terça-feira, 30 de junho de 2009

Recordando...

(Enviado pelo Fernando Santa)



"Camaradas. Quem se lembra do Conjunto Oliveira
Muge de L. Marques? Não sei se estão recordados, foi a primeira coisa que ouvimos já de madrugada depois daquela excursão que fizemos do Catur para Lione após o desembarque do comboio. Foi as boas vindas da companhia que fomos render.
Mais tarde este disco foi proíbido pelo regime fascista de ser vendido e ser tocado nas rádios:



Mamãe, tu estás tão longe de mim!
Mamãe, sinto que estás a chorar.
Não chores a minha ausência
que um dia hei-de voltar!

Não chores, e pensa agora
Que o tempo passa depressa.
Pede a Deus que te tire esse tormento,
Que abrande teu sofrimento
Desse teu formoso rosto.

Mamãe, não chores que eu volto!


Agora que já lá vão alguns anos vale a pena recordar.
Um abraço do Santa "







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13 comentários:

  1. Oh, amigo Soares, Vc. está algo piegas ou será nostálgico?? Então não havia de lembrar aquele choro cantado "Oh mãezinha tás tão longe de mim" que nos martelou os ouvidos, como uma G3, durante 1100 dias?? Ainda agora qd. cliquei pra ouvir atirei-me pra debaixo da secretária: mais não....mais não....!!!!
    Olhe e pq. não a outra: "Os teus óculos de sol"?? Sempre é mais alegre!!!!

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  2. Caro A. Castro, reparará que o teor do POST é do amigo F. Santa, que me limitei a publicar... e lembrei-me de inserir a música, mais como experiência !!! Veja o meu POST de hoje, é mais do meu género...
    Continue a ter boas férias, valeu ? (com ou sem óculos de sol...)
    Um abraço!

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  3. Caros Amigos, também eu chorei na Guiné quando ouvia esta canção. Era impossível não chorar. Só que já não lembro o nome do interprete desta música. Podem dizer-me? Um abraço
    Luiz Figueiredo
    expoluiz@gmail.com

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  4. esta letra e esta musica é do mais lindo que ja se fez em portugal
    quem tem amor e sentimento no coração fica encantado obrigado Manuel Soares
    ADOREI.....O trovador da beira

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  5. Quem nao chorou ao ouvir esta canção? Obrigado por confirmarem que o regime fascista a proibiu. Eu estive em Angola. 72/74. Abraço. A.L.

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  6. tenho algures o disco ou cassete desse conjunto musical.um abraco vivaldo

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  7. Sei que esta musica é do tempo da guerra do ultramar, não estive lá mas sempre que ouço esta musica fico com lágrimas nos olhos,nasci em 1966.


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  8. Ao ouvir esta musica não posso conter as lágrimas que minha saudosa mãe chorou por mim. Obrigado Guiné-Buruntuma

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  9. Conheci e organizei alguns bailaricos com a banda Oliveira Muge de Vila Peri - Chimoio na época eram os melhores para bailar agarradinho e a Mãe era sempre cantada com grande sentimento pelo José Policarpo. Velhos e bons tempos. Um abraço companheiros. P. RODRIGUES.

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  10. NASCI EM FEV/1951 E COMO TAL DESDE OS MEUS 10 ANINHOS QUE O FANTASMA DA GUERRA ME PERSEGUIU ATÉ AO DIA 24/ABRIL/1972,TARDE DE UMA 2ªF.PRIMAVERIL QUE EU COM UM NÓ NA GARGANTA ENQUANTO VIAJAVA SOBRE A PONTE "SALAZAR" VI FICAR PARA TRÁS A MINHA LISBOA ONDE NASCI,CRESCI E TALVEZ VENHA A MORRER.FIZ RECRUTA EM VENDAS NOVAS, TIREI A ESPECIALIDADE EM TAVIRA E PERMANECI ATÉ 8 DIAS ANTES DO DIA DA LIBERDADE EM TOMAR.FUI TRANSFERIDO PARA LISBOA E ESTIVE DE SARGENTO DE DIA NO CAMPO GRANDE EXACTAMENTE NO DIA 25/ABRIL/1974.INFELIZMENTE O COMANDANTE DA UNIDADE A QUE PERTENCIA NA AVENIDA DE BERNA( CGTA )NÃO ALINHOU E FICÁMOS NO INTERIOR DO AQUARTELAMENTO ATÉ AO DIA SEGUINTE.ISTO PARA DIZER QUE APESAR DE " FELIZMENTE " NÃO TER IDO DEFENDER A " PÁTRIA " SEI QUE A MINHA MÃE COMO QUALQUER OUTRA SOFREU A ANGUSTIA DE TER UM FILHO " UM PUTO COM 21 ANOS " SUJEITO A FICAR MUTILADO,TRAUMATIZADO E ATÉ CADÁVER DEVIDO A UMA CAUSA PERDIDA.ENTRETANTO O CERNE DA QUESTÃO QUE ME TROUXE AQUI É EXACTAMENTE O COMENTÁRIO FEITO EM 7/7/2009 PELO CIDADÃO QUE DÁ PELO NOME DE " AMÉRICO ARTUR CASTRO " O QUAL TALVEZ GOSTASSE MAIS DE OUVIR ATÉ Á EXAUSTÃO AQUELA BELISSIMA CANÇÃO DE LAVAGEM CEREBRAL " ANGOLA É NOSSA ".

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  11. Olá amigo! O cidadão a que te referes é o Artur Castro nosso camarada. Camarada de guerra que fez parte da c.cav2415 como eu.Na minha opinião não deixa de ter um pouco de razão. Só para dizer, que uma coisa é ter ouvido cá a canção da "Mãe" outra coisa é ouvir todos os dias e toda a hora a canção no cenário de guerra.Não achas que é um pouco traumatizante para quem está longe da família? Principalmente da Mãe? Eu gosto da canção. Tanto, que comprei lá o disco. Ás vezes ainda gosto de a ouvir. Mas o contexto é diferente.Os sentimentos por vezes não podem ser julgados de qualquer maneira.Eu lá, quando ouvia a canção, fugia. Era uma angústia muito grande. Ficava triste. E para nós que estávamos num clima de guerra em quem a serenidade devia ser total, não era bom um estado de espírito negativo. Era só isto. Um abraço. SANTA.

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