quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

ALGUÉM FALOU DE ANTÓNIO ENES?...

(Por: A. Paulo)

      António Enes deve ser o local por onde passamos que tem mais histórias para contar. Não vou contá-las todas, porque muitas são impróprias para consumo externo. Não vá por aí aparecer algum “olho de passarão” e querer dar a volta ao texto.
      Mas, claro, todos nós nos lembramos do cozinheiro que abandonou o panelão e foi viver para o Inguri, onde fez “um mariage” com uma dita virgem (pagou  a taxa ao pai, claro) e esteve na palhota em lua de mel durante uma ou duas semanas. Teve tratamento VIP, pois fomos lá buscá-lo de jeep. Mas coitado, acarretou com as consequências que mandavam as NEP’s. Tinha que ser, pois o pessoal já se andava a queixar das ementas.
      Também já falei da mulher do médico que deu um tiro na nossa macaca. E agora esta!...:
      Pergunto eu ao cantineiro, que já estava naquele posto há mais de um mês: -“Então você à noite quando sai e fecha a tasca, desliga todas as luzes e as ventoinhas”?....Não meu furriel,  diz o visado, eu nem sei onde são os interruptores.
      E aquele gajo que deitou fogo à serra. Não sabem quem foi?!.....Foi o Paulo.
      Foi assim. Estava um grande monte de lixo em frente da nossa “flat” e o Paulo, que tinha vindo do norte com uma veia incendiária muito activa, lembrou-se de ajudar na limpeza do arruamento e  “pregou” fogo naquela merda. Não demorou muito tempo para  que o fogo se estendesse pela serra fora e também não demorou muito tempo a chegar ali o chefe da polícia local, ao qual lhe forneci as dicas necessárias para descobrir o local do “crime”. Só não lhe disse quem foi o “criminoso”.
      E a nossa equipa de futebol de salão?!... Ganhamos a toda a gente e só  perdemos com a equipa dos “monhés” na final.
      E os camarões?!....Aqui a qualidade era barata.
      Tenho aqui uma fotografia dum “derby” de futebol de salão, mas já não sei se é em Vila Cabral ou em António Enes.
      A outra fotografia mostra a parte do quintal da nossa “flat” em António Enes, que me foi enviada pelo puto que está sentado no muro e onde se vê uma árvore (ou dava mamões ou papaias) que eu transplantei, vinda da serra em frente.


      Até  breve. Um abraço para todos do Paulo.



 

2 comentários:

  1. Olá camaradas.Daqui fala o Santa depois de alguns dias de férias no Campismo.Embora não tivesse andado por estas bandas é um gosto conhecer os locais por onde vocês andaram antes da abalada para a metrópole.Fiquei a saber que se passaram grandes momentos nesta vossa última estadia por terras de àfrica.Depois de tudo o que vocês passaram lá em cima, também foi bom para vocês ter um final mais agradável. Mas que final!! Um abraço do santa

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  2. Aproveitando uma pausa antes que me chamem para o almoço, num instante vou a António Enes. Seria bem bom se fosse para comer 1,5 kg de camarões grandalhões a 3 Escudos/kg!!
    Mas essa e outras historietas mais, em Angoche, ficarão para depois. Fá-lo-ei porque isso me faz bem ao ego, vá-se lá saber porquê?!
    Será que se passa o mesmo convosco, quando as contam ou quando as lêem? E, quando metem as mãos no baú das fotos e das lembranças não vos surge, de imediato, ao pensamento uma história, por lá vivida, que tanto gozo nos daria a todos se aqui fosse dada a conhecer?
    Bom, mas antes de regressar, quero tirar as dúvidas ao Paulo (mais umas historias bem gozadas) sobre o local do recinto desportivo. A mim não me parece que seja em António Enes, uma vez que as fotos que tenho mostram um campo diferente. Daí, talvez, seja o de Vila Cabral.
    Brevemente irei também mandar umas "dicas" sobre a tal final de futebol de salão entre a "Tropa contra Monhés" que num jornal da Beira, na pág. alusiva a "Noticias de António Enes" foi descrito como
    "Militares" contra "Bairro do Sol".
    E aqui o vosso camarada até jogou pelos monhés, como arma secreta!!

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