte a sua pátria, a sua bandeira, aqueles que deram origem ao 25 de Abril depois os TGVs e…………..!!!!!
Fico-me por aqui. Quem me dera que um dia saísse só a mim o euromilhões, muitos viriam para onde já deviam estar, claro está se o estado me autorizasse! Sou maluco. Devem dizer vocês. Pois sou! Mas acreditem que dava mil voltas para conseguir realizar o sonho de muitas famílias.

   Camaradas. Agora vou entrar de férias. Para os que já as gozaram, que as tenham gozado bem, para aqueles que agora vão que as gozem também.

                                                    BOAS FÉRIAS PARA TODOS
                    
                                                                                                Ex. Furr. Santa
                   
 .

domingo, 25 de julho de 2010

Bem podia ter sido a notícia da nossa partida... de facto, refere-se a um ano depois, e o destino era Angola...

sexta-feira, 23 de julho de 2010

E já lá vão 42 anos !!!

23-07-1968



Vera Cruz

« O barco vai de saída
Adeus ó cais de alfama 
Se agora vou de partida
Levo-te comigo ó cana verde 
Lembra-te de mim ó meu amor
Lembra-te de mim nesta aventura
P´ra lá da loucura
P´ra lá do equador
...
...
Que boa vida era a de Lisboa! »
(Fausto -modif)

« Já lá vai Pedro Soldado
num barco da nossa armada
e leva o nome bordado
num saco cheio de nada.

Triste vai Pedro Soldado.

Branda rola não faz ninho
nas agulhas do pinheiro
nem é Pedro marinheiro
nem no mar é seu caminho.

Nem anda a branca gaivota
pescando peixes em terra
nem é de Pedro essa rota
dos barcos que vão à guerra.

Nem anda Pedro pescando
nem ao mar deitou a rede
no mar não anda lavrando
soldado a mão se despede
do campo que se faz verde
onde não anda ceifando
Pedro no mar navegando.

Onde não anda ceifando
já o campo se faz verde
e em cada hora se perde
cada hora que demora
Pedro no mar navegando.

E já Setembro é chegado
já o Verão vai passando.
Não é Pedro pescador
nem no mar vindimador
nem soldado vindimando
verde vinha vindimada.

Triste vai Pedro Soldado.
E leva o nome bordado
num saco cheio de nada. »

(Manuel Alegre)  

Nos meus papéis encontrei esta relação do pessoal da nossa Companhia. Foi elaborada em Lione, e o companheiro Dimas Pinto é que saberá a que fim se destinava. Provavelmente era anexo de uma Ordem de Serviço. Pensou que corresponderá, com exactidão, ao pessoal nosso que embarcou no Vera Cruz há 42 anos. Para ler, terão de "clicar" nas imagens ...

=1=
=2=
=3=


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(veja aqui a comemoração do ano passado...) 
         

sábado, 17 de julho de 2010

= DO INCRIVEL À COINCIDÊNCIA? =

Por: F. Santa

Estava eu a ver as fotos do Lione e ao rever a caserna dos soldados, veio como um lampejo á minha memória um caso que se passou com o nosso camarada Corado, (corrijam-me se estiver errado no nome).
Já  depois de estarmos algum tempo em Lione, a certa e determinada altura, começaram acontecer coisas estranhas com ele, pois volta e meia tinha desmaios. Julgo que alguém se lembra disto. Até aqui seria tudo normal se não acontecesse algo que estava fora do nosso contexto militar, parecia que falava alguém dentro dele e que se intitulava como se fosse o Avô. Era um cenário esquisito. Foi então que entrou na história o nosso camarada Carvalho (do 3º pelotão) para enfrentar o dito Avô, pois que não tinha medo nenhum. Assim aconteceu.
  Um certo dia, o fenómeno volta a passar-se e o Carvalho (sem medo) lá  vai enfrentar a situação. Começa a interrogar o tal Avô  e recebe uma pegada no peito que o atira contra a barra da cama e que faz com que o nosso camarada Carvalho (sem medo) andasse uns dias com as costelas ligadas. Entretanto o nosso capitão ordena que o nosso camarada Corado não voltasse para missões fora da companhia ficando a fazer limpeza na mesma. A história acabaria aqui, se o incrível não nos fornece mais um episódio.
  Nós, como era sabido, estávamos em zona de quadrícula e nem sequer sabíamos por quanto tempo, pois ninguém da companhia sabia, inclusive o nosso capitão e em V. Cabral a mesma coisa, nem mês e nem data. Pois bem. Volta acontecer a mesma situação o Avô volta novamente a falar e para espanto de quem estava junto, diz o mês e a data em que a companhia iria sair do Lione para o norte e mais, que era lá que o neto iria morrer. Claro que ninguém ligou ao que foi dito.
Pois é. Como termina a história? Passado algum tempo tem-se a informação do mês e da data e para onde a companhia ia. Só com uma coincidência: estava tudo certo como o tal Avô disse e até a morte do Corado aconteceu.
  A guerra tem em parte o seu fascínio pelas histórias que nela se passam, e cada uma delas com cenários e natureza diferentes. Julgo que dos nossos camaradas alguém se há-de lembrar. Daqui, deixo um olhar de saudade e lembrança eterna para o nosso camarada Corado que da incrível coincidência passou a uma incrível realidade para todos nós e para a família. Paz à sua Alma. O que se passou? Fica para a história!

  Já  agora, para quem está de férias, que elas sejam bem gozadas. Boas férias para todos.

                                     Do Santa com o abraço do costume para todos.


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quinta-feira, 8 de julho de 2010

EM MISSÃO DE SAUDADE...........

NAMPULA

Saudações do Indico, neste momento mais precisamente de Nampula e no meio de uma trovoada tropical a lembrar-me aquelas de 1968 em Lione. Talvez por isso (?) hoje a net está despachadona e, daí, conseguir visionar o nosso blog a velocidade supersónica! Assim, eis senão quando, reparei na nova comentadora OLINDA. Isto promete em termos femininos e, por isso, daqui vai o nosso abraço de boas-vindas. Também verificamos que o blog começa a ter mais interessados e seguidores para além da "meia duzia" habitual! É isso que nos dá "pica" para seguirmos em frente e, quem sabe, amigo Santa, se estas entradas de onde menos se espera, não motivarão os nossos ex-companheiros de luta a mostrarem também o seu valor!
Deixemos a conversa "fiada" e passemos aos retratos. Hoje, aqui deixo mais umas imagens desta degradadissima Nampula.  Todos os que por aqui passaram, e foram muitos, principalmente aqueles que inventavam "doenças" inimagináveis, e não só,  no meu caso aproveitando a boleia duma DO que trazia um ferido/doente (?) a soro que gemia  ininterruptamente, encolhi-me num canto, e só parei em Nampula. Aquela "casca de noz" não se despenhou, por isso, a partir daí comecei a acreditar em milagres! 
Vim ao hospital porque entendia que o meu estado era grave, as dúvidas eram imensas, principalmente porque o casamento me aguardava quando chegasse à Metropole!
O Técnico de saúde (major) diagnosticou-me "gota matinal" e, ao fim de uma semana, despachou-me de volta para os 100% a que já estava habituado mas, desta vez, já com um sorriso nos lábios! A partir daí o nosso Vivaldo reforçava com terramicina, antes e depois de cada ataque!!


A Catedral, edificio em melhor estado de conservação.


Hotel Girasol. Acho que é do nosso tempo. (?) 


Principal Avenida, com rochedo ao fundo.


A mesma Avenida


Um dos dois antigos cinemas, o outro era o Almeida Garret. No lado direito pode ver-se o ataque cerrado ao desenvolvimento: IURD no seu melhor!!


 O   Q.G., hoje Academia Militar Samora Machel


Q.G.

Do lado oposto a antiga messe dos oficiais

Antiga residencia do gen. Kaulza de Arriaga. Hoje filial da TVM-Televisão de Moçambique

Hospital (lembram-se?)  Há um curioso episódio: quando me aprontava para tirar mais fotos surgiu um segurança que disse: patrão "és probrido" tirar fotos. Primeiro ter que pidir ao sr. director por escrito licença para o fazer!  


                                                                           Hospital


Sporting Clube de Nampula (filial dos lagartos de Lisboa ??) No seu interior há uma escola portuguesa para crianças

 
Final da Av. que vinha do Q.G. até aqui a esta garagem. O seu proprietário era, na altura, o meu amigo Barros e foi na sua casa, ao lado (veja-se a degradação actual), que passei uma boa semana de merecido gozo, antes de rumar de novo à "guerra"!


domingo, 4 de julho de 2010

FALSOS ALARMES

(Por: F.Santa)
LIONE

Não só de guerra a sério se viveu na nossa Companhia, pois várias vezes houve episódios que tiveram alguma graça (depois de terem passado) e em que os actores foram nós.
    Certo dia em Lione, depois de uma manhã  em pleno sossego, aproximou-se a hora do almoço. Se a memória não me falha, estava lá toda a companhia excepto o pelotão que estava em Chala e não sei se estaria alguém em Matipa. Estávamos todos em alegre cavaqueira a devorar aquela espécie de almoço (já não me lembro o que era mas leitão não era de certeza), quando de repente começaram a cair umas morteiradas vindas não sei de onde. Claro que foi o levantamento geral de todos quantos estavam à mesa e pegar em armas. O que é normal. Pois é! Só que no meio daquilo tudo sai o nosso Capitão com a sua coragem de comando com arma em punho a correr pela parada fora (e aqui é que está a graça de tudo) de cartucheiras á cinta, mas ao contrário, assim como ia correndo assim os carregadores iam caindo pelo chão. E as morteiradas? Essas caíam bem longe da companhia e julgo eu que ninguém soube de concreto o que se passou, donde vinham e qual o objectivo atingir. Se o nosso Capitão ler este artigo, que me perdoe pois não é por maldade é um episódio como outros tantos que foram passados com todos. E quer ver?
   Certo dia saímos (eu incluído) de Lione para Chala já com o cheiro da noite. Ao passarmos no entroncamento da picada para Matipa, passados dois a três quilómetros na direcção de Chala, havia uma pequena recta. Como já era noite íamos com atenção redobrada, a Lua um pouco tímida emitia uma espécie de luar que tornava a picada algo tenebrosa. Eis então, que do lado esquerdo e quase no fim da recta, se nos depara um vulto. Resultado da observação? Um terrorista de vigia e os outros estariam emboscados. Mas parecia mesmo. Quanto mais olhava-mos maior era a certeza. Toca a parar, tomar as precauções devidas para fazer fogo o que na altura não chegou acontecer já não sei quem foi, fez uma melhor observação e mandou para lá um só tiro, só que o “ terrorista” continuou calmo e sereno no seu posto de vigia. Pois é meu Capitão. É que o “terrorista” não era mais que um simples tronco de árvore que banhado pelo pouco luar que existia transformava a sua silhueta num ser humano logo um “ turra”. Agora mais calmos, risada geral e lá fomos indo direitos a Chala sãos e salvos. O tronco? Esse lá ficou no seu posto, calmo e sereno, continuando a vigiar-nos.
Com certeza muitos já  não se lembram disto, mas a guerra também era feita destas coisas.                                                        
                                           
Um abraço para todos do Ex. Furr. Santa

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quinta-feira, 1 de julho de 2010

EM MISSÃO DE SAUDADE.......... tristeza não tem fim!!!! - 1

E agora, para nós, o mais importante e também o mais chocante: o quartel onde permanecemos durante aproximadamente 7 meses.
Daquela residencia enorme e imponente com todos os seus anexos (caserna, cozinha, etc.) resta somente  o que as imagens cruamente mostram. Apetece-me dizer: Sem comentários, as imagens falam por si!

Fachada principal do edificio totalmente destelhado.


Vista lateral e traseira


Vista lado trás. Escada que subia ao 1º andar onde se localizava o Centro Cripto e acho que também a Secretaria do Dimas Pinto




Entrada da porta de armas. Lembram-se do pesado canhão em ferro maciço que lá estava em cima de um murete, apontado ao inimigo? Pois já não há mais. Alguém com força suficiente fê-lo desaparecer por artes mágicas! Só ficou o tumulo em cimento, conforme se pode ver!!


Cozinha e refeitório?


Garagem onde habitavam os radiotelegrafistas


E passemos agora os olhos por estas duas fotos que mostram o local onde iamos fazer "olhinhos" às meninas prendadas de Antonio Enes:  A Pastelaria Rainha ou Regina, como queiram. Aquele lindo espaço tão bem decorado está transformado na degradação que se vê e a que eles chamam de Bar.
Pedi  uma "Laurentina", fechei os olhos e regressei ao passado a 1970 à Pastelaria Rainha ou Regina, mesmo sem direito a tremoços ou amendoins!

 



Não podia sair de Antonio Enes sem uma visita à praia, lembrando-me bem do barulho caracteristico do motor da "Berliet" com o pessoal em cima a caminho do banho quente!

O bar da praia fechado para todo o sempre!


No regresso e à saida de Antonio Enes era obrigatório dizer adeus ao local mais visitado pelo pessoal da 2415, o Inguri, onde tantos foram tão felizes!

Junto à esquina da Av. Principal. Ao fundo começa o Bairro do Inguri com milhares de palhotas.

Foi com todo o prazer que fiz o melhor que pude e que sei nas artes da fotografia. Mas acreditem que não é fácil, por ser demasiado triste. Há até um episódio que aconteceu junto ao quartel que corrobora isso. Encontrei um cidadão branco (coisa rara) a quem perguntei coisas da localidade. É o amigo Gomes, ex-militar, da região de Braga, veio incorporado na CART.2329 e depois de deambular por vários locais da provincia, acabou por vir parar a Antonio Enes em 1970. Foi a ultima companhia naquele local. Nunca voltou a Portugal e, agora, depois de muito ter trabalhado na pesca e no caju, vive das poucas esmolas que os filhos de cor que foi fazendo ao longo dos anos, vez em quando, lhe dão. 
Quem de direito olha para estes heróis? O Presidente de todos nós?  

Para breve prevê-se Lione, Vila Cabral (Lichinga) e Luatize.  Tenente Valadim  (Mavago) é de dificil acesso, chega a ser intransitável. 

Até lá com um abraço, A.Castro   

EM MISSÃO DE SAUDADE.......... tristeza não tem fim!!!!

Obrigado Amigo Soares pelas amáveis palavras.
Gostaria realmente de ser mais prestável, de poder alimentar o blog "em directo", mas é missão impossivel. Estou neste momento em Nampula, meu QG, de onde me desloco, quando possivel, na companhia do meu  grande amigo João Gonçalves, guiando um potente Jeep, actualmente aqui residente, e que pertenceu à CCAÇ.2470 (ver em Outros Sites: Batalhão 2863), que também por aqui penou  a 100%nas zonas de Fingoé e outras tantas.
A ele e à sua Manela o meu eterno reconhecimento por tão grande simpatia.
Ao dizer missão impossivel é exactamente assim. Às vezes mais valia usar um RC9 do Moreira, tal a lentidão da internet que por aqui se usa. Chega a desesperar.  Já fiz várias tentativas para lançar no blog a "reportagem fotográfica" que fiz há dois dias atrás em António Enes (Angoche), mas sem qualquer èxito. Uma vez mais estou a tentar, agora vou experimentar encurtar o numero de fotos, em vez de lançá-las todas, seguem 3 ou 4 de cada vez.  Quem sabe os deuses ajudem!
A próxima deslocação, em breve,  será para a zona de Vila Cabral (Lichinga). Até lá tentarei despachar todo o material fotográfico que tenho em mãos.
O titulo "Em missão de saudade" (Do Soares) ............. tristeza não tem fim!!!  (canção com letra de Vinicius de Moraes), creiam, sinceramente, que foi como fiquei ao deparar o estado lastimoso/ruinoso em que  aquela localidade se encontra.  É dificil encontrar palavras para uma descrição real.   A fotos falam por si.
 

Na picada de Nampula para António Enes (aprox. 220km) na zona do Liupo.


No cruzamento das 5 Estradas (metade alcatrão e metade picada). Um cruzamento para Nacala, outro para Nampula, outro para Quinga, outro para Mongicual e outro para Antonio Enes.
Antonio Enes à vista
No nosso tempo foi uma das fabricas de caju (à entrada do lado esquerdo)


Pormenores da mesma fabrica destruida.

Outra fábrica (Angocaju) do lado direito em funcionamento.


Inicio da Av. Principal com o mar ao fundo. Vê-se carradas de terra a invadir o alcatrão para lembrar que estamos em África
Fotografia do mesmo local
A meio da mesma Avenida, Vê-se ao fundo o actual Millenium que antigamente era o BNU.
 
Aqui é a entrada para o Bar e o Cinema do antigo Clube Desportivo de Antonio Enes, agora transformado em SCA (Sporting Clube de Angoche)

Á frente do SCA




Lado de fora do muro do campo de futebol de salão. Veja-se a qualidade dos grafites!!

Bilheteira e porta de entrada para o recinto

O campo onde tivemos noites de gloria e as bancadas ao fundo onde a alta sociedade de A.Enes se pavoneava! Pode ver-se que no piso de cimento cresceu capim!!
No cais ao fim da Av. Principal onde os barcos iam carregar o caju
existe um cemiterio de barcos para a sucata!!

Em missão de saudade...

                      ... encontra-se em Moçambique o Companheiro e Amigo A. A. L. CASTRO, motivo pelo que estamos jejuando das suas tão apreciadas crónicas neste BLOG. Embora a motivação da viagem seja de ordem pessoal e familiar, temos a sua promessa de procurar visitar os lugares mais emblemáticos da presença da nossa BRIOSA em terras moçambicanas. Sei que, em vez da G3 de outros tempos, a sua arma vai ser a câmara fotográfica, pelo que todos nós, que visitamos este cantinho, estamos ansiosos pelas imagens e prosas que, temos a certeza, aqui iremos desfrutar!

BOA VIAGEM !!!


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